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Sobre impostos, racismo e um conselho de minha avó (comentário à entrevista de Fernanda Lima)

Camila Pavanelli no Recordar, Repetir e Elaborar

Fifa escolhe Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert para apresentar sorteio da Copa

Como a essa altura todo mundo já sabe, a FIFA escolheu a apresentadora branca Fernanda Lima para ser mestre de cerimônias de um evento, no lugar da atriz negra Camila Pitanga. Essa escolha, que gerou acusações de racismo à entidade, foi tema de uma entrevista dada por Fernanda hoje.

Nela, a apresentadora disse não ter nada a ver com isso e procurou distanciar-se da polêmica sobre racismo dizendo coisas como “só porque eu sou branquinha?” e “pago meus impostos”.

Esta não é uma discussão sobre impostos nem muito menos sobre a situação fiscal de Fernanda Lima: é uma discussão sobre racismo.

Mas, já que ela tocou no assunto “impostos”, eu gostaria de fazer um breve desvio de rota antes de passar ao que realmente interessa.

Não sei como é em outros países, mas para mim está claro que nós brasileiros temos muito o que aprender sobre impostos, o que eles representam e significam.

Em primeiro lugar, precisamos aprender que “pagar impostos” não equivale a rezar um Pai Nosso e duas Ave Marias: não isenta de todo pecado e não livra de todo mal. Para a obtenção de benefícios espirituais, existe o pagamento do dízimo. Imposto é outra coisa.

Precisamos aprender também que pagar impostos não faz de ninguém uma pessoa moralmente imaculada. Pagar impostos é uma obrigação da vida em sociedade. Não é algo para se ter orgulho. Ao pagar seus impostos, você simplesmente não está cometendo o crime de sonegação fiscal – assim como, ao não matar ninguém, você apenas não está cometendo o crime de homicídio. Ninguém sai por aí batendo no peito e dizendo “nunca matei ninguém, hein!”, como se isso merecesse algum parabéns. Em compensação, estufamos o peito para dizer “pago meus impostos”, como se a não-sonegação de impostos fosse indicativa de força de caráter ou de uma alma superior.

Por fim, precisamos aprender que “pago meus impostos” não é argumento para nada. Vale lembrar que Descartes não disse “pago meus impostos, logo existo” nem Hamlet afirmou que “pagar ou não impostos, eis a questão”.  Podemos estabelecer como regra o seguinte: o pagamento ou não-pagamento de impostos não se coloca como argumento em discussões nas quais nosso contador não está interessado. O pagamento de impostos, afinal, é não apenas uma obrigação como também um fato banal e corriqueiro da vida, assim como lavar a louça e escovar os dentes. Usar o argumento “pago meus impostos” em uma discussão sobre racismo faz tanto sentido quanto usar o argumento “escovo os dentes todo dia” em uma discussão sobre políticas de redistribuição de renda.

E, já que não faz nenhum sentido mesmo, vamos logo ao que interessa.

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Minha avó costuma me dar um conselho-conceito dentro do qual se encaixam inúmeras coisas:

“Filhinha, faz tudo direitinho!”

Sempre gostei desse conselho justamente pela generalidade da fórmula: as coisas a serem feitas direitinho eram todas aquelas que meu superego assim determinasse.

(Por exemplo, é preciso pagar os impostos direitinho.)

Eu costumava pensar que fazer tudo direitinho seria suficiente – fazer as coisas direitinho era o que a vida exigia de mim.

Fazendo tudo direitinho, pensava eu, tudo ficaria bem.

Depois da leitura de certo livro, porém, passei a questionar o conselho de minha avó.

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Em É Isto Um Homem?, Primo Levi conta como sobreviveu à sua estadia em um campo de concentração na Alemanha nazista.

Comecei a ler o livro imaginando que os momentos mais aterrorizantes seriam as descrições de execuções em câmaras de gás. Mas, como costuma acontecer em toda experiência de leitura digna desse nome, minha expectativa foi subvertida: o que mais me impressionou não foram os momentos em que pessoas eram mandadas explicitamente, diretamente para a morte, por assim dizer.

