Seguranças discutem com cliente que filmou Feliciano em churrascaria

Cliente, que pediu para não ser identificado, foi abordado por seguranças. Polícia registrou ocorrência em vias de fato, quando não há lesão corporal.

utado federal Marco Feliciano (PSC-SP) veio ao RS inaugurar uma igreja em Canoas (Foto: Divulgação/ Assessoria Marco Feliciano)
Deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) veio
ao RS inaugurar uma igreja em Canoas
(Foto: Divulgação/ Assessoria Marco Feliciano)

Publicado no G1

A Brigada Militar registrou uma ocorrência na madrugada desta sexta-feira (16), em Porto Alegre, envolvendo um segurança do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP). Segundo a polícia, um cliente de uma churrascaria da capital filmava o político quando a confusão se iniciou.

O homem, que pediu ao G1 para não ter seu nome divulgado, conta que foi abordado por pelo menos quatro seguranças quando foi ao banheiro. Eles pediram para que ele apagasse a gravação no celular. Houve discussão. Ofendido, o cliente chamou a BM ao estabelecimento e foi lavrado um termo circunstanciado, assinado pelas duas partes.

A ocorrência, conforme a Brigada Militar, foi registrada como vias de fato. De acordo com o cliente, outras pessoas que jantavam no restaurante reclamavam da presença do político. Ao perceber a movimentação, um dos seguranças pessoais de Feliciano encarou um homem. Neste momento, o cliente resolveu iniciar a gravação.

Segundo um funcionário da churrascaria, que também não se identificou ao G1, a discussão ocorreu ainda do lado de fora do estabelecimento, na chegada do deputado. Depois, segundo ele, Marco Feliciano entrou no local com seus seguranças para jantar.

A assessoria do deputado garantiu ao G1 que Feliciano não presenciou o fato. Segundo o assessor, o político veio ao Rio Grande do Sul participar da inauguração de uma igreja em Canoas, na Região Metropolitana, na noite de quinta-feira (15).

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Compartilhamento de dramas torna redes sociais espaço para terapia virtual

Na busca por ajuda ou mesmo manifestações de amparo, o Facebook se consolida como canal para relatos de episódios negativos, de doenças a perda de animais de estimação

À procura de king: abraçada à mascote Jady, Simone usa perfil no Facebook para tentar encontrar seu outro dachshund, desaparecido há mais de um mês (foto: Carlos Macedo / Agencia RBS)
À procura de king: abraçada à mascote Jady, Simone usa perfil no Facebook para tentar encontrar seu outro dachshund, desaparecido há mais de um mês (foto: Carlos Macedo / Agencia RBS)

Larissa Roso, no Zero Hora

O perfil de Simone Bonilha no Facebook se transformou no diário de uma profunda tristeza nas últimas cinco semanas. “Esse é o meu filhote King que desapareceu! Amigos, por favor me ajudem a encontrar, tá doendo muito ficar sem ele”, escreveu a assistente administrativa de 36 anos em 16 de julho, junto da foto do dachshund que seria compartilhada 158 vezes. Dois dias antes, Simone encontrou caído um pedaço da tela que cerca o pátio da casa, na Restinga, na Capital. Jady, a outra mascote, latia, estranhando a ausência do companheiro.

“Preciso do meu pequeno. Muitooo”, postou Simone. “Para muitos apenas um cachorro, pra mim meu filhote amado. Essa dúvida de onde e como está meu King me destrói…”, acrescentou. Multiplicam-se as mensagens de encorajamento, remetidas até por desconhecidos. “Todas as tempestades passam, mas as árvores que têm raízes fortes e firmes permanecem. Eu faria qualquer coisa pra ver você voltar a sorrir de novo”, escreveu uma amiga. “Fé que ele volta”, aconselhou outro.

— Me sinto acolhida. Sinto que vou encontrar. Minha esperança redobra. Parece que pegam a minha mão — descreve a dona de King, sofrendo com falta de apetite e um sono inquieto.

Dramas diversos circulam nas redes sociais a todo instante. É bem provável que quem desabafa sobre períodos de luto, doenças de longo tratamento, descrença no cenário político, relacionamentos desfeitos, episódios de violência ou o péssimo atendimento no sistema público de saúde encontrará, na numerosa plateia online, alguém capaz de prover palavras de amparo ou, no mínimo, manifestar-se por meio do mais simples mecanismo de solidariedade instantânea, a ferramenta “curtir” do Facebook.

Imersos em situações graves ou enfrentando desgostos mais amenos, os internautas adaptam ao ambiente virtual uma prática essencial para o bem-estar psicológico: falar sobre os próprios problemas. O psicanalista Luciano Mattuella explica que o olhar do outro é fundamental para a constituição de cada um. Ao divulgar imagens de um lugar exótico e distante visitado nas férias, a pessoa busca a confirmação, entre os pares, de que aquele passeio foi mesmo incrível — a oportunidade de compartilhar conquistas com centenas ou milhares de destinatários rapidamente, e de ser festejado por eles, é um dos grandes atrativos das redes sociais. No caso de ocorrências negativas, o intuito é extravasar para encontrar alívio, ainda que superficial.

