Marco Feliciano grava “sertanejo universitário gospel”

Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo

O deputado Marco Feliciano, que também é cantor, adiou a gravação do seu próximo álbum, de “sertanejo universitário gospel”, para depois das eleições. O trabalho se chamará “Estou de Pé”. Diz o refrão da música principal: “Quem contou o fim dos meus dias, avisa que eu estou de pé”.

pra quem está ansioso (#sqn) para ouvir, a música foi gravada por Rose Nascimento. #sabordemel2 #sertanejosupletivogospel

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Datafolha: Dilma tem 35%, e Marina, 34%

Em um eventual segundo turno, a candidata do PSB tem 48% das intenções de voto contra 41% da presidente

pesquisa_datafolha-03-09-size-575Publicado na Veja on-line

Pesquisa Datafolha para a Presidência da República divulgada nesta quarta-feira, encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta cenário praticamente inalterado em relação à sondagem divulgada na semana passada. A presidente Dilma Rousseff (PT) oscilou um ponto porcentual positivamente e tem 35% das intenções de voto na liderança da disputa. Marina Silva, do PSB, tem 34%, mesmo índice registrado na rodada anterior. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, é possível afirmar que as duas estão empatadas tecnicamente.

O candidato do PSDB, Aécio Neves, tem 14% das intenções de voto, um ponto a menos do que na sondagem anterior. Os demais candidatos somam 4%. Outros 7% não souberam responder e 6% disseram que pretendem votar em branco ou nulo.

De acordo com o instituto, Marina Silva derrotaria Dilma Rousseff em eventual segundo turno, por 48% a 41%, mas a diferença caiu em relação à pesquisa da semana passada – 50% a 40%. Se a disputa fosse entre Dilma e Aécio, a petista seria eleita por 49% a 38% – era 48% a 40%. O Datafolha também simulou pela primeira vez um segundo turno entre Marina e Aécio: 56% a 28% para a candidata do PSB.

O instituto ouviu 10.054 eleitores em 361 cidades brasileiras entre os dias 1º e 3 de setembro. A pesquisa está registrada sob o protocolo BR-00517/2014.

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Ministério Público investiga locação de horários na TV

Keila Jimenez, na Folha de S.Paulo

O Ministério Público Federal começou a investigar a locação de horários em rádios e TV para programas religiosos e televendas. O anúncio foi feito nesta semana pelo MP em audiência pública na Câmara dos Deputados, para debater justamente a terceirização da grade de programação de TV.

O Ministério Público pretende apurar casos envolvendo canais que alugam quase toda a sua programação para entidades religiosas. Na mira do órgão estão emissoras como o 21, do Grupo Bandeirantes, que tem mais de 20 horas alugadas, e a rede CNT, que possui mais de 90% de sua grade tomada por atrações religiosas.

Para integrantes do MP, a fiscalização do Ministério das Comunicação é falha, pois não atua quando se trata da venda de espaços nas emissoras.

A Câmara realizou audiência pública para debater a locação de horários na TV, que, segundo alguns especialistas, é ilegal.

Eles alegam que a comercialização desses espaços contraria a Constituição, uma vez que os canais de rádio e TV são concessões públicas.

Representantes das emissoras dizem que a locação não fere a lei, pois é a única forma de sobrevivência daquelas que não recebem publicidade suficiente dos grandes anunciantes.

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A fé move montanhas de dinheiro

A pressa é inimiga da perfeição e deseja a ela vida longa pra que ela veja cada dia mais sua vitória

mente vazia oficina do pastortítulo original: O seguro morreu de chato

Gregorio Duvivier, na Folha de S.Paulo

Toda longa caminhada começa com um primeiro post usando o aplicativo da Nike.

Passarinho que come pedra andou usando tóxico.

De grão em grão, a galinha tem uma alimentação super rica em fibras.

Em briga de marido e mulher, se chama a polícia.

Se Maomé não vai à montanha, é porque ela está sendo bombardeada.

Quem conta seus males, espanta.

O pior cego é o Andrea Bocelli.

Os cães ladram, a caravana para pra postar foto de cachorro no Instagram.

Quem não arrisca não morre de atropelamento.

Casa de Ferrero, espeto de Lindt.

O Santos, em casa, não faz milagre.

A fé move montanhas de dinheiro.

Nunca diga nunca a não ser em ditados.

A pressa é inimiga da perfeição e deseja a ela vida longa pra que ela veja cada dia mais sua vitória.

Água mole em pedra dura tanto bate até que cansa.

Quem espera sempre cansa.

Quem não tem net, caça com gato.

A justiça tarda, mas antes tarde do que nunca diga nunca diga dessa água não beberei.

Antes tarde do que só depois do “Globo Repórter”.

O seguro morreu de chato.

A voz do povo é a voz da Claudia Leitte.

Cabeça vazia, oficina do pastor.

