Mãe cria aplicativo que obriga filhos a atenderem telefonemas dos pais

Caso não respondam aos chamados, crianças têm o celular bloqueado

Sharon Standifird decidiu criar o aplicativo depois de filhos ignorarem suas ligações (foto: Reprodução/ABC)
Sharon Standifird decidiu criar o aplicativo depois de filhos ignorarem suas ligações (foto: Reprodução/ABC)

Publicado em O Globo

Cansada de ter seus telefonemas ignorados pelos filhos, a americana Sharon Standifird resolveu agir. Em vez de dar broncas ou ameaçar com castigos e punições, ela inovou: criou um aplicativo que obriga as crianças a atenderem ou responderem as chamadas. Chamado Ignore No More, o app bloqueia o aparelho remotamente se o filho resolver ignorar os chamados dos pais.

“Quando você bloqueia o telefone dos seus filhos com Ignore No More, eles só têm duas opções: podem ligar de volta ou chamar um número de emergência. Sem telefonemas para amigos, mensagens de texto, sem jogos, até que te liguem de volta”, explica o site do aplicativo.

Bradley, porta-voz da empresa e filho adolescente de Sharon, deu sua opinião sobre o aplicativo criado pela sua mãe:

- Eu pensei que era uma boa ideia, mas para as outras pessoas, não para mim – disse, em entrevista à emissora CBS.

Disponível para Android, o aplicativo custa R$ 4,51 no Brasil. Segundo a descrição, é “virtualmente impossível” que a criança desabilite o programa do smartphone.

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Movimento Novo Jeito leva rosas e conforto para a família de Eduardo Campos

Vestidos de branco, eles chegaram na casa da família, em Dois Irmãos, Zona Norte do Recife, de mãos dadas e com rosas nas mãos

Um grande abraço coletivo de anônimos envolveu a residência dos Campos (foto: Mariana Dantas/ NE10)
Um grande abraço coletivo de anônimos envolveu a residência dos Campos (foto: Mariana Dantas/ NE10)

Mariana Mesquita, no JC Online

Cerca de 200 pessoas do Movimento Novo Jeito estiveram na casa de Eduardo Campos, na manhã deste sábado (16), para levar um pouco de conforto à família do ex-governador, morto em acidente aéreo na última quarta-feira (13). Vestidos de branco, eles chegaram na casa da família, em Dois Irmãos, Zona Norte do Recife, de mãos dadas e com rosas nas mãos, por volta das 11h. Não falaram com ninguém. Apenas entraram.

O grupo passou cerca de 20 minutos na casa de Renata. Juntos, cantaram a música Noites Traiçoeiras, do Padre Marcelo Rossi. Fizeram uma oração e saíram, deixando flores com Renata e os filhos e ao redor da piscina.

Grupo entrou em silêncio (foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem)
Grupo entrou em silêncio
(foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem)

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Mães antecipam parto para escolher o signo dos filhos

 

PARTOS E SIGNOS

Publicado na Folha de S. Paulo

Numerologia, escolha do signo, data cabalística como 12/12/2012. Os motivos são diversos, mas muitas mulheres agendam o dia do nascimento do filho segundo suas crenças e, é claro, preferências.

A analista tributária Juliana de Freitas Ramos, 28, ia marcar sua cesárea no ano passado para 22 de julho, data de sua santa de devoção.

“Mas, quando percebi que seria leonino, mudei de ideia na hora”, conta Juliana, que acha leão um signo “muito dominador e egoísta”.

“Optei por ele nascer no dia 19, que é aniversário da minha irmã. O Arthur foi o melhor presente para ela”, diz a analista.

A gerente de operações Priscila Rodrigues da Silva Tavares Santiago, 29, soube pelo ultrassom que a data provável do parto era o dia do aniversário da filha mais velha.

“Meu marido na hora falou para agendarmos a cesárea para o mesmo dia. O bebê seria o presentão dela”, conta Priscila, que também marcou o parto da primeira filha: um dia 6, como seu aniversário.

Outro motivo que leva mães a optarem pela cesárea eletiva (sem urgência) são as datas cabalísticas.

A agente de viagens, Celiana Yun, 34, escolheu o dia 12 de dezembro de 2012 para o filho Micael nascer. Além de garantir a data, ela conta que optou em marcar a cesárea também para não sentir dor.

“A maternidade estava lotada. Eu só consegui porque enchi a paciência da secretária da minha médica para reservar esse dia”, conta.

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Segundo Celiana, o bebê estava previsto para nascer dia 16 de dezembro, e a médica disse não haver problema em antecipar alguns dias.