O que mais me chocou foi a descrição das pessoas que morriam no campo por doença e/ou exaustão, após quatro ou cinco meses de trabalho forçado – sem que fosse necessário enviá-las para o gás.

Para morrer no campo, você não precisava ter feito nada de errado: pelo contrário, bastava fazer tudo direitinho.

Se você fizesse tudo direitinho, isto é, se seguisse estritamente as regras impostas pelos alemães – comendo exatamente a ração de comida que lhe era destinada (em vez de roubar algum alimento a mais) e trabalhando com afinco todos os dias (em vez de enganar seu superior e se poupar) – você morreria em poucos meses. Os alemães criaram aquelas regras justamente para que seu correto cumprimento levasse à morte. Assim, bastava que os prisioneiros fizessem tudo direitinho – coisa que a imensa maioria fazia – para que morressem dentro de pouco tempo.

Sobreviveram apenas aqueles que conseguiram, em alguma medida, burlar o sistema.

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Calma, pessoal: eu não vou dizer que o mundo é governado por uma conspiração de nazistas malvados e que vamos todos morrer em cinco meses se continuarmos pagando impostos e escovando os dentes. Continue lendo

Jovens têm até meta para beijar na boca em point na Festa do Peão de Barretos (SP)

Recepcionista de Diadema se propôs a beijar 100 homens em um único dia.
Táticas de abordagem incluem até ‘propaganda’ com plaquinha no pescoço.

Beijo na boca é modalidade mais praticada pelos jovens na Avenida 43 (foto: Alfredo Risk/G1)

Beijo na boca é modalidade mais praticada pelos jovens na Avenida 43 (foto: Alfredo Risk/G1)

Fernanda Testa e Thaisa Figueiredo, no G1

Beijar cem pessoas em um dia. Essa foi a meta traçada pela recepcionista Tatiane Silva, de 24 anos, em sua passagem pela Avenida 43, point de pegação dos jovens durante a Festa do Peão de Barretos (SP). Nos 11 dias do evento, principalmente aos finais de semana, a via fica tomada de pessoas se “preparando” para as noites de shows no Parque do Peão. O clima na avenida é nítido: vai para a 43 quem está a fim de paquerar.

“Eu vim é para beijar na boca mesmo”, confirmou Tatiane, sem pudor. Ela viajou de Diadema (SP) para Barretos com outras 45 pessoas, só para curtir a festa. Até o momento em que o G1 acompanhou a recepcionista, na tarde do domingo (18), o “placar” organizado pelos amigos de Tatiane já havia alcançado 83 homens beijados.

Quem não tem “meta” apela para a “propaganda”. De sunga, fivela e plaquinha pendurada no pescoço, o produtor de eventos de Araraquara (SP) Jonathan Kauê, de 22 anos, estampou sem preocupação a frase “Me pague uma cerveja que eu beijo sua amiga feia.” A tática, segundo ele, já havia rendido seis latas de cerveja – e seis meninas.

“O mais engraçado é que eu não bebo. As cervejas vão para os meus amigos e eu faço a alegria da galera”, disse. E a alegria de Jonathan, como fica?  “Até que eu já beijei umas meninas bonitas. Mas as feias também têm limite, as que são muito feias eu não pego”, brincou.

A recepcionista Tatiane Silva traçou a meta de beijar 100 homens na Avenida 43 em um dia (foto: Fernanda Testa/G1)

A recepcionista Tatiane Silva traçou a meta de beijar 100 homens na Avenida 43 em um dia (foto: Fernanda Testa/G1)

Veteranos na pegação
A Festa do Peão de Barretos já virou tradição para o gogo boy carioca André Maia, de 33 anos. Presença marcada no evento há nove anos, Maia elege a Avenida 43 como o melhor lugar para conquistar a mulherada. “Há sete anos alugamos a mesma casa na cidade, a uma quadra da avenida. O bom de estar perto é que aqui a festa rola o dia todo”, afirmou.