— É uma tentativa de achar outros na mesma situação. Em situações de tristeza e indignação, a nossa primeira necessidade é compartilhá-las, buscar no outro acolhimento e até algo de esperança: ele conseguiu passar por uma situação como a minha. Ajuda para não ficar solitário no sofrimento. A gente vive numa época em que o virtual adquiriu muita consistência de real — afirma o psicanalista.

Simone norteia os dias pelos acessos ao site. A partir das pistas enviadas, verifica pessoalmente cada suspeita de que o cachorro tenha sido encontrado. Renova os apelos, republicando fotos e promessas de recompensa, e conversa com donos de bichos de estimação perdidos. O sumiço de King, explica, abalou-a ainda mais em um momento de bastante dificuldade.

— Hoje vejo o Facebook de outra maneira. Crio vínculos, consigo me expressar, dizer o que estou sentindo. Se estiver chorando de madrugada e postar qualquer coisa, alguém vai me ajudar — conta a assistente, que confessa ter se sentido um pouco constrangida no início. — Alguém deve dizer: “Coitada, decerto nunca teve filho”. Agora não estou nem aí. Faço. Vou à luta — completa.

Mattuella atenta para a prudência. Ao cogitar narrar mágoas e apuros publicamente, o usuário precisa lembrar que alguns detalhes devem ser preservados:

— Há questões que são do plano íntimo. Nem tudo que é íntimo deve ser compartilhado. Aquilo que é do íntimo deve ser endereçado a alguém que você conhece e sabe que pode ajudá-lo. Algo que faz sofrer é muito particular e, para os outros, pode não ter sentido.

Acolhida deu ânimo à família de Jackson
Acolhida deu ânimo à família de Jackson

Acolhida deu ânimo à família de Jackson

Em meio ao processo judicial para conseguir que o Estado custeasse um marca-passo diafragmático para o filho, a dona de casa Simone Ferreira, 35 anos, e o metalúrgico Jorge Ilario Bottim, 37 anos, moradores de Caxias do Sul, surpreenderam-se com a acolhida de usuários do Facebook ao drama da família. Vítima de um atropelamento em 2010, Jackson Rafael, hoje com oito anos, ficou tetraplégico e dependente de um ventilador mecânico.

Ao dispensar a necessidade de tomadas e extensões, o novo aparelho permitiria que o menino respirasse de forma mais espontânea e ganhasse mobilidade ao ser deslocado com a cadeira de rodas. Simone criou perfis para sensibilizar a população e as autoridades. “Logo estarei ‘livre’, daí sim vou poder ter acesso a uma biblioteca”, escreveu ao publicar uma imagem de Jackson com um título infantil. Junto de outra foto, compartilhada 99 vezes, um convite: “Vamos sorrir para a vida”.

— Ajudou bastante. As pessoas iam compartilhando e comentando. Fui me identificando com outras mães — recorda a dona de casa.

Depois do desfecho positivo, Jackson se submeteu a uma cirurgia para implante do componente interno do marca-passo em abril. Simone segue abastecendo as páginas com registros dos progressos na adaptação. “Viva o Jackson! O sonho se realizando!”, festejou um amigo ao ver uma foto do aluno da 3ª série com o dispositivo que começa a suavizar uma rotina repleta de limitações. “Só temos coisas boas para agradecer”, postou Simone.

— É uma criança feliz — observa a mãe.

A psicóloga Silvia Benetti salienta que é importante se sensibilizar com quem enfrenta traumas, principalmente em um ambiente, como o virtual, onde o êxito profissional, os bens e a beleza são tão expostos e valorizados:

— As pessoas têm tido dificuldade para ouvir o sofrimento do outro. Há uma ditadura da felicidade, mas a vida é difícil. (mais…)

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Foto é retirada de exposição em SP por receio de represália policial

Instituição que exibia a imagem temia represálias (?!) de policiais militares

“Ratos: Esqueleto Coletivo”, de Antonio Brasiliano
“Ratos: Esqueleto Coletivo”, de Antonio Brasiliano

Alexandre Maia, no Fotografia-DG

Na manhã desta quarta-feira (14), uma imagem do fotógrafo Antonio Brasiliano foi retirada de uma exposição no Espaço Revista Cult, na Vila Madalena, em São Paulo, por receio de que a casa sofresse represália de policiais militares.

A foto polêmica de Brasiliano foi realizada em 2005, durante a reintegração de posse da Ocupação Prestes Maia e mostra, em primeiro plano, ratos grafitados na divisória de concreto da via de transito e, no segundo, uma fileira de policiais militares.

Segundo o fotógrafo, que teria sido informado do ocorrido, viaturas da PM teriam passado duas vezes em frente ao espaço aconselhando os funcionários do local a tirar a foto, que deveria permanecer exposta no muro de entrada do local até o dia 24 de agosto.

