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Dez melhores faixas gringas de dor-de-corno

Publicado originalmente por Folha.com

Publicamos aqui várias listas do melhor da música de dor de cotovelo do Brasil. A famosa dor-de-corno, se é que você me entende, amigo.

Ao ler aqui no blog a crônica musical “Só o chifre humaniza o homem”, na qual cito as dores de cachorro molhado do Tom Waits, o leitor Arthur Lara Moreira, jornalista de Belo Horizonte, propôs a relação do fino da fossa gringa.

Seja Odair José ou a garota perdida dos Ramones, só uma boa trilha sonora cura e salva um(a) desalmado(a).

E lembre-se também do velho mantra deste cronista vira-lata: Se a vida dói, drinque cowboy.

Aí estão as dez mais da cornitude. Com links para a radiola do yotube.

O amigo certamente vai sentir falta de alguma outra música. Manifeste-se agora ou cale-se até a próxima lista.

Eu encaixaria ai umas faixas do Elvis Costello, mas tudo bem, Arthur fez bonito. Grande lista. Garçom, um gin tônica!

01) The KKK Took Muy Baby Away (The Ramones).

02) Angie (The Rolling Stones)

03) Busy Being Fabulous* (The Eagles) – Essa canção que me lembra uma ex-namorada. Uma ignorante soberba, mas que tinha muita pose.

04) You’re Breaking My Heart (Nilsson)

05) His Latest Flame (Elvis Presley)

06) You’ve Lost That Loving Feeling (Elvis)

07) Two Timer (Kiss)

08) My First Night Without You (Cyndi Lauper)

09) Go Your Own Way (Fleetwood Mac)

10) When A Blind Man Cries (Deep Purple).

Faculdade paga dízimo a igrejas que indicarem universitários

Publicado na Folha.com

Um dos maiores grupos de ensino de São Paulo, a Uniesp tem assinado convênios em que se compromete a pagar um dízimo a igrejas que lhe indicarem universitários. A verba provém de repasses dos governos federal e estadual, informa reportagem de Vanessa Correa e Fábio Takahashi, publicada na Folha desta sexta-feira.

No contrato, obtido pela Folha, a Uniesp diz que repassará 10% do que receber do Fies (financiamento federal estudantil) por aluno indicado que aderir ao programa da União. Além de igrejas, podem participar assembleias e congregações.

De acordo com a própria Uniesp, 2.000 estudantes já foram matriculados por meio desse convênios. No total, 12,5 mil dos 65 mil estudantes do grupo têm o Fies.

A instituição afirma que faz convênios com igrejas para criar envolvimento com essas entidades, o que ajudará a chamar alunos pobres.


Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress.(articleGraphicSpace).

Religiosos voltarão a circular panfletos antiaborto em SP

Panfleto contra Dilma

Johanna Nublat, na Folha de S.Paulo

Membros da regional paulista da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) voltarão a distribuir neste ano eleitoral na capital o folheto que, em 2010, conclamou os fieis a só votarem em “candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto”.

O material critica o PT e Dilma Rousseff. Na época, a então candidata foi obrigada a prometer que não se mobilizaria para mudar a legislação sobre o aborto. Antes da campanha, ela havia defendido a descriminalização.

A volta do panfleto às ruas agora pode movimentar as eleições municipais paulistanas, atingindo com mais impacto Fernando Haddad (PT).

O petista tem sido alvo de ataques por conta do chamado kit-gay, peça para combater a homofobia nas escolas elaborada quando ele era ministro da Educação.

Recentemente, o pré-candidato se disse contra o aborto, do ponto de vista masculino. “As mulheres enfrentam os desafios da vida de maneira própria”, afirmou.

Apreendidos pela Polícia Federal às vésperas do 2º turno da eleição de 2010, após representação do PT, os folhetos foram liberados pela Justiça em outubro do ano passado e serão devolvidos agora aos bispos da regional.

A previsão é buscá-los na próxima semana, segundo João Carlos Biagini, advogado da Diocese de Guarulhos.

De acordo com a PF, cerca de 2 milhões deles serão devolvidos. Já Biagini estima que sejam cerca de 1 milhão.

A estratégia de integrantes da regional e dos grupos antiaborto não está fechada.

A proposta é colocar os folhetos na rua logo, mas parte pode ser guardada para as vésperas da eleição. Estuda-se ato na praça da Sé dia 21.

“A ideia é distribuir o folheto, possivelmente com um adendo mostrando sua legitimidade”, disse dom Luiz Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos que, em 2010, orientou os fiéis a não votarem em Dilma.

Bergonzini não citou candidatos específicos, mas acirrou suas críticas ao PT nesta semana, por meio de textos na internet.

“O PT e a presidente Dilma Rousseff sempre vão dizer que são contra o aborto. Porém, o ato da nomeação da ministra Eleonora Menicucci [Mulheres, a favor da descriminalização do aborto] tem o significado contrário ao que dizem”, postou na quinta.

O padre Berardo Graz, coordenador da comissão regional em defesa da vida, minimiza o impacto do folheto na eleição municipal. A ideia, diz, é mostrar que não houve crime eleitoral e reforçar a defesa da vida.

