9 coisas que só pessoas tímidas entendem

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Publicado no Brasil Post

Se você é do tipo que fala pouco, deve saber muito bem como é difícil ter que falar alto na sala de aula ou como é a pressão de se destacar num grupo. Talvez já tenha sido tachado de submisso ou, pior, metido, mas você sabe qual é a verdade: você é um pouco tímido. E qual é o problema?

Os tímidos sabem que formam seus hábitos não apenas por serem arredios, mas porque abordam a vida com um padrão de pensamento diferente do padrão de seus colegas mais falastrões. E o traço de personalidade que os caracteriza não é de todo ruim: desde a capacidade de liderança até a atitude cheia de escrúpulos, a timidez tem seus benefícios.

Embora ser tímido tenha suas vantagens, o rótulo da timidez ainda parece carregar uma conotação negativa em nossa sociedade. Por causa dele, há pequenas irritações e nuances que as pessoas reservadas enfrentam regularmente. Veja a seguir nove coisas que os tímidos conhecem em primeira mão.

Ficar pouco à vontade numa sala cheia de desconhecidos

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Se você é tímido, estar no meio de um grupo de pessoas com as quais precisa ser sociável é provavelmente a última situação em que gostaria de estar. Mas, de acordo com Lynne Henderson, diretora do The Shyness Institute (Instituto da Timidez), de Berkeley, Califórnia, esse tipo de cenário pode representar uma ótima oportunidade para os indivíduos reservados encararem sua aversão social.

Para superar a hesitação, Henderson sugere que você se compare com outra pessoa e foque no que quer tirar da situação. “Pense nos atletas que ficam nervosos — eles simplesmente se concentram no que querem fazer”, diz. “Pergunte-se ‘o que eu realmente quero tirar desta interação?’ e tente fazer um esforço para conhecer só uma pessoa nova. Se você sabe que vai ficar tímido numa situação, mantenha objetivos específicos em mente. Com frequência os tímidos, quando se veem em ambientes onde ficam pouco à vontade, esquecem seus próprios pontos fortes.”

Ser ótimo ouvinte é natural para você

Quando uma pessoa é quieta, é observadora. Esse hábito muitas vezes faz com que os tímidos sejam ótimos ouvintes e, graças a isso, tratem seus amigos, colegas de trabalho e parceiros com mais consideração. “Só porque você é tímido, não quer dizer que você não entenda as situações sociais”, disse ao HuffPost Healthy Living o professor de psicologia C. Barr Taylor, da Universidade Stanford. “A timidez pode até virar uma fonte de força, já que você é o observador dentro daquele lugar.”

Sempre pensar antes de falar

Não é que os tímidos sempre fiquem em silêncio, diz Henderson, é só que elas tomam tempo para tomar consciência de seus pensamentos. As pessoas tímidas percebem imediatamente o que estão pensando (mesmo que seja algo autodestrutivo) e param para refletir sobre isso. Esse hábito pode ser positivo ou negativo, mas, diz Henderson, quando se pratica a atenção consciente, sempre é possível transformar esses pensamentos em alguma coisa construtiva. “Antigamente se pensava que apenas pessoas que têm pensamentos negativos a seu próprio respeito apresentam problemas clínicos, mas hoje, com tantas pesquisas sobre a atenção consciente, sabemos que todos nós temos pensamentos automáticos”, diz.

Esses pensamentos imediatos são a razão pela qual as pessoas tímidas pensam antes de falar, algo que às vezes pode ser visto de modo negativo. “Os tímidos podem achar irritante o fato de outras pessoas não reconhecerem esses pensamentos automáticos que todos temos sobre nós mesmos e sobre aquilo que nos cerca”, explica Henderson.

Como é irritante ser chamado de introvertido

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Os dois termos com frequência são usados como sinônimos, mas as pessoas tímidas nem sempre são introvertidas — e as que não se enquadram nas duas categorias entendem a frustração de serem classificadas como tais. Henderson observa que existem extrovertidos tímidos, ou pessoas que desempenham bem socialmente mas podem ter pensamentos e sentimentos internos acanhados. Em um post na Psychology Today, o especialista em timidez Philip Zimbardo observa que muitos ícones de Hollywood podem ser extrovertidos tímidos e que a tendência deles de serem autocríticos ou refletirem sobre si mesmos nem sempre se manifesta publicamente.

