Mulheres de jogadores fazem do Cruzeiro o ‘time de Deus’

Torcedores do Cruzeiro estendem bandeira durante vitória sobre o Goiás (foto: Doug Patrício)
Torcedores do Cruzeiro estendem bandeira durante vitória sobre o Goiás (foto: Doug Patrício)

Camila Mattoso, no ESPN

No meio da incrível conquista do Cruzeiro na noite deste domingo, uma das coisas que mais chamaram a atenção na festa do tetracampeonato foi a presença de Deus em todos os agradecimentos dos jogadores ao término do duelo contra o Goiás, no Mineirão. A postura também foi percebida na comemoração dos gols, quando todo o time se reuniu em um círculo e levantou as mãos para o céu, o que vem acontecendo há alguns meses.

Desta vez, aliás, teve mais do que isso: um gigante bandeirão que atravessou toda a arquibancada de trás de um dos gols com a mensagem “A Deus toda glória”.

Na saída para o vestiário, logo após a conquista do bicampeonato, as referências aumentaram. Dezenas de pessoas, incluindo quase todo o elenco, usavam camisetas com o mesmo texto pintado no imenso pedaço de pano mostrado algumas vezes durante o confronto. Nenhum atleta deixou de mencionar a fé para falar do resultado.

Léo falou sobre a corrente de orações depois da partida
Léo falou sobre a corrente de orações depois da partida (foto: ESPN)

“Os familiares se reúnem para orar. Sabemos que o futebol é um jogo, de derrotas e vitórias, mas sabendo que a ele toda a honra e toda a glória. E hoje nós dedicamos o título a ele. É um time inteiro envolvido nisso, uma torcida inteira. Sabendo que há um Deus no céu que nos abençoa. Sem Deus, a gente não seria nada”, falou Léo.

Quem viu e ouviu tudo isso, de perto ou de longe, não poderia imaginar que por trás dessa crença explicitada a todo momento, a cada entrevista, há uma grande corrente de orações, comandada por absolutamente todas as esposas e namoradas dos jogadores.

Foram elas, aliás, quem fizeram o bandeirão para estender neste domingo. Todo o material foi pago por eles, os tetracampeões, em um rateio que não excluiu jogador algum.

A história, que conta com fracassos e conquistas, começou no ano passado, logo após a derrota do Cruzeiro para o Flamengo, na Copa do Brasil, nos minutos finais do segundo tempo, com gol marcado pelo volante Elias, hoje no Corinthians, como explica Sandra Maciel, mulher do goleiro Fábio, um dos mais fanáticos pela ideia.

Sandra Maciel, esposa do goleiro Fábio, no Mineirão (foto: ESPN)
Sandra Maciel, esposa do goleiro Fábio, no Mineirão (foto: ESPN)

“Começou depois da Copa do Brasil, quando fomos eliminados lá no Rio, para o Flamengo, no finalzinho, e as esposas viram os maridos muito tristes e resolveram se unir. A gente se encontrou e se perguntou o que podíamos fazer por ele? ‘Vamos orar’. A gente começou a se reunir toda semana, temos um grupo com todas as esposas. Oramos pela vida deles, fortalecendo o físico, o emocional, livrando de lesões”, disse, em contato com a reportagem.

“Não paramos nunca com isso, nem no fim do ano passado. Oramos por contratações também. As esposas se reúnem e eles também têm o grupo deles de oração. A gente tem o ‘Relógio da Oração’, quando cada esposa tem sua hora para rezar. A gente vira 24 horas orando, na véspera do jogo. E não é para a vitória, é para acrescentar o que Deus tiver que acrescentar”, completou a esposa do atleta.

O “Relógio de Oração” funciona da seguinte forma: elas têm de passar um dia inteirinho rezando por todo o elenco, sem deixar nem um minuto das 24 horas do dia vazio, ideia da companheira do lateral Ceará, que é pastor e um dos principais pilares da disseminação da fé na equipe celeste.