SEM SINAL

Coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz, a pesquisa Nascer no Brasil mostra que 34% das cesáreas ocorrem sem a mulher ter sinal de trabalho de parto.

Segundo o levantamento, 28% delas não têm doença ou problema que indicasse a cirurgia –ou seja, ela é feita na maioria das vezes por opção da gestante ou do médico.

Médicos afirmam que um dos maiores riscos de agendar a cesariana é não saber exatamente a idade gestacional do bebê. Assim, a criança pode nascer prematura.

Recentemente, a atriz Ana Paula Tabalipa declarou ter antecipado o parto do quarto filho para que ele não fosse virginiano. Segundo ela, o bebê nasceu “quase prematuro” e precisou ficar na UTI.

A declaração teve repercussão negativa nas redes sociais, onde ela foi criticada por defensoras do parto normal. Em resposta, a atriz disse no Facebook que as pessoas “deveriam cuidar da sua própria vida”. A Folha não conseguiu contatá-la.

Também motivada pela astrologia, a professora Simone Cristina da Silva, 45, marcou o parto para que seu filho André, hoje com seis anos, fosse do signo de câncer e tivesse “as mesmas características e inteligência” do filho mais velho, canceriano.

Após a cirurgia, porém, o bebê ficou em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por desconforto respiratório.

“A saúde dele ficou fragilizada nos primeiros anos de vida por causa da prematuridade. Se fosse hoje, esperava o parto normal ou algum sinal de que estava pronto para nascer”, diz Simone.

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Gays e seus filhos não deveriam sofrer discriminação da Igreja, diz Vaticano

Foto: OSSERVATORE ROMANO / AFP
Foto: OSSERVATORE ROMANO / AFP

Segundo documento, Igreja tem que encontrar equilíbrio entre ensinamentos sobre família tradicional e atitude sem juízos de valor em relação aos que vivem em uniões de pessoas do mesmo sexo

Publicado no O Globo [ via Reuters]
CIDADE DO VATICANO – A Igreja Católica Romana tem de ser menos crítica com os homossexuais e, embora ainda se oponha ao casamento gay, deve receber os filhos de casais homossexuais na fé com igual dignidade, assinala um documento do Vaticano divulgado nesta quinta-feira.

O documento de 75 páginas, resultado de um trabalho para o sínodo de bispos católicos previsto para outubro, que discutirá questões da família, também diz que a Igreja com 1,2 bilhão de membros em de tornar-se menos exclusiva e mais humilde.

Conhecido pelo seu nome em latim “Instrumentum Laboris”, o documento ressalta a grande diferença entre os ensinamentos oficiais da Igreja sobre questões de moralidade sexual e sua aceitação e compreensão por parte dos fiéis no mundo todo.

O trabalho foi baseado nas respostas a um questionário de 39 perguntas enviado a dioceses em todo o mundo antes do sínodo. Pela primeira vez, em preparação para esse encontro, o Vaticano pediu aos bispos que compartilhem a pesquisa amplamente com os párocos e busquem os pontos de vista dos seus paroquianos.

A posição tradicional da Igreja sobre a homossexualidade levou a alguns casos de exclusão de filhos de homossexuais das atividades da Igreja.

Embora o novo documento não apresente nenhuma mudança imediata na condenação de atos homossexuais e na oposição da Igreja ao casamento gay e à adoção de crianças por gays, ele usa uma linguagem notavelmente menos crítica e mais compassiva do que declarações anteriores do Vaticano.

Segundo o texto, embora os bispos se oponham à “redefinição” do casamento por governos que permitem uniões do mesmo sexo, a Igreja tem que encontrar um equilíbrio entre os seus ensinamentos sobre a família tradicional “e uma atitude respeitosa, sem juízos de valor em relação às pessoas que vivem em tais uniões”.

Essa frase ecoa as famosas declarações do papa Francisco sobre homossexuais ao voltar do Brasil em julho passado: “Se uma pessoa homossexual é de boa vontade e está à procura de Deus, eu não sou ninguém para julgá-la”.

No passado, o Vaticano se referiu à homossexualidade como “intrinsecamente desordenada” e parte de “um mal moral intrínseco”.

A Igreja ensina que os atos homossexuais são pecaminosos, mas as tendências homossexuais não são.

O documento observa que alguns católicos que responderam ao questionário sentiram “um certo mal-estar diante do desafio de aceitar essas pessoas com espírito misericordioso e, ao mesmo tempo, manter a doutrina moral da Igreja …”

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