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Frases da Libélula

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Juliana Dacoregio

“Há pessoas que são assassinadas quando forçadas a existir.”

“Aproximaram-se cada vez mais. Suas personalidades combinavam. Até que um dia ambas assumiram a responsabilidade de ser uma a melhor amiga da outra. Fio tivera outros amigos antes de Zora, pois todo mundo tem amigos. Tinha também uma torradeira; nem todo mundo tem uma torradeira.”

“Não podemos nos defender da admiração, não podemos desconfiar de quem gosta de nós, é uma guerra da qual sairemos sempre perdedores.”

“A admiração embute um canibalismo sublimado.”

“Ser chamado pelo nome por um estranho transmite sempre a sensação de não se pertencer mais a si mesmo.”

“Somente aqueles que sempre dispuseram de tudo é que sonham com uma vida aventureira e excepcional em que tudo se escreve com maiúsculas.”

“Ela carregava a energia de todos os relâmpagos que ela sabia possuir dentro de si, e, sem nenhuma dúvida, estava convencida de que participava da tempestade, em pé de igualdade com as grandes nuvens escuras.”

Estas são algumas das muitas frases marcantes do romance A Libélula de seus Oito Anos, de autoria do francês, Martin Page. Minha opinião e minhas costumeiras epifanias (viagens) sobre o livro estão lá no Amálgama, portanto acessem, não fiquem só aqui dando Ctrl + C nas frases legais.

Vai lá => Atraída pela capa, fisgada pela história

fonte: Paperback Writer Girl

Golfinho pede ajuda para mergulhadores em vídeo incrível de resgate

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publicado no HypeScience

Esse vídeo mostra que a cooperação entre humanos e outras espécies de animais não tem fronteiras, podendo acontecer até no fundo do oceano. Esse belo registro da ajuda humana a um golfinho ferido certamente irá tocar seu coração hoje.

Um grupo de mergulhadores observava raias no Havaí quando um golfinho apareceu os rondando. Logo, eles perceberam que o animal estava na verdade pedindo ajuda, pois tinha sua mobilidade reduzida. Isso porque em uma de suas barbatanas estava enrolado um fio de pesca e um anzol.

Mostrando grande confiança e inteligência, o golfinho deixou que um dos mergulhadores profissionais desenrolasse a linha de sua barbatana. O trabalho foi árduo, mas infelizmente não foi o suficiente para retirar o anzol, apenas a linha. Mesmo assim, o golfinho pode voltar a nadar de maneira eficiente.

O salvamento do golfinho começa em 3:30, mas vale a pena assistir o vídeo completo!

A partir de situações incríveis como essa, é fácil de entender o motivo pelo qual muitos cientistas afirmam que alguns animais (marinhos, como golfinhos e baleias principalmente) possuem consciência, assim como os seres humanos.

Veja o vídeo:

Tudo novo, de novo

Bruno Medina, no G1Pagina em branco BKOG 1

Em janeiro, ela vai se apaixonar, perdidamente; pela página em branco, pelo princípio de um movimento qualquer, pela iminência de viver algo novo e incomparável, algo que só neste ano poderia haver. Ela adora inícios. A sensação de não saber onde pisa, de tatear os rumos, de se deixar levar pelo primeiro vento que sopra.

Em fevereiro, ela vai se permitir ir um pouco além, pisar fora das linhas de segurança, olhar o próprio mundo de cima de uma árvore – de um outro quintal, quem sabe – sentir o calor do asfalto com os dedos dos pés, abraçar a vida como faria o mais dedicado dos foliões em plena quarta-feira de cinzas.

Em março, ela vai de encontro às tempestades. Sapatear nas poças de chuva, se sujar de lama até os joelhos, dormir ao relento, desdenhar do acaso. Vai se esquecer dos planos, dos amigos, do emprego e de tudo que é cabível, apenas para conhecer a extensão de seus limites.

Em abril, ela vai se olhar no espelho e enxergar que o verão terminou. Foi-se o tempo da picardia, da angústia e da afobação, dos exageros. É chegado o momento de pôr ordem na casa e voltar-se para si, sem sobressaltos, de experimentar a plenitude reservada aos que sabem que viveram intensamente.

Em maio, ela vai chorar. Não de felicidade, tão pouco por desgosto ou remorso, mas talvez por reconhecer a precária beleza do instante em que tudo está por um fio. O que ela foi e o que pretendia ser, agora, são como duas metades estranhas que se distanciam, um corpo que se desmembra sem qualquer resistência.

Em junho, ela vai adormecer profundamente e sonhar com o que está por vir. No sonho ela alcança o que buscava, no entanto, distraída pela inédita sensação de satisfação e alívio, desperta, sem conseguir lembrar-se do que era. Ao abrir os olhos, o que há para ser contemplado é o vazio.

Em julho, ela vai esmorecer. O ano chegou à metade e a impressão é de que todo o caminho foi percorrido em vão. Pela janela do quarto, parece que a cidade também parou: o ar gelado das manhãs escuras, os galhos lisos nas árvores e o silêncio das ruas só reforçam o desejo de nada ser.

Em agosto, ela vai hesitar; os dias de estagnação e dúvida se foram, cedendo lugar à lembrança do que estava em perspectiva durante os primeiros meses do ano. Se o tempo provou que não eram planos viáveis, eis a oportunidade para elaborar outros, mais passíveis de se concretizar.

Em setembro, ela vai voltar a acreditar em si mesma, aprender a conviver com as lacunas, com a falta de certezas, e a deixar-se permear pelo que está em volta. É primavera e, afinal, o que significa o espocar das flores senão o prenúncio do recomeço?

