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Cão espera oito dias na frente do hospital onde dono está internado; veja reencontro

Publicado no Extra

Depois de esperar oito dias na porta do hospital onde o dono está internado, um cão se refestelou ao reencontrar seu tutor, o morador de rua Lauri da Costa. O evento aconteceu na última quarta-feira, na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e emocionou funcionários do Hospital da Cidade.

Lauri deu entrada no hospital no dia 31 de março, após ter recebido uma pedrada no rosto de um agressor não identificado. Depois de prestarem os primeiros socorros, os médicos perceberam que o paciente sofria de câncer de pele, então informaram que Lauri precisaria ficar internado para se submeter a uma cirurgia.

Durante todo esse tempo o cão de estimação de Lauri, batizado de Seco, ficou esperando no estacionamento do hospital. Sensibilizados pela demonstração de carinho e fidelidade, os funcionários forneceram água e comida para o animal durante os dias que permaneceu por lá. Quando os médicos liberaram Lauri para receber visitas, as enfermeiras tiveram uma ideia: promover o reencontro de Lauri com seu melhor amigo. Em vez de o cão entrar no hospital, o que é proibido pelas regras da instituição, o paciente desceu até o pátio para receber o carinho do cão.

— O paciente ainda não tem previsão de alta, mas o cachorro continua esperando por ele aqui na porta — conta Ângelo Moraes, de 32 anos, porteiro do hospital, acrescentando que ele e outros funcionários já se afeiçoaram ao animal: — Nós arrumamos um cantinho para ele. Trocamos a água sempre e a cada dia um traz um pouquinho de ração. Quando o Lauri receber alta, nós vamos sentir falta do cão.

Até agora, nenhum parente ou amigo de Lauri apareceu no hospital para visitá-lo. De acordo com Angelo, o paciente, que é morador de rua, só conta com a companhia de Seco, seu cão.

— Na semana passada um rapaz passou aqui na frente e tentou atirar uma pedra no cachorro, por ser um vira-lata. Nós xingamos ele e defendemos o animal, que não está aqui por que quer, está aqui para acompanhar seu dono.

5 jeitos bizarros de medir a felicidade

happy-woman-140320Natasha Romanzoti, no HypeScience

Todos sabemos que a felicidade é subjetiva, afinal, o que faz uma pessoa pular de alegria pode mal fazer outra sorrir.

Mas o que a felicidade significa?

Cientistas tentaram resolver este problema de medir a felicidade de uma série de maneiras, perguntando às pessoas sobre os seus humores e momentos felizes em relação a satisfação com a vida em geral, e outros fatores “maiores” que poderiam influenciar este sentimento. Outras tentativas de investigar a felicidade foram mais criativas e, por vezes, estranhas.

Confira algumas delas:

1. Tweets felizes

Usuários de mídia social geralmente expressam seus sentimentos online. Assim, os pesquisadores da Universidade de Vermont resolveram usar o Twitter para descobrir quais os lugares mais felizes nos Estados Unidos.

Em um artigo publicado em maio de 2013 na revista PLoS ONE, os cientistas analisaram mais de 80 milhões de palavras digitadas em tweets em 2011, todas com informações de localização.

Ao analisar a positividade e negatividade nas palavras usadas, os pesquisadores descobriram que o estado americano mais feliz (ou pelo menos o estado com o maior número de usuários do Twitter alegres) era o Havaí, seguido por Maine, Nevada, Utah e Vermont. O estado mais triste foi Louisiana, seguido de Mississippi, Maryland, Delaware e Geórgia.

Outro estudo, liderado por Peter Dodds, que analisou bilhões de tweets entre setembro de 2008 e meados de setembro de 2011, observou que a felicidade, depois de uma tendência gradual para cima (de janeiro a abril de 2009), começou a cair, acelerando ligeiramente ao longo do primeiro semestre de 2011. Os cientistas citam exemplos de grandes quedas de felicidade em certas épocas nos tweets, como durante a quebra do sistema financeiro dos EUA em 2008, e a pandemia da gripe H1N1 em 2009.

2. A felicidade no Facebook

Os pesquisadores também checaram como os usuários expressam felicidade no gigante da mídia social, Facebook. Um dos resultados mais interessantes vistos em pesquisas de felicidade no Facebook é que mensagens felizes geram mais mensagens felizes.