O jovem contou que a tática de abordagem é chegar dançando ao lado da menina. “Se eu falar com a mulher e ela der risada, já chego beijando.” Maia disse que a estratégia funciona: em menos de duas horas, já havia “laçado” oito mulheres na avenida.

Amigo de Maia, o engenheiro elétrico Apollo Lemos, de 24 anos, viaja de Macaé (RJ) para Barretos há seis anos consecutivos. O figurino inusitado de Lemos – bota, sunga, fivela e chapéu – já havia conquistado 33 mulheres em menos de duas horas. “É o clima da festa. Todo mundo vem para se divertir. A pegação na Avenida 43 faz parte de Barretos, faz parte da Festa do Peão.”

Avenida 43 se transforma em point de 'pegação' antes dos shows no Parque do Peão (foto: Alfredo Risk/G1)

Avenida 43 se transforma em point de ‘pegação’ antes dos shows no Parque do Peão (foto: Alfredo Risk/G1)

dica da Fabiana Zardo

Eu era ‘genial’, mas na Globo virei ‘vendido’, diz Adnet

Adnet caracterizado como Ney Matogrosso no 'Fantástico'

Adnet caracterizado como Ney Matogrosso no ‘Fantástico’

Keila Jimenez, na Folha de S.Paulo

Top tomara que caia de franjas, combinado com botinha branca de salto e faixinha no cabelo. Sim, é dura a vida do humorista. Que o diga Marcelo Adnet assim caracterizado de Ney Matogrosso na sua nova empreitada na Globo.

Hoje, ele estreia no “Fantástico” seu terceiro projeto na emissora, após sofrer uma enxurrada de críticas negativas nos dois primeiros. Adnet fará sátira de videoclipes que fizeram história no dominical.

O quadro trará versões revisitadas de clipes nacionais, com direito a letras à la Adnet, que ganhou fama e elogios na MTV com suas paródias e improvisações.

A contratação do humorista pela Globo, há seis meses, teve “première” no próprio “Fantástico” e criou uma enorme expectativa sobre o menino prodígio do humor, que começou na MTV aos 26 anos e hoje está com 31.

Em abril, estreou na emissora como o protagonista da série “O Dentista Mascarado”, escrita por Alexandre Machado e Fernanda Young (de “Os Normais”). “Uma experiência de passagem”, diz.

“Tenho uma vocação mais autoral, mas achei a experiência boa”, conta. “Faltou as pessoas entenderem que era só o meu começo na Globo. Não sei por que toda essa ansiedade.”

Da primeira experiência, Adnet levou os diretores, José Alvarenga Jr. e Rafael Miranda, que seguem ao seu lado nos projetos seguintes.

A segunda aposta, um quadro sobre a Copa das Confederações no “Fantástico”, também não agradou muito.

“Esse foi uma encomenda do pessoal do programa que eu topei. Não dá para agradar a todos. Nem quero isso. É chato ser unanimidade”, continua. “E quer saber? Não me arrependo de nada não, viu?”

Escolado, o humorista diz que as “pedradas” lhe fizeram bem, e que agora, finalmente, fará algo autoral na nova emissora.

“Claro que tinha muita coisa pesada nas críticas, mas acho que eu não mudei. O que mudou foi o jeito que as pessoas olham para mim”, diz Adnet. “Antes eu era o cara criativo, genial. Agora, na Globo, eu virei um crápula, um vendido [risos]“, afirma.

“Ninguém me impôs nada na emissora, eu que topei fazer os projetos, tive liberdade total para escolher.”

MAMONAS

A nova aposta, a sátira de videoclipes que entra no “Fantástico” hoje, nasceu de uma sugestão do amigo Marcius Melhem, também humorista no canal.

“Essa mistura de humor e música, que os Mamonas [Assassinas] faziam tão bem, não pode ficar enterrada com eles”, diz Adnet, que criará paródias contemporâneas para clássicos de Ney Matogrosso, Elis Regina, Alceu Valença, entre outros.

