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Justiça autoriza uso de derivado de maconha para criança epiléptica

Katiele Fischer com a filha Anny Fischer, que tem a síndrome CDKL5, problema genético raro que causa epilepsia grave. (foto: Sergio Lima/Folhapress)

Katiele Fischer com a filha Anny Fischer, que tem a síndrome CDKL5, problema genético raro que causa epilepsia grave. (foto: Sergio Lima/Folhapress)

Publicado no UOL

O juiz Bruno César Bandeira Apolinário, da 3ª Vara Federal do Distrito Federal, autorizou uma mãe a importar um remédio com princípio ativo do canabidiol, uma das substâncias derivadas da maconha. O medicamento não tem venda permitida no Brasil, e é importado ilegalmente por Katiele Fischer para tratar crises convulsivas da filha, de 5 anos. A decisão ocorre menos de uma semana após o lançamento de uma campanha na internet que ajudou a divulgar o caso.

Com base na melhora da menina com o tratamento alternativo e com o aval dos médicos, o magistrado decidiu proibir a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de impedir a importação do medicamento. Mas destaca que a decisão só vale para o caso específico.

Na decisão, o juiz ressaltou que ao liberar o uso do canabidiol para a menina, não está fazendo apologia ao uso terapêutico da maconha ou à liberação para qualquer fim, no Brasil. “Neste momento, pelos progressos que a autora [menina] tem apresentado com o uso da substância, com uma sensível melhora na qualidade de vida, seria absolutamente desumano negar-lhe a proteção requerida”, afirmou.

Katiele Fischer é mãe de uma menina de 5 anos, que nasceu com uma doença rara, denominada encefalopatia epiléptica infantil. Desde os primeiros anos de vida, a criança tem dificuldades no desenvolvimento motor, evoluindo com retardo mental. Esgotados os tratamentos convencionais, com indicação médica, os pais recorreram a um tratamento alternativo com uso do canabidiol, substância extraída da planta Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha.  Com o tratamento, a menina não teve mais crises convulsivas, cuja frequência variava de 30 a 80 vezes por semana.

Apesar do sucesso no tratamento, os pais têm que importar o medicamento ilegalmente dos Estados Unidos, onde o canabidiol é legalizado e usado no tratamento terapêutico de doenças. No Brasil, a Anvisa não permite a comercialização.

Herdeiro da Du Pont, culpado de estuprar filha, se livra da prisão

Segundo o juiz responsável pelo caso, Robert Richards IV – herdeiro de uma das famílias mais influentes dos EUA – não deve ir para a cadeia porque “não se daria bem” naquele ambiente. A filha tinha 3 anos quando o crime ocorreu

robert-richards-ivPublicado na Época

Robert Richards IV, herdeiro da Du Pont, é membro de uma das famílias mais influentes do mundo. É também um molestador condenado. Em  2009, a justiça americana declarou Richard culpado por estuprar a filha quando ela tinha 3 anos de idade. O caso veio à tona quando a garota, então com cinco anos, disse a parentes que não queria “que o papai me tocasse mais”.

Inicialmente, sua pena deveria incluir até 15 anos de prisão.  Mas Richards nunca foi preso. Nesta semana, veio a público o motivo – segundo Jan Jurden, o juiz encarregado do caso, Richards, um homem de 47 anos e 1,95 de altura, não se “daria bem na cadeia”. Em lugar de passar todos esses anos atrás das grades, a pena de Richards foi mudada para liberdade vigiada e tratamento. A pena mais leve tornou-se conhecida com a divulgação dos detalhes de um novo processo movido pela ex-mulher de Richards. Segundo o processo, além de violentar a própria filha, ele fez o mesmo com o filho do casal, também um criança, entre 2005 e 2007.

Richards não trabalha. Vive de sua herança – ele é descendente do patriarca da família Du Pont, Irenee Du Pont. A empresa da família já foi uma das três maiores indústrias químicas do mundo, responsável pelo desenvolvimento de produtos como nylon, Teflon e lycra.  Richard contratou um dos principais escritórios de direito de Delaware, estado onde mora, para defendê-lo e firmou um acordo com a justiça que o livraria da prisão desde que ele se admitisse culpado pelos crimes.

O promotor responsável pelo caso classificou como pouco usual a justificativa dada pelo juiz do caso para livrar Richards da cadeia – de que ele não se sairia bem sob essas circunstâncias: “Quem é que sai bem na cadeia?” disse ao jornal The News Journal. Já Brendan O’Neill, defensor público de Delaware, declarou que o caso levanta a questão de como uma pessoa dona de grande fortuna é tratada pelo sistema penal.

Com pai internado, Lívian Aragão vai a culto evangélico

Lívian ao lado do namorado em culto (foto: Xande Nolasco)

Lívian ao lado do namorado em culto (foto: Xande Nolasco)

Publicado no Extra

Filha caçula de Renato Aragão, Lívian Aragão, 15 anos, tirou a noite de domingo para ir a um culto evangélico na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

A adolescente está frequentando o Soul Church, igreja protestante que tem a ex-mulher de Romário, Danielle Favato, como pastora.

Lívian foi orar ao lado do namorado, Nicolas Prattes. Bem disposta, ele pediu pela saúde do pai. A mãe de seu namorado, Giselle Prattes, também estava na igreja _ ela é cantora gospel. Marcus Menna, ex-líder do LS Jack que foi recentemente batizado na mesma religião, também foi ao culto.