Henderson sugere que, se você sente sua confiança indo embora, procure ser compassivo consigo mesmo. “Todos nós temos dificuldades com algumas coisas. Lembrando que isso é algo que todos temos em comum, você pode ser mais tolerante consigo mesmo”, ela diz. E recomenda práticas como a meditação da gentileza amorosa: “Ninguém é perfeito. Qualquer coisa [gentil] que você possa dizer a si mesmo ou a outros vai lembrá-lo que estamos todos juntos nessa.”

Se retrair diante das palavras “fale mais alto!”

Você já repassou essa cena na cabeça mil vezes: está fazendo uma apresentação na sala de aula quando alguém de uma das fileiras do fundo diz: “Ei, fale mais alto, por favor!”. É o pior pesadelo dos tímidos, por mais comum que seja. “A extroversão e a promoção própria são incentivadas em nossa cultura”, Henderson explica. “Se você não fica falando o tempo todo, ouvir ‘por que você não fala mais ou mais alto?’ pode ser irritante para uma pessoa tímida, porque ela geralmente pensa antes de falar.”

Henderson explica que, apesar do constrangimento sofrido, o jeito de falar pouco e baixo, típico de uma pessoa acanhada, possui seu mérito. O desejo de fazer silêncio inicialmente pode até ser útil, quer você queira comandar a atenção de uma sala inteira ou apenas falar com algumas poucas pessoas. “Criar um ambiente de silêncio pode ser uma vantagem real, especialmente quando você precisa exercer um papel de liderança”, diz a psicóloga. “Faz com que você consiga captar o ânimo reinante num ambiente e aprender a fazer uso dele.”

“Seja mais sociável” é algo que você não pode fazer facilmente (e nem quer, na realidade)

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Dizer a uma pessoa tímida que ela tem que simplesmente ser “mais sociável” não vai ajudar — na realidade, pode ter o efeito oposto. “Nem todas as pessoas são extrovertidas; esperar que todo o mundo seja sociável pode ser irritante para quem é tímido”, Henderson avisa.

Os tímidos que também são introvertidos talvez nem queiram ser sociáveis ou altamente ativos em ambientes muito sociais. Como explica a blogueira do HuffPost Kate Bartolotta em um post de 2013, às vezes esses indivíduos reservados precisam de um tempinho para ficar a sós.

“Passei anos me sentindo culpada quando queria passar tempo sozinha, em vez de fazer coisas com amigos. Aprendi a superar e muitas vezes eu me forçava a ser sociável, mesmo quando isso era exaustivo para mim. Muitas pessoas fazem isso, já que a extroversão tende a ser valorizada em nossa sociedade, enquanto a introversão é vista como ‘traço de personalidade de segunda categoria, alguma coisa entre uma decepção e uma patologia’. Não é nada disso. Para nós, que somos assim por natureza, a introversão pode ser nossa maior qualidade.
Como mencionei, ser introvertida não é a mesma coisa que ser tímida (embora também não haja nada de errado em ser tímida). Muitos tímidos também são introvertidos, mas uma coisa não tem muito a ver com a outra. A melhor explicação que já me deram (e que me rendeu uma das maiores epifanias da minha vida adulta) foi que, enquanto os extrovertidos se energizam quando passam tempo com outras pessoas e criam conexões com elas, os introvertidos precisam de tempo voltado para dentro deles mesmos para recarregarem as baterias.”

Saber que você poderia ser um ótimo líder, mas ter que dar mais duro para provar que é verdade

Os indivíduos quietos muitas vezes têm que fazer o dobro do esforço para se destacaram, especialmente no trabalho. Mas, como Henderson nota, os tímidos tendem a dar os líderes mais excepcionais. “Eles realmente empoderam seus liderados”, ela explica. Na verdade, algumas das pessoas mais poderosas do mundo foram também consideradas tímidas. Políticos respeitadíssimos como Abraham Lincoln e ícones de Hollywood como Audrey Hepburn e Johnny Carson todos tinham personalidade mais reservada.

Preferir ficar nos bastidores a ser o centro das atenções

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Ter a atitude de alguém que fica à margem, apenas observando, muitas vezes é criticado, mas traz alguns benefícios, especialmente no trabalho. Henderson diz que as pessoas tímidas que conseguem controlar seu traço de personalidade muitas vezes conseguem usá-lo de maneiras que as tornam líderes mais conscientes. Essa tendência natural de afastar-se do centro do palco pode ajudar muitas empresas a alcançar suas metas. “As pessoas tímidas lideram a partir do segundo plano”, Henderson diz. “Lideram porque se importam com o projeto, não porque queiram ser o centro das atenções.”

