Foto de macaco com celular concorre a prêmio internacional de fotografia

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‘Facebook update’, fotografia que concorre ao prêmio (Foto: Marsel van Oosten/Divulgação)

Publicado no G1

A fotografia de um macaco da neve segurando um iPhone é um dos concorrentes de um dos prêmios mais importantes de fotografia de vida selvagem no mundo, que chega a sua 50ª edição.

O ‘Wildlife Photographer of the Year’ é organizado pela Museu de História Natural de Londres. A imagem do macaco, intitulada “Facebook Update” (“Atualização de Facebook” em inglês) foi feita pelo holandês Marsel van Oosten. Em entrevista ao site iso.500px ele contou que o macaco agarrou o aparelho das mãos de um turista que se aproximou demais do animal para fotografá-lo no parque Jigokudani, no Japão.

Neste ano um dos premiados no ‘Wildlife Photographer of the Year’ vai ser escolhido pelo voto popular, através do site da competição. Para esta categoria a página do concurso apresenta 50 imagens, pré-seleccionadas pelo júri de mais de 41 mil inscrições de quase 100 países, para a votação on-line global, que vai até 5 de setembro. Alguns brasileiros concorrem nesta categoria, como Adriana Basques, João Paulo Krajewski e Luciano Candisani.

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‘Big mouth’, fotografia da brasileira Adriana Basques que concorre ao prêmio (Foto: Adriana Basques/Divulgação)

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Se foi, o João

Publicado por Fabricio Cunha

Ontem acordei cedo.

Eu acordo cedo (quase) todos os dias. Por ofício, não por gosto.

Ontem acordei mais cedo.

Era um burburinho incômodo. Falavam baixo, mas bastante e ao mesmo tempo, todas ao mesmo tempo. O sexo feminino é assim.

Lembrei do verso do Byron, que decorei para impressionar meu professor mais erudito, que escrevia poesias (devia ter decorado pra impressionar as meninas da época): “entre a noite e a manhã, sobre a fímbria do horizonte, a vida paira como uma estrela”. Tristemente, não era a vida que pairava no assunto.

Fiquei atento ao que diziam, ou melhor, a quem eram.

Eram as palavras, conversando entre si.

Citavam e recitavam o João Ubaldo. O conheço bem. Li dezenas de suas crônicas. O palavreado sergipano/nordestino, a malandragem carioca, a velocidade baiana, todas colocadas num liquidificador, temperadas com beleza e o requinte da baixa erudição, – uma erudição latente, que se mostra discretamente presente, o suficiente para sabermos que o escritor é um erudito, mas que aquilo que escreve é vivo, entendível, assimilável e, até, aplicável – resultando em histórias inventadas, de personagens vivos, que podem ser eu ou você, ou um amigo, ou um inimigo, com o texto mais leve e corrente nossa literatura já produziu.

Pois então… As palavras estavam perdidas. Estavam ali, mas confusas, feito sindicalistas sem líder, microfone e carro de som.

Prestei mais atenção, tentando entender o que se passava. Já haviam me acordado mesmo, então, que me deixassem saber o porquê.

João havia partido. Dessa vez, de verdade. Já tentara partir uma ou duas vezes, entretanto, homem de letras, fora seguro aqui na terra por elas. Amante de um pouquinho de uísque e das madrugadas, ao assustar-se com a possibilidade de migrar dessa vida para a outra, desconhecida, adquiriu hábitos mais benfazejos, como acordar bem cedo, caminhar no calçadão do Leblon, uma ida e uma vinda, resistindo à tentação de fazer a volta antes do latão de lixo que delimitava exatamente a metade do caminho.

Ao vê-lo mais saudável e determinado, as palavras deram-lhe uma folga. Creram em sua notável mudança e resiliência em continuar por aqui mesmo, nesta terra estranha.

E não é que foi exatamente num desses interlúdios, “entre a noite e manhã, sobre a orla do horizonte”, que ele decidiu partir?!

Partiu, como parte a brisa, quando chega o Sol.

As palavras nem perceberam.

Foi-se o João Ubaldo Ribeiro. Homem da vida e das letras. Pastor vagabundo das palavras. E elas, perdidas, me acordaram mais cedo do que eu precisava (acordo cedo por ofício, não por gosto, que fique claro) e, acordado, fui caminhar no calçadão do Leblon, uma ida e uma vinda, resistindo à tentação de fazer a volta antes do latão de lixo que delimitava exatamente a metade do caminho, esperando, talvez, encontrá-lo para saudá-lo ainda uma vez mais, derradeira agora, por aqui, por esta terra estranha.