Da derrota para o Flamengo até o final deste domingo foram 95 jogos realizados, ou seja, mais de 2280 horas de oração dentro da crença por elas inventada.

“Na véspera de jogo a gente começa 24 horas antes a orar. A gente se divide para não passar nenhum momento do dia sem orar. Cada uma fica meia hora, por exemplo. Tem de acordar de madrugada e rezar”, contou Sandra, lembrando que há um grupo no Whatsapp com 32 mulheres, para coordenar toda essa estratégia.

Fazer o bandeirão invadir as arquibancadas do Mineirão, no entanto, não foi tarefa fácil. A confecção, que demorou cerca de 15 dias, e as negociações contaram até mesmo com a torcida organizada Máfia Azul, atualmente com relações rompidas com a diretoria cruzeirense.

Grupo de Whtasapp das esposas dos jogadores do Cruzeiro
Grupo de Whtasapp das esposas dos jogadores do Cruzeiro

“Nós tivemos uma reunião neste ano e eu tive a visão de um bandeirão. Levei isso a sério e colocamos para os atletas e eles gostaram. Todos eles. Não ficou nem um fora. Isso é muito lindo. É muito unido. Não tem quem fique fora. E não é religião, é essência de vida. A gente agradece por tudo que Deus faz. A gente fez a camisa igual a do bandeirão e outra também, se ganhasse ou perdesse, não importaria. É uma fé muito grande, uma conexão enorme. O que Deus tem feito no Cruzeiro não se explica. Para a gente trazer o bandeirão aqui hoje foi muito difícil. Todo mundo junto. A diretoria do Cruzeiro, a Minas Arena, todo mundo. Foi difícil”, disse Sandra.

“A gente precisava da torcida para abrir o bandeirão. E eu falei com o menino da Máfia Azul, o Quick [presidente da torcida], que os meninos queriam muito essa bandeira. E ele topou na mesma hora. E durante o processo, as rezas também eram assim. E aí combinaram o seguinte com os jogadores: para levantar na hora de entrar, na hora que sair gol e no final, se campeão. Choveu muito, escorreu muita tinta. Mas deu certo. As esposas se uniram muito hoje”, completou.

Como havia uma mensagem religiosa, o processo de liberação do bandeirão foi burocrático, mas acabou dando certo, premiado com a vitória do tetra.

“Foi muito difícil. Chegou uma hora que falaram que não ia dar certo porque tinha mensagem religiosa. E a gente começou a orar para dar certo. Foi a hora que o Cruzeiro tomou a frente para fazer acontecer. A gente precisa agradecer. O Cruzeiro teve de mandar um ofício para a Minas Arena. Valeu muito a pena. A gente faria isso de qualquer jeito hoje, não importaria se a gente perdesse”, finalizou.

dica do Rogério Moreira

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A vida sem rédeas

ca. 1990s Wyoming, USA

Ricardo Gondim

A vida se parece com um cavalo chucro. Ela não obedece prognósticos, despreza vaticínios e nunca se prende aos trilhos da lógica. Quando puxada à direita, desobedece. Se afrouxamos as rédeas e cogitamos parar, eventos súbitos nos surpreendem. Quem não se dobra à verdade de que a vida é selvagem, desperdiça enormes pedaços da existência. O esforço de encabrestar o potro selvagem chamado vida, exaure. Querer antecipar o futuro é tarefa estafante, um delírio onipotente.

Ciência e tecnologia prometem trazer as variáveis da vida sob sua tutela. Mesmo com toda conquista médica, capacidade meteorológica e poder cibernético, por mais admiráveis, estamos longe, muito longe, de subjugar o tal potro.