Que todo o mundo pense que sua timidez é um problema (mas você sabe que não é)

Como qualquer outro traço de personalidade, a timidez tem seus prós e contras. O segredo está em aproveitar aquilo que faz você ser mais reservado e usá-lo a seu favor. “Uma coisa muito irritante é que todo o mundo pense que a timidez é um problema”, diz Henderson. “Os tímidos possuem uma sensibilidade real em relação às outras pessoas. Eles sabem o que é sentir-se nervoso. Por isso, quando eles próprios não estão na berlinda, podem ser muito bons em ajudar outras pessoas a ficarem à vontade.”

Em post na Psychology Today, Bernardo Carducci, diretor do Instituto de Pesquisas sobre a Timidez da Indiana University Southeast, argumenta que a timidez realmente possui algumas vantagens. Para ele, essa característica não é algo que precise ser superado, mas que deve ser abraçado. “Os tímidos de sucesso não mudam quem são”, ele escreve. “Mudam seu modo de pensar e suas ações. Não há nada de errado em ser tímido. Na verdade, hoje creio que nossa sociedade precisa não de menos timidez, mas de um pouco mais.”

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30 dicas para você ser bem sucedido na vida

 foto: Thinkstock
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Publicado por InfoMoney

O que é preciso para ser bem sucedido na vida? Não há uma resposta simples, mas experiências mostram que existem práticas que podem maximizar as chances de ter uma vida feliz, produtiva e bem sucedida.

O site Business Insider listou 30 dicas que podem te ajudar ter sucesso na vida. Confira:

1- As pessoas não se importam com o que você pensa: a maioria das pessoas não vai notar que você comprou um carro novo ou recebeu uma promoção, e você não deve basear a sua felicidade nessas situações. Por outro lado, se ou outros estão te enchendo de atenção, não deixe que os “paparicos” subam à sua cabeça.

2- As pessoas que gostam de verdade de você não estão interessadas nas suas posses: quando você está cercado de pessoas que realmente gostam de você, não é preciso se preocupar se você tem as melhores coisas, pois elas estão interessadas somente em você e no seu bem-estar.

3- Organizar a sua vida em torno de dinheiro não vai te fazer feliz:
faça o que você gosta e não o que oferece o maior salário, pois você não estará satisfeito com as suas realizações.

4- Dívida não é um fardo da vida adulta: se você está fazendo um investimento para estudar e ter uma carreira, então é importante que você gerencie uma dívida. Porém não se pode considerar uma dívida como um rito de passagem para a idade adulta, já que ela pode representar um perigoso desequilíbrio de suas finanças.

5- A arte de falar bem representa poder: quando você sabe falar bem, a ponto de mudar a opinião de alguém ou impor confiança em alguém, então você está com o poder em suas mãos.

6- Você só pode controlar a si mesmo: apesar de ser importante ajudar os outros quando possível, ou necessário, vale lembrar que você só pode controlar a si mesmo.

7- Prepare-se para o inesperado: faça tudo o que puder para entender como as coisas funcionam. Mas esteja ciente de que nenhum conhecimento pode evitar que algo inesperado aconteça na sua vida; tenha sempre um plano B.

8- Não deixe que os outros te definam: apesar de os seres humanos serem criados para viver em comunidades, não deixe que outras pessoas ou ideologias digam quem você é.

9- Faça mais que o exigido: para se tornar um sucesso, você precisa superar concorrentes e mostrar sua força de vontade e bom trabalho, por isso, busque sempre melhorar e ir além de exigido. Vale lembrar que se você já está no topo, a competição continua, mas dessa vez é contra você mesmo.

10- O autoconhecimento é valioso: se você consegue observar e aceitar a forma como as outras pessoas te veem, você será capaz de trabalhar e conviver melhor com outras pessoas.

11- Preconceitos afetam tudo que fazemos: a sua visão de mundo influencia tudo que você faz. Se você conhece os seus preconceitos, você pode minimizá-los e fazer o que é certo para a cada situação.

12- Viver no presente é estar focado: aceite que o passado não pode ser mudado, e aproveitar ao máximo o momento que você está vivendo, pois o futuro é apenas o resultado dos seus esforços.

