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O dia em que Ariano se compadeceu

Foto: Google Imagens

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Publicado por Humberto Wernek

À porta da casa onde Ariano Suassuna nos aguardava, a moça, misto de assessora e anjo da guarda, me sussurrou a recomendação:

- Não toque no assunto da morte do pai.

- Por quê? – indaguei.

- Pode acabar muito mal – encerrou ela, tão enfática quanto enigmática.

E essa agora? Não esperava assuntos interditos quando cheguei ao Recife, naquele outubro de 2011, com a missão de entrevistar o criador do Auto da Compadecida para a revista Mitsubishi.

O próprio Ariano, jovialíssimo em seus 81 anos de idade, nos recebeu na varanda do belo casarão de 1870, no bairro de Casa Forte, onde vive desde 1959 com a mulher, Zélia. Saiu mostrando a propriedade. No mesmo terreno estreito e longo, que vai de um quarteirão a outro, as filhas Maria, Mariana e Ana Rita construíram suas casas. Outra, Isabel, morava em frente. O primogênito Joaquim estava passando uma temporada com os pais, de forma que naquele momento só um dos filhos, Manuel, não tinha sua base ali ou nas proximidades. Quase todos os netos – 15, à época – cresciam à sombra dos avós. Para desgosto de Ariano, um dos meninos resultou não ser torcedor do Sport, infortúnio que ele pôs na conta do genro: “Não perdoo o ‘missionário’ que o converteu”, brincou, sem esconder o desgosto de ter casado três filhas com torcedores do Náutico.

Foi uma conversa ótima, embora a mim, como repórter, me incomodasse a presença de alentada plateia, na qual se incluía a moça que me recomendara evitar o assunto da morte do pai. Ariano não me parecia ser homem de suscetibilidades, e muito menos de luxos e de cerimônia. Hospitaleiro, certa vez foi capaz de um gesto amalucado para deixar à vontade um iluminador de TV que, em meio à gravação, quebrou um dos boizinhos de barro que enfeitavam a sala. O que fez o dono das reses? Apanhou outro boizinho e o espatifou no chão.

Apesar da advertência, era fatal que a entrevista, largamente biográfica, caminhasse para o que foi a grande tragédia na vida do escritor. Seu pai, João Suassuna, ex-governador da Paraíba, era deputado federal quando um primo de sua mulher, João Dantas, matou no Recife o governador paraibano, João Pessoa, crime que veio a ser o estopim da Revolução de 30. Em 9 de outubro, seis dias depois da eclosão do movimento, como retaliação, João Suassuna foi assassinado pelas costas por um pistoleiro.

Para Ariano, que tinha apenas 3 anos, aquele haveria de ser, claro, um trauma vitalício, agravado pela dor suplementar de ver a imagem do pai equivocadamente associada às carcomidas forças contra as quais se fez a Revolução. “Mas mataram meu Pai. Desde esse dia, / eu me vi, como um Cego, sem meu Guia, / que se foi para o Sol, transfigurado”, dirá nos versos de um soneto. Numa entrevista em 2000, perguntaram-lhe se, tanto tempo depois, perdoaria o assassino do pai. “Esse é um processo que ainda está em curso”, limitou-se a responder.

Foi o que me animou a ignorar a recomendação do anjo da guarda. Mal fiz a pergunta, senti instaurar-se na sala um espinhento desconforto e a emoção chacoalhar o entrevistado. A coisa vai mesmo acabar mal – cheguei a pensar.

Mas não. Entre pausas abissais, Ariano foi desencavando a lembrança do que lhe dissera certa amiga: é mais fácil rezar a Ave Maria do que o Pai Nosso, já que o Pai Nosso manda “perdoar a quem nos tem ofendido”. Pedregoso silêncio. “É um processo difícil”, retomou o escritor, agora invocando a mãe, dona Rita de Cássia, que próxima dos 90 anos lhe contou ter finalmente conseguido perdoar o matador de seu marido.

Nova pausa.

“Se eu me digo religioso, tenho a obrigação de perdoar”, admitiu Ariano Suassuna, que, nascido católico, só aos 25 anos se fez batizar. “Acredito no Demônio e acredito no Inferno. Mas não acredito que o Inferno seja eterno, nem que haja punição eterna, porque absoluto, só Deus.” Sem dizer-lhe o nome, o criador do Auto da Compadecida falava de um provável habitante do Inferno, Miguel Alves de Souza, o pistoleiro que matou seu pai – e, pela primeira vez, concedeu: “Se depender de uma concordância minha, ele sai hoje mesmo”.

No Country In Park, Victor diz que não deixaria os filhos ouvirem sertanejo atual

 ”As músicas atuais chamadas de sertanejo cantam muito lixo e pornografia musical”.