Mantemos uma inquietação estranha. Ambicionamos controle. Como tornar o futuro minimamente previsível? A religião se oferece como resposta alternativa. Os templos lotados atestam sua força. A necessidade humana de antecipar-se a acidentes, de prever intempéries e de se proteger da aleatoriedade, leva muitos a acessar o divino. O desencanto pós-moderno é, em grande parte, responsável pelo avivamento da crença de que resta esperar pela proteção de Deus. A lógica do javismo de Deuteronômio ensina que Deus blinda, desde que ele contemple uma contrapartida dos filhos. Quem cumprir os mandamentos, cria defesa para tudo: do ataque dos gafanhotos na plantação à vaca infértil. Devido a essa expectativa, sobejam os marqueteiros da religião, que repetem (nunca de graça): Deus coloca seus filhos debaixo de suas asas. (Onde estão as redomas de aço ao dispor dos santos?) Outros místicos prometem: Com Deus, nenhum mal acontece. Livretos repetem, ad nauseum, fórmulas para fechar o corpo, quebrar maldição, receber milagre, anular o poder do diabo, alcançar graça, neutralizar os efeitos da macumba. Jargões, decorados e esbravejados, tentam gerar uma fé com o poder de domesticar o futuro selvagem.

Muito do que se busca no milagre não passa de esforço para tornar o dia a dia mais plácido e sem sacolejos ou surpresas desagradáveis. Acontece que essa mentalidade não encontra eco na tradição cristã  – nem se sustenta na realidade concreta das pessoas. Jesus jamais cogitou esse tipo de vida. O Nazareno se esforçou para mostrar que, antes de reverter a realidade, temos de mudar os conteúdos do coração. No universo conceitual do Carpinteiro, o mundo, repleto de predadores, sofre ameaça dos maus. Justos e injustos nunca se veem livres dos perigos da natureza. Viver é perigoso – arriscado.

Fé tem a ver com nossa capacidade de lidar com as diferentes fases da vida. Estações distintas compõe nossa história. Em cada uma delas – infância, adolescência, vida adulta e velhice – existem problemas. Fé se irmana à sabedoria para nos ajudar a encarar – e apreciar –  essas estações em sua beleza, limitações e desafios. Devido à fé, não nos destruímos nos picos de euforia ou nos vales de tristeza – na gangorra emocional – que as muitas épocas da vida trazem.

Nossa fé tem a ver, também, com liberdade. Quais as avenidas do amanhã, sempre inédito, que decidimos andar? Reconheçamos: toda liberdade é limitada. Não nos perguntaram nossa preferência de sexo, cor da pele, hereditariedade ou lugar de nascimento. Igualmente, ninguém opta se vai ou não precisar beber água. Podemos escolher, pelo menos, a atitude que beberemos. O modo como encaramos nossa contingência pode determinar nossa qualidade da vida. Fé procura influenciar a resposta aos prêmios, ou às vicissitudes, que compõe o enredo de nossa história.

Ninguém é uma ilha. Pessoas dependem de pessoas. Para viver é preciso saber estabelecer relacionamentos.  Fé repousa, assim, em um alicerce essencial: a convivência com o próximo. Nela, desenvolvemos nossa capacidade de amar e deixar-nos amar.

Como a vida é alazão arisco e indomável, vive quem respeita as fases que o tempo escancara, lida com suas flutuações emocionais e reconhece – e aceita – os desdobramentos de suas escolhas. Acima de tudo, vive quem se vê, neste vasto mundo, parte de uma mesma família.

Fé avisa ao potro: esperneie o quanto desejar, eu não desistirei.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

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Jesus teria se casado com Maria Madalena e tido dois filhos

O chamado “Evangelho perdido” foi traduzido do aramaico em manuscrito de 1.500 anos, descoberto na Biblioteca Britânica

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De acordo com um manuscrito de quase 1.500 anos, descoberto na Biblioteca Britânica, Jesus teria se casado com Maria Madalena e tido dois filhos. O chamado “Evangelho perdido”, que foi traduzido do aramaico, supostamente traz novas alegações surpreendentes, de acordo com o “The Sunday Times”.

O professor Barrie Wilson e o escritor Simcha Jacobovic passaram meses traduzindo o texto.

