Um terço da bancada federal do Rio é formado por evangélicos

Clarissa Garotinho, a mais votada entre os parlamentares evangélicos eleitos para a bancada do Rio (foto: Thiago Lontra / Extra)
Clarissa Garotinho, a mais votada entre os parlamentares evangélicos eleitos para a bancada do Rio (foto: Thiago Lontra / Extra)

Guilherme Amado, no Extra

Um terço da nova bancada do Rio na Câmara dos Deputados, em Brasília, será formado por parlamentares evangélicos. Levantamento feito pelo EXTRA mostra que, dos 46 deputados, 15 pertencem a igrejas de origem protestante. Entre eles, a segunda e o terceiro mais votados em todo o estado, Clarissa Garotinho (PR) e Eduardo Cunha (PMDB), respectivamente.

Com a eleição de Cabo Daciolo, o PSOL também terá seu primeiro representante na bancada de parlamentares que seguem a religião. Apesar de não ter aparecido no programa de TV do partido, Daciolo diz não guardar mágoas, e espera uma boa relação com os colegas de partido na bancada do Rio, Chico Alencar e Jean Wyllis.

— Eu digo que nossa vitória é um milagre. Foi uma campanha sobrenatural. Eles sabem bem como é a minha postura. Não consigo começar um discurso sem falar de Jesus. Eu molho meus lábios e falo de Jesus Cristo — explicou ontem Daciolo.

Chico afirma também esperar uma boa convivência, apesar das diferenças:

— Eu tenho uma maneira bem distinta de viver minha fé. Ele é quase messiânico, é pregador. Mas vamos conversar. Tenho a boa expectativa de que a gente vai se entrosar.

Vinte dos 46 deputados federais da bancada do Rio na Câmara são nomes novos, que não têm mandato atualmente. A renovação de 43% levou de volta à Câmara dois políticos que já passaram por lá, Chico D’Ângelo (PT) e Índio da Costa (PSD), e três que deixam a Assembleia Legislativa do Rio para Brasília, Altineu Cortes (PR), Clarissa e Rosangela Gomes (PRB).

Dos 513 deputados de toda a Câmara, 198 (38,6%) são novatos e 25 (4,9%) já foram deputados antes.

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Marina diz que não tenta impor fé nem usa púlpitos como palanques

foto: Portal do Amazonas
foto: Portal do Amazonas

Anna Virginia Balloussier e Marina Dias, na Folha de S.Paulo

Em encontro com líderes evangélicos nesta sexta (26) em São Paulo, a presidenciável Marina Silva (PSB), missionária da Assembleia de Deus, apontou as diferenças entre o “evangélico político” e o “político evangélico”.

Para a candidata do PSB à Presidência da República, o segundo “instrumentaliza a fé” ao transformar “púlpitos em palanques” e vice-versa.

Aí é que mora o perigo, advertiu Marina. “Vocês sabem que jamais fiz isso”, disse. “Conheço pessoas que não professam nenhuma fé e que são mais éticas do que outras que arrotam a fé todo dia.”

A candidata refutou a “visão equivocada” de que, por ser evangélica, tentaria impor sua religião. Citou como exemplo seu habitat político: não tentou “transformar” nem o judeu Walter Feldman nem a católica praticante Luiza Erundina, ambos coordenadores de sua campanha.

Sob críticas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), Marina repetiu a tese de que “oferece a outra face” aos adversários na disputa. “O Deus que me ama ama também a Dilma, o Aécio.”

Fora da agenda que a candidata divulga diariamente para a imprensa, o evento começou às 10h30 em um clube no centro da capital.

Marina foi chamada para dividir mesa com os pastores Valnice, Ed René Kivitz (Igreja Batista da Água Branca) e Lélis Marinho, do conselho político da Assembleia de Deus, que disse que ela seria “presidente de todos os brasileiros” sob o “princípio primordial do temor ao Senhor”.

Kivitz afirmou que é preciso combater a ideia de que ser evangélico é ser “ignorante, moralista, intransigente, homofóbico, intolerante”.

Pesquisa desta sexta (26) deixou em alerta a campanha do PSB. Aliados reconhecem que Marina deve chegar ao segundo turno mais desidratada do que o previsto.

A estratégia é adotar mais agressividade no segundo turno, com foco “nos erros do governo Dilma” e na “história de superação de Marina”.

