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A pirâmide no meio do nada construída para evitar o fim do mundo

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Geoff Manaugh, no GizModo

Uma enorme pirâmide no meio do nada tenta prevenir o fim do mundo usando um radar. Uma forma geométrica abstrata sob o céu, sem uma pessoa à vista. Poderia ser a cena de abertura em um filme apocalíptico de ficção científica, mas na verdade é uma estrutura real do Exército dos EUA.

A Biblioteca do Congresso americano tem um conjunto extraordinário de imagens que documentam o Stanley R. Mickelsen Safeguard Complex – próximo à fronteira dos EUA com o Canadá – mostrando-o em vários estados de construção e conclusão. E as fotos são impressionantes.

Elas foram tiradas pelo fotógrafo Benjamin Halpern, a serviço do governo americano, e mostram a pirâmide central – ou obelisco, monumento, megaestrutura – que servia para monitorar e abater mísseis na área. Como uma mistura de Gizé e o olho de Sauron, ela olha para todas as direções com seus círculos brancos que tudo veem, buscando objetos invisíveis no ar.

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A pirâmide fazia parte do sistema antimísseis dos EUA: seu radar ficaria de olho em mísseis vindos da Rússia para derrubá-los no céu. Ela foi construída durante oito anos, porém funcionou por pouquíssimo tempo, até ser desativada. Como explica o Atlas Obscura:

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Mitologia nórdica diz que o mundo acaba neste fim de semana. Será?

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Publicado no Megacurioso

Os vikings já começaram a chegar à cidade de York, na Inglaterra, para a 30ª edição do Jorvik Viking Festival que, se o mundo não acabar, vai até o dia 23 de fevereiro. Desde o anúncio realizado no ano passado – quando faltavam cem dias para o fim do mundo –, os participantes do festival estão se preparando para o apocalipse viking.

A lenda do fim do mundo vem da mitologia nórdica e diz que o deus Heimdallr tocará a mítica trompa (chamada de Gjallarhorn) para avisar que o Ragnarök (que significa o “destino final dos deuses” em nórdico) teve início. Depois de fazer alguns cálculos, especialistas em mitologia nórdica anunciaram que o apocalipse viking deve acontecer no dia 22 de fevereiro de 2014.

Os primeiros vikings começam a chegar à cidade de York.

Os primeiros vikings começam a chegar à cidade de York.

Supostamente, o som da trompa deve servir para chamar todos os filhos de Odin para a batalha, quando o deus será morto pelo lobo Fenrir (filho de Loki) e outros deuses. Além disso, muitos desastres naturais – como terremotos e dilúvios – devem ocorrer para que depois a Terra ressurja fértil e abundante, onde os sobreviventes se reunirão e o mundo será repovoado por dois humanos.

Sinais dos tempos

Mesmo depois do fim anunciado pelo calendário maia ter dado errado, Danielle Daglan – diretora do Jorvik Viking Festival – acredita que acontecimentos recentes podem ser um sinal de que o fim está mais próximo do que imaginamos.

Acreditando no que diz a lenda do apocalipse viking, Daglan relembra um trecho que diz que “o primeiro a notar será um homem, irmão lutará contra irmão e todos os limites que existem se despedaçarão”. Segundo ela, a referência diz respeito à internet, onde é possível se comunicar com milhões de pessoas simultaneamente ao redor do mundo graças ao crescimento global das mídias sociais.

Os primeiros vikings começam a chegar à cidade de York.

Os primeiros vikings começam a chegar à cidade de York.

A tradição viking ainda aponta que deve ocorrer um inverno rigoroso no apocalipse. “Existem previsões de que estamos a caminho de uma pequena era glacial graças à diminuição da atividade solar. O que é uma pequena era glacial senão muitos invernos em um só?”, questiona Daglan.

Outra parte do Ragnarök diz que Jormungand (a serpente de Midgard) será libertada e se levantará do oceano. Quanto a isso, a diretora relembra as duas criaturas que surgiram inexplicavelmente na Califórnia, nos Estados Unidos, no ano passado.

Os venerandos da teologia falaram bobagem

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Ricardo Gondim

Leio História do medo no Ocidente, de Jean Delumeau (Companhia de Bolso). Vou devagar, o volume de informações excede o meu hardware. Entretanto, já aprendi sobre o pavor que o mar impingiu aos antigos navegadores, que acreditavam em leviatãs, sereias e polvos gigantes.

Antes de partir, muitos marinheiros sacrificavam animais na esperança de não serem tragados, caso ultrapassassem as linhas imaginárias do medo. O Cabo do Bojador, na costa ocidental da África, foi considerado o fim do mundo. Dizia-se que os atrevidos que ousassem cruzá-lo nunca voltavam.

Delumeau afirma que os elementos desencadeados – tempestade ou dilúvio – evocavam para os homens de outrora o retorno ao caos primitivo. Deus, no segundo dia da criação, separara ‘as águas que estão sob o firmamento das águas que estão acima do firmamento’ (Gênesis 1:7). Se, com a permissão divina, está claro, elas transbordam novamento os limites que lhes haviam sido designados, o caos se reconstitui (pag. 62).

O historiador francês relata como o medo das bruxas se alastrou e como 2774760feiticeiros e magos acabaram na fogueira inquisitorial. Ele diz ainda que alguns ícones sagrados do cristianismo, geralmente invocados para sustentar argumentos conservadores, respiravam o mesmo ar supersticioso de seus dias.