 

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Foto em rede social faz musa da torcida belga perder contrato de modelo

axellePublicado no UOL

Durou pouco o sonho de Axelle Despiegelaere, a jovem torcedora belga de 17 anos que fez sucesso na Copa, nas arquibancadas brasileiras. Dois dias depois do anúncio de que a empresa L’Oreal a contratou como modelo, os laços foram cortados. Tudo por conta de uma foto em uma rede social.

O grande problema é que Axelle postou em seu Facebook uma foto participando de uma caçada.

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“Caçar é mais do que uma questão de vida ou morte. É muito mais importante que isso. Foto tirada há cerca de um ano. Hoje é dia de caçar americanos”, riu ela, em um post de 1 de junho.

Quando soube da imagem, a L’Oréal preferiu encerrar a parceria com ela, que participaria de tutoriais sobre cabelos.

Ao The Independent, a marca não confirmou que foi por conta da foto. Preferiu ser mais política: “A L’Oréal Professionnel da Bélgica colaborou com ela em uma propaganda veiculada em um vídeo promovido em vídeos sociais da Bélgica. O contrato foi concluído”.

A L’oreal, maior marca de cosméticos do mundo, diz não realizar testes em animais e faz campanhas sobre isso.

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Jovem envia foto nua para o próprio pai sem querer e narra gafe no Twitter

Nyjah descreveu na rede social seu constrangimento e a reação do pai.
‘Atenda ao telefone agora’, respondeu o homem furioso.

'Você tinha a intenção de me enviar isso? Atenda ao telefone agora. Você está falando sério? É isso que você faz?', respondeu o pai revoltado (Foto: Reprodução/Twitter/dearfashionn)

publicado no G1

Uma jovem americana identificada apenas como Nyjah viveu momentos extremos de constrangimento na internet após enviar acidentalmente, para o próprio pai, uma foto em que aparece nua e narrar todo o incidente em seu perfil no Twitter.

“Como você cancela uma mensagem de texto? Eu acabei de enviar uma foto nua para o meu pai”, escreveu Nyjah, que começou a postar capturas de tela do celular que mostravam as tentativas de ligação de seu pai. “Atenda ao telefone agora. Você está falando sério?”, escreveu o homem, furioso.

As postagens começaram a circular pela web, e várias pessoas retuitaram ou fizeram comentários sobre a saia justa. Quando usuários começaram a suspeitar que toda a história era falsa, a jovem postou um vídeo em seu perfil no Instagram que mostraria o momento em que o pai chegou em sua casa para conversar.

Depois de a história ter se espalhado nas redes sociais, fazendo com que Nyjah obtivesse milhares de seguidores no Twitter, e finalmente ter sido publicada em sites como “BuzzFeed”, a jovem deixou de dar novidades sobre o caso e apenas se lamentou em uma das mensagens: “Nunca mais enviarei fotos nuas”.

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Menino migra em busca de tratamento para a mãe e morre sozinho no deserto do Texas

Foto cedida pela família mostra Gilberto Ramos Juárez em local um não identificado na Guatemala (foto: AP)
Foto cedida pela família mostra Gilberto Ramos Juárez em local um não identificado na Guatemala (foto: AP)

Publicado em O Globo

Gilberto Ramos Juárez queria deixar seu povoado na Guatemala e viajar aos Estados Unidos. A missão? Trabalhar e ganhar dinheiro para pagar um tratamento para sua mãe, que sofre de epilepsia. A insistência para que o garoto não fosse foi em vão.

— “Meu filho me dizia que ia me ajudar a curar a minha doença, mas eu dizia pra ele não ir — contou Cipriana Juárez Díaz.

Como não conseguiu convencê-lo, cobriu-o com um terço branco para lhe garantir uma viagem segura na fronteira.

Um mês depois, o corpo de Gilberto foi encontrado no deserto do Texas. Ele acabou virando um símbolo do êxodo de crianças desacompanhadas, que enfrentam diversos perigos para atravessar ilegalmente a fronteira da América Central para os Estados Unidos.

Autoridades disseram na segunda-feira que Gilberto, de 11 anos, foi um dos imigrantes mais novos que morreram na tentativa de cruzar o deserto. Seus pais, no entanto, informaram que sua idade foi registrada errada e ele tinha 15.

— Ele era um bom filho — disse Cipriana.

O corpo do garoto foi encontrado sem camisa, mas com o rosário que a mãe lhe deu.

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