Muitos especialistas minimizam a importância histórica da Bíblia, mas, de acordo com os tradutores do novo evangelho, ela tem mais importância do que se pensava anteriormente.

Maria Madalena já aparecia em evangelhos existentes e está presente em muitos dos momentos importantes registrados na vida de Jesus.

O “Evangelho perdido” não é o primeiro a afirmar que Jesus se casou com Maria Madalena.

Nikos Kazantzakis, em seu livro de 1953, “A última tentação de Cristo” e, mais recentemente, Dan Brown, em “O Código Da Vinci”, fizeram a mesma alegação.

As revelações do livro, incluindo os nomes dos filhos de Jesus, serão conhecidas no lançamento da obra nesta quarta-feira. A editora Pegasus confirmou a publicação.

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10 ideias equivocadas sobre Satanás

Qual a posição de Satanás no Inferno? Quem foi Lúcifer? Há muitas coisas que as pessoas acreditam, mas que não encontram apoio nos cânones cristãos ou mesmo na Bíblia.

Publicado no Hypescience

Mesmo entre quem acredita no diabo, não há muito consenso sobre o que ou quem ele é. Diferentes fontes e diferentes traduções apresentam inúmeras inconsistências, boatos e presunções sobre o Príncipe das Trevas.
Qual a posição de Satanás no Inferno? Quem foi Lúcifer? Há muitas coisas que as pessoas acreditam, mas que não encontram apoio nos cânones cristãos ou mesmo na Bíblia.

10. A Igreja Satanista não adora Satanás

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Pode ser um choque para muitos, mas a ideia de rituais de adoração a Satanás não acontecem nas igrejas satanistas. Nestas igrejas, Satanás é uma metáfora para representar a crença no poder da fantasia, que os satanistas dizem compartilhar com outras religiões.
É como uma oposição a ficção e fantasia da presença de seres sobrenaturais, como Cristo. Em vez de adorar outra figura que eles têm como ficção, os satanistas fazem o contrário, colocando sua fé em coisas tangíveis. A figura de Satanás é só uma lembrança de que eles se devotam a coisas terrenas, e a crença que eles têm é de que devem reverenciar as outras pessoas com a mesma devoção que outras religiões dão às deidades delas.

9. 666 não é o Número da Besta

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No livro de Apocalipse (ou Revelação, dependendo de quem imprimiu sua Bíblia), o número 666 é associado ao “Anti-Cristo”. Mas qual o real significado disso? E afinal de contas, o número é mesmo 666? Segundo alguns estudiosos, em pelo menos um pergaminho, o mais antigo, o número é 616, e não 666.
Outros estudiosos apontam que se trata de numerologia: o número 666 não é propriedade do tinhoso, mas uma maneira cifrada de se referir a César Nero. Na época que estes pergaminhos foram feitos, escrever algo era perigoso, principalmente quando você associava o imperador com uma figura do Mal, o Anti-Cristo.

8. Lúcifer não é outro nome de Satanás

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Sabe aquela estorinha de que Satanás era um anjo chamado Lúcifer que se rebelou contra Deus e foi expulso do Céu? Não existe na Bíblia. A única ocorrência do nome Lúcifer na Bíblia é em Isaías 14:12, e parece que se trata de mais um caso de erro de interpretação e de tradução. A história original, em hebreu, fala de um rei babilônio que foi destronado enquanto perseguia os israelitas.
Quando os cristãos fizeram a tradução, um rei virou um anjo, e o nome do rei, Helal, que significa “estrela do dia” ou “filho da alvorada” virou Lúcifer, a estrela da manhã (Vênus) dos romanos.