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Religioso, casal cria site de swing para troca de parceiros cristãos e versículos da Bíblia

Cristy e Dean Parave criaram um site voltado para pessoas religiosas e adeptas da troca de casais. “Não acho que Deus está condenando o que estamos fazendo”, diz americana

Cristy Parave e seu marido, Dean, afirmam não ter nenhum receio de encontrar outros casais e apresentá-los ao estilo de vida dos dois (foto: Reprodução / Facebook Cristy Parave)
Cristy Parave e seu marido, Dean, afirmam não ter nenhum receio de encontrar outros casais e apresentá-los ao estilo de vida dos dois (foto: Reprodução / Facebook Cristy Parave)

Publicado na Marie Claire

Um casal da Flórida vem mudando a maneira que as pessoas, especialmente as mais religiosas, praticam sua fé. Eles criaram um site de swing, a troca de parceiros sexuais, voltado para os cristãos adeptos da prática.

Cristy Parave e seu marido, Dean, afirmam não ter nenhum receio de encontrar outros casais e apresentá-los ao estilo de vida dos dois, basicamente trocando parceiros e versículos da Bíblia, segundo o “New York Post”.

Os dois, que são fisiculturistas, disseram estar cansados de procurar casais pela internet que não atendiam às expectativas de ambos e resolveram criar seu próprio site, o FitnessSwingers.com. Desde então, têm viajado pelos Estados Unidos, encontrando outros casais que querem compartilhar de sua sagrada liberdade sexual.

O casal, que se conheceu durante uma competição de fisiculturismo, diz não se importar com o que os outros pensam sobre eles e acreditam que Deus também não acha que eles estejam maculando sua fé.

“Não acho que Deus está condenando o que estamos fazendo”, diz Cristy. “No início, eu tive um conflito, mas quanto mais cremos nele, mas faz sentido para a gente.” A fisiculturista de 44 anos afirma sentir que “a humanidade foi criada para se divertir e se relacionar sexualmente um com o outro”.

“Sinto que Deus está sempre comigo e ele nos colocou aqui por algum motivo”, completa. Os dois pesos-pesados cristãos estão juntos há 20 anos e começaram a dar suas escapadas na relação após terem conhecido outro casal amante dos halteres que, sem pestanejar, os convidou para um swing.

“Eu era tão ingênua, pensei que eles estavam falando sobre a dança”, conta Cristy. “Depois, quando chegamos em casa e procuramos pelo termo na internet pareceu excitante.”

O casal têm viajado pelos Estados Unidos, encontrando outros casais que querem compartilhar de sua sagrada liberdade sexual (foto: Reprodução / Facebook Cristy Parave)
O casal têm viajado pelos Estados Unidos, encontrando outros casais que querem compartilhar de sua sagrada liberdade sexual (foto: Reprodução / Facebook Cristy Parave)

dica do Deiner Urzedo

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Pode a evangélica Marina Silva se tornar presidente do Brasil?

Publicado no Le Monde [via UOL]

Marina Silva foi alfabetizada aos 16 anos, e foi formada pelo sindicalismo de Chico Mendes (foto: Adriana Spaca/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)
Marina Silva foi alfabetizada aos 16 anos, e foi formada pelo sindicalismo de Chico Mendes (foto: Adriana Spaca/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)

A fulgurante ascensão de Marina Silva nas pesquisas, após a morte do candidato socialista Eduardo Campos, fez dela a favorita das eleições presidenciais no Brasil (os dois turnos estão marcados para os dias 5 e 26 de outubro). Alguns veem nela um Obama brasileiro, outros um Lula de saias.

Os adversários e a mídia estão fazendo de tudo para impedir sua vitória. Certos argumentos são repetidos incansavelmente, apesar de sua insanidade.

O primeiro deles tenta contestar sua competência, sob pretexto de que ela nunca governou um Estado federado nem administrou uma municipalidade. Só que nenhum dos três últimos presidentes tampouco teve essa experiência: nem Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), nem Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), nem Dilma Rousseff.

Esta última, aliás, jamais havia disputado um cargo eletivo antes de ser escolhida por Lula para sucedê-lo. Em compensação, a carreira política de Marina Silva passou por todos os “degraus”: de vereadora a deputada de seu Estado natal (Acre), depois deputada federal, senadora, ministra do Meio Ambiente de Lula durante cinco anos, e por fim candidata à eleição presidencial de 2010, onde seu avanço surpreendeu (20% dos votos no primeiro turno).

O discurso da competência

O discurso da competência faz parte da argumentação tradicional da elite brasileira, que em outros tempos se opunha a Lula. Então é lamentável vê-lo sendo agora repetido pelo Partido dos Trabalhadores, em pânico com as pesquisas depois de ter se desorientado com o movimento de revolta social de 2013.

A posição de favorita de Marina e do PSB, dissidentes da coalizão governamental de centro-esquerda, coloca o PT em uma situação delicada.

Após doze anos do partido no poder, Marina Silva encarna a aspiração por mudança de 80% dos brasileiros, enquanto o PT se encontra na posição dos conservadores, na defensiva, reticente em mudar o que quer que seja.