Em outubro, ela vai arregaçar as mangas, remexer a terra e dedicar-se à labuta, varar noites e noites elocubrando maneiras de reaver seus sonhos, estes que lamentavelmente se perderam ao longo do percurso.

Em novembro, ela vai sorrir e agradecer aos céus por sentir mais uma vez o ímpeto da transformação correndo nas veias, e por enfim compreender o imutável ciclo que rege sua existência: esvaziar o que está cheio para preencher o que está vazio.

Em dezembro, ela vai se despir de antigas convicções e, serena, abandonar o conforto de saber o que é para entregar-se às imprevisíveis possibilidades do novo, de novo. É sempre assim que acontece. Ao longe, já se faz sentir a brisa morna que anuncia o verão; é tempo de, mais uma vez, apaixonar-se pela página em branco.

Feliz Ano Novo! E que 2013 seja, para todos nós, repleto de conquistas e de intensidade!

Lula deve explicações, e não é sobre a alcova

Josias de Souza, no UOL

Deve a conduta sexual ser levada em conta na hora de avaliar o desempenho de um chefe de Estado? A resposta é obviamente negativa. O político –como o advogado, o jornalista, o operário, o gari ou qualquer outro— não está livre de ser emboscado pelos impulsos biológicos. É tolice associar as pulsões sexuais ao desempenho funcional de uma pessoa. No caso de um presidente, deseja-se um bom gestor, não um santo.

Informações de alcova sempre se imiscuíram no cotidiano da política. Nos EUA, uma pulada de cerca pode fulminar uma carreira promissora. O caso com uma estagiária da Casa Branca quase custou a Clinton a Presidência. Houve conjunção carnal ou ficou só no charuto?, perguntaram-se os americanos durante meses a fio.

Antes de Clinton, para ficar apenas nos presidentes, houve Kennedy, que se dividia entre Jacqueline e Marilyn. Houve também Roosevelt, que oscilava entre Eleanor e uma secretária. Na França, só à beira da morte Mitterrand trouxe à luz a amante Anne Pingeot, reconhecendo a filha que tivera com ela.

No Brasil, os travesseiros e os lençóis frequentam a biografia de homens públicos desde o Império. Dom Pedro 1o impôs a marquesa de Santos à imperatriz Leopoldina. João Pinheiro Neto contou em livro detalhes do amor secreto que Juscelino nutria por Maria Lúcia Pedroso. Os diários de Getúlio mencionam uma “bem-amada.”

Em 89, Collor mergulhou a campanha presidencial na sarjeta ao trazer para o centro da disputa Lurian, a filha de uma aventura amorosa de Lula. A baixaria foi ao verbete da enciclopédia como um lance torpe. Eleito, Collor teria a hipocrisia desnudada quando se descobriu que ele se recusava a emprestar o nome a um filho que tivera fora do casamento.

Ironicamente, o esquema político que deu suporte a Lula na sucessão de 1998 recorreria ao mesmo expediente sujo. O PDT, partido de Brizola, vice na chapa do PT, levou à sua página na internet um artigo sobre o ‘filho’ de FHC com uma jornalista. Só recentemente, após a morte de Ruth Cardoso, um exame de DNA revelou que a paternidade presumida era falsa.

De repente, ganha o noticiário o relacionamento extra-funcional de Lula com Rosemary Noronha, a Rose, chefe exonerada do escritório da Presidência em São Paulo. Muita gente sabia, inclusive repórteres. Mas a coisa jamais fora guindada às manchetes. Por quê? No Brasil, diferentemente do que ocorre em países como os EUA, a vida privada dos políticos não é tida como tema de interesse público. E é ótimo que seja assim.

O que fez de Rose um assunto incontornável não foi o relacionamento dela com Lula. O que converteu Rose em notícia foi a descoberta de que ela usava a intimidade com o chefe para acomodar malfeitores e familiares na folha do governo e para acomodar nas costas da Viúva negócio$ e vantagen$ pessoais.

Responsável pela introdução de Rose no universo rentável do petismo, José Dirceu apressou-se em fazer sua própria leitura do episódio. Uma leitura enviesada. Para ele, está em curso a “Operação Mensalão 2”. Heimm?!? É “um novo udenismo, que age como no passado, de novo a serviço do conservadorismo e dos privilégios de certa elite que não se conforma e não aceita as mudanças empreendidas no país pelos governos do PT, porque teme perder seu poder e riqueza, acumulada à sombra e às custas do Estado.”

Condenado a dez anos e dez meses de cadeia, Dirceu está na bica de perder a liberdade. Tomado pelas palavras, já perdeu também o senso de realidade. Deve-se a denúncia que levou ao Rosegate ao udenismo de um ex-auditor do TCU. A coisa foi esmiuçada numa investigação da elitista Polícia Federal, em parceria com o conservador Ministério Público.

Rose é, hoje, uma indiciada por corrupção passiva, tráfico de influência e falsidade ideológica. Quem mandou a super-assessora e os protegidos dela para o olho da rua foi Dilma Rousseff. Agiu assim por temer que sua boa imagem fosse tisnada pelas evidências de que uma quadrilha acumulava poder e riqueza à sombra e às custas do Estado.

Dirceu ainda não se deu conta, mas o companheiro Lula tornou-se, de novo, devedor de explicações. Nada a ver com a forma como distribui sua afeição. O que a plateia espera é que o ex-soberano diga meia dúzia de palavras sobre a facilidade com que Rose virava as maçanetas oficiais. O que precisa ser explicado é por que Lula gastou a tinta de sua caneta para nomear os protegidos de sua protegida. O velho bordão do ‘eu não sabia’ ofende a inteligência média.