7. O pentagrama satânico é uma coisa moderna

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Da mesma forma que a suástica passou de símbolo de boa sorte para ser o símbolo do Terceiro Reich, o pentagrama também sofreu metamorfose recente. Antigamente, ele representava as Cinco Chagas de Cristo, os ferimentos que ele teria sofrido na crucificação.
O pentagrama invertido, com a representação de um bode, só foi usado recentemente, com a fundação da Igreja Satanista. A referência mais antiga encontrada é de um livro de 1897, La Clef de la Magia Noire (“A Chave da Magia Negra” em francês), escrito pelo ocultista francês Stanislas de Guaita, que queria separar o satanismo do ocultismo.
Em 1924, o livro Science Occulte et Magie Pratique (“Magia Prática e Ciência Oculta”, também em francês) apresentou a cabeça de bode dentro do pentagrama, e a adoção da imagem pela Igreja Satanista também contribuiu para a associação.

6. Satanás com cabeça de bode também é invenção recente

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Não há descrição na Bíblia dizendo que Satanás tem cabeça de bode, então de onde veio esta imagem? Segundo a história, quando o Papa voltou-se contra os Cavaleiros Templários, uma das acusações inventadas contra eles era de que os cavaleiros adoravam um demônio chamado Baphomet. Dos 231 cavaleiros que foram interrogados, apenas 12 admitiram, sob tortura, que tinham alguma coisa a ver com uma figura de bode.
600 anos depois, Eliphas Levi, outro ocultista francês, associou ao demônio com cabeça de bode o nome Baphomet, relacionando-o de alguma forma a uma deidade egípcia de cabeça de bode chamada Banebdjedet. A imagem do bode dentro do pentagrama veio da adoção da imagem do Bode de Mendes, associada a outra deidade de cabeça de bode egípcia, Amon.

5. O Satanás cristão não deriva do deus Pã

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Parece meio óbvia a relação entre Pã, o sátiro de pernas de bode, e o hábito dos cristãos (e não só deles) de adotar os deuses dos outros povos como seus demônios, mas não é o caso entre Pã e Satanás. Pelo contrário, Pã era associado a Cristo.
Na mitologia grega, Pã era filho do deus velhaco Hermes, e era protetor dos fazendeiros e pastores, assim como São Bartolomeu dos cristãos. Uma história apócrifa cristã diz que quando Cristo nasceu, o pastor Thamus ouviu uma voz dizendo que ele deveria falar Magnus Pan mortuus est (“O Grande Pã morreu!”) quando fosse contar a notícia do nascimento de Cristo.
A associação de Pã com Satanás deve ter surgido de outro papel daquela divindade, como deus da fertilidade. Os ritos de homenagem a esta face do deus-sátiro envolviam sexo.

4. A Cruz Invertida é um símbolo de respeito

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A Cruz Invertida é tida por alguns como um símbolo de Satanás, como se fosse uma reversão do sacrifício de Cristo, mas na verdade é um símbolo de humildade.
Segundo contam alguns cristãos antigos, Pedro, o discípulo que recebera as chaves do Paraíso, teria sido condenado a crucificação, mas, julgando-se indigno de morrer da mesma forma que o Mestre, ele teria pedido para ser crucificado de cabeça para baixo.

3. Os Demônios de Satanás não são tão maus

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Pelo menos é o que garante “A Chave Menor do Rei Salomão”, um grimório anônimo. Segundo ele, Salomão podia falar com qualquer criatura, seja homem, besta, demônio ou anjo, e só com a ajuda de Asmodeus e outros demônios ele teria conseguido construir o Templo de Salomão. Apesar de suas tendências a mentir, manipular e enganar, eles não eram as criaturas irracionais e problemáticas de hoje.
Não se sabe quando “Magia Goétia: A Chave Menor do Rei Salomão” foi organizado pela primeira vez, mas ele teria toda a informação necessária para convocar 72 demônios, os que Salomão teria usado para construir seu Templo. Alguns deles, como Buer, ensina as propriedades curativas das plantas, Eligos aparece como um cavaleiro que pode ver o futuro e revelar segredos, e Naberius pode dar o dom da retórica e recuperar posições e honras perdidas.

