Grupo de evangélicos assusta seguranças na chegada da seleção da Austrália em Vitória (ES)

Em Vitória, evangélicos levaram faixa de boas-vindas à primeira delegação estrangeira a chegar para o Mundial

Rafael, ao centro, faz parte do grupo de evangélicos que foi recepcionar a seleção australiana em Vitória (foto: Kleber Amorim)
Rafael, ao centro, faz parte do grupo de evangélicos que foi recepcionar a seleção australiana em Vitória (foto: Kleber Amorim)

Kleber Amorim, em O Globo

Em tempos de protestos no Brasil, uma cena inusitada marcou o desembarque da seleção australiana em Vitória, na noite desta quarta-feira. Entre os cerca de 200 torcedores que foram ao aeroporto Eurico Salles, estava um grupo de 20 evangélicos que carregava uma faixa, em inglês, saudando a primeira delegação estrangeira a chegar no país para a disputa da Copa do Mundo.

Os religiosos chegaram a provocar um princípio de alvoroço nas forças de segurança que estavam de prontidão, quando se aproximavam do aeroporto.

- Viemos fazer uma recepção de boas-vindas, dizer que os queremos no Brasil. E também queremos chamar atenção para o movimento que fazemos de evangelização – disse Felipe de Souza Ramos, de 19 anos, um dos integrantes do grupo.

Estreia no dia 13

Na Copa do Mundo, a Austrália está no grupo B, e a estreia será no dia 13 de junho, contra o Chile, na Arena Pantanal. Os outros jogos na primeira fase serão contra Holanda, no Beira-Rio, dia 18, e Espanha, na Arena da Baixada, dia 23.

Time de azarões

Antes do desembarque em Vitória, a delegação australiana fez uma escala em Curitiba, onde o meia Tommy Oar falou sobre as pretensões da seleção no Mundial:

- Somos os azarões. Será uma grande oportunidade para que a seleção australiana supreenda, e isso é muito animador. Estar no país do futebol é uma motivação a mais, com certeza – afirmou.

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Boneco desbocado de Ratinho vira pastor e critica Macedo e Santiago

Eduardo Mascarenhas manipula Xaropinho em culto da Igreja Evangélica Missão Vida em Cristo (foto: Arquivo pessoal)
Eduardo Mascarenhas manipula Xaropinho em culto da Igreja Evangélica Missão Vida em Cristo (foto: Arquivo pessoal)

Paulo Pacheco, no Notícias da TV

O rato Xaropinho, personagem desbocado do Programa do Ratinho, virou pastor. Seu manipulador, Eduardo Mascarenhas, pastor da Igreja Evangélica Missão Vida em Cristo há quatro meses, leva o boneco aos cultos, mas não para orar ou ler a Bíblia, e sim para tirar sarro dos fiéis. A liderança religiosa faz parte da nova rotina do artista, que pretende, aos poucos, deixar o mascote da atração do SBT, por problemas de saúde e para se dedicar à igreja.

“Eu não descaracterizo o Xaropinho. Na igreja, ele continua doido, brincalhão, falando abobrinha. Não quero ficar podando meu humor por causa do puritanismo. Quando não estou fazendo humor, sou pastor Eduardo. Não vou deixar de fazer piada, mas sem falar nenhum palavrão cabeludo”, diz Mascarenhas, que pede permissão a Ratinho, dono de Xaropinho, para manipular o personagem nos cultos.

A ideia de levar Xaropinho à igreja surgiu após Mascarenhas perceber que os frequentadores dos cultos não fazem outra atividade cultural senão ir à igreja: “Quando anuncio o Xaropinho, claro, sempre atrai um ou outro curioso para a igreja, mas levo porque a Igreja é muito séria, sisuda, carrancuda. Pensei nas famílias que não podiam pagar para irem ao cinema, ao teatro”.

