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‘Roberto Carlos usa a imagem de Jesus Cristo com fins comerciais’, diz Paulo César de Araújo

Biógrafos querem enviar manifesto para a ministra Cármen Lúcia

PauloCesardeAraujo-DiscosMaurício Meireles, em O Globo

FORTALEZA — O clima foi de humor e polêmicas no debate de abertura do Festival Internacional de Biografias (Fib), na tarde desta quinta-feira, em Fortaleza, com os biógrafos Paulo César de Araújo e Fernando Morais. Paulo César ironizou a demanda de biografados por pagamento para autorizarem que se escreva sobre eles, brincando com as músicas religiosas de Roberto Carlos.

— Roberto Carlos usa a imagem de Nossa Senhora e Jesus Cristo com fins comerciais, porque o disco é vendido. E aí ele não precisa pagar nada por isso — disse o escritor, arrancando risos da plateia.Paulo César de Araújo, que teve sua biografia do cantor, “Roberto Carlos em detalhes”, recolhida das livrarias depois de um acordo entre sua editora e o rei, em 2007, afirmou que a História é uma criação coletiva e não pertence aos personagens biografados.

— O cara quer ter uma visão patrimonialista da História, mas ela não pertence a eles. A História pertence à sociedade. Se eu escrevo sobre uma música que várias pessoas ouviram e na qual várias trabalharam, ele não pode dizer: “Bicho, essa história é minha” — disse o biógrafo, imitando a voz do cantor.

Ainda relembrando a polêmica das últimas semanas, Fernando Morais voltou a afirmar, entre uma ironia e outra voltada à empresária Paula Lavigne, que desistiu de escrever biografias por conta da legislação brasileira.

— Eu não vou escrever mais nada. Um dia eu ainda vou agradecer à Paula Lavigne por ter me estimulado a pendurar as chuteiras. Vou vender caju na Praça Buenos Aires. Estou pensando em mandar minhas contas de açougue e supermercado para o Djavan — disse Morais, garantindo que a biografia do ex-presidente Lula, na qual trabalha no momento, será a sua última.

Fernando Morais disse ainda que abandonou o projeto de biografia do ex-ministro José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão. O escritor disse que chegou a gravar horas de conversas com o ex-ministro, e que os dois até viajaram a Cuba juntos nesse projeto, em 2005, mas, quando voltaram ao país, o escândalo de corrupção estourou.

O jornalista Lucas Figueiredo, que trabalha em uma biografia de Tiradentes e estava na plateia, defendeu que a luta dos biógrafos por liberdade não é “uma luta corporativa” e teve o apoio de Morais.

— Queremos que valha o que está escrito na Constituição. Não estamos defendendo nossos empregos, mas o direito da sociedade de se informar — disse Morais.

Manifesto

Os biógrafos reunidos no Fib, cuja programação literária tem curadoria do jornalista Mário Magalhães, se articulam no momento para enviar um manifesto à ministra Cármen Lúcia, relatora da ação de inconstitucionalidade contra os artigos 20 e 21 do Código Civil, que permitem que biografias não autorizadas sejam recolhidas das livrarias. O festival acontece até domingo.

Joalheira “maluca” está usando ossos humanos para produzir peças exclusivas

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Publicado no Jornal Ciência

Você usaria uma joia exclusiva feita com ossos? E se fossem ossos humanos?

A joalheira Columbine Phoenix está usando vários ossos humanos que foram doados a ela para fins educativos e está elaborando peças com joias.

Após receber peças de partes do corpo humano doados por universidades e instituições que manipulam e estudam corpos e restos cadavéricos, Columbine está usando sua arte para celebrar a vida e não a morte, através de peças exclusivas e únicas.

A artista diz que quando era criança se sentia fascinada por tudo que brilhasse. Ainda nesta época brincava com os botões brilhantes de sua avó e tentava fazer pequenas brincadeiras como se estivesse montando colares.

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Mais tarde, Columbine começou a fazer pulseiras que eram bordadas com miçangas, mas percebeu que não era exatamente o que queria, e não sentia prazer em produzir as peças.