“A caracterização do artista e a estética do videoclipe serão as mesmas da época, mas vou criar letras atuais com críticas, mensagens políticas, com uma posição sobre as coisas”, comenta. “Não quero humor chapa branca.”

Questionado sobre o enquadramento no “padrão Globo”, mais quadrado que a MTV, Adnet diz que encontrou liberdade total na emissora, mas sabe que a sua responsabilidade hoje aumentou muito em relação à MTV.

Em 2011, no quadro “Casa dos Autistas” (MTV), o comediante fez piadas com portadores da síndrome, e depois foi a público se desculpar.

“Não me enquadrei em nenhuma estética na Globo e não entendo essa mania de buscar: ‘tudo o que o público quer’”, conta ele. “Pode ser que alguns não entendam a piada, mas quero forçar um pouco mais, ir além, trazer um horizonte, sabe?”

Adnet está triste com o rumo tomado por sua ex-emissora. O Grupo Abril devolverá em setembro a marca para o conglomerado americano Viacom, que vai lançar um novo canal com o título, agora na TV paga.

“Não existe nada igual a MTV, mas ela sempre foi meio deixada de lado”, diz. “Há vantagens e desvantagens. A vantagem é que ser pequena permitiu muita experimentação, a desvantagem é ver ela acabar assim. Mas todos que passaram por lá levam uma marca da MTV, e isso fica para sempre com a gente.”

Aluno de medicina terá de trabalhar dois anos no SUS para se formar, anuncia governo; curso de medicina terá oito anos

Presidenta Dilma Rousseff durante a cerimônia de Lançamento do Pacto Nacional pela Saúde - Mais Hospitais e Unidades de Saúde, Mais Médicos e Mais Formação. (foto: Presidência da República)

Presidenta Dilma Rousseff durante a cerimônia de Lançamento do Pacto Nacional pela Saúde – Mais Hospitais e Unidades de Saúde, Mais Médicos e Mais Formação. (foto: Presidência da República)

Fernanda Calgaro, no UOL

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira (8) que alunos de medicina que ingressarem nos cursos a partir de janeiro de 2015 serão obrigados a trabalhar os dois anos no SUS (Sistema Único de Saúde) para se formarem. O tempo do curso de medicina subirá de seis para oito anos também a partir de 2015.

As medidas foram anunciadas junto com o  Programa Mais Médicos, pacote de ações do governo federal para ampliar e descentralizar a oferta de médicos no país. O programa será criado por medida provisória assinada hoje pela presidente Dilma Rousseff e que será enviada ao Congresso Nacional.

Em pronunciamento feito na tarde desta segunda (8) em Brasília, Mercadante afirmou também que serão criadas 3.615 vagas em medicina nas universidades federais até 2017 –1.815 nos cursos já existentes e 1.800 em novos cursos, que serão criados em 60 municípios que não dispõem de cursos de medicina –atualmente, os cursos estão distribuídos em 57 municípios.
O ministro anunciou também medidas para que as universidades particulares ampliem as vagas nos próximos quatro anos. A meta do governo é criar 11.447 novas vagas em medicina até 2017, somando as vagas públicas e particulares. O governo também irá contratar 3.154 docentes e 1.882 técnicos-administrativos para as universidades federais.

Segundo o governo federal, a quantidade de vagas disponíveis só será conhecida a partir da demanda apresentada pelos municípios. Todas as prefeituras poderão se inscrever no programa, mas o foco será em 1.582 áreas consideradas prioritárias, incluindo 1.290 municípios de alta vulnerabilidade social, 201 cidades de regiões metropolitanas, 66 cidades com mais de 80 mil habitantes de baixa receita pública per capita e 25 distritos de saúde indígena.

Os municípios que receberem esses médicos precisarão oferecer moradia e alimentação aos profissionais.

Estrangeiros

Para selecionar os profissionais, serão lançados três editais: um para atração de médicos, outro para adesão dos municípios interessados em recebe-los, e um último para escolher as instituições supervisoras.

