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Myrian Rios ‘leva’ Deus para a Alerj e nada aprova

Publicado originalmente em O Globo

No gabinete 201 da Assembleia Legislativa do Rio, as imagens de São Miguel Arcanjo e de Nossa Senhora de Fátima, além do inseparável terço ao lado da xícara de chá sobre a mesa, não deixam dúvidas: a cadeira é ocupada pela “missionária deputada” Myrian Rios (PDT), como é conhecida pelos colegas de parlamento.

Integrante há pelo menos oito anos do Movimento Católico da Renovação Carismática, na comunidade Canção Nova, a atriz e apresentadora de TV, de 52 anos, recorre à fé e à religião na nova profissão. Porém, o fervor não é o mesmo quando se trata de cumprir as obrigações do primeiro mandato.

Dos 20 projetos de lei propostos por Myrian Rios, nenhum chegou sequer a ser votado em plenário, mesmo ela pertencendo à base do governo, maioria na Casa. Apenas oito deles passaram por análises na Comissão de Constituição e Justiça, presidida pelo aliado Rafael Picciani, do PMDB, e continuam em tramitação em outras comissões.

Entre as ideias de Myrian, estão a criação do Programa de Resgate de Valores Morais, Sociais, Éticos e Espirituais no Estado do Rio. Tem também projetos de lei que estabelecem o Dia do Gestor Ambiental e o Dia do Ferroviário. Mas, segundo ela, um dos mais importantes trata da reserva de vagas de emprego em órgãos públicos estaduais para adolescentes que passaram por medidas disciplinares.

dica do Alexandre Melo Franco Bahia

Por que cristãos conservadores frequentam um bar gay de Chicago?

Andrew Marin

Agência Pavanews, com informações de BBC

Construir pontes entre os cristãos evangélicos e a comunidade gay é o desejo do pastor Andrew Marin. Com esse objetivo, ele passou os últimos 10 anos em Boystown, bairro de Chicago conhecido como reduto de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT). Andew trabalha para tentar fazer com que cristãos e gays se reúnam para ter uma conversa franca sobre sexualidade e espiritualidade.

Isso inclui uma grande reunião quatro vezes por ano em Roscoe, um dos bares gays mais famosos dos EUA. Essa não é uma conquista pequena em uma cultura na qual durante muito tempo gays e cristãos evangélicos têm visto uns aos outros com desconfiança. No entanto, a determinação de Andrew Marin em trazer para mais perto lados tão opostos e propor diálogo tem crescido de uma maneira que ele jamais imaginou. De um começo pequeno, hoje ele leva sua mensagem por todo o mundo e tem trabalhado com diferentes governos e também com igrejas. Ele está se tornando uma figura bem conhecida e tem colaborado com uma das maiores editoras cristãs do mundo na produção de um curso voltado para igrejas que desejam abordar questões de sexualidade.

Um abraços homem gay membros da Fundação Marin em Chicago desfile do Orgulho Gay Boystown (Crédito da foto: Michelle Gantner, Mal de mídia ajustado)Ele acredita que muitos cristãos não entendem a complexidade dos versículos da Bíblia que mencionam a homossexualidade, mas reconhece que os gays muitas vezes são rápidos ao tentar desvalorizar o cristianismo.

Andrew sentiu a necessidade de responder a essas questões depois de uma série de conversas que teve com três amigos muito próximos. Ao longo de de três meses, esses amigos lhe disseram que eram gays, uma surpresa completa. O pastor cresceu em um lar cristão conservador, e diz que ele era “o maior homofóbico que já conheceu”. Para ele, estava muito claro que cristianismo e homossexualidade eram incompatíveis. ”Não sabia o que fazer. Pensava que não havia maneira alguma do meu sistema de crenças teológicas aceitar o estilo de vida dos meus amigos, por isso acabei cortando os laços com eles.” Algum tempo depois, Andrew sentiu que Deus estava pedindo para voltar a ter contato com seus amigos e pedir perdão a eles. Em seguida, ele se mudou para Boystown junto com dois desses amigos. Os primeiros anos foram extremamente difíceis, enquanto lutava para descobrir se poderia conciliar a sexualidade de seus amigos com suas convicções cristãs.