Google Images

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Publicado originalmente no UOL

Segunda atração do festival Country in Park deste sábado (1), a dupla Victor e Léo demonstrou descontentamento com o cenário da música sertaneja atual. Victor comentou a declaração dada pelo cantor José Rico, que faz dupla com Milionário, em que classificou o sertanejo como pornografia.  ”Não deixaria meus filhos ouvirem a maioria das músicas sertanejas atuais. Pornografia e sensualidade excessiva em canções não é para criança ouvir”, disse Victor.

E acrescentou: “As músicas atuais chamadas de sertanejo cantam muito lixo e pornografia musical”. Ainda em forma de protesto, Victor defendeu a arte de ser fazer uma canção. “Qualquer tipo de sentimento pode ser expressado através da arte de forma respeitosa, não é preciso banalizar”.

Léo mostra novo estilo no Country Park

Em um dos shows da dupla, Léo reclamou de uma camisa que estava usando durante a apresentação. Meses depois, o cantor lançou uma linha de roupas exclusiva. Ele explica que as roupas que usava não o incomodava, mas o que o deixava irritado era o preconceito das pessoas. “Me julgavam pelo tipo de roupa que estava usando. O preconceito existe muito no visual. Quanto mais julgavam, mais eu rasgava as camisas que usava”, disse ele.

Segundo o cantor, o seu estilo de se vestir sempre foi mais para o estilo do rock.”Fiquei de saco cheio e lancei as minhas próprias roupas. Se der certo ótimo. Caso não dê, estarei vestindo”. Com exclusividade, a dupla contou ainda que irá gravar no segundo semestre um CD com músicas inéditas.

Marco Feliciano aceita convite e vai participar do Festival MIX Brasil

O parlamentar respondeu afirmando que participará do evento.

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título original: Pastor Marco Feliciano responde convite do Festival MIX Brasil e afirma que aceita convite

Publicado originalmente no MIX Brasil

O pastor Marco Feliciano respondeu ao convite do Festival Mix Brasil e afirmou, por e-mail enviado aos diretores do Festival, que aceita o convite e que participará do evento, marcado para o mês de novembro. O convite para que o deputado participasse do Festival foi publicado em página inteira da edição de segunda-feira última da Folha de São Paulo (veja aqui).

A campanha foi criada pela agência Neogama e é um convite direto para que Marco participe da 21a. edição do Festival Mix Brasil. O texto diz que o convite será entregue ”junto com a intenção de ele inspire uma profunda revisão de convicções, já tão incompatíveis com o mundo em que vivemos”.

Através de e-mail, Marco Feliciano aceitou o convite e respondeu que o festival “merece nosso respeito e compreensão”; também diz que, ao invés do que está escrito no anúncio, ele não repudia a diversidade.

Leia abaixo, na íntegra, a resposta do Marco Feliciano enviada aos diretores do Festival.

Aos senhores organizadores do 21º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade

Senhores, quando a ironia é fina, inteligente e custa uma página de jornal, devemos sim refletir, portanto, aceito o convite feito por vossas senhorias através do anuncio no jornal Folha de São Paulo. Um festival que, de forma ordeira e pacífica, levanta a bandeira da diversidade, merece nosso respeito e compreensão, pois, se queremos que respeitem nossas posições, devemos reciprocidade.

Minha origem cristã não repudia a diversidade. Jesus disse: – “Ide e preguai (sic) o evangelho a  todos” e o Apóstolo Paulo, mandou que dessem atenção aos gentios em primeiro lugar.

Sempre devemos estar em reflexão, é inerente ao ser inteligente, criado a imagem e semelhança de Deus, amando-O sobre todas as coisas e o nosso próximo como a nós mesmos.

Respeitar a diversidade não quer dizer que devamos renunciar as nossas convicções a respeito de temas sejam eles os mais polêmicos, evitando sempre o confronto, a não ser de ideias.

Reafirmo que, quando alguém não pensa exatamente como nós, não significa que sejamos inimigos, antes de tudo, somos filhos do mesmo Deus.

Pr. Marco Feliciano
Deputado Federal PSC/SP
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

Em missa, Papa defende batismo de filhos de mães solteiras

Quando era o arcebispo de Buenos Aires, Francisco incentivava padres e bispos a batizarem as crianças nascidas fora do casamento

Francisco defende que a Igreja seja facilitadora da fé, e não controladora (Foto: EFE)

Francisco defende que a Igreja seja facilitadora da fé, e não controladora (Foto: EFE)

Publicado originalmente no Terra

Em missa na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, o papa Francisco defendeu neste sábado o batismo de filhos de mães solteiras. “Somos muitas vezes controladores da fé, em vez de facilitadores”, disse o Papa ao se referir a algum padre que se recusa a batizar uma criança filha de mãe solteira. “Essa mulher teve a coragem de continuar a gravidez. E o que encontra? Uma porta fechada?”, questionou ele.

“Isso não é zelo, isso é distância de Deus. Quando fazemos este caminho com esta atitude não estamos ajudando o povo de Deus. Jesus instituiu sete sacramentos e, com este tipo de atitude, estamos criando um oitavo, o sacramento da alfândega pastoral”, acrescentou.