No caso dos médicos, poderão participar médicos formados no Brasil e também no exterior, que só serão chamados a ocupar as vagas que não tiverem sido preenchidas por brasileiros.

Só poderão participar médicos estrangeiros com conhecimento de língua portuguesa, com autorização para exercer medicina no seu país de origem e que forem de países onde a proporção de médicos para cada grupo de mil habitantes for superior à brasileira, hoje de 1,8 médicos para mil habitantes.

Todos os médicos estrangeiros passarão por um curso de especialização em Atenção Básica e serão acompanhados por uma instituição de ensino.  Eles ficarão isentos de participar do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida) e terão apenas registro temporário, para trabalhar no Brasil por período máximo de três anos e nos municípios para os quais forem designados. Os profissionais serão supervisionados por médicos brasileiros.

Com o registro temporário, os médicos estrangeiros não receberão a validação do seu diploma, o que daria a eles o direito de atuar em qualquer parte do país.

Educação

A partir de janeiro de 2015, todos os alunos que ingressarem nos cursos de medicina, tanto em faculdades públicas ou privadas, terão que trabalhar dois anos no SUS. Nesse período, eles continuarão vinculados à faculdade e receberão bolsa custeada pelo governo federal. Durante esses dois anos, os estudantes receberão uma autorização provisória para exercício da medicina. Só depois da aprovação nessa etapa é que a autorização será convertida em inscrição plena no Conselho Regional de Medicina.

Esse segundo ciclo de formação fará parte do curso convencional de medicina e poderá ser aproveitado como uma das etapas da residência ou pós-graduação caso o profissional opte por uma especialização no ramo da atenção básica.

Esse modelo é inspirado em países como Inglaterra e Suécia, onde os estudantes passam por um período de treinamento com registro provisório para só depois exercer a profissão com o registro definitivo.

Os dois anos de treinamento no SUS não eliminarão o internato realizado no quinto e no sexto anos do curso de medicina, período em que os estudantes passam por diversas áreas da saúde. De acordo com informações do governo, a diferença é que, ao atuar no SUS, irão assumir gradativamente mais responsabilidades, “exercendo de fato procedimentos médicos em UBS e urgência e emergência”.

No mês passado, já haviam sido anunciadas 12 mil novas vagas de residência médica até 2017. Dessas, 4.000 serão abertas até 2015. Com a alteração no currículo de medicina, o governo espera que entrem na atenção básica 20,5 mil médicos em 2021.

Quadro da saúde pública

O gargalo da saúde pública do Brasil não se limita à quantidade de médicos: há problemas de distribuição e fixação dos profissionais, de infraestrutura e de financiamento. Os dados mais recentes, divulgados em fevereiro deste ano, mostram que o país tem dois médicos a cada mil habitantes (o dado do Ministério da Saúde é um pouco diferente: 1,83 médico para cada mil). A média mundial é de 1,4.

O Ministério da Saúde pretende alcançar 2,5 médicos para cada mil pessoas – índice similar ao da Inglaterra, que tem 2,7. E, para suprir o déficit, quer trazer estrangeiros para atuar em áreas distantes e nas periferias sem a necessidade de revalidação do diploma, com um contrato temporário de até três anos e salário de R$ 10 mil. Segundo o governo, para atingir essa meta, o país teria de ter mais 168.424 médicos.

Porém, a proposta do governo Dilma Rousseff de recorrer a profissionais do exterior para suprir a falta de médicos no sistema de saúde nacional foi recebida com mais resistência por parte de organizações da categoria e se tornou alvo de manifestações em várias partes do país.

À parte aos protestos da classe médica, o governo federal vai abrir cerca de 10 mil vagas para médicos para atuação exclusiva na atenção básica em periferias de grandes cidades, municípios de interior e no Norte e Nordeste do país. O salário deles deve ficar em torno de R$ 10 mil. A carga horária e outros detalhes serão anunciados nesta tarde presidenta Dilma Rousseff, no lançamento do Programa Mais Médicos.