Recentemente, a rede social adicionou a capacidade dos usuários incluírem um emoticon e um sentimento a um status, permitindo que a empresa Data Team investigasse como as emoções dos usuários estão mudando.

Em 17 de março de 2014, a equipe analisou as emoções em resposta a mudança para o horário de verão no hemisfério norte, e descobriu que as queixas de cansaço aumentaram 25% na manhã de segunda-feira após a mudança de tempo, em comparação com a semana anterior. Mas os usuários do Facebook também viram um aumento no humor: o uso de palavras positivas, como “maravilhoso” e “ótimo”, também aumentou cerca de 20%. Os status também foram mais positivos na segunda-feira à noite, talvez por causa da hora extra de sol após um dia de trabalho.

3. Sorrisos brasileiros no Instagram

Enquanto isso, no Instagram, o Brasil está recebendo o seu devido reconhecimento como o país mais feliz do mundo, pelo menos com base em quantos sorrisos nossos aparecem no site de fotos.

A empresa Jetpac City Guides analisou expressões faciais nas imagens da rede, selecionando os maiores sorrisos (claro que não é possível saber se eles eram genuínos, bem como a pesquisa não levou a conta a cultura de se mostrar os dentes em fotografias – sorrisos podem ser menos usuais em certos países).

O Brasil trouxe para casa a maior pontuação em sorrisos, enquanto o Japão e a Cidade do Vaticano ficaram no fim da lista. Na América do Norte, a Nicarágua foi o pais mais alegre, e os Estados Unidos ficaram em oitavo, batendo somente o Canadá e as Bahamas.

4. Felicidade Nacional Bruta

Passando de mídia social a política social, o pequeno país do Butão é um campeão em medir o progresso nacional, não só através do Produto Interno Bruto (PIB), como os economistas normalmente fazem, mas também a Felicidade Nacional Bruta.

O governo do Butão acompanha a felicidade dos seus cidadãos desde 1971. Para isso, as pesquisas incidem sobre o bem-estar psicológico, saúde, educação, padrões de vida, etc. Eles acompanham também a diversidade cultural, a resiliência cultural, a qualidade da governação, a vitalidade da comunidade e a diversidade ecológica.

Segundo dados de 2010, os resultados mais recentes disponíveis, 41% dos butaneses são felizes, e 59% ainda não preencheram seu potencial para a felicidade plena.

5. A história da felicidade

Outra forma de entender a felicidade pode ser segui-la no tempo. Pesquisadores da Universidade da Virgínia (EUA), em um estudo publicado na revista Personality and Social Psychology Bulletin em 2013, fizeram exatamente isso.

Eles analisaram as definições de felicidade de 30 nações, incluindo definições de dicionários de 1850 até os tempos modernos. Também acompanharam o uso da palavra “felicidade” em livros de 1800-2008, dentre outas análises.

Os resultados revelaram que as antigas definições de felicidade focavam em boa sorte e em condições externas benevolentes. O conceito moderno, no entanto, mostra a felicidade como um estado interno. [LiveScience]

 

Emoções em redes sociais são contagiantes, diz estudo

Posts positivos geram felicidade nos demais usuários, enquanto os negativos induzem sentimentos depressivos

Facebook: expressões positivas são mais contagiantes do que as negativas (foto: Thinkstock)

Facebook: expressões positivas são mais contagiantes do que as negativas (foto: Thinkstock)

Publicado na Veja on-line

Uma olhada nas atualizações dos seus amigos no Facebook pode mudar o seu humor. Essa é a constatação de uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, publicada no periódico Plos One na quarta-feira. Segundo os autores do estudo, pessoas são contagiadas emocionalmente ao conferir o status de seus amigos na rede social — posts considerados positivos geram felicidade, enquanto os negativos induzem sentimentos depressivos. Posts positivos, concluíram os cientistas, são mais contagiantes.

Já era conhecido que o estado emocional de uma pessoa pode influenciar as outras ao seu redor, estranhas ou conhecidas. Mas os cientistas não sabiam se essa relação se repetia nas redes sociais — até agora.

