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Cidade na Espanha vai cultivar maconha para saldar dívida

Publicado originalmente na BBC Brasil [via Folha.com]

A cidade espanhola de Rasquera arrendou um terreno no qual irá cultivar maconha, como forma de saldar sua dívida de € 1,3 milhões (cerca de R$ 3 milhões).

O financiamento para o polêmico plantio da erva será feito ao longo dos próximos dois anos pela Associação de Consumidores de Maconha de Barcelona.

Mas as autoridades espanholas ainda estão estudando se a medida é ou não legal. A lei do país permite o consumo de maconha em bases pessoais ou compartilhada, mas o tráfico é punido com penas que podem chegar a seis anos de prisão.

foto: Hempadão

Estupidamente proibido

Xico Sá, na Folha.com

Repare o que o futuro nos reserva, amigos: será proibido até tomar uma cerveja na calçada em pleno verão.

Estupidamente proibido degustar uma gelada.

Aí sim, messiê, podemos chamar de Tristes Trópicos.

No Bananão, como assobia o Ivan Lessa lá de Londres, continua valendo aquela máxima: o que é bom para os EUA –ou até para Cingapura- é bom para o Brasil.

E quem começou a brincadeira de péssimo gosto desta vez nem foi o Kassab, espécie de Jânio sem graça e sem álcool, o homem que proibiu até a galinha à cabidela em São Paulo.

A novidade veio da brisa praieira. Pasme.

A vereadora Marília Arraes (PSB) apresentou projeto no Recife proibindo a venda e consumo de bebida alcóolica em ambientes públicos. Isso ainda no ano passado.

Agora é a vez de SP, vanguarda absoluta do atraso em matéria de proibições. O autor da proposta paulista é Campos Machado (PTB), velha raposa da Assembleia Legislativa –para ficar em um bicho mais comum e inocente naquela Casa.

Do jeito que o mundo encaretou, não tenho dúvidas que, mesmo no Recife, a outrora invicta cidade do Hellcife, tudo será proibido.

É fácil governar e aparecer com projetos como estes. Mais fácil, aproveitando o tema, que empurrar bêbado ladeira abaixo.

Quem não faz, proíbe, Kassab que o diga.

O Estado não tem competência para segurar a guerra das torcidas? Opa, a saída é proibir o cidadão de tomar a sua sagrada cerveja de domingo nos estádios.

A regra tem sido essa e a gente paga pela corja violenta.

Cachorrada!, como vociferava, todas as manhãs, o velho Graça.

Na minissérie “Rei Davi”, quase tudo o que parece não é

Cena de incêndio, que recebeu efeitos gráficos na minissérie "Rei Davi"

Cena de incêndio que recebeu efeitos gráficos na minissérie “Rei Davi”, que a Record exibe às terças e quintas

Keila Jimenez, na Folha de S.Paulo

Não é só em audiência que a minissérie “Rei Davi” (Record) chama a atenção. A produção que vem tirando o sono da Globo também é uma das mais gastonas da Record.

Orçada em R$ 25 milhões, “Rei Davi” consome em cada capítulo cerca de R$ 900 mil, o dobro gasto pela concorrente em um capítulo da novela das nove.

Boa parte disso é investido em efeitos especiais.

São cenários, incêndios, soldados, guerras e cidades inteiras em 3D, criados por computação gráfica.

“Como o protagonista é nômade, conquista territórios e soldados, precisamos adaptar vários lugares distintos à época”, fala o supervisor de efeitos visuais da Record, Gustavo Dominguez.

“Quase todas as locações, então, são alteradas por efeitos especiais. Criamos montanhas e pedras, construções de época, aumentamos o número de cabanas e de soldados”, continua. “Criamos aqueles céus que representam as forças superiores ajudando Davi.”

Em uma das principais cenas da minissérie, em que o pequeno Davi derrota o gigante Golias, os soldados filisteus foram multiplicados graficamente.

Prédios, fios e postes existentes na região onde ocorreram as gravações foram apagados da cena.

O ator que viveu Golias, Atalaia Nunes, de dois metros de altura, surgiu bem maior na tela.