Antes de ser Papa, quando era o arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio incentivava padres e bispos a batizarem as crianças nascidas fora do casamento. O Pontífice citou durante a missa outro exemplo: um casal de noivos que queria marcar a data do casamento e foi alertado pelo sacerdote de que precisaria pagar enfeites, cantos. Francisco disse que, no caso, o casal encontrou “as portas da Igreja fechadas quase como sinal de impedimento para a união”. Participaram da cerimônia cerca de 70 pessoas de diversas partes da Itália e de outros países.

‘Ela está arrependida’, afirma marido de mulher que agrediu cão no RS

Homem não quis se identificar e diz que sofre ameaças desde sexta (10).
‘Não cometi crime algum. Vamos continuar vivendo normalmente’, diz.

Homem diz que sofreu ameaças por e-mail e por celular (Foto: Reprodução/RBS TV)

Homem diz que sofreu ameaças por e-mail e por celular
(Foto: Reprodução/RBS TV)

Publicado no G1

Ao levar a esposa para prestar depoimento à polícia nesta terça-feira (14), o marido da mulher que foi filmada agredindo um filhote de poodle na última sexta (10) disse que a família está arrependida pelo fato e preocupada com a exposição do filho na imprensa. O homem de 46 anos, que pediu para não ser identificado, revelou que não pretende se mudar do condomínio onde o vídeo foi registrado.

Ele afirma que a família vai continuar vivendo normalmente, mesmo assustada com as ameaças sofridas desde que o vídeo foi publicado.

“Fiquei muito bravo com ela. O país inteiro ficou. Mas nós frequentamos a igreja, somos evangélicos, nunca passamos por isso. Houve muita exposição dos meus filhos. Ela vai assumir, já está arrependida”, declara o marido. “Creio que a denúncia deveria ser feita mesmo e ficar com a Justiça. Eu não cometi crime algum, vamos continuar vivendo normalmente, não temos por que nos mudar. Foi um fato isolado”, diz.

Ele diz ainda que sua mulher passará por exames para comprovar que não usa drogas. “É difícil. Vamos procurar assistência psicológica e ela vai fazer exames para provar que não usa mais drogas”, explica.

Mulher presta depoimento
A antiga dona do filhote se apresentou à polícia nesta terça para prestar depoimento. Ela chegou acompanhada dos filhos e do marido pouco depois das 9h à sede da Delegacia de Polícia para Crianças e Adolescentes (Deca) e está sendo ouvida pelo delegado Andrei Luiz Vivan.

A mulher estava sendo procurada pela Polícia Civil desde a segunda-feira (13), mas não havia sido encontrada. Segundo o delegado, o caso é investigado inicialmente pelo Deca pois também existem suspeitas que ela praticava agressões contra os filhos. No decorrer da investigação, o delegado Leandro Cantarelli Lisadro, da Delegacia para Criança e Adolescente Vítima (DPCAV), assumirá o caso.

As imagens gravadas por um estudante mostram a mulher e o filho agredindo o animal, um filhote da raça poodle, em um condomínio na Zona Norte da capital gaúcha. O animal desmaiou e foi resgatado na última sexta-feira (10) pelo subsíndico do condomínio, Bruno Campelo. O cão foi levado por ele e pelo síndico até uma clínica, onde passou por exames e foi medicado. No domingo, ele já estava bebendo água e se alimentando sozinho.

Em determinado momento do vídeo, a mulher que agrediu o filhote diz a um de seus filhos: “Todos os cachorros, todos os bichos que tu vês na rua a gente não trata bem. A gente vai e bate”.

Cãozinho tem novo dono e passa bem

O filhote de poodle batizado de Rossi passa bem após agressão (Foto: Fernando Lopes/G1)

O filhote de poodle batizado de Rossi passa
bem após agressão (Foto: Fernando Lopes/G1)

Adotado pelo homem que o resgatou, o filhote Rossi recebeu a primeira vacina nesta terça-feira (14). Recuperado, ele já corre normalmente e brinca com a filha do novo dono, Bruno Campelo.

“Ele está começando a viver uma nova vida”, afirmou Bruno ao G1, em visita à RBS TV nesta terça. Rossi ficou em uma clínica veterinária durante um dia e meio, quando a veterinária o liberou para ir para casa. No apartamento novo, o filhote se alimenta com ração específica e brinca com os moradores. “Ele ficou meio tímido no início, depois começou a se soltar. Tenho uma filha de 1 ano e 3 meses, a Bruna. Ela brinca muito com ele, tem hora que ele exagera na mordida e ela sai correndo, mas volta a brincar, faz um carinho”, conta.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

ñ vou postar aqui, mas está circulando no facebook uma imagem com fotos da agressora e a palavra “evangélica” escrita em tamanho maior que o próprio nome dela. precisa disso?