Os pesquisadores analisaram anonimamente atualizações no Facebook de usuários das 100 cidades mais populosas dos Estados Unidos, de janeiro de 2009 a março de 2012. Nenhum dado como nome ou conteúdo postado foi arquivado. Os cientistas utilizaram um software que analisa automaticamente a emoção contida em cada texto e constataram que aqueles com viés negativo geravam 1,29 publicação com o mesmo sentimento entre os amigos. Já um positivo induzia a publicação de 1,75 post correlacionado. “As expressões mais contagiantes foram as que demonstraram positividade”, diz um dos autores da pesquisa, James Fowler, professor de ciência política da universidade.

Para relacionar as emoções, os pesquisadores fizeram uma pesquisa experimental, associando condições climáticas e sentimentos compartilhados. Em dias de tempo chuvoso, constataram que as publicações com cargas negativas, como tristeza, subiam 1,16%, enquanto as positivas, que demonstravam felicidade, caíam 1,19%.

Depois disso, os estudiosos separaram os usuários destas cidades que demonstraram sentimentos negativos e analisaram seus amigos que residiam em localidades diferentes. Apesar de não serem influenciados pelo tempo ruim, esses amigos também compartilharam alguma emoção negativa após o post daquele que vivia na cidade com chuva.

“Nós devemos fazer tudo para medir os efeitos das redes sociais e aprender a como criar uma epidemia do bem-estar”, diz Fowler.

Seis maneiras cientificamente comprovadas de ser mais feliz

Você sabe o que diz a sabedoria popular: não existe uma fórmula para a felicidade. E a sabedoria popular tem razão – de fato, não existe uma fórmula, mas várias

foto: Shutterstock

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Ana Freitas, na Galileu

Nos últimos anos, cientistas sociais têm chegado a várias conclusões sobre a felicidade. Eles identificam comportamentos, hábitos e maneiras de enxergar o mundo que são mais observados em gente que se declara mais feliz e que desencadeiam sentimentos relacionados à felicidade. Baseando-se nesses estudos, redigimos uma lista de seis atitudes que devem te deixar mais satisfeito consigo mesmo, mais calmo, mais concentrado e, no fim do dia, mais feliz:

6. Levante do sofá e mexa-se…

Muitos estudos mostram que quem pratica exercícios físicos é mais feliz – trata-se, inclusive, de uma estratégia comprovada para superar a depressão. No livro The Happiness Advantage, o autor Shawn Achor menciona um estudo feito com pacientes que trataram depressão e o grupo que associou medicação com exercícios físicos teve apenas 9% de recaída, contra 38% dos que só tomaram remédio e não se mexeram.

Além disso, um estudo de 2012 do Journal of Health Psychology confirmou que gente que se exercita se sente muito mais satisfeita com o corpo, mesmo quando não há mudanças físicas aparentes. Sem contar a parte que você já conhece: exercício físico desencadeia no cérebro a liberação da endorfina, que alivia a sensação de dor muscular e cujo nome vem de endo + morfina. É conhecido, não à toa, como hormônio do prazer: uma droga natural.

5. …mas também descanse um pouco

A maioria de nós trabalha demais, passa o resto do tempo livre vendo TV e usando o Facebook e dorme menos do que deveria. Esse hábito não só influencia negativamente sua saúde, mas também impacta na sua felicidade. É que quem dorme mais é mais positivo e encara emoções negativas com menos sensibilidade. Um estudo publicado nesse livro observou que quem dorme pouco tem mais facilidade em acessar memórias felizes, mas não tem problema nenhum em se lembrar das ideias e memórias com conotação negativa. Desnecessário dizer que a quantidade e a qualidade do seu sono à noite afetam seu humor e produtividade pelo dia todo, né?

4. Medite

Meditar não apenas te deixa mais focado, calmo e produtivo. Parar alguns minutos por dia para esvaziar o cérebro, comprovadamente, pode te fazer mais feliz, imediatamente e a longo prazo. Estudos mostram que, minutos depois de meditar, há um aumento nas sensações de calma, contentamento, na percepção e na empatia. E uma pesquisa do Hospital Geral de Massachusetts, publicada na revista Psychiatric Research: Neuroimaging, concluiu que depois de participar de um curso de meditação, os cérebros dos voluntários do estudo pareceram reprogramados para a felicidade: aumentaram as atividades nas áreas associadas com compaixão e diminuíram nas áreas relacionadas ao stress.

Essa matéria da Psychology Today reúne diversos estudos parecidos, e o que todos eles parecem concluir é que meditar vai te deixar mais gentil, mais calmo e mais satisfeito consigo mesmo. Ou seja: mais feliz.

