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Revoltado, torcedor tatua 7 a 1 da Alemanha no Brasil: ‘marcou muito’

Matheus Ribeiro Simões quis eternizar o momento de decepção da filha.
Decisão de fazer a tatuagem na perna ocorreu logo após o final do jogo.

Publicado no G1

Bia mostra a tatuagem feita pelo pai em Piracicaba (foto: Fernanda Zanetti/G1)

Bia mostra a tatuagem feita pelo pai em
Piracicaba (foto: Fernanda Zanetti/G1)

 

O torneiro mecânico Matheus Ribeiro Simões, de 31 anos, de Piracicaba (SP), tatuou na coxa esquerda as bandeiras da Alemanha e do Brasil e ainda o resultado da partida de 7 x 1. A ação foi por revolta ao ver o sofrimento da filha Beatriz Ribeiro, de oito anos. “Marcou muito vê-la chorar de soluçar, decepcionada com a derrota da seleção.” Quando houve o apito final do juiz, ele já estava decidido a tatuar o placar na pele.

“Eu fiquei revoltado com o sofrimento da Bia. Ela é da geração que nunca viu o Brasil vencer a Copa do Mundo e esperava que o time vencesse também por ela, como era dito nos meios de comunicação. Quando ela começou a chorar, de forma inconsolável com o resultado, fiquei furioso e decidi tatuar. Eu nunca tinha visto ela agir dessa maneira por uma decepção e, por isso, decidi guardar esse momento para sempre.”

Simões relatou ainda que o brasileiro tem a memória curta e muitas vezes esquece momentos marcantes na vida. “Eu não quero esquecer porque foi um momento que marcou a minha vida e a da minha filha. Sem contar que, sempre que ela ou eu olharmos a tatuagem, lembraremos da partida e daquele momento que vivemos.”

Torneiro mostra as tatuagens feitas na perna em homenagem à filha de 8 anos (foto: Fernanda Zanetti/G1)

Torneiro mostra as tatuagens feitas na perna em homenagem à filha de 8 anos (foto: Fernanda Zanetti/G1)

Copa do Mundo
No início da Copa o torneiro mecânico contou que estava sem esperanças com esta equipe do Brasil, mas que foi acreditando na seleção a cada partida. Ele disse ainda que a filha não se interessava por futebol, mas ficou muito contagiada com a Copa do Mundo.

“No jogo contra o Chile vibramos em cada pênalti, gritamos juntos, torcemos e quando o Brasil venceu nós nos abraçamos e choramos muito de emoção com a vitória. A cada partida ela estava mais envolvida. Me pediu para levá-la ao estádio, para comprar os itens para torcer e, de repente, a derrota.”

Simões contou que quando o time passou para as quartas-de-final ficou confiante e tinha até decidido tatuar o brasão do Brasil com seis estrelas caso o país vencesse o jogo.

Torneiro tatuou resultado de jogo na perna em Piracicaba (foto: Andrea Tatto/acervo pessoal)

Torneiro tatuou resultado de jogo na perna em
Piracicaba (foto: Andrea Tatto/acervo pessoal)

Brasil x Alemanha
O torneiro contou que, como em todos os jogos, Bia estava brincando no começo da partida e correu para ver quando o pai gritou que a Alemanha havia feito o primeiro gol. “Ela voltou brincar. Mas quando gritei que a Alemanha tinha feito o segundo gol, a Bia sentou ao meu lado e começou a assistir a partida. Então, ao ver o terceiro gol contra o Brasil, ela cobriu o próprio rosto. Achei que ela estava fazendo gracinhas. Ela ficou com o rosto coberto no quarto e ainda no quinto gol. Então tirei o cobertor e vi ela chorando.”

Simões relatou que a menina não parava de chorar, que soluçava e estava inconsolável com o resultado da partida. Nesse momento ele decidiu tatuar o jogo para nunca mais esquecer do momento vivido com a filha.

Bia disse que gostou da iniciativa do pai e fez questão de se justificar sobre o choro. “Eu só queria que o Brasil não tivesse perdido de tantos gols. Poderia ser uma diferença menor no resultado, por isso fiquei tão triste”, relatou.