Após começar sua produção de jóias que usavam elementos da natureza como conchas do mar, penas, folhas e outros adereços, a artista recebeu de seu amigo que trabalhava no instituto médico de uma universidade, um convite para adquirir algumas pequenas peças de partes de ossos humanos. Sem titubear, comprou alguns exemplares e resolveu produzir jóias com o que havia comprado. Columbine se surpreendeu com o resultado e ficou encantada, chamando suas peças de Marfim Humano.

Columbine afirma que em nenhum momento pensou algum dia usar peças humanas para produzir jóias, apesar de ter tendências góticas e adorar tudo o que envolva o mundo paranormal.

Ela diz não saber sobre a quem pertencia os ossos, mas se diz feliz por conseguir celebrar a vida através de peças humanas de pessoas que deixaram o nosso mundo.

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dica da Cris Danuta

O que oito pessoas bem-sucedidas fazem (ou faziam) no fim de semana

Pesquisa feita nos EUA aponta que se desligar no sábado e no domingo pode ajudar na produtividade

Publicado em O Globo

Segundo uma pesquisa do Bureau of Labor Statistics dos Estados Unidos, mais de um terço dos americanos trabalha nos fins de semana de folga e 81% checam seus e-mails corporativos aos sábados e domingos. Mas se desligar durante esses dois dias pode ajudar na produtividade. O Huffington Post fez uma lista com o que oito pessoas bem-sucedidas fazem (ou faziam) nos fins de semana. Confira:

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Gustave Flaubert

O autor de Madame Bovary tinha o hábito de varar as noites do fim de semana escrevendo, mas, aos domingos, costumava parar para refletir sobre o que tinha produzido e mostrar o conteúdo aos amigos. Ele tinha o hábito de se encontrar todo domingo com o amigo Louis Bouilhet para ler em voz alta o que tinha escrito na semana anterior. E as sugestões de Bouilhet conseguiam acalmar Flaubert e incentivá-lo por mais uma semana.

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Padmasree Warrior, CTO da Cisco

A executiva da Cisco Systems faz questão de se desplugar no fim de semana, fazendo o que chama de “detox digital”: meditar, pintar e escrever poesia no sábado e no domingo, além de desligar o telefone ou deixá-lo em outro cômodo da casa. Para ela, isso ajuda o cérebro e a alma a se renovarem.

weekend3Rachel Maddow, âncora da MSNBC

A âncora da rede MSNBC gosta de se desligar totalmente. Nos fins de semana, deixa seu apartamento em Manhattan, Nova York, e segue para sua casa de campo no estado de Massachusetts. A casa não tem televisão nem internet, para evitar a tentação. Ela se dedica, entre outras coisas, a ler histórias em quadrinhos. “Ter uma casa de campo é um atalho para dar um ‘reset’ mental de que preciso”, afirmou.

weekend4Spencer Rascoff, CEO da Zillow

Não importa se o bicho está pegando no escritório de um dos maiores portais imobiliários dos Estados Unidos, seu CEO faz questão de passar os fins de semana com a família. Mas isso não quer dizer que ele se esqueça totalmente do trabalho: “Meus fins de semana são um momento importante para me desligar do dia a dia e pensar mais profundamente sobre minha empresa e setor. Mesmo quando não estou trabalhando, no fundo, estou sempre processando informações e pensando sobre a companhia. Nos fins de semana tenho a chance de refletir e ser mais introspectivo sobre questões maiores”.

Mark Twain, escritor

Depois de escrever durante a semana, o escritor costumava relaxar aos sábados e domingos, ficando com a família na fazenda, aproveitando para curtir os filhos e ler.

weekend6Zac Posen, estilista

As manhãs de domingo são sagradas para o estilista: ele acorda às 8h30m e sai para passear com o cachorro. Depois, dedica-se à leitura dos jornais dominicais. À tarde, Posen e seu companheiro costumam receber amigos para o jantar e, depois, assistem televisão.

weekend7Joan Didion, escritora

Nas manhãs de domingo, a escritora tem o ritual de caminhar pela Lexington Avenue, em Manhattan, o que chama de caminhadas “calmas, meditativas e com propósito”.

weekend8Malcolm Gladwell

O escritor gosta de passar seus sábados e domingos na companhia dos jornais, tomando chá e comendo ovos. E todo domingo, sem falta, o autor de livros como “Blink, a decisão num piscar de olhos”, agradece por tudo que conquistou, mas admite que não consegue desligar o celular.

