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Alemanha cria ‘terceiro gênero’ para registro de recém-nascidos

Além de masculino e feminino, crianças hermafroditas podem ser declaradas ‘indefinidas’.

foto: BBC

foto: BBC

Publicado no G1

A partir de 1º de novembro, a Alemanha oferecerá aos pais três opções para registrar seus filhos: “masculino”, “feminino” e “indefinido”.

A nova lei foi aprovada em maio, mas seu teor só foi divulgado agora. Com isso, a Alemanha passa a ser o primeiro país europeu a oficializar o terceiro gênero.

Essa mudança é uma opção para pais de bebês hermafroditas, que nascem fisicamente com ambos os sexos.

A nova legislação abre a possibilidade de a criança, ao se tornar adulta, escolher posteriormente se prefere ser definida como homem ou mulher. Ou mesmo seguir com o sexo indefinido pelo resto da vida.

Questões indefinidas 

Na Alemanha, alguns jornais disseram que a mudança é uma “revolução legal”. No entanto, a lei não prevê como a escolha do sexo indefinido é refletida em documentos como o passaporte, onde existe apenas escolha entre “M” e “F”. A revista alemã de direito familiar FamRZ sugere que a opção de sexo indefinido seja marcada com a letra “X”.

A nova lei é amparada em uma decisão do tribunal constitucional alemão que estabeleceu que pessoas que se sentem profundamente identificadas com um determinado gênero têm o direito de escolher seu sexo legalmente.

Outro assunto ainda a ser definido é matrimônio. A lei alemã só permite atualmente casamentos entre homens e mulheres, o que não contempla pessoas de gêneros indefinidos.

Poucos países no mundo possuem legislações sobre terceiro sexo. A Austrália aprovou uma lei há seis semanas, mas desde 2011 os australianos já têm o direito de identificar-se com o sexo “X” no passaporte. Na Nova Zelândia, isso é possível desde 2012.

O correspondente da BBC na Alemanha, Demian McGuiness, afirma que ainda há outros pontos em aberto. No caso de uma pessoa de sexo indefinido ser presa, em qual presídio ela seria detida?

O grupo de direitos de pessoas transgêneros Trangender Europe vê avanços na legislação alemã, mas reivindica mais mudanças.

“É [uma mudança] lógica, mas não é uma lei tão progressista como gostaríamos que fosse”, disse Richad Köhler, do Transgender Europe. Ele diz que a lei só contempla bebês que tiveram diagnóstico médico de hermafroditismo.

A entidade quer que as pessoas possam ter o direito de deixar a opção de gênero em branco, sem precisar se quer se declarar ‘indefinido’.

Dica do Eliel Batista

Menino de 11 anos fica rico vendendo na internet gravatas-borboleta feitas por ele

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Publicado no Hypeness

Não é o primeiro caso que trazemos de meninos que encurtam a infância e começam seus negócios bem cedo (relembre este e este). Mas Moziah Bridges o faz com estilo: o garoto aprendeu a costurar quando tinha 9 anos e começou criando suas próprias gravatas-borboleta. Hoje ele tem uma loja online de sucesso.

O menino faz questão de escolher os tecidos que utiliza em cada criação e aos quais oferece um estilo bem particular. No negócio de gravatas-borboleta, há de tudo: bolinhas, listras, várias cores e tamanhos, peças mais esportivas ou mais formais.

Morando em Memphis, nos Estados Unidos, Mo percebeu que, graças à internet, não precisava esperar até ser mais velho para vender suas peças. A verdade é que hoje o Mo’s Bow’s (As Gravatas-Borboleta de Mo) já rendeu mais de 30 mil dólares (mais ou menos 69 mil reais- algumas peças custam mais de 100 reais), o que para um garoto de sua idade, é muito dinheiro.. E, inspirado em Ralph Lauren, que também começou bem cedo, Mo promete não parar por aí.

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É bom ver que o menino, apesar do sucesso precoce, tem sentido de responsabilidade: ele criou um produto cuja venda serve para financiar acampamentos de verão para crianças. E garante que se sente bem ajudando a comunidade!

Como era de esperar, rapidamente Mo chamou a atenção da mídia internacional. Veja como ele sabe vender o produto (a entrevista foi feita no ano passado, quando Mo tinha 10 anos).

O próximo passo de Mo será expandir o negócio, inclusive a outros acessórios, como as tradicionais gravatas, os lenços ou até roupas infantis com blazers e calças. Estilo, realmente, não lhe falta.

Você pode acompanhar a evolução deste pequeno empreendedor no Facebook.

Por que tantos homens matam suas famílias em domingos de agosto?