2. Satanás não é o governador do Inferno

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Para quem leu a Bíblia, esta parte é clara: o inferno é a prisão de Satanás, é onde ele será castigado por toda a eternidade. Entre os trechos que deixam isto claro estão Hebreus 2:14 e Apocalipse (ou Revelação) 20:10.
Além disso, Satanás não faria acordos por almas, nem baniria as almas para o sofrimento eterno no inferno – isto seria consequência das escolhas de cada um, entre o bem e o mal. Todos que escolhessem o Mal sofreriam a mesma punição, inclusive Satanás.

1. Satanás não vive no Inferno, e sim na Turquia

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Segundo a Bíblia, Satanás não governa o inferno nem vive lá, mas na Terra. O livro de Apocalipse vai mais longe e afirma que o trono de Satanás é em Pérgamo, antiga cidade turca. As palavra de João ao povo de Pérgamo são uma expressão de gratidão pela fé que eles demonstraram enquanto parte da igreja de lá estava sendo morta de formas horríveis.
Antipas, um dos cristãos de Pérgamo, foi condenado a ser assado vivo dentro de um touro de bronze, por não ter abandonado a fé cristã e jurado fidelidade a Roma.

Curiosamente, um engenheiro alemão visitou as ruínas de Pérgamo no meio do século 19, e levou artefatos para a Alemanha. O Museu de Pérgamo foi aberto em 1930 em Berlim, e uma das atrações era o Grande Altar de Zeus. Albert Speer apareceu por ali alguns anos depois para buscar inspiração para os desfiles do Partido Nazista, a pedido de Hitler. Ele copiou o Templo de Pérgamo, e trocou o touro de bronze por um pódio para Hitler, onde alguns anos mais tarde seriam anunciadas as Leis de Nuremberg pelo próprio Hitler. [Listverse]

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Um terço da bancada federal do Rio é formado por evangélicos

Clarissa Garotinho, a mais votada entre os parlamentares evangélicos eleitos para a bancada do Rio (foto: Thiago Lontra / Extra)
Clarissa Garotinho, a mais votada entre os parlamentares evangélicos eleitos para a bancada do Rio (foto: Thiago Lontra / Extra)

Guilherme Amado, no Extra

Um terço da nova bancada do Rio na Câmara dos Deputados, em Brasília, será formado por parlamentares evangélicos. Levantamento feito pelo EXTRA mostra que, dos 46 deputados, 15 pertencem a igrejas de origem protestante. Entre eles, a segunda e o terceiro mais votados em todo o estado, Clarissa Garotinho (PR) e Eduardo Cunha (PMDB), respectivamente.

Com a eleição de Cabo Daciolo, o PSOL também terá seu primeiro representante na bancada de parlamentares que seguem a religião. Apesar de não ter aparecido no programa de TV do partido, Daciolo diz não guardar mágoas, e espera uma boa relação com os colegas de partido na bancada do Rio, Chico Alencar e Jean Wyllis.

— Eu digo que nossa vitória é um milagre. Foi uma campanha sobrenatural. Eles sabem bem como é a minha postura. Não consigo começar um discurso sem falar de Jesus. Eu molho meus lábios e falo de Jesus Cristo — explicou ontem Daciolo.

Chico afirma também esperar uma boa convivência, apesar das diferenças:

— Eu tenho uma maneira bem distinta de viver minha fé. Ele é quase messiânico, é pregador. Mas vamos conversar. Tenho a boa expectativa de que a gente vai se entrosar.

Vinte dos 46 deputados federais da bancada do Rio na Câmara são nomes novos, que não têm mandato atualmente. A renovação de 43% levou de volta à Câmara dois políticos que já passaram por lá, Chico D’Ângelo (PT) e Índio da Costa (PSD), e três que deixam a Assembleia Legislativa do Rio para Brasília, Altineu Cortes (PR), Clarissa e Rosangela Gomes (PRB).

Dos 513 deputados de toda a Câmara, 198 (38,6%) são novatos e 25 (4,9%) já foram deputados antes.

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