Todos os caminhos levam ao coma.

Um olho no gato, outro no namorado dele.

Jogar Chávez para colher Maduro.

Uma andorinha não faz ideia.

Aos amigos, a justiça brasileira. Aos inimigos, a malha fina

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Jesus é um homem; Cristo, uma ideia

Fernanda Torres, na Folha de S.Paulo

Os primeiros capítulos de “Zelota” -do escritor e estudioso de religiões americano-iraniano Reza Aslan- descrevem a Palestina no período em que Jesus veio ao mundo. A multiplicação de seitas entre a população carente, a aceitação dos valores romanos pela elite judaica, a presença ostensiva das legiões no território ocupado e o terror do apocalipse lembram, em tudo, os dias de hoje no Oriente Médio.

Com o avanço das tropas israelenses sobre Gaza, e a Síria embrenhada numa guerra civil sem solução, o paralelo entre a rejeição dos profetas do século 1º à civilização romana e a negação do Islã a se render ao capitalismo global é quase inevitável.

Mas a leitura de “Zelota” fala tanto do conflito entre Ocidente e Oriente naquela estreita faixa do planeta, como também elucida uma outra contenda, em curso aqui, neste sítio que permaneceu Paraíso até 1500 d.C.: a dos direitos sobre a imagem do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Sem revelar nada que não seja conhecido, o autor parte da morte na cruz -punição prevista aos que cometessem crimes contra o Estado- para separar o Jesus histórico da figura de Cristo. O revolucionário, do pacifista.

Contrário à romanização dos hebreus, Jesus ambicionava estabelecer o Reino de Deus sobre a Terra, prometido a Davi por Javé. Para tanto, seria preciso expurgar abastados e sacerdotes subservientes a Roma e bani-la do solo sagrado. Jesus pregava uma revolução.

Ela viria, três décadas depois da crucificação e com trágicas consequências. Em 66 d.C., grupos radicais conquistaram Jerusalém e queimaram os arquivos contendo a dívida do povo. Farta, Roma enviou o general Tito -mais tarde imperador- à antiga Canaã e a varreu do mapa.

Do Templo de Jerusalém, só sobrou o Muro das Lamentações.

As imagens dos bombardeios a Gaza, estampadas nos jornais de hoje, bem ilustrariam a passagem histórica.

O massacre, comparável à invasão babilônica, tornou os sobreviventes avessos aos que defendiam o confronto direto com os Césares. Nesse cenário, surgiu Paulo de Tarso. Paulo afasta Jesus da causa judaica, elimina o caráter territorial do Reino de Deus e converte os gentios. Cristo é criação do letrado Paulo.

Jesus é um homem; Cristo, uma ideia. A quem pertence uma ideia? À humanidade, provaria Paulo. Em três séculos, o Império Romano se renderia ao Nazareno.

Em 2010, as famílias dos engenheiros responsáveis pela construção do Cristo Redentor perderam para a Arquidiocese do Rio de Janeiro, na Justiça, o direito sobre a imagem da estátua. O precedente deu à Cúria poderes para coibir o uso indevido, segundo a Igreja, do monumento. Os distribuidores do blockbuster “2012” sofreram processo e os italianos foram impedidos de vesti-lo com a camisa azul da seleção.

Essa semana, a Arquidiocese liberou o episódio dirigido por José Padilha para a película “Rio, Eu te Amo”, onde o personagem de Wagner Moura, num sobrevoo de asa-delta, acusa o Senhor cara a cara de virar as costas para os problemas mundanos.

A Mona Lisa resistiu aos bigodes de Duchamp; Rodin, se vivo, teria orgulho da multiplicação de charges do Pensador e os punks se apropriaram da cruz. O veto inibe o ícone. Bem fez a Cúria em liberar.

Tratar o Redentor como posse é medir o Reino de Deus em metros quadrados. O convertido Saulo ensina que a mensagem deve circular livre de dogmas e de acordo com seu tempo.

O poder do Templo de Jerusalém era baseado no fato de ali, e somente ali, no Santo dos Santos, ser possível a comunicação com o Altíssimo. Sua arquitetura era voltada para dentro, com muros altos que separavam os milhares de visitantes em pátios internos, um labirinto que se afunilava até a presença divina.

A exclusividade transformou o santuário num lucrativo mercado de oferendas e corrompeu o clero. É o que denuncia Jesus, pouco antes de promover o quebra-quebra que o levaria à prisão.

A natureza do Cristo da Guanabara é oposta. Plantado do cume do Corcovado, basta olhar para o alto para se dirigir a Ele.

Entendo que a Cúria zele pelo Nosso Senhor. Os engenheiros também têm razões para reivindicar seu quinhão, respeitando, é claro, os 60 anos do falecimento dos autores, todos mortais, não sujeitos à ressuscitação.

Mas o imaginário a Deus pertence.

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