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Publicado no Hype Science

No que deve ser um dos mais obscuros projetos de pesquisa já feitos, uma equipe britânica estudou casos de “Destruidores de Famílias”, em que um membro da família assina outros. Alguns padrões emergiram dos 71 casos encontrados.

Por um lado, a maioria dos assassinos era do sexo masculino: 59 dos 71. Destes, mais da metade estava na casa dos trinta. Cerca de 20% das mortes aconteceu em agosto e quase metade aconteceu nos fins de semana, principalmente aos domingos.

Por quê?

Os pesquisadores afirmam que muitos dos casos são baseados em percepções de masculinidade e sensações de ser desafiado. A razão de tantos casos acontecerem nos fins de semana e, em agosto, os cientistas argumentam, é que um pai afastado (novamente, geralmente o pai) terá acesso às crianças durante os meses de verão (no Hemisfério Norte) e fins de semana – mas, no final desse tempo, ele pode ter que devolvê-los à mãe, o que explicaria os assassinatos que acontecem em agosto e aos domingos.

Os dados confirmam isso: o motivo mais comum por trás dos assassinatos, os pesquisadores descobriram, era uma família com pais separados, que incluiu questões como o acesso a crianças. Essa categoria foi responsável por dois terços dos motivos declarados.

A equipe também quebra algumas suposições que as pessoas podem fazer sobre os assassinos, como a de que são sempre homens frustrados com histórico de doença mental. Na verdade, 71% dos assassinos estavam empregados, e muitos tinham carreiras de sucesso (embora muitos também não fossem – os pesquisadores afirmam que a segunda razão mais comum para os assassinatos era a dificuldade financeira).

Os dados defendem a colocação de assassinatos como estes em uma nova categoria de crime, diferente dos “assassinatos por diversão”, com os quais às vezes são confundidos. Os pesquisadores vão ainda mais longe para categorizar os assassinatos familiares em quatro diferentes subcategorias:

  • Hipócrita: O assassino tenta colocar a culpa por seus crimes sobre a mãe, que ele responsabiliza pela quebra da família. Isso pode envolver o assassino telefonar para o seu parceiro antes do assassinato para explicar o que ele está prestes a fazer. Para estes homens, o seu ganha-pão é fundamental para a sua ideia de família ideal;
  • Desapontado: Este assassino acredita que sua família foi responsável por deixá-lo para baixo ou agiu de forma a prejudicar ou destruir a sua visão de vida familiar ideal. Um exemplo pode ser a decepção de que as crianças não estão seguindo os costumes religiosos ou culturais tradicionais do pai;
  • Anárquico: Nestes casos, a família tornou-se, na mente do assassino, firmemente ligada a economia. O pai vê a família como o resultado de seu sucesso econômico, permitindo-lhe mostrar suas realizações. No entanto, se o pai se torna um fracasso econômico, ele vê a família como não servindo esta função;
  • Paranoico: Aqueles que percebem uma ameaça externa à família. Muitas vezes são os serviços sociais ou o sistema legal, que o pai tem medo que o coloque contra os filhos ou até o tire dele. Aqui o crime é motivado por um desejo de proteger a família.

24 imagens que só podem ser vistas do espaço

Publicado no Hype Science

Confira a seguir desenhos tão grandes que só conseguimos enxergá-los por completo graças a imagens capturadas por satélites.

24. Retrato de Genghis Kan em Ulan Bator (Mongólia) – feito durante um festival em 2006

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23. Homem Vitruviano (2001) e Asterix & Obelix (2009)

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Nessa região localizada na Alemanha, havia em 2001 uma versão (extremamente) ampliada do célebre Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci. Anos mais tarde, resolveram trocar a imagem por uma dos personagens de quadrinhos Asterix e Obelix (a segunda foto foi tirada em 2009).

22. O Gigante Nu de Cerne Abbas (vilarejo de Dorset, Inglaterra)

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Há poucos dados históricos sobre essa imagem (os registros mais antigos são de 1694). Acredita-se que foi criada na época dos celtas ou dos antigos romanos.

21. Tabuleiro de xadrez gigante próximo Bad Frankenhausen (Alemanha)

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Em 2009, a jogadora de xadrez número 1 da Alemanha, Elisabeth Pähtz, foi desafiada por uma comunidade virtual de jogadores. A partida foi “disputada” nesse tabuleiro gigante, que mede 400m x 400m.

20. As Insígnias de Fovant (Inglaterra)

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Essas imagens foram criadas por soldados durante a I Guerra Mundial, nos anos de 1916 e 1917. Do total, 19 acabaram destruídas.