Para acabar com o sofrimento da menina, o torneiro mecânico e a esposa, Andrea Tatto, começaram a conversar com a filha.”Nós explicamos que na vida teremos decepções, conversamos bastante e a consolamos até que se acalmasse”, relatou.

A tatuagem
Assim que acabou o jogo, Simões pediu para a mulher, que trabalha como tatuadora, fazer o desenho. “Eu não estava acreditando que ele iria tatuar o placar. Fiquei enrolando dias para fazer a tatuagem nele. Mas como foi um momento marcante para ele, aceitei a decisão”, disse Andrea.

Na quinta-feira (10), o torneiro foi ao estúdio Art’s House Tatto, onde a esposa trabalha, e fez a tatuagem. O desenho foi feito na coxa esquerda próximo a um coração escrito Bia, desenhado pela própria garota em junho de 2013. “Até o local da tatuagem foi pensado. Seria ao lado do desenho dela porque esse jogo representa o sofrimento da nossa filha. E, como eu brinco, a perna esquerda é da Bia”, disse o torneiro mecânico.

Com oito tatuagens pelo corpo, Simões disse que cada uma tem um significado importante na vida dele. “Cada desenho é importante para minha vida. E esse momento da minha filha é um deles.”

Joana Havelange tenta explicar a frase “o que tinha para ser roubado na Copa, já foi”

joanaJuca Kfouri, no UOL

Diretora do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, Joana Havelange, neta de João Havelange e filha de Ricardo Teixeira, compartilhou em seu Instagram uma nota em que está dito que o tinha para ser roubado na Copa já foi e que a hora é de apoiá-la.

Pega em flagrante na lambança e denunciada por alguém com acesso à sua rede social, Joana, depois de bombar o dia todo no noticiário e até ser homenageada pelo Coletivo Projetação que a estampou na parede de um prédio no Grajaú, no Rio, resolveu se explicar.

E a emenda saiu pior que o soneto.

Ela se disse vítima de oportunistas que invadiram seu círculo pessoal, quando, na verdade, foi denunciada por alguém de suas relações, e tentou se justificar ao dizer que não atentara para a frase polêmica.

Distraída, a moça poderá ser chamada a se explicar no Ministério Público, acionado pelo deputado carioca Marcelo Freixo.

Mais que distraída, reincidente, porque, apesar da proibição de usar redes sociais para comentar assuntos da Copa do Mundo que afeta todos os funcionários do COL, não foi a primeira vez que ela cometeu indiscrições desse tipo.

instajoana

Filha de ‘Chaves’ diz que pai está “muito bem” e posta foto

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Publicado no Terra

Graciela Gomez, filha de Roberto Bolaños, criador do seriado Chaves, postou uma foto do pai deitado em uma cama, respirando com a ajuda de um tubo de oxigênio, na noite desse domingo (4).

“Obrigada a todos pelo carinho. @ChespiritoRGB está muito bem”, escreveu Graciela no Twitter. Ela contou ainda que estava com dificuldades de tirar uma foto do ator. “Ele não  me deixa fotografá-lo, está ocupado demais vendo um jogo de futebol”, reclamou.

De acordo com o jornal Basta!, Bolaños estaria doente desde novembro de 2013, afirmação que foi baseada em declarações de amigos próximos à família do astro. O jornal ainda afirmou que o ator não estaria mais conseguindo se mover e que poderia nunca mais se recuperar.

“O estado dele é grave, mas estável, assim dizem seus médicos, que também já afirmaram que não existe esperança de recuperação. Eles temem o pior e estão até se preparando para isso”, disse um amigo.

Roberto Gómez Bolaños se encontra em repouso absoluto, em Cancún, como seu filho já havia informado em uma entrevista à Televisa Espectáculos. Ele está na cidade porque a casa do intérprete de Chaves fica livre do assédio da imprensa mexicana.