Renato Aragão voltou a ser internado no hospital Barra D’Or na tarde de sábado, 22, com febre alta. A equipe médica constatou que ele está com infecção urinária e ficaria em observação até segunda, 24, sendo medicado com antibióticos.

No sábado anterior, ele sofreu um infarto e ficou internado até quarta, 19, quando voltou para casa.

Lívian Aragão e o namorado (foto: Picasa / Xande Nolasco)

Lívian Aragão e o namorado (foto: Picasa / Xande Nolasco)

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A banda da sogra de Lívian (foto: Picasa / Xande Nolasco)

A banda da sogra de Lívian (foto: Picasa / Xande Nolasco)

Marcus Mena, ex-LS Jack, que foi recentemente batizado na religião (foto: Picasa / Xande Nolasco)

Marcus Mena, ex-LS Jack, que foi recentemente batizado na religião (foto: Picasa / Xande Nolasco)

Menina de quatro anos produz, com a mãe, incríveis vestidos de papel inspirados em celebridades

Publicado no Catraca Livre

A experiência começou porque a mãe, Angie, queria ter momentos mais intensos com a filha de quatro anos – e, ao mesmo tempo, porque a menina vivia remexendo em seu armário para ver e experimentar suas roupas.

Daí surgiu uma experiência que mistura afeto, criatividade e beleza. Elas passaram a produzir juntas modelos feitos em papel – a mãe, diga-se, não tinha nenhuma experiência em design de moda.

O resultado virou uma galeria de bem-humoradas imagens.

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Pai e filha homossexuais organizam casamento duplo em Santa Catarina

Garota de 23 anos vai se casar com namorada no dia 19 de abril.
Elas farão cerimônia conjunta com o pai de uma delas, em Sombrio

Gai e Kris moram juntas há dois anos (Foto: Arquivo pessoal)

Gai e Kris moram juntas há dois anos
(Foto: Arquivo pessoal)

Joana Caldas, no G1

No dia 19 de abril, um duplo casamento gay de uma mesma família será realizado em Sombrio, no Sul de Santa Catarina. Laise Homem, conhecida como Gai, e a namorada, Akristian Morretti, vão se unir em cerimônia conjunta com o pai de Gai, Elvio Zico, e o namorado dele, Neliton Langer. O duplo matrimônio não foi planejado, mas os dois casais estão felizes com o resultado. “Vai ser muito legal”, destacou Elvio.

Gai e Kris, de 23 e 24 anos, respectivamente, se conheceram em Balneário Gaivota, no Sul catarinenese, em dezembro de 2011. O pai de Gai tem uma casa de veraneio na cidade, que fica perto de Sombrio, e as duas garotas se viram pela primeira vez na praia. Ambas moram atualmente em Caxias do Sul (RS), onde hoje têm uma empresa de promoção de eventos.

Elas vivem juntas há dois anos na cidade gaúcha e, desde abril do ano passado, estão oficialmente em união estável. A decisão de fazer um casamento único partiu de uma proximidade de Gai com o pai, que vive em Sombrio.

“Ele decidiu que ia fazer o casamento em 19 de abril. E eu já tinha vontade [de me casar]“, conta. Assim, Gai e Kris resolveram marcar a cerimônia na mesma data.

A história de Elvio, de 45 anos, e Neliton, de 24, começou há quatro anos, na rodoviária de Sombrio. Elvio é policial civil e dono de uma loja de roupas onde Neliton trabalha. Eles se viram pela primeira vez quando Elvio foi levar a filha na rodoviária. Neliton e a garota são amigos e, na ocasião, ambos estavam viajando para Caxias do Sul.

Elvio e Neliton se conheceram na rodoviária de Sombrio (Foto: Arquivo pessoal)

Elvio e Neliton se conheceram na rodoviária de
Sombrio (Foto: Arquivo pessoal)

Família
Elvio afirmou que nunca sofreu nenhum tipo de preconceito no trabalho, mas que encontrou alguma resistência da família.

“Talvez imaginavam que nós mudaríamos nossa maneira de ser. Mas viram que é algo sério, então ficou tranquilo”, disse o policial.

Gai contou que o pai foi casado com a mãe dela por 25 anos, e a separação veio em 2007. A garota tem outras duas irmãs mais novas, de 21 e 20 anos.

“Eu já era adulta, a gente entendeu. A gente sempre fica triste, mas depois aceita”, contou Gai. Sobre o relacionamento dela com Kris, a jovem disse que “no começo foi complicado” para as irmãs entenderem. “A gente era evangélico, mas hoje todo mundo entende e respeita”, ressaltou.

Aos 15 anos, Gai deixou a igreja, na qual a família era presença constante. O pai fez o mesmo, tempos depois. “Até vamos hoje em dia. A gente acredita em Deus, tem fé, mas tem muita coisa na igreja que a gente não concorda. Acabamos nos afastando”, contou a garota.

Casamento duplo será realizado no dia 19 de abril (Foto: Arquivo pessoal)

Casamento duplo será realizado no dia 19 de abril
(Foto: Arquivo pessoal)

Cerimônia
O casamento duplo será feito em um salão decorado em Sombrio.

“Muito dos meus convidados são em comum com a minha filha, como família e alguns amigos”, afirmou o pai, explicando mais uma razão por terem decidido pelo casamento duplo. “Fiquei bem feliz quando elas me contaram”, completou Elvio, orgulhoso.