19. Figuras gravadas em pedra próximo à província de Palta (Peru)

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Essas gravuras foram feitas por nativos entre 500 e 400 a.C.

18. Áreas de lançamento de mísseis em Nevada (EUA) e em La Coloma (Cuba)

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17. Violão gigante nos Pampas da Argentina

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Com 1 km de comprimento, essa floresta em forma de violão foi feita por Pedro Martin Ureta em homenagem à sua esposa, que faleceu em 1977. É composta por mais de 7 mil eucaliptos.

16. “Uma Ilha no Tempo”, próximo ao aeroporto de Munique (Alemanha)”, criada em 1995 por William Holderid

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15. Campina em forma de coração em Wickwar (Reino Unido)

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Imagem criada pelo fazendeiro Winston Howes em homenagem à sua esposa, que faleceu há 18 anos. Foi feita com 6 mil mudas de carvalho.

14. O “Homem Alto de Wilmington”

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Não se sabe com certeza quando essa imagem foi criada – alguns dizem que foi durante a Idade do Ferro (1200 a.C. a 1000 d.C., aproximadamente), outros dizem que foi entre os séculos 16 e 17 d.C.

13. Águia Branca em Whitehawk, subúrbio de Brighton (Inglaterra), feita em 2001 por artistas locais

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 12. Mulher Nua, localizada na Sicília (Itália). Foto de 2005

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11. A maior impressão digital do mundo (38m de comprimento), localizada no Hove Park, em Brighton (Inglaterra)

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 10. Lago em forma de homem em São Paulo/SP

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9. O maior retrato do mundo, próximo a Erzincan (Turquia)

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A imagem do primeiro presidente da Turquia, Mustafá Kemal Atatürk, tem 7,5km² e foi feita por 3 mil soldados e preservada durante um mês.

8. O Cavalo Branco de Alton Barnes, feito em 1812

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 7. Imagem de águia próxima ao Camp San Luis Obispo, na Califórnia (EUA)

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6. O “maior” poema do mundo (3,15km de comprimento), “Ni pena ni miedo”, escrito no Deserto do Atacama (Chile)

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O poema original foi escrito Raúl Zurita, torturado durante a ditadura de Augusto Pinochet.

5. Espiral dourada em Marrocos

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Essa imagem foi feita pelo artista Hannsjörg Voth em parceria com o arquiteto Peter Richter entre 1992 e 1997.[io9]

4. Mapa-mundi no Lago Klejtrup (Dinamarca), construído entre 1944 e 1969 por Søren Poulsen

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 3. Figura em “estilo pré-histórico” em Oxfordshire (Inglaterra)

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2. Rodolfo, a Rena do Nariz Vermelho, próximo a Vashon, Washington (EUA)

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 1. Linhas de Nazca, no Peru, desenhadas entre 400 e 650 d.C.

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Foto é retirada de exposição em SP por receio de represália policial

Instituição que exibia a imagem temia represálias (?!) de policiais militares

“Ratos: Esqueleto Coletivo”, de Antonio Brasiliano

“Ratos: Esqueleto Coletivo”, de Antonio Brasiliano

Alexandre Maia, no Fotografia-DG

Na manhã desta quarta-feira (14), uma imagem do fotógrafo Antonio Brasiliano foi retirada de uma exposição no Espaço Revista Cult, na Vila Madalena, em São Paulo, por receio de que a casa sofresse represália de policiais militares.

A foto polêmica de Brasiliano foi realizada em 2005, durante a reintegração de posse da Ocupação Prestes Maia e mostra, em primeiro plano, ratos grafitados na divisória de concreto da via de transito e, no segundo, uma fileira de policiais militares.

Segundo o fotógrafo, que teria sido informado do ocorrido, viaturas da PM teriam passado duas vezes em frente ao espaço aconselhando os funcionários do local a tirar a foto, que deveria permanecer exposta no muro de entrada do local até o dia 24 de agosto.

Nunca presenciei as ações, mas de fato existiu alguma coisa, porque a imagem foi tirada.” – disse o fotógrafo à Folha.

O Espaço Revista Cult não se manifestou a respeito do comportamento da PM. Segundo a Folha de São Paulo, uma representante do centro informou que a foto causou mal-estar e que a decisão de tirá-la foi tomada para se evitar contrangimento.

A PM afirmou, através de sua assessoria, que não há ordem oficial da corporação para a retirada da imagem e que, se realmente houve pressão, foi “uma atitude individual de alguns soldados”. Segundo a instituição, é necessário uma denúncia formal para que a corregedoria abra investigação.

via Resumo Fotográfico / Folha de São Paulo