O artista, hoje pastor, faz questão de se manifestar contrário às grandes igrejas, como a Mundial, de Valdemiro Santiago, e a Universal, de Edir Macedo. Para Mascarenhas, essas igrejas são “caça-níqueis” e visam apenas o dinheiro.

“Sou contra essas igrejas caça-níqueis que surgem a todo instante. Os caras não fazem nada útil, só fazem igreja para encher de gente, tomar grana [dos fiéis] e comprar emissoras de TV”, critica o pastor, que se sustenta com o salário do SBT e arrecada dinheiro na igreja para seu projeto social, o Instituto Xaropinho.

Na igreja, Mascarenhas manipula Xaropinho como ventríloquo. O rato já aparece gritando e xingando. Chama os fiéis de “feios” e diz que os pastores se parecem com o pugilista Adílson Maguila ou o apresentador José Luiz Datena:

Xaropinho - Beleza, Brasil, vai começar o Programa do Ratinho!

Mascarenhas - Está louco, Xaropinho? Você está na igreja!

Xaropinho - Meu Deus, que povo estranho… aquele é o Maguila ou o Datena?

Mascarenhas - Não, ele é o pastor.

Xaropinho - Pastor é para pastar?

Mascarenhas - Não, é para pastorear!

Xaropinho - Pastorear o quê?

Mascarenhas - As ovelhas. Todo esse povo são as ovelhas!

Xaropinho - Nossa, tem cada ovelha feia! Sabia que ovelha faz cocô redondinho?

Mascarenhas - Você está louco! Aqui é a casa de Deus!

Xaropinho - Deus está me ouvindo? Estou ferrado!

O pastor Eduardo Mascarenhas manipula o boneco Xaropinho durante culto (foto: Arquivo pessoal)
O pastor Eduardo Mascarenhas manipula o boneco Xaropinho durante culto (foto: Arquivo pessoal)

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Ator pornô que atuou com Rita Cadillac e se tornou pastor lança livro

Em ‘Luz, câmera, ação e tranformação’, Giuliano Ferreira – estrela de mais de 300 filmes – revela histórias como o envolvimento com uma atriz famosa.

Luciana Tecidio, no EGO

Giuliano Ferreira, ex-ator pornô que agora é pastor
Giuliano Ferreira, ex-ator pornô que agora é pastor

Quem vê o paulistano Giuliano Ferreira, de 35 anos, vestido com um terno, de bíblia embaixo do braço, palestrando sobre Deus, não faz ideia que há dez anos sua identidade era outra. O rapaz era conhecido como Júlio Vidal, ator pornô com cerca de 300 produções no currículo. Seu último trabalho foi há dez anos, atuando ao lado de Rita Cadillac no filme “A primeira vez”. E foi daquele set que ele seguiu para uma consulta médica que iria mudar sua vida  para sempre.

Giuliano conta que estava com forte dor de dente. E mesmo após ter sido medicado por um dentista teve uma séria inflamação, que se espalhou para outros órgãos do corpo e contaminou os rins e os pulmões. O paulistano foi internado e ficou cinco dias em coma.

No hospital, ele diz que teve uma experiência sobrenatural. “Tive um encontro com Deus. Ouvi uma voz falar para mim: ‘Chegou o momento de você fazer a minha vontade’. Assim que me recuperei e deixei o hospital, abandonei a carreira de ator pornô”, lembra Giuliano, que a partir dali tornou-se evangélico.

Toda esta trajetória de vida é contada no livro escrito por ele, “Luz, câmera, ação e transformação”. Na obra, Giuliano revela – sem citar nomes – o seu envolvimento com uma atriz famosa e as propostas que recebeu para subir na vida. “Muitos apresentadores famosos me ofereceram subir na vida de forma fácil, mas nunca aceitei”, garante ele.

Giuliano nasceu em uma família pobre e foi pai aos 18 anos. Depois de ser demitido do emprego de auxiliar de redação de um jornal paulistano, ele resolveu aceitar o convite para ser gogo boy. Para atuar em filmes pornôs foi um pulo. “Precisava de dinheiro para sustentar meu filho, que era criado por mim e pela minha mãe. Passei três anos me dividindo entre a Europa e o Brasil, atuando em filmes ponôs”.