Justiça autoriza uso de derivado de maconha para criança epiléptica

Katiele Fischer com a filha Anny Fischer, que tem a síndrome CDKL5, problema genético raro que causa epilepsia grave. (foto: Sergio Lima/Folhapress)

Katiele Fischer com a filha Anny Fischer, que tem a síndrome CDKL5, problema genético raro que causa epilepsia grave. (foto: Sergio Lima/Folhapress)

Publicado no UOL

O juiz Bruno César Bandeira Apolinário, da 3ª Vara Federal do Distrito Federal, autorizou uma mãe a importar um remédio com princípio ativo do canabidiol, uma das substâncias derivadas da maconha. O medicamento não tem venda permitida no Brasil, e é importado ilegalmente por Katiele Fischer para tratar crises convulsivas da filha, de 5 anos. A decisão ocorre menos de uma semana após o lançamento de uma campanha na internet que ajudou a divulgar o caso.

Com base na melhora da menina com o tratamento alternativo e com o aval dos médicos, o magistrado decidiu proibir a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de impedir a importação do medicamento. Mas destaca que a decisão só vale para o caso específico.

Na decisão, o juiz ressaltou que ao liberar o uso do canabidiol para a menina, não está fazendo apologia ao uso terapêutico da maconha ou à liberação para qualquer fim, no Brasil. “Neste momento, pelos progressos que a autora [menina] tem apresentado com o uso da substância, com uma sensível melhora na qualidade de vida, seria absolutamente desumano negar-lhe a proteção requerida”, afirmou.

Katiele Fischer é mãe de uma menina de 5 anos, que nasceu com uma doença rara, denominada encefalopatia epiléptica infantil. Desde os primeiros anos de vida, a criança tem dificuldades no desenvolvimento motor, evoluindo com retardo mental. Esgotados os tratamentos convencionais, com indicação médica, os pais recorreram a um tratamento alternativo com uso do canabidiol, substância extraída da planta Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha.  Com o tratamento, a menina não teve mais crises convulsivas, cuja frequência variava de 30 a 80 vezes por semana.

Apesar do sucesso no tratamento, os pais têm que importar o medicamento ilegalmente dos Estados Unidos, onde o canabidiol é legalizado e usado no tratamento terapêutico de doenças. No Brasil, a Anvisa não permite a comercialização.

Herdeiro da Du Pont, culpado de estuprar filha, se livra da prisão

Segundo o juiz responsável pelo caso, Robert Richards IV – herdeiro de uma das famílias mais influentes dos EUA – não deve ir para a cadeia porque “não se daria bem” naquele ambiente. A filha tinha 3 anos quando o crime ocorreu

robert-richards-ivPublicado na Época

Robert Richards IV, herdeiro da Du Pont, é membro de uma das famílias mais influentes do mundo. É também um molestador condenado. Em  2009, a justiça americana declarou Richard culpado por estuprar a filha quando ela tinha 3 anos de idade. O caso veio à tona quando a garota, então com cinco anos, disse a parentes que não queria “que o papai me tocasse mais”.

Inicialmente, sua pena deveria incluir até 15 anos de prisão.  Mas Richards nunca foi preso. Nesta semana, veio a público o motivo – segundo Jan Jurden, o juiz encarregado do caso, Richards, um homem de 47 anos e 1,95 de altura, não se “daria bem na cadeia”. Em lugar de passar todos esses anos atrás das grades, a pena de Richards foi mudada para liberdade vigiada e tratamento. A pena mais leve tornou-se conhecida com a divulgação dos detalhes de um novo processo movido pela ex-mulher de Richards. Segundo o processo, além de violentar a própria filha, ele fez o mesmo com o filho do casal, também um criança, entre 2005 e 2007.

Richards não trabalha. Vive de sua herança – ele é descendente do patriarca da família Du Pont, Irenee Du Pont. A empresa da família já foi uma das três maiores indústrias químicas do mundo, responsável pelo desenvolvimento de produtos como nylon, Teflon e lycra.  Richard contratou um dos principais escritórios de direito de Delaware, estado onde mora, para defendê-lo e firmou um acordo com a justiça que o livraria da prisão desde que ele se admitisse culpado pelos crimes.

O promotor responsável pelo caso classificou como pouco usual a justificativa dada pelo juiz do caso para livrar Richards da cadeia – de que ele não se sairia bem sob essas circunstâncias: “Quem é que sai bem na cadeia?” disse ao jornal The News Journal. Já Brendan O’Neill, defensor público de Delaware, declarou que o caso levanta a questão de como uma pessoa dona de grande fortuna é tratada pelo sistema penal.