3. Seja grato

Apenas o sentimento de gratidão é capaz de aumentar sua satisfação geral com a própria vida. Um dos exercícios mais recomendados é anotar, diariamente, três coisas pelas quais você ficou grato naquele dia. Nesse estudo, o humor e o bem-estar geral dos sujeitos pesquisados melhorou só com esse hábito diário. Gratidão te ajuda a lembrar dos aspectos positivos da sua vida, além de contribuir para te deixar mais otimista por transformar coisas ruins em boas e te lembra do que realmente importa.

2. Seja solidário

Fazer os outros felizes é fórmula garantida para aumentar seus níveis de satisfação e felicidade. Em vários estudos, conduzidos em épocas e por pesquisadores diferentes (como esse, por exemplo) cientistas observaram que participantes eram mais felizes depois de comprar algo para outra pessoa do que para si mesmo. Outra passagem do livro The Happiness Advantage menciona que gastar dinheiro com outras pessoas aumenta a felicidade. Mas isso, obviamente, não significa que você não pode ser mais feliz se a grana estiver curta e você não puder pagar coisas para os outros. Ajudar os outros de qualquer maneira é um método comprovado de trazer satisfação pessoal e felicidade.

No livro Flourish: A Visionary New Understanding of Happiness and Well-being, o autor Martin Seligman, que é professor da Universidade da Pensilvânia, diz ter concluído que ser gentil e solidário é o ato mais provável de produzir um aumento na sensação de bem estar, de todos os exercícios testados durante estudos conduzidos por ele. Outro estudo observou dois grupos de pessoas: as que faziam trabalham voluntário e foram obrigados a parar e outras que continuavam com a atividade voluntária. Os resultados mostraram que aqueles que continuavam voluntários mostravam um nível maior de satisfação com a vida.

1. Tudo que você é precisa é de amor

Não foi a toa que Gandhi, John Lennon e Martin Luther King, por exemplo, bateram nessa tecla há tanto tempo. Pesquisadores de Harvard analisaram a vida de 268 homens por 72 anos e observaram, entre outras coisas, como mudamos quando envelhecemos e quais coisas são mais prováveis de nos fazerem feliz e satisfeitos na vida. O curador chefe do estudo, George Vaillant, um psiquiatra que dirigiu as pesquisas de 1972 a 2004, escreveu um livro para descrever suas descobertas e disse ao Huffington Post que o estudo mostrou há dois pilares para uma vida feliz: “um é o amor. O outro, encontrar uma maneira de lidar com a vida que não afaste o amor.”

Mais de uma vez, quando perguntado o que ele observou que é realmente importante na vida, Vaillant confirmou: “a única coisa que realmente importa na vida são seus relacionamentos com outras pessoas”. Talvez seja necessário dizer que Vaillant não está falando só de relacionamentos amorosos, mas de seus amigos e da sua família, também. Daniel Gilbert, outro pesquisador de Harvard especialista em felicidade, pontua: “somos felizes quando temos família e amigos, e quase todas as outras coisas que nos fazem felizes são apenas jeitos diferentes de conseguir mais família e mais amigos.”

 

Artista controla sua obra com o poder da mente

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Publicado no Hypeness

Que a mente tem poderes incríveis já todos sabíamos, mas a artista conceitual Lisa Park elevou a fasquia: ela criou uma obra em que o movimento da água é manipulado a partir das suas ondas cerebrais. Eunoia, o grego de “belo pensamento”, é o nome desta incrível performance.

Pra conseguir este resultado, a artista utiliza o dispositivo NeuroSky EEG, que ajuda a transformar a atividade do cérebro em fluxos de dados que podem ser manipulados para fins de pesquisa –neste caso, Park preferiu criar uma obra de arte. De seguida, foram colocadas cinco caixas de som em baixo de tigelas com água, as quais vibram conforme a atividade cerebral da artista.

Uma vez que o sistema não funciona como uma ciência exata, a artista focou seus pensamentos durante um mês em pessoas específicas, com quem ela possui fortes relações emocionais. Park então relacionou cada uma das cinco caixas de som com uma certa emoção: tristeza, raiva, ódio, desejo e felicidade. Veja o resultado no vídeo abaixo:

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Dica do Sidnei Carvalho