Universidade Federal Fluminense vai apurar denúncia de festa com ritual satânico, drogas e orgias

Evento foi realizado por universitários em unidade de Rio das Ostras, RJ.
Imagem mostra crânio humano usado em suposto ritual de magia negra.

Crânio humano foi usado em suposto ritual de magia negra em festa na UFF de Rio das Ostras (foto: Reprodução/Facebook)
Crânio humano foi usado em suposto ritual de magia negra em festa na UFF de Rio das Ostras
(foto: Reprodução/Facebook)

Júnior Costa, no G1

A reitoria da Universidade Federal Fluminense, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio, anunciou nesta sexta-feira (30), que vai abrir sindicância urgente para investigar denúncias sobre uso de drogas e álcool no pólo da unidade. Denúncias também relataram orgias e rituais satânicos no evento, divulgado nas redes sociais com o título de “Xereca Satânik – A Festa”, em que foram convidadas mais de duas mil pessoas.

Imagens registradas por alunos durante a festa que aconteceu na última quarta-feira (28), mostram mulheres mascaradas e nuas. Em uma delas, a genitária de uma mulher estaria sendo costurada.

Em outras fotos mulheres aparecem nuas num suposto ritual de magia negra, inclusive, com uso de um crânio humano. Um estudante da instituição, que pediu para não ser identificado, contou que as bebidas alcoólicas usadas na festa ficaram armazenadas dentro do novo anexo da UFF.

“A festa ocorreu ao lado do prédio novo chamado multiuso. O diretor do pólo permitiu o armazenamento de bebidas dentro da universidade. O uso de drogas é praticamente liberado. Precisamos de uma intervenção urgente”, disse.

O G1 procurou a direção do pólo, mas nenhum pronunciamento foi feito. O reitor da UFF, Roberto Salles, informou à reportagem do G1 que além da abertura de uma sindicância, proibiu os diretores do pólo de se pronunciarem sobre as festas que acontecem dentro da instituição. Concluiu, afirmando que todas as informações serão apuradas e os responsáveis punidos.

O G1 não conseguiu contato com a organização do evento. No convite, na rede social, o evento foi divulgado como uma “Festa de confraternização do Seminário Corpo e Resistência e – 2° Seminário de INVESTIGAÇÃO & CRIAÇÃO do Grupo de Pesquisas/CNPq Cultura e Cidade Contemporânea”.

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Adolescentes “sem nada para fazer” encontram bebê raptado de hospital

A pequena Victoria tinha 16 horas de vida quando foi levada dos braços da mãe. Um grupo de quatro adolescentes descobriu, graças ao Facebook, o paradeiro da mulher que a raptou

Publicado na Época

Victoria, de volta aos braços dos pais. Pelo Facebook, a mãe agradeceu às "quatro pessoas maravilhosas" que descobriram o paradeiro de sua filha (Foto: Reprodução/Facebook)
Victoria, de volta aos braços dos pais. Pelo Facebook, a mãe agradeceu às “quatro pessoas maravilhosas” que descobriram o paradeiro de sua filha (Foto: Reprodução/Facebook)

No Canadá, o rapto de um bebê foi solucionado graças ao tédio da adolescência e a uma foto compartilhada no Facebook. Tudo começou na segunda-feira (26). Naquele dia, uma mulher, vestida como enfermeira, entrou na maternidade de um hospital da cidade de Trois-Rivières, Québec. Pegou um bebê, saiu sem levantar suspeitas e embarcou em um carro vermelho com o adesivo “bebê à bordo”. O grande problema? A criança não era filha dela.

A pequena Victoria tinha apenas 16 horas de vida quando foi raptada, deixando seus pais apavorados. Segundo Mélissa McMahon, mãe da criança, a falsa enfermeira tomou Victoria de seus braços, dizendo que a menina precisava ser pesada. Nunca mais voltou. Sem conseguir encontrar a autora do crime, a polícia da cidade decidiu divulgar as imagens da câmera de segurança do hospital, mostrando fotos da mulher e do Toyota que ela dirigia. Um grupo de adolescentes viu as imagens divulgadas pelo Facebook.  Os quatro estavam entediados em casa. Decidiram sair para ajudar nas buscas. “Nós não tínhamos nada para fazer aquela noite”, disseram. “Saímos para procurar o carro vermelho”.

"Como detetives, nós somos as melhores" (Foto: Reprodução/ Facebook)
“Como detetives, nós somos as melhores” (Foto: Reprodução/ Facebook)

Os quatro saíram em busca de um carro que se encaixasse na descrição. Ao encontrar o veículo, chamaram a polícia. O palpite dos adolescentes foi certeiro – a dona do carro em questão era a enfermeira falsa. A mulher de 21 anos foi presa e Victoria retornou aos pais.