13- Conviva com as diferenças: cercar-se de pessoas que pensam como você pode limitar a sua criatividade, mas se você procurar novas perspectivas, você cresce mais rápido e aprender mais.

14- Viaje mais: fazer uma viagem não vai apenas te expor a outros estilos de vida, como também vai levar o seu cérebro para fora do piloto automático e permitir que você volte ao trabalho revigorado.

15- Corra riscos até alcançar o que você quer: se você ainda não encontrou um trabalho pelo qual você se apaixone, não tenha medo de correr riscos e largar tudo para ir atrás do seu sonho.

16- Cuide da sua saúde: você não pode se concentrar somente em sua carreira, é preciso também estar atento ao estado de saúde.

17- Sua reputação deve ser protegida: proteja sua reputação, pois ela é tudo o que você tem. Seja honesto, confiável e amável, e outros irão notar.

18- As decisões não devem ser orientadas pelas emoções: a reação instintiva do ser humano é ser influenciado pela raiva ou pânico, no entanto, isso pode destruir uma vida inteira de trabalho em poucos segundos. Espere até que você está calmo antes de tomar uma grande decisão.

19- Saiba perdoar: tanto pessoas estranhas quanto entes queridos vão acabar te decepcionando em algum momento. Reaja em conformidade, mas não mantenha rancor.

20- Em busca de um propósito maior: você vive em um mundo muito maior do que você mesmo e os seus problemas, por isso, pense em algo grande que você gostaria de fazer pelos outros.

21- A vida é curta: use o seu senso de urgência para tirar o máximo possível do seu tempo.

22- Existem muitas coisas que você não sabe: se há uma tarefa que você pode delegar a alguém mais adequado, então fazê-lo. Se há uma discussão sobre algo que você não está suficientemente bem informado, resistira à tentação de saltar de cabeça.

23- Seja honesto contigo: se o seu objetivo é ser bem sucedido e se destacar em tudo que você faz, então você precisa ser honesto com você mesmo e aceitar coisas desagradáveis que acontecem.

24- Felicidade é uma escolha: as suas atitudes são resultados de decisões. Escolher ser feliz e otimista, independentemente da situação, produz mais sucesso do que negatividade.

25- Tenha confiança: quando você acredita em si mesmo, os outros tendem a acreditar no que você tem a dizer.

26- Medo é normal: todo mundo tem medo de fracassar. Os mais bem sucedidos sabem como aceitar seus medos e manter a ansiedade controlada.

27- Gentileza é fundamental: pequenos gestos de bondade podem ter um grande impacto, por isso, seja gentil com todos.

28- Nem tudo é perfeito: diferentemente dos filmes, os mocinhos nem sempre ganham no final. Aprecie o que você tem, e você vai ser mais forte e mais feliz por causa disso.

29- Aprenda com os outros: você pode aprender muito com a experiência dos outros. Por isso, é bom ter heróis ou pessoas que te inspirem e que você possa usar como exemplo para trilhar o seu próprio caminho.

30- A sorte é sutil: não tem como negar que muitas vezes a sorte ajuda algumas pessoas, mas em grande parte dos casos, o sucesso vem de muito trabalho duro.

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Os 15 comportamentos mais irritantes para se ter no trabalho

Confira as atitudes e os comportamentos que mais incomodam o expediente dos profissionais, segundo especialista em etiqueta

rritação: fofoca, indiscrição, arrogância, atrasos frequentes e oportunismo são alguns dos comportamentos que mais incomodam (foto: SXC.hu)
Irritação: fofoca, indiscrição, arrogância, atrasos frequentes e oportunismo são alguns dos comportamentos que mais incomodam (foto: SXC.hu)

Camila Pati, na Exame

Conviver bem em grupo no ambiente de trabalho é uma arte em que nem todo mundo têm maestria.

É raro encontrar um profissional que não tenha uma história de difícil convivência e de atitudes irritantes de colegas de trabalho.

Pensando nisso, EXAME.com pediu a Maria Aparecida Araújo, proprietária da Etiqueta Empresarial Executive Manners Consulting, para citar os comportamentos que mais incomodam as pessoas no trabalho.

A lista é longa, confira e veja se você também não corre o risco de ser o chato do escritório:

1. Atrasar (sempre)

É difícil manter uma pontualidade britânica com engarrafamentos bem brasileiros para enfrentar todos os dias nos grandes centros urbanos. Mas, fazer do atraso a regra pode ser bem irritante para quem precisa ficar esperando.