Santo Agostinho acreditava em astrologia. Empenhava-se, inclusive, em distinguir a astrologia lícita da ilícita. Suas Confissões (V, cap. 1º) admitem que as estrelas podem ser os sinais anunciadores dos acontecimentos, mas elas não os rematam. Pois, ele acrescenta, se os homens agem sob a coerção celeste, que lugar resta ao juízo de Deus, que é mestre dos astros e dos homens?

O que Delumeau diz de Lutero, dono da fama de ter sido implacável contra a crendice popular? Ao anunciar a morte do príncipe-eleitor de Saxe (em maio de 1525) a um correspondente, Lutero não titubeou: O sinal de sua morte foi um arco-íris que vimos, Philippe [Melanchthon] e eu, à noite, no último inverno, acima da Lochau, e também uma criança nascida aqui em Wittenberg sem cabeça, e ainda uma outra com os pés ao contrário (pag.110)

Sobre o venerado Calvino, Delumeau também não hesitou: Ele opõe então a astrologia “natural”, fundada ‘na conformidade entre as estrelas e planetas e a disposição dos corpos humanos’, ‘à astrologia bastarda’, que procura adivinhar o que deve acontecer aos homens e ‘quando e como eles devem morrer’ (pag. 108).

Advirto, portanto, os que se consideram austeros defensores da reta doutrina: Cuidado! Quando vocês precisam alicerçar afirmações dogmáticas, citando a verdade de Agostinho, Lutero e Calvino; eles, iguais a nós, foram humanos. E também falaram tolices.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

A criança entre nós

Sagrada Fámilia

Marina Silva

Meu Natal mais triste foi há 24 anos. Estava muito doente, buscando tratamento em São Paulo, sentindo-me além dos limites da fraqueza, e, quando o telefone tocou, pressenti que a notícia era do assassinato de meu amigo Chico Mendes. Só mesmo a fé na vida faz com que a gente siga adiante e supere os dias difíceis. Desde o meio das matas até a periferia das cidades, vejo os brasileiros enfrentando intempéries seguros só na imensa capacidade que têm de acreditar.

Nesta semana, revi Xapuri, num encontro com jovens ao qual também vieram velhos companheiros, sobreviventes de antigas batalhas. Fizemos um diálogo intergeracional, os jovens falando com música e teatro, nós, com nossas histórias. Quando o coral cantou “Noite Feliz”, imaginei que tínhamos, agora, o bom Natal que nos foi negado há 24 anos.

Essas comemorações cíclicas se dão em torno de um princípio cujo benefício se estende no tempo, uma fonte à qual precisamos sempre voltar para renovar as forças e não perder o sentido. O Natal é fonte de um sentido que às vezes julgamos perdido, quando a morte dos inocentes nos horroriza e nos empurra para a tristeza. Por isso, seu simbolismo é ainda mais necessário.

Também os novos eventos (alguns já se tornam cíclicos) que fazem nascer e renascer o sonho da sustentabilidade buscam impregnar sentido à vida em uma civilização à beira da morte. Hoje, fala-se outra vez no fim do mundo e as catástrofes são cada vez mais frequentes. Há quem diga que a crise global não será superada e resultará no colapso dos novos impérios. Em tempos assim, a esperança é uma semente que se carrega com cuidado para que não se perca.

Que se percam impérios, mas a humanidade renasça. Que se finde o mundo e outro comece. Que apague o fogo do consumo ansioso e acenda a luz de uma simplicidade consciente. A Rio+20 deixou claro que as grandes reuniões marcam, hoje, o fracasso institucional e a ascensão da sociedade civil e seus novos movimentos. Já não temos que ficar lamentando as crises, podemos projetar e engendrar novos experimentos civilizatórios.

Que a sucessividade da vida, vencendo a constância da morte, nos traga no Natal uma fé poderosa que nos faça superar todos os “fins”, retrocessos, desmontes, desconstruções, decadências e corrupções, para nos conectar ao princípio gerador de um futuro significativo e sustentável, pois, como diz Hanna Arendt, “os homens, embora devam morrer, não nasceram para morrer, mas para recomeçar”.

E diz ainda: “Essa fé e essa esperança no mundo talvez nunca tenham sido expressas de modo tão sucinto e glorioso como nas breves palavras com as quais os Evangelhos anunciaram a ‘boa-nova’: ‘Nasceu uma criança entre nós’”.

fonte: Folha de S.Paulo

foto: Elo 7

Fim do mundo provoca alta na procura por terreno no céu e Igrejas aumentam o preço

outdor

Por causa do fim do mundo, terrenos no céu estão sendo vendidos por no mínimo 5 mil reais

publicado impagavelmente no G17

O comércio está bastante agitado com a aproximação do fim do mundo. Quem busca por salvação está tendo que enfrentar filas em algumas igrejas para comprar um espaço no céu.

Algumas igrejas estão vendendo salvação por até 5 mil reais a vista. “Não dá para vender parcelado nem fiado porque o mundo acaba sexta-feira”, disse o pastor Erenildo Elvis, que abriu recentemente uma igreja para arrecadar com o fim do mundo.

O pastor garante que o kit salvação é confiável. “Com a tecnologia de hoje, assim que o fiel paga os 5 mil pela salvação, imediatamente envio o nome dela por e-mail lá para o céu e pronto”, disse.

Na manhã desta terça-feira, cerca de 241 mil pessoas compraram o Kit Salvação e estão mais aliviadas com o fim do mundo. “Vendi moto, computador velho e até o colchão pra comprar a salvação”, disse o dono de casa Sebastião Silva.