Nunca presenciei as ações, mas de fato existiu alguma coisa, porque a imagem foi tirada.” – disse o fotógrafo à Folha.

O Espaço Revista Cult não se manifestou a respeito do comportamento da PM. Segundo a Folha de São Paulo, uma representante do centro informou que a foto causou mal-estar e que a decisão de tirá-la foi tomada para se evitar contrangimento.

A PM afirmou, através de sua assessoria, que não há ordem oficial da corporação para a retirada da imagem e que, se realmente houve pressão, foi “uma atitude individual de alguns soldados”. Segundo a instituição, é necessário uma denúncia formal para que a corregedoria abra investigação.

via Resumo Fotográfico / Folha de São Paulo

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Consumo elevado de café prejudica a saúde de pessoas com menos de 55 anos

Uma nova pesquisa descobriu que consumir mais do que quatro xícaras da bebida por dia aumenta o risco de perder a vida em indivíduos dessa faixa etária. No entanto, o hábito não parece ter esse efeito em pessoas mais velhas

Café: O consumo exagerado da bebida está associado a um maior risco de morte por qualquer causa em pessoas com menos de 55 anos (foto: Thinkstock)
Café: O consumo exagerado da bebida está associado a um maior risco de morte por qualquer causa em pessoas com menos de 55 anos (foto: Thinkstock)

Publicado na Veja on-line

O consumo moderado de café, ou seja, de duas a três xícaras ao dia, já foi associado a diversos benefícios à saúde, como proteger o coração contra insuficiência cardíaca e até mesmo diminuir o risco de Alzheimer. No entanto, isso não significa que quanto mais café uma pessoa bebe, maior o benefício à saúde — e tampouco que o efeito da bebida é semelhante para todos.

Um novo estudo americano mostrou que o consumo de mais do que 28 xícaras de café por semana, ou quatro por dia, está associado a um aumento na taxa de mortalidade por qualquer causa entre pessoas com menos de 55 anos. Segundo a pesquisa, porém, essa quantidade de café não parece surtir efeitos negativos em pessoas mais velhas. Para os autores do trabalho, que foi feito com mais de 40.000 indivíduos, os resultados sugerem que pessoas mais jovens devem evitar o consumo exagerado de café.

Coleta de dados — A nova pesquisa é amparada nos dados de 43.727 pessoas entre 20 e 87 anos. De 1979 a 1998, elas responderam a questionários sobre histórico de saúde e estilo de vida, como hábitos alimentares e prática de atividade física. Todos os participantes foram acompanhados até a morte ou durante uma média de 17 anos. Ao longo do estudo, houve 2.512 mortes, sendo que 32% foram causadas por doenças cardiovasculares.

Segundo a pesquisa, o risco de perder a vida por qualquer causa durante o período do estudo foi 56% maior entre homens com menos de 55 anos que ingeriam mais do que quatro xícaras de café por dia em comparação com aqueles da mesma faixa etária que não bebiam café. Entre as mulheres da mesma faixa etária, essa quantidade foi associada ao dobro do risco de vida.

Os autores do estudo observaram que as pessoas que bebiam as maiores quantidades de café também eram mais propensas a fumar e a serem mais sedentárias, o que pode ajudar a explicar parte das conclusões.

O estudo não encontrou, porém, nenhuma relação entre o consumo de mais do que quatro xícaras de café e um maior risco de vida entre os participantes que tinham mais do que 55 anos. Além disso, a bebida parece não modificar as chances de morte por doenças cardiovasculares, nem mesmo entre os indivíduos mais jovens. “Continua existindo, porém, um debate considerável sobre os efeitos do café para a saúde, já que algumas pesquisas apontam para benefícios e outras, para efeitos tóxicos da bebida”, diz Carl Lavie, pesquisador do Departamento de Doenças Cardiovasculares do Centro Médico Ochsner, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo.

Os resultados dessa nova pesquisa, que foi desenvolvida na Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos, estarão presentes na edição de outubro do periódico Mayo Clinic Proceedings.

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Artista japonesa vira fenômeno ao ‘levitar’ em fotos

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Publicado na BBC Brasil

Em seu blog, a artista japonesa Natsumi Hayashi conta que tem, há vários anos, uma grande obsessão: voar.

Para suprir essa “fixação”, ela começou a postar fotos de si mesma “levitando” no ar.

Via redes sociais, as imagens foram ganhando fama. Tanto que Natsumi foi convidada a expor suas fotos em uma galeria – a Spiral Garden – em Tóquio.

Sua primeira exposição individual no Japão, a mostra levava o nome do projeto em seu blog Today’s Levitation (A levitação do dia, em tradução livre).

A artista, de 31 anos, explica que as fotos não são manipuladas no computador. Ela pula diante da câmera até que a imagem capture o momento exato em que está “voando”.

“Às vezes, tenho de dar mais de 200 pulos para conseguir a foto ideal”, diz Hayashi, que conta com a ajuda de amigos para pressionar o botão da câmera.

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dica da Cris Danuta

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