“A noção de tempo, no Brasil, de maneira geral, não é muito rígida. É mais flexível”, diz a especialista em etiqueta profissional. Mas fazer do atraso a regra pode ser bem irritante para quem precisa ficar esperando.

2. Os indiscretos e os fofoqueiros

“Apesar de já ter ouvido pseudo-consultores dizerem que fofoca é saudável no ambiente de trabalho, porque permite que as novidades corram, geralmente só coisas depreciativas são propagadas”, diz Maria Aparecida.

Divulgar assuntos sigilosos e fazer perguntas deselegantes ou indiscretas também são fonte de desconforto no escritório, de acordo com ela.

3. Falar demais

Nada mais irritante do que estar concentrado em uma atividade e ser interrompido a todo o momento pelo colega que deseja contar os seus feitos e suas histórias deste  e de outros carnavais.

“Há pessoas que falam demais, sem se tocar que estão sendo desagradáveis”, diz Maria Aparecida.

E quando a sua mesa é de frente para o cantinho do café, obrigando-o a conviver com as rodinhas e os animados grupos de bate papo que se formam por ali?

Depois da quarta rodinha em menos de 2 horas, a irritação começa a dar sinais mais claros.

4. Conquistadores de plantão

Roupas insinuantes, atitudes provocantes. Este tipo de comportamento, de apostar na sedução para chegar onde se quer, também é observado pela especialista como um dos que mais incomodam.

5. Bajuladores, oportunistas, falsos e carreiristas

Alguns apostam na bajulação como meio de subir mais rápido na carreira. Nada mais irritante do que conviver com um colega de trabalho assim.

Outros lançam mão de estratégias oportunistas que muitas vezes acabam em homéricas “puxadas de tapete”. “E há os vulgos traíras”, acrescenta Maria Aparecida.

Uma atitude bastante comum do oportunista é manter o radar ligado para os erros, dos outros, é claro. “São pessoas que ficam atentas a qualquer falha e tiram partido disso para se promover”, explica. No mundo corporativo, também não faltam histórias de apropriação indébita de ideias e iniciativas.

E, por fim, os carreiristas, que identificam relações internas de poder e sabem muito bem tirar proveito delas.“Sob o lema ‘os fins justificam os meios’, são pessoas que se valem de expedientes escusos para subir na carreira”, explica Maria Aparecida.

6. Os piadistas

Senso de humor é uma virtude celebrável, mas há sempre aqueles que “perdem a mão” e partem para brincadeiras de mau gosto ou apostam em piadas que ofendem.

Escatologia e preconceito lideram a lista de temas que mais incomodam. “É preciso pensar que o senso de humor varia de pessoa para pessoa”, diz Maria Aparecida. O que faz um amigo “rolar de rir no chão” pode ofender um colega de trabalho.

7. Encher a caixa de e-mails com mensagens desnecessárias

Ainda há quem considere o e-mail corporativo uma espécie de WhatsApp do escritório. Sobrecarregar a caixa de entrada dos colegas com mensagens desnecessárias dentro e fora do expediente tira muita gente do sério.

“Muitas vezes pessoas que não fazem parte do contexto são incluídas nos destinatários”, diz Maria Aparecida.

8. Sobrecarregar o olfato alheio

Incenso, plantas aromáticas, perfumes e odores corporais acentuados incomodam o nariz alheio.

Alimentos com cheio forte também deveriam ser banidos da mesa de trabalho. “Cabe também às empresas prover um local adequado especificamente para refeições dos funcionários”, diz Maria Aparecida.

9. Os barulhentos

Ninguém quer um clima de silêncio sepulcral no escritório. Mas muito barulho por nada é irritante.

Em tempos de espaços amplos e coletivos de trabalho, celulares de tocam alto e insistentemente, conversas no modo viva-voz e gritaria são grandes vilões da concentração.

O mesmo ocorre com aqueles barulhinhos obsessivos. “Tamborilar os dedos, bater a caneta, amassar embalagens e cantar alto”, cita a especialista.

10. Os pegajosos

Tem gente que adora encurtar a distância física. Abraçar, beijar, apostar na proximidade ao falar são hábitos que podem ser aceitáveis para uns e desagradáveis para outros, diz a especialista.

Tapinha nas costas, mão ao redor do pescoço e outros tipos de toques, comuns na cultura brasileira, podem incomodar quem não está acostumado ao “calor humano”.