“Quando ia a bares ou eventos gays junto com os meus amigos, me sentia mal, porque achava que devia dizer às pessoas ali: ‘Você está errado e precisa mudar’”. Contudo, em vez de condenar, decidiu que deveria mostrar o espírito cristão. Essa decisão trouxe alguns resultados inesperados. “Nos três primeiros anos, eu era literalmente o único homem hétero da redondeza. As pessoas começaram a falar comigo sobre Deus, a igreja e a Bíblia. As pessoas faziam muitas perguntas sobre isso para mim.”

Essas conversas deram origem ao que hoje é uma organização que trabalha em todos os Estados Unidos. Um dos aspectos mais incomuns do trabalho da Fundação Marin são os encontros onde pessoas de diferentes ponto de vista se reúnem para debater questões referentes a fé cristã e sexualidade. Alguns participantes são pessoas que abandonaram a igreja por causa de sua atitude em relação à homossexualidade. Há casos interessantes, como o de dois cristãos gays que chegaram a conclusões muito diferentes sobre a fé e sexualidade.

Will é abertamente gay e serve como pastor da Igreja Metodista Unida. Ele disse ter resolvido uma “tensão criativa” que sentiu inicialmente entre sua vocação para o ministério e sua sexualidade. Enquanto isso, Brian mesmo sabendo que é gay, deixou que sua teologia tradicional o fizesse escolher uma mulher para casar. A Fundação Marin acredita que a conversa educada e franca entre pessoas de todas as perspectivas é essencial para que os cristãos tratem essas e outras questões sobre a sexualidade de uma forma mais eficaz.

Nem todo mundo está convencido de que os evangélicos estão prontos (nem preparados)  para ter essas discussões. O professor Mark Jordan, teólogo da Universidade de Harvard especialista no entendimento cristão da sexualidade, convocou um grupo internacional de estudiosos para tentar resolver o que ele chama de “impasse” nos debates atuais sobre religião e sexualidade. Ele sugere que pode ser hora de “uma espécie de cessar-fogo, em que podemos parar de gastar todas as nossas energias criticando uns aos outros o tempo todo”.

Andrew Marin admite que algumas igrejas continuarão a se concentrar apenas na “cura” dos gays, enquanto outras simplesmente darão boas-vindas aos homossexuais. Embora seja essa a crítica que ele mais ouve, o pastor Andrew insiste que seu foco está em permitir que os gays que desejam conhecer o cristianismo tenham essa oportunidade.

Celebridades que não acreditam em Deus (3)

Publicado originalmente no Yahoo!

Woody Allen

Woody Allen: De ascendência judia, o cineasta manifesta frequentemente sua dúvida em relação à existência de Deus. Uma de suas frases famosas, presente no filme autobiográfico “Stardust Memories”, é: “Para você, eu sou um ateu. Para Deus, eu sou a oposição leal”.

Jodie Foster
Jodie Foster: A atriz Jodie Foster diz que celebra o Natal com os filhos, mas que não acredita em uma força superior. “Eu amo religiões e rituais, apesar de não acreditar em Deus”, disse ao “Entertainment Weekly”.

Deborah Evelyn

Deborah Evelyn: Deborah, que esteve na novela “Insensato Coração” como a personagem Eunice, também não acredita em Deus. “Fé é uma coisa que ou você tem ou não tem. E eu nasci sem fé”, disse em 2011 ao “Diário de São Paulo”.

John Malkovich

John Malkovich: O ator se considera ateu. Apesar de não falar muito sobre o assunto, certa vez, disse: “Eu acredito em pessoas, acredito em seres humanos, eu acredito em um carro, mas não consigo acreditar em algo sobre o qual não tenho absolutamente nenhuma evidência há milênios”.

Confira aqui a parte 1 e a parte 2.

Em feira evangélica, negócio$ vão de capa para bíblia a con$órcio de igreja

EXPO CRISTÃ 2011: ApostoloEstevam

Anna Virginia Balloussier, na Folha de S.Paulo

“Não é pecado, não”, diz José Luiz Batres, gerente-geral da Nova Vida, grife que vende capas customizadas para a Bíblia. Seu alvo é o público feminino: por R$ 34,99, a consumidora pode adquirir um modelo de couro sintético com estampa de zebrinha e suporte para celular.

Batres é um dos empreendedores de olho no próspero nicho religioso. “Também percebemos o que a modernidade -chama-se mundo secular, né? -pode trazer ao mundo evangélico.”

Na 10ª Expo Cristã, é lucro o que a modernidade traz. Montada no Pavilhão do Anhembi, a feira de negócios voltada a evangélicos reúne mais de 500 expositores.