Entre os argumentos de má fé utilizados por Dilma Rousseff, a comparação de sua desafiante com zebras voluntariosas que não concluíram seus mandatos, como Jânio Quadros (1961) ou Fernando Collor de Mello (1990-1992), é particularmente despropositada. De fato, Collor, que foi obrigado a renunciar por pressão popular devido à galopante corrupção, se tornou um fiel aliado de Lula.

É melhor discutir o programa econômico do PSB, contanto que se admita que o consenso entre os três principais candidatos (Dilma, Marina e o socialdemocrata Aécio Neves) é mais amplo que as correções propostas a uma gestão que não obteve os resultados esperados. Nenhum desses três candidatos contesta os programas sociais, eles só competem com promessas para ver quem faz mais e melhor.

Na verdade, a principal objeção contra Marina Silva é sua fé religiosa, o fato de ela pertencer a uma igreja evangélica, a Assembleia de Deus. Essa rejeição vem tanto das elites quanto do PT (cuja direção, após doze anos no poder, integrou amplamente as classes dirigentes).

Só que todos estão atrás dos votos dos eleitores evangélicos. Dilma Rousseff correu para a inauguração do novo Templo de Salomão, concebido para ser a réplica exata do templo de Israel, construído pela Igreja Universal do Reino de Deus, em São Paulo.

A presidente, que é agnóstica, achou de bom tom citar um salmo: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”. E não se deve esquecer que Lula conseguiu ser eleito, em 2002, após três derrotas, graças à sua aliança com o vice-presidente José Alencar, cujo partido reunia uma parte considerável do eleitorado evangélico. (mais…)

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Em evento religioso em São Gonçalo (RJ), Aécio mira voto evangélico

Candidato do PSDB deverá visitar outras Igrejas Evangélicas na reta final da campanha

O candidato à Presidência da República, Aécio Neves, participa do Congresso Internacional de Missões na Igreja Flordelis, no bairro Mutondo, em São Gonçalo (foto: Márcio Alves / O Globo)
O candidato à Presidência da República, Aécio Neves, participa do Congresso Internacional de Missões na Igreja Flordelis, no bairro Mutondo, em São Gonçalo (foto: Márcio Alves / O Globo)

Marco Grillo, em O Globo

Reafirmando suas posições contrárias à descriminalização das drogas e à legalização do aborto, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, participou de um culto do Congresso Internacional de Missões, evento organizado pelo Ministério Flordelis, congregação religiosa ligada à Assembleia de Deus. Acompanhado da mãe, Inês Maria, e da filha mais velha, Gabriela, o senador discursou em defesa da família e afirmou que as igrejas evangélicas foram grandes parceiras de Minas Gerais no período em que foi governador do estado.

Ao final do evento, batendo palmas, cantando o refrão e erguendo o braço em diversos momentos, Aécio acompanhou a pastora Flordelis durante a música “Volta por cima”, um dos sucessos da carreira da missionária.

Aécio deverá ir a igrejas evangélicas em outros estados na reta final da campanha. No Rio, ainda não há nova agenda prevista. Adversária direta de Aécio na briga para chegar ao segundo turno, a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, lidera as intenções de voto entre os eleitores evangélicos, segundo as pesquisas mais recentes.

Aécio esteve no palco durante toda a celebração e foi convidado a discursar pelo deputado federal e candidato à reeleição Arolde de Oliveira (PSD), que também é pastor.

– Tudo tem jeito sim. Desde que se tenha fé, humildade e se possa permanentemente louvar a Deus. Para mim, é uma honra estar aqui reforçando minhas convicções e minha fé inabalada de que o Brasil pode ser mais justo e cada vez mais solidário. Um Brasil que valorize a família – afirmou Aécio, que falou por 11 minutos. – As minhas posições são claras em relação aos temas aqui elencados, que fazem parte do nosso programa de governo. Somos contra a descriminalização das drogas porque não achamos que elas possam trazer qualquer benefício para uma sociedade já conturbada e não vejo como a legalização do aborto possa fazer o Brasil melhor do que esse que nós temos hoje. Não é uma proposta que eu trago hoje, já faz parte das minhas convicções há muito tempo.

O deputado federal Júlio Lopes (PP) e o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), ambos candidatos à reeleição, também participaram do evento. Para Arolde de Oliveira, o saldo da visita de Aécio Neves foi positivo.

– Foi um dia de ajustar o discurso. Conversei muito com ele (Aécio). Os evangélicos representam 25% do eleitorado – afirmou.

Após o encerramento, Aécio teve uma reunião a portas fechadas com os pastores Flordelis e Ânderson do Carmo, líderes da Igreja.

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