11. Pegar o que é dos outros e não devolver

Voltar de férias pode ser um pesadelo para quem convive com pessoas deste tipo. É a sua cadeira que sumiu, as canetas que desapareceram, o mouse e o teclado que foram trocados na sua ausência.

Pedir dinheiro emprestado e nunca devolver também é um hábito irritante. “Estar sempre sem dinheiro no happy hour, mas comer e beber deixando que os outros paguem, por exemplo”, cita a especialista.

12. Quando adiar é o lema

A reunião que era para hoje, mas foi ficando para amanhã e que vai ser remarcada, depois de amanhã, para a próxima semana.
O projeto que não sai nunca no prazo, o relatório que era para a semana passada, mas será entregue na próxima.

Não é só no que diz respeito aos compromissos e reuniões que o atraso incomoda. Postergar a entrega de tarefa pode prejudicar uma equipe inteira, diz Maria Aparecida, assim como fazer tudo de última hora.

13. O sempre ausente

Quando a ausência não justificada é um hábito, o incômodo fica evidente. Afinal, para que não haja prejuízo nos processos alguém tem que trabalhar mais para que a falta do colega não prejudique a produtividade do setor ou do departamento.

14. O arrogante e/ou dono da verdade

Aquele profissional que se acha o máximo e conta vantagem o tempo inteiro não passa despercebido.

Seu comportamento irrita a todos os que percebem os contornos da sua arrogância. “São pessoas que querem se sobressair a qualquer preço”

Quem insiste em ser o dono da verdade também é notado pela chatice desse comportamento, logo de cara.

“Interrompem as pessoas, geralmente para contradizê-las. Criticam muito, e, na maior parte das vezes, quando têm plateia”, explica Maria Aparecida.

Um comportamento recorrente em pessoas deste tipo é humilhar as outras pessoas, diz a especialista. “Nas reuniões multinível, humilham os colaboradores de escalão mais baixo”, diz ela.

15. Os “caixas de Pandora” e os “profetas do Apocalipse”

Falar apenas coisas negativas, semear discórdia, jogar uns contra os outros. Estes são as principais “atribuições” dos profissionais classificados por Maria Aparecida como “caixas de Pandora” do escritório. “São pessoas muito nocivas e que acabam com o clima interno de qualquer empresa”, explica.

E quem se lembra da hiena Hardy, o símbolo máximo do pessimismo imortalizado nos desenhos Hanna Barbera ? “Ó vida, ó azar” é o seu bordão mais famoso. “Os Hardys do escritório são aqueles que só chegam dando notícia ruim e reclamam de tudo”, diz Maria Aparecida.

Demissões em massa, o novo chefe que é um monstro e a iminência de falência da empresa são algumas de suas notícias preferidas.

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Casais que falam igual se amam mais

foto: flickr.com/dustinjmcclure
foto: flickr.com/dustinjmcclure

Carol Castro, na Superinteressante

Você e seu amor falam de um jeito parecido? As mesmas gírias, interjeições, verbos? Parabéns, amiguinhos. Diz um estudo americano que a chance do namoro de vocês durar por muuuito tempo é maior que entre outros casais.

Psicólogos da Universidade do Texas e Universidade Estadual de Wayne se deram conta disso ao analisarem a conversa de 40 casais heterossexuais nos primeiros encontros. Depois de três meses, eles entraram em contato para ver quem ainda estava junto. E perceberam que os casais que falavam de um jeito parecido tendiam a levar o namoro mais a sério por mais tempo.

É que esses casais são mais parecidos. Segundo a pesquisa, o jeito de falar mostra como as pessoas pensam e em que acreditam. Quanto mais idêntico, maior a chance de concordarem com as mesmas ideias.  Aí eles acabam até se interessando mais pela conversa toda.

(Via Science Daily)

dica da Rina Noronha

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A banda Catedral e o juízo gospel (3)

Há alguns dias reproduzi aqui no Pavablog um capítulo de “Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar“, livro do Ricardo Alexandre. Inadvertidamente esqueci de falar um pouco da trajetória do jornalista.

Ele dirigiu revistas como Bizz, Trip e Época São Paulo e escreveu Dias de luta: rock e o Brasil dos anos 80 (Arquipélago) e Nem vem que não tem: A vida e o veneno de Wilson Simonal (Globo Livros).