Considerado estrela nesse segmento, Giuliano conta que seu salário girava em torno de R$ 12 mil e era direcionado para a mãe e para o sustento do filho, hoje com 18 anos: “Conseguimos comprar dois terrenos e construir duas casas”.

Quando acordou do coma e resolveu abandonar a indústria pornô, o ator viu sua situação financeira sofrer uma queda vertiginosa. Casado há 12 anos com a ex-secretária da escola de seu filho, Giuliano ganha a vida como representante de livros evangélicos e as suas palestras são gratuitas.

Focado na divulgação do livro, Giuliano  garante que não tem mais o que esconder. “Por causa do meu filho e do meu enteado, hoje com 17 anos, escondi minha história de ator pornô. Para que eles não sofressem bullying na escola. Mas agora é o momento de contar tudo. Com o livro, quero mostrar que a pessoa tem direito a ter a vida que quer e que também pode escolher um novo recomeço”.

Leia um trecho do livro:
“Passei um tempo dançando em uma boate em Moema, São Paulo. Era um grupo de Gogo Boys dançando ao som do DJ Mauro Borges. Um local também daqueles elitizados, onde havia muitos artistas frequentando. Em uma das noites de apresentação, acabei conhecendo uma jovem muito linda, ex-modelo. Na época, trabalhava em uma grande emissora de TV. Um verdadeiro furacão.

Vivemos momentos muito bons de paixão e loucura. Sempre que ia ao Rio de Janeiro, ficava um tempo com ela. Uma pessoa que tinha uma história de vida muito complicada, mas que, no fundo, cativava a gente com seu jeito meigo de ser.”

Capa do livro de Giuliano Ferreira (foto: Divulgação)
Capa do livro de Giuliano Ferreira (foto: Divulgação)

 

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‘Psicóloga cristã’ na mira

Marisa, que já disse preferir ‘meu filho machinho, que nem a Claudia Leitte’ (foto: Gabriel Cabral/Projetor)
Marisa, que já disse preferir ‘meu filho machinho, que nem a Claudia Leitte’ (foto: Gabriel Cabral/Projetor)

Anna Virginia Balloussier, no blog Religiosamente

Marisa Lobo, a “psicóloga cristã”, deve abandonar a primeira metade dessa autodenominação.

Assim concluiu o Conselho Regional de Psicologia do Paraná. A entidade, que representa os profissionais do Estado, decidiu cassar o registro de Marisa na sexta passada (16).

A fiel da Igreja Batista e psicóloga formada pela Universidade Tuiuti do Paraná  é acusada de infringir o Código de Ética da categoria ao oferecer “cura gay” a seus pacientes –a cartilha proíbe “qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas”.

Marisa nega. É, afirma, um crime sem corpo: falta “achar o gay que curei”.

Diz-se vítima de “maquiavélica perseguição religiosa”. Um de seus escudeiros é o amigo e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), a quem já recebeu em sessões informais de terapia, por internet e telefone.

Feliciano assinou um artigo no site Gospel Prime culpando o “sindicalismo gay” pela decisão.

O processo remonta a 2012. Na época, Marisa disse à Folha compartilhar a opinião da cantora Claudia Leitte: “Amo [gays], mas prefiro meu filho machinho”.

Segundo a ré, os conselheiros foram unânimes na condenação. A entidade paranaense afirma que não se pronunciará até o resultado do julgamento, pois o processo corre em sigilo. Marisa afirma que já recorreu ao Conselho Federal de Psicologia.

‘EX-GAYS’

A cartilha dos psicólogos diz que a psicologia é laica, fim de papo. Marisa pensa o contrário. E afirma não estar só. “Muitos estudantes [evangélicos] de psicologia estão me procurando, reclamando que são humilhados nas faculdades.”