“CENSURA POLÍTICA”

A apreensão do material é vista como “censura política” pelos grupos pró-vida e pró-família, diz Paulo Fernando Melo, integrante do movimento. O bispo Bergonzini defende que a apreensão foi ilegítima, o que se comprovaria com sua liberação agora.

A decisão que devolveu os panfletos o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não analisou o mérito. Isso porque o PT conseguiu a apreensão do material com liminar (decisão temporária), mas não apresentou a ação principal, que poderia levar a um recolhimento definitivo.

Procurado pela Folha, o PT não se pronunciou.

foto: R7

CGU divulga lista de 164 entidades impedidas de assinar convênios com o governo

Alex Rodrigues, na Folha.com

A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou hoje (9) uma relação com 164 entidades privadas acusadas de cometer “irregularidades graves e insanáveis” na prestação de serviços a órgãos e entidades federais.

Incluídas no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas (Cepim), elas estão proibidas de assinar novos convênios ou termos de parceria com órgãos da administração pública federal, como os vários ministérios e autarquias.

Inicialmente, a avaliação da regularidade na execução dos contratos envolveu 1.403 convênios que ou estavam sendo executados, ou pendentes da liberação de recursos federais quando, em 28 de outubro de 2011, a presidenta Dilma Rousseff assinou o Decreto Presidencial nº 7.592, determinando a suspensão de todos os repasses financeiros a organizações não governamentais (ongs) e entidades privadas sem fins lucrativos até que fosse avaliada a regularidade da execução dos serviços contratados.

O decreto foi publicado dias depois que o então ministro do Esporte, Orlando Silva, ter deixado o cargo, em meio a uma séria de denúncias, inclusive sobre a existência de irregularidades em contratos assinados pela pasta com ongs.

Do total de convênios avaliados pelos vários ministérios, 305 foram considerados “com restrição” analisados novamente pelos ministérios responsáveis pelo contrato. Segundo a CGU, as irregularidades graves e insanáveis cometidas pelas 164 entidades incluídas no Cepim foram identificadas ao fim desta segunda análise, em 194 convênios. Há entidades associadas a mais de um contrato.

Ainda de acordo com a CGU, as 164 entidades vão ter que responder a Tomadas de Contas Especiais a fim de quantificar quanto cada uma terá de devolver aos cofres públicos.

Nos próximos dias, o governo federal deve publicar uma portaria instituindo um grupo de trabalho interministerial com o objetivo de propor, em 60 dias, formas de aperfeiçoar a metodologia de prestação de contas de convênios, contratos de repasse, termos de parceria e instrumentos congêneres celebrados por órgãos e entidades da administração pública federal com entidades privadas sem fins lucrativos.

Segundo a CGU, o grupo terá integrantes da Casa Civil, da Secretaria-Geral da Presidência, do Ministério do Planejamento e do Ministério da Fazenda, além da própria controladoria. Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) será convidado a indicar um representante.

A relação de todas as entidades privadas sem fins lucrativos impedidas de assinar convênios com o governo federal está disponível no Portal da Transparência.

foto: deputado André Zacharow [via Femipa]

reza (ora? intercede?) o clichê que “o brasileiro ñ tem memória”. vamos mostrar que às vezes temos momentos de “só que ao contrário”.

post publicado s/ esse caso:

diácono da Primeira Igreja Batista de Curitiba, André Zacharow divulgou na época nota de esclarecimento e em seu site ainda consta um documento do Tribunal de Contas da União.

uma espiada no Portal da Transparência coloca um ponto final nessa história:  a Sociedade Evangélica de Curitiba é uma das organizações impedidas de estabelecer novos convênios c/ o governo. dos 4 milhões solicitados pelo “deputado da saúde”, a entidade (sem trocadilho) recebeu R$ 3.100.000 p/ “mobilizar e qualificar os segmentos de turismo no Estado do Paraná”.

todo ungido com óleo de peroba, Zacharow disse recentemente que “se cometeu algum erro, não foi doloso [intencional]”. segundo o TCU e a CGU, uma das coordenadoras do convênio irregular é a Cláudia Zacharow Milleo, sobrinha do deputado evangélico.

o novo presidente da Sociedade Evangélica de Curitiba disse que ñ vai devolver o dinheiro recebido. estima-se que a dívida do Hospital e da Faculdade Evangélica mantidas pela SEB esteja em torno de R$ 300 milhões.

descontentes com a administração, pastores conselheiros da instituição disseram que os dirigentes agem “sem a necessária transparência cristã e nem sempre de acordo com os princípios evangélicos de transparência e correção”.

Cidade na Espanha vai cultivar maconha para saldar dívida

Publicado originalmente na BBC Brasil [via Folha.com]

A cidade espanhola de Rasquera arrendou um terreno no qual irá cultivar maconha, como forma de saldar sua dívida de € 1,3 milhões (cerca de R$ 3 milhões).

O financiamento para o polêmico plantio da erva será feito ao longo dos próximos dois anos pela Associação de Consumidores de Maconha de Barcelona.

Mas as autoridades espanholas ainda estão estudando se a medida é ou não legal. A lei do país permite o consumo de maconha em bases pessoais ou compartilhada, mas o tráfico é punido com penas que podem chegar a seis anos de prisão.

foto: Hempadão