A expectativa da organização é de movimentar R$ 1 bilhão em novos negócios (direta e indiretamente) até amanhã, último dia do evento, que estima público de 163 mil.

O leque de produtos é amplo. Em meia hora de caminhada, a repórter da Folha recebeu panfletos sobre cadeiras para bufê, poltronas “confortex”, consórcio para igrejas (créditos de até R$ 300 mil), pacotes turísticos (de Aruba a Israel), stand-up comedy cristão, o parque de diversão Beto Carrero, filmes, gravadoras e as mais diferentes versões da Bíblia.

Para Eduardo Berzin Filho, presidente da Expo Cristã, o mercado começa a acordar para o poder de compra dos evangélicos.

Ele destaca pesquisa da organização Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes) que calcula o surgimento de 10 mil novos pontos de pregação por ano.

“Com que dinheiro essas igrejas vão ser construídas? Oferta!”, afirma. Ele complementa, em seguida, que o lucro deve “ser revertido para obras de Deus”.
Música e mercado editorial são “os que mais dão dinheiro”, avalia Benzin Filho.

Para o pastor Jabes de Alencar, da Assembleia de Deus, “só uma pessoa ignorante” acha que “fé e lucro não podem caminhar do mesmo lado”. “A pessoa está dizendo que quem tem fé é alienígena. Mas são pessoas que comem, vão ao banheiro, ao restaurante, vestem, consomem.”

foto: Gospel Mix

Desemprego e Religião: como a fé muda a percepção de uma crise

Agência Pavanews, com informações de Huffington Post

Pesquisa publicada nesta semana mostra que a religião tem um papel significativo na maneira como as pessoas veem as possíveis soluções para as dificuldades econômicos de seu país. O estudo feito pela Baylor University, de tradição batista, foi apresentado em uma reunião da Associação de Jornalistas de Religião.

Os norte-americanos que acreditam que Deus tem um plano para sua vida são mais propensos a pensar que o governo “já faz muito”, e se opõem aos subsídios de desemprego para pessoas saudáveis, além de estar mais propensos a acreditar no “sonho americano” (tudo é possível para aqueles que trabalham duro).

“Estes são tempos difíceis. Nos últimos três anos, os norte-americanos sofreram com uma enorme crise financeira e imobiliária, recessão e desemprego. A missão desta análise é avaliar o que eles sentem sobre sua vida nestes tempos tumultuados. Será que ainda acreditam no sonho americano? Será que sentem que têm controle sobre sua vida?” , explicou F. Carson Mencken, diretor da pesquisa e professor de sociologia da Baylor.

Dos 1.714 entrevistados pela universidade, 40,9 % disseram “concordo totalmente que Deus tem um plano para mim”, enquanto 32,2% responderam “concordo”; 12,3% assinalaram “discordo” e 14,6% afirmaram “discordo totalmente “.

Há um grande contraste entre o que acreditam totalmente num plano divino e os que discordam totalmente quando se trata de das novas regras para o seguro desemprego – 52,6% contra 21,1%.

Geralmente, as pessoas que acreditam na desregulamentação do governo acreditam mais no plano de Deus, porque “as perspectivas econômicas estão intrinsecamente ligadas à visão de mundo das pessoas”, disse o pesquisador Paul Froese.

A pesquisa também mostrou a relação entre a renda e a crença num plano de Deus. Os que não creem são duas vezes mais propensos a ter altos salários que os mais crentes. Dados similares mostram uma conexão entre o nível de educação e crença religiosa. Enquanto 42,6 % dos descrentes tinham diploma universitário, contrastante com apenas 32,8% dos crentes mais enfáticos.

A pesquisa da Baylor foi divulgada em meio a um debate entre os evangélicos norte-americanos. Organizações como o Sojourners têm apelado para o que chamam de “sacrifício compartilhado”, frase retirada de Mateus 25:45. Ao mesmo tempo, outros têm defendido o chamado “evangelho da prosperidade ”, que inclui a crença de que Deus abençoará financeiramente todos aqueles que creem.

Além da crença de que Deus tem um plano para suas vidas, a pesquisa Baylor perguntou aos participantes sobre o significado da vida, a ligação entre religião e saúde mental, crenças sobre o céu e o inferno e crenças sobre a homossexualidade. Os resultados da pesquisa completa podem ser encontrados aqui .