Para Marisa, homossexuais arrependidos não são nenhum unicórnio. Eles existem, sim, e a (ainda) psicóloga diz estar disposta a reunir vários deles, junto com suas famílias, num evento em agosto. Quer convidar os presidentes do Conselho Regional do Paraná e de grupos LGBTT para “mostrar ao mundo essa hipocrisia de usar maconha, fazer aborto, ser gay, mas não dar a um ex-gay o direito de existir sem virar chacota”.

“Tenho um grupo de 49 amigos ex-gays no Whatsapp e um grupo no Facebook com mais de 150 ex-gays. São pessoas que existem, e eu, como psicóloga, não posso dizer que eles existem sem ser acusada de homofóbica.”

Se a cassação sair do papel –e Marisa do consultório–, ela diz já ter planos. Espera engrossar a bancada evangélica no Congresso. Conta que sairá candidata a deputada federal pela legenda do “mentor Feliciano”, o Partido Social Cristão. “Agora é a vez do milagre de Deus na minha vida.”

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Após drogas e prisão, Justin Bieber vira fiel da Igreja Hillsong

Versículo bíblico tatuado nas costas do astro pop. (foto: Miami Beach Police Dept./AP)
Versículo bíblico tatuado nas costas do astro pop. (foto: Miami Beach Police Dept./AP)

Ricardo Feltrin, no UOL

O cantor canadense Justin Bieber está tentando mudar sua fama de bad boyzinho. Dessa vez parece ser sério. Desde que deixou a prisão, acusado de uso de drogas e vandalismo, o jovem astro passou a frequentar com assiduidade a Igreja Hillsong, nos Estados Unidos.

Em fevereiro, ele decidiu se batizar na Hillsong e no último final de semana também foi visto, novamente, na primeira fila de um culto da igreja em uma de suas unidades em Nova York. Estava com a estrela Vanessa Hudgens ao seu lado e parecia contrito, com as palmas em oração.

A Hillsong é uma igreja que surgiu na Austrália na primeira metade dos anos 80, fundada por dois pastores da Nova Zelândia, Brian e Bobbie Houston. Em 30 anos a igreja se espalhou pelo mundo e formou inúmeras bandas de gospel contemporâneo. Na verdade, se tornou a mais prolífica instituição religiosa-musical do planeta. A estimativa é que tenham vendido mais de 100 milhões de CDs e DVDs desde os anos 80. A Hillsong não tem sede no Brasil, mas suas bandas United e London já se apresentaram no país.

Os cultos inauguraram a chamada “Contemporary Worship”, o louvor e adoração a Deus e a Jesus por meio da música. Poderia ser chamada de religião musical, literalmente.

Esta coluna apurou que, nos últimos meses, emissários da sede da igreja na Austrália também vêm consultando eventuais parceiros brasileiros que possam ajudar sua entrada também no país até 2015.

Hillsong evita se instalar em países em conflito aberto ou que mantenham políticas de intolerância religiosa. Dá preferência,  obviamente, àqueles governos que oferecem subsídios e isenções às atividades da igreja. Na Austrália, Reino Unido e outros continentes, a Hillsong mantém escolas infantis, obras sociais, conservatórios para formação de cantores e músicos, além de produzir aplicativos religiosos para smathphones –de GPS a apps de namoro online.

Bieber sempre se declarou cristão, porém com falhas: “Sou cristão, mas não sou perfeito”, afirmou ele quando confrontado entre sua fé e algumas de suas atitudes cabeçudas e temerárias. No início do ano, um teste de sangue feito pela polícia dos EUA confirmou que o cantor havia misturado medicação controlada e maconha.

Ele também já frequentou outras denominações religiosas, como a Church City e a Igreja Batista. Desde o ano passado ele vinha ocasionalmente visitando cultos da Hillsong. Numa das vezes revelou ter chorado durante uma cerimônia.

Até a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, já manifestou sua preocupação com o jovem, dizendo que Bieber é uma alma que precisa “ser resgatada”, e não punida.

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