Em resposta ao texto, a banda gravou um vídeo,  postado de imediato com o mesmo destaque. Ricardo enviou o texto abaixo e este post encerra a série.

Agradeço ao Ricardo e à banda a oportunidade de lançar luz sobre um episódio emblemático do preconceito e da truculência que regem o comportamento do rebanho em certos assuntos. Esses creio serem grandes (e comuns) inimigos que devem ser combatidos. (SP)

12 considerações sobre o vídeo do Catedral 

Sobre o vídeo “Banda Catedral Conta Toda Verdade”, na posição de “pseudo-jornalista” “mau caráter” ali citado, gostaria de encerrar minha participação na polêmica com 12 pontos de uma tréplica que preparei para o Pavablog:

1. No jornalismo, não existe o nível de objetividade que o público mais ingênuo acredita existir. Quando você está decidindo que um determinado assunto vai ganhar quatro páginas em vez de duas, que o título vai ficar na página esquerda e não na direita, que a foto vai ser um close em vez de uma panorâmica, se vai ter chamada de capa ou não, você já está “editorializando”, está interferindo. O papel de um editor é justamente interferir. Isso não é um crime, isso não é desvio de caráter. Entretanto, como em toda profissão, às vezes ele acerta, às vezes ele erra. A diferença é que o erro do jornalista é divulgado para centenas de milhares de pessoas. Curiosamente, artistas só reclamam da falta de objetividade quando sentem-se diminuídos, jamais quando são destacados entre os demais.

2. O texto “A banda Catedral e o juízo gospel” é o capítulo 31 de um livro de causos, confissões e memórias dos 15 primeiros anos da minha carreira como jornalista musical, entre 1993 e 2008. Os 50 capítulos do livro estão sendo publicados prioritariamente no blog com meu nome no MSN desde abril [http://musica.br.msn.com/blog]. É ridícula a acusação de que eu esteja querendo me promover ou promover livros que já estão na terceira ou quarta reimpressão, uma vez que o espaço é meu, em meu nome, falando sobre mim em primeira pessoa.

3. É patético quando eles tentam desqualificar meu trabalho como jornalista, inclusive recorrendo à técnica infantil do “como é o nome dele mesmo?” e do “alguém me mandou, se não nem teria visto”. Afinal, se eles querem justiça, como dizem, é preciso admitir que ela só foi restabelecida por causa do meu texto. A menos que sua noção de “justiça” se confunda com vingança. Aliás, pensando bem, quem quiser buscar a famosa entrevista do grupo à rádio Melodia FM vai reparar que o repórter Ricardo Pieralini se propôs, já na época, a participar ao vivo, dizendo que o tom do seu texto, cheio de alusões ao inferno e aos clichês do mundo do rock, foi uma tentativa bem-humorada de apresentar a banda ao público secular, e que não imaginava que o público cristão fosse interpretá-lo do jeito que estava fazendo.

4. Coloco a mão no fogo pelo repórter que voltou com a entrevista. Como editor, eu pouco retoquei do texto. Lembro que no final do ano 2000, Pieralini havia se envolvido em polêmica semelhante, com a banda Capital Inicial. O repórter “pescou” numa conversa informal que o grupo de Brasília havia confirmado sua participação no Rock in Rio. Quando a notícia (para a qual ninguém havia pedido off) foi publicada no site, Dinho Ouro Preto veio à público negar, com os mesmos argumentos do Catedral: o de que estávamos mentindo, o de que éramos levianos, de que não tínhamos provas etc. Claro que o festival não queria furar sua estratégia de marketing, e o grupo subiu ao palco do festival carioca, como todos se lembram, meses depois.

5. Artistas falam coisas no calor do momento, se entusiasmam. Integrantes de uma banda falam coisas uns por cima dos outros, tentam parecer simpáticos a repórteres, querem se mostrar bem-humorados e sagazes. E se arrependem depois, e são mal interpretados, e são incompreendidos. Não só artistas, aliás, mas estes parecem ter maior dificuldade em admitir.

6. Em 2001, não era o Catedral que estava no auge. O que estava no auge era o mercado fonográfico brasileiro e a cultura do jabaculê. O que tocava muito no rádio, o que estava “em primeiro lugar no Brasil inteiro” era o que a gravadora negociava para que assim fosse. Quem tem algum interesse nessa história, pode buscar nos capítulos anteriores do mesmo livro, atualmente disponíveis no blog do MSN.