“Gravamos muitas cenas dessa sequência com câmeras especiais, ‘high speed’ (para movimentos rápidos). Ficou sensacional”, diz ele.

Apesar do alto investimento em efeitos especiais, Dominguez diz que a preocupação de sua equipe é passar despercebida na obra. “O bom efeito é o que precisa ser ‘contado’ para ser visto.”

Escola paulistana barra alunas vestidas de forma ‘sexy e provocativa’

Alunas da escola Estadual Dr. Alarico da Silveira, na zona oeste de SP, onde diretora impediu que estudantes entrassem no colégio

Talita Bedinelli, na Folha de S.Paulo [via Folha.com]

Na manhã de ontem (2), um grupo de aproximadamente 60 estudantes de 15 e 16 anos, na maioria mulheres, foi impedido de entrar na escola estadual onde estudam.

O motivo: estavam vestidas de forma “muito sexy e provocativa”, disseram os alunos, na opinião da diretora da Dr. Alarico Silveira, escola que fica na Barra Funda (zona oeste de São Paulo), identificada só como Raquel.

Os alunos afirmam que foram surpreendidos ao chegar à escola, às 7h. Segundo eles, professores e a diretora estavam no portão, avaliando quem seria autorizado a entrar.

“A diretora dizia: você está sexy. Não vai entrar”, afirmava, em coro e indignadas, um grupo de barradas.

Segundo elas, houve bate-boca e confusão. Uma professora teria empurrado uma aluna e outra estudante cortou a mão, ao tentar forçar o portão enquanto ele era fechado em sua cara, disseram.

Na discussão, uma aluna acusou a diretora, que usava vestido regata na altura dos joelhos, de estar “pelada”.

BLUSAS JUSTAS

Às 11h, parte do grupo ainda estava na porta da instituição, sentada na calçada. Eram cerca de 20 alunos, sendo quatro meninos -três barrados por estarem com camisetas coloridas e outro porque usava camisa um pouco mais justa.

As blusas justas também foram a causa de punição da maioria das meninas vistas pela Folha. Nenhuma vestia blusa decotada ou que deixava a barriga de fora. Só uma estava de regata. Todas usavam calça, duas delas do tipo legging (mais justas).

SUTIÃS COLORIDOS

Duas meninas que usavam camisetas com o logotipo da escola foram barradas porque os sutiãs eram muito coloridos, fato admitido pelos próprios professores e gestores, que pediram para não ter seus nomes identificados.

“A diretora falou que só poderia vir para a escola usando um sutiã cor da pele”, afirmou Maria Aparecida Mendes, avó de uma aluna.

“Minha filha estava de calça jeans e camiseta. Mas, se a blusa for mais justinha no corpo, já é sexy para a diretora”, disse Jassiara Aragão, 34, mãe de outra estudante.

DECENTES

Em conversa gravada pela reportagem, os professores e gestores negaram agressões.

Mas afirmaram que a prática foi uma espécie de “basta”. Segundo eles, há um mês os alunos estavam sendo orientados sobre as regras -só pode entrar de calça jeans e camiseta com o logo da instituição ou branca. Roupas “indecentes” serão vetadas na porta.

“Eles têm que vir decentemente vestidos. Está fazendo calor e as meninas acham que podem vir de qualquer jeito”, ressaltou um deles.

“Estamos estabelecendo valores morais. Se a gente deixar, as alunas vão vir de top curto com short”, disse outro. “Pode até ser que um aluno tenha ficado para fora injustamente”, afirmou um.

A diretora disse que não poderia dar entrevistas.

Impedir a entrada de estudantes que não estejam de uniforme (mesmo que seja de camiseta branca simples) é ilegal, conforme a própria Secretaria Estadual de Educação.

foto: Danilo Verpa/Folhapress

a falta de noção em centenas de comentários é ainda maior que a da diretora da escola.

Facebook revela as músicas mais ouvidas após fim e início de relacionamento

Rafael Capanema, na Folha.com

Ana começou um relacionamento sério e está ouvindo “Love on Top” (amor no topo), de Beyoncé (“você é aquele que eu amo/você é aquele de que preciso”), informa o Facebook.