Seria “Get Lucky” mais um kibe do Daft Punk?

Publicado no Treta

Não é nenhum segredo que o Daft Punk construiu uma brilhante discografia remixando sons de outros artistas, nós já nos aprofundamos no assunto neste artigo e nos vingamos nesse outro. Mas quando descobrimos um vídeo de 2010 com a “musa inspiradora” de “Get Lucky”, nova “música de trabalho” da dupla francesa que virou hit mundial (com todos os seus remixes e versões devidamente catalogados aqui no blog), fica difícil não pensar no Compadre Washington gritando “OLHA O KIBE!”:

Confira a original mais uma vez, para fins de comparação:

Contudo, obtivemos com exclusividade a prova cabal de que o Daft não copiou ninguém, com cenas do momento em que a música foi composta (no Mario Paint):

Por que tantos homens matam suas famílias em domingos de agosto?

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Publicado no Hype Science

No que deve ser um dos mais obscuros projetos de pesquisa já feitos, uma equipe britânica estudou casos de “Destruidores de Famílias”, em que um membro da família assina outros. Alguns padrões emergiram dos 71 casos encontrados.

Por um lado, a maioria dos assassinos era do sexo masculino: 59 dos 71. Destes, mais da metade estava na casa dos trinta. Cerca de 20% das mortes aconteceu em agosto e quase metade aconteceu nos fins de semana, principalmente aos domingos.

Por quê?

Os pesquisadores afirmam que muitos dos casos são baseados em percepções de masculinidade e sensações de ser desafiado. A razão de tantos casos acontecerem nos fins de semana e, em agosto, os cientistas argumentam, é que um pai afastado (novamente, geralmente o pai) terá acesso às crianças durante os meses de verão (no Hemisfério Norte) e fins de semana – mas, no final desse tempo, ele pode ter que devolvê-los à mãe, o que explicaria os assassinatos que acontecem em agosto e aos domingos.

Os dados confirmam isso: o motivo mais comum por trás dos assassinatos, os pesquisadores descobriram, era uma família com pais separados, que incluiu questões como o acesso a crianças. Essa categoria foi responsável por dois terços dos motivos declarados.

A equipe também quebra algumas suposições que as pessoas podem fazer sobre os assassinos, como a de que são sempre homens frustrados com histórico de doença mental. Na verdade, 71% dos assassinos estavam empregados, e muitos tinham carreiras de sucesso (embora muitos também não fossem – os pesquisadores afirmam que a segunda razão mais comum para os assassinatos era a dificuldade financeira).

Os dados defendem a colocação de assassinatos como estes em uma nova categoria de crime, diferente dos “assassinatos por diversão”, com os quais às vezes são confundidos. Os pesquisadores vão ainda mais longe para categorizar os assassinatos familiares em quatro diferentes subcategorias:

  • Hipócrita: O assassino tenta colocar a culpa por seus crimes sobre a mãe, que ele responsabiliza pela quebra da família. Isso pode envolver o assassino telefonar para o seu parceiro antes do assassinato para explicar o que ele está prestes a fazer. Para estes homens, o seu ganha-pão é fundamental para a sua ideia de família ideal;
  • Desapontado: Este assassino acredita que sua família foi responsável por deixá-lo para baixo ou agiu de forma a prejudicar ou destruir a sua visão de vida familiar ideal. Um exemplo pode ser a decepção de que as crianças não estão seguindo os costumes religiosos ou culturais tradicionais do pai;
  • Anárquico: Nestes casos, a família tornou-se, na mente do assassino, firmemente ligada a economia. O pai vê a família como o resultado de seu sucesso econômico, permitindo-lhe mostrar suas realizações. No entanto, se o pai se torna um fracasso econômico, ele vê a família como não servindo esta função;
  • Paranoico: Aqueles que percebem uma ameaça externa à família. Muitas vezes são os serviços sociais ou o sistema legal, que o pai tem medo que o coloque contra os filhos ou até o tire dele. Aqui o crime é motivado por um desejo de proteger a família.