7. O vídeo divulgado no dia 18 de setembro, de intermináveis 40 minutos, mostra o quão confusos e mal articulados eles são. Se desde aquela época tivessem admitido ter dito o que disseram, mas num contexto totalmente diferente e para um público totalmente diferente do público gospel, e que sua declaração foi editorializada e amplificada e usada para o exercício do farisaísmo evangélico, talvez o monstro tivesse sido morto no ninho.

8. A banda tem todo direito de nos achar maldosos. Eu mesmo acho isso, olhando em retrospecto. Não uso os mesmos recursos de edição que usava em 2001, não sou a mesma pessoa que eu era em 2001 e espero olhar do futuro para 2013 e notar que mudei em igual medida. É assustador que uma pessoa vir à público admitir um erro cause tamanho estranhamento entre os cristãos evangélicos brasileiros, quando a confissão, o arrependimento e o perdão são a base do ensino cristão.

9. O Catedral tinha, e tem, todo o direito de se sentir prejudicado. Mas não foi nossa intenção, em nenhum momento, e falo em nome de toda a velha equipe Usina do Som. A intenção foi simplesmente chamar a atenção de um público que não era o da banda, para uma entrevista que julgamos desinteressante e banal. É óbvio, ao menos para mim, que toda a confusão e todo o prejuízo foi causado quando esse conteúdo foi usado pelos doutores da lei com o objetivo de julgar e excomungar.

10. Os integrantes do Catedral compartilham de uma visão distorcida do papel da imprensa, uma visão muito comum entre os artistas brasileiros: o de que os jornalistas musicais, os críticos de música e a imprensa em geral deve “apoiá-los” ou “dar uma força” como se as redações fossem extensões dos departamentos de marketing de suas gravadoras. Atribuo esse pensamento à insegurança típica dos artistas, mas também à pouca intimidade dos brasileiros com a palavra escrita – já que isso não acontece no exterior. Mas essa nunca foi, nem nunca será a função da imprensa cultural. Nosso compromisso é com o leitor, em ajudá-lo a separar o ruim do bom, o bom do ótimo, os impostores dos verdadeiros criadores. Se o tom com o qual fazemos isso é o do rigor acadêmico ou o da sátira, isso é uma decisão absolutamente editorial que o leitor, e não o artista ou seus assessores, vai avalizar ou não.

11. Em seu vídeo, a banda é leviana e igualmente maldosa em diversos momentos. Em especial quando tenta desqualificar a importância do maior site de música da América Latina dizendo que “se tivesse sucesso estava de pé até hoje”. A verdade é exatamente o oposto: o sucesso de público revertia-se em “peso” de banda, em sinal, em custo junto a provedores. Um site com um milhão de assinantes, como era o caso, era uma fortuna que nem a editora Abril conseguia manter. Ou seja, foi justamente o sucesso que o penalizou. Outra leviandade é dizer que o conteúdo foi retirado do ar por medo. Na verdade, o conteúdo foi tirado do ar porque a Usina do Som se esgueirava numa legislação ainda incipiente no Brasil para distribuição de música online legalizada, e precisava da simpatia de todas as gravadoras para funcionar. Mas eu fui consultado sobre o assunto e autorizei a retirada – porque, entre outros motivos, havia entendido que, com todo o erro de expressão e interpretação que o Catedral desencadeou, a cadeia de aproveitadores em cima dele havia ultrapassado todos os limites aceitáveis. E comecei a preparar uma grande reportagem sobre o gospel brasileiro, que infelizmente nunca foi publicada.

12. Eu tentei de todo jeito não entrar nos méritos artísticos do grupo Catedral, e acho que consegui até aqui. Mas é óbvio que a história mostra o caso de inúmeras bandas de fato perseguidas e espezinhadas pela imprensa – o caso dos Engenheiros do Hawaii, Jota Quest ou Cidade Negra no Brasil, o Kiss no exterior, por exemplo – que construíram sua base de fãs dialogando sem o “aval” da imprensa e sendo, muito mais feroz e sistematicamente, perseguidos por ela. O trio tem todo o direito de se achar tão talentoso quanto a Legião Urbana, e talvez seja reconfortante imaginar que todos os seus descaminhos foram de responsabilidade de terceiros, mas é só olhar para as últimas eleições para presidente para entender que a imprensa não tem todo o poder destrutivo (ou construtivo) que eles gostariam que tivessem.

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