Já Antônio, que acaba de ficar solteiro, escuta “Without You” (sem você), de David Guetta e Usher (“estou perdido, sinto-me vazio/eu nunca mais serei o mesmo sem você”).

As duas músicas estão nas listas de canções mais ouvidas pelos usuários da rede social logo após o início ou o fim de um relacionamento, divulgadas neste mês no blog de dados do Facebook.

Esse cruzamento de informações se tornou possível depois de setembro do ano passado, quando o Facebook introduziu o conceito de “compartilhamento sem esforço”.

Hoje, ao associar sua conta na rede social a outros serviços, você pode propagar automaticamente aos seus amigos as músicas que ouve, os filmes que vê e as notícias que lê.

O serviço de música mais popular no Facebook atualmente é o Spotify, que só está disponível em alguns países da Europa e nos EUA.

Usuários brasileiros têm opções como o gratuito Grooveshark e o pago Oi Rdio, que custa de R$ 8,99 a R$ 14,90 por mês.

As listas divulgadas pelo Facebook, restritas a usuários do Spotify nos EUA, foram inspiradas no Valentine’s Day, data equivalente ao Dia dos Namorados, celebrada em 14 de fevereiro.

“Don’t Wanna Go Home”, de Jason Derulo, lidera o ranking de músicas de início de relacionamento, enquanto “The Cave”, de Mumford and Sons, ficou em primeiro na lista pós-rompimentos (veja as listas completas abaixo).

VERGONHA

Ouvir música socialmente permite descobrir afinidades e novas canções, mas também pode causar constrangimentos –um entusiasta de jazz talvez não queira que seus amigos saibam de seu apreço pelo último sucesso da cantora pop Katy Perry.

Por isso, é possível desabilitar temporariamente o compartilhamento automático ou remover faixas do Facebook.

Pioneiro da música social, o Last.fm divulga todos os meses a lista de músicas que os usuários mais deletam de seus históricos –ou seja, as canções que as pessoas mais têm vergonha de ouvir.

Em janeiro, “Poker Face”, de Lady Gaga, liderou a lista, seguida por “Rolling in the Deep”, de Adele.

PLAYLIST PRESIDENCIAL

Quem também aderiu à música social foi o presidente dos EUA, Barack Obama, que divulgou no Spotify a lista de músicas que tem ouvido na sua campanha à reeleição.

Entre elas está “Let’s Stay Together” (vamos ficar juntos), de Al Green. Cantada pelo próprio Obama em um ato do Partido Democrata, ela cairia bem no hit parade da paixão do Facebook (“estou tão apaixonado por você/tudo o que você quiser fazer/está bom para mim”).

*

HIT PARADE DA FOSSA
Músicas mais ouvidas por usuários do Facebook depois de terminar um relacionamento

  1. Mumford and Sons – “The Cave”
  2. Drake – “Crew Love”
  3. Kanye West – “All of the Lights”
  4. Adele – “Rolling in the Deep”
  5. Drake – “Take Care”
  6. Bruno Mars – “It Will Rain”
  7. Rihanna e Calvin Harris – “We Found Love”
  8. Foster the People – “Call It What You Want”
  9. Selena Gomez and the Scene – “Love You Like a Love Song”
  10. David Guetta e Usher – “Without You”

HIT PARADE DA PAIXÃO
Músicas mais ouvidas por usuários do Facebook depois de começar um relacionamento

  1. Jason Derulo – “Don’t Wanna Go Home”
  2. Beyoncé – “Love On Top”
  3. Lil Wayne – “How to Love”
  4. Bruno Mars – “Just The Way You Are”
  5. Flo Rida – “Good Feeling”
  6. Jason Derulo – “It Girl”
  7. Gym Class Heroes e Adam Levine – “Stereo Hearts”
  8. Britney Spears – “Criminal”
  9. Wiz Khalifa – “No Sleep”
  10. John Mayer – “Free Fallin’”