Entre o rapto e o reencontro, Victoria ficou desaparecido por três horas. Pelo Facebook, a mãe da menina agradeceu a presteza dos policiais, que foram rápidos em divulgar o alerta, e aos quatro adolescentes que encontraram sua filha: “Quatro pessoas maravilhosas, que nós tivemos a chance de conhecer, identificaram aquela mulher graças ao Facebook. São a única razão de Victoria estar nos meus braços nesse momento”.

Os quatro amigos  – Sharelle Bergeron, Marc-Andre Coté, Charlène Plante e Mélizanne Bergeron – ficaram efusivos. Sharelle Bergeron chegou a publicar uma foto no Facebook, abraçada às duas amigas, comemorando o sucesso de sua investigação: “Como detetives, nós somos as melhores”. “Salvar a vida da bela Victoria, WOW! Charlène Plante,Mélizanne Bergeron, Marc-André Côté, nós trabalhamos bem e podemos sentir orgulho”.

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Grupo de evangélicos assusta seguranças na chegada da seleção da Austrália em Vitória (ES)

Em Vitória, evangélicos levaram faixa de boas-vindas à primeira delegação estrangeira a chegar para o Mundial

Rafael, ao centro, faz parte do grupo de evangélicos que foi recepcionar a seleção australiana em Vitória (foto: Kleber Amorim)
Rafael, ao centro, faz parte do grupo de evangélicos que foi recepcionar a seleção australiana em Vitória (foto: Kleber Amorim)

Kleber Amorim, em O Globo

Em tempos de protestos no Brasil, uma cena inusitada marcou o desembarque da seleção australiana em Vitória, na noite desta quarta-feira. Entre os cerca de 200 torcedores que foram ao aeroporto Eurico Salles, estava um grupo de 20 evangélicos que carregava uma faixa, em inglês, saudando a primeira delegação estrangeira a chegar no país para a disputa da Copa do Mundo.

Os religiosos chegaram a provocar um princípio de alvoroço nas forças de segurança que estavam de prontidão, quando se aproximavam do aeroporto.

– Viemos fazer uma recepção de boas-vindas, dizer que os queremos no Brasil. E também queremos chamar atenção para o movimento que fazemos de evangelização – disse Felipe de Souza Ramos, de 19 anos, um dos integrantes do grupo.

Estreia no dia 13

Na Copa do Mundo, a Austrália está no grupo B, e a estreia será no dia 13 de junho, contra o Chile, na Arena Pantanal. Os outros jogos na primeira fase serão contra Holanda, no Beira-Rio, dia 18, e Espanha, na Arena da Baixada, dia 23.

Time de azarões

Antes do desembarque em Vitória, a delegação australiana fez uma escala em Curitiba, onde o meia Tommy Oar falou sobre as pretensões da seleção no Mundial:

– Somos os azarões. Será uma grande oportunidade para que a seleção australiana supreenda, e isso é muito animador. Estar no país do futebol é uma motivação a mais, com certeza – afirmou.

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Boneco desbocado de Ratinho vira pastor e critica Macedo e Santiago

Eduardo Mascarenhas manipula Xaropinho em culto da Igreja Evangélica Missão Vida em Cristo (foto: Arquivo pessoal)
Eduardo Mascarenhas manipula Xaropinho em culto da Igreja Evangélica Missão Vida em Cristo (foto: Arquivo pessoal)

Paulo Pacheco, no Notícias da TV

O rato Xaropinho, personagem desbocado do Programa do Ratinho, virou pastor. Seu manipulador, Eduardo Mascarenhas, pastor da Igreja Evangélica Missão Vida em Cristo há quatro meses, leva o boneco aos cultos, mas não para orar ou ler a Bíblia, e sim para tirar sarro dos fiéis. A liderança religiosa faz parte da nova rotina do artista, que pretende, aos poucos, deixar o mascote da atração do SBT, por problemas de saúde e para se dedicar à igreja.

“Eu não descaracterizo o Xaropinho. Na igreja, ele continua doido, brincalhão, falando abobrinha. Não quero ficar podando meu humor por causa do puritanismo. Quando não estou fazendo humor, sou pastor Eduardo. Não vou deixar de fazer piada, mas sem falar nenhum palavrão cabeludo”, diz Mascarenhas, que pede permissão a Ratinho, dono de Xaropinho, para manipular o personagem nos cultos.

A ideia de levar Xaropinho à igreja surgiu após Mascarenhas perceber que os frequentadores dos cultos não fazem outra atividade cultural senão ir à igreja: “Quando anuncio o Xaropinho, claro, sempre atrai um ou outro curioso para a igreja, mas levo porque a Igreja é muito séria, sisuda, carrancuda. Pensei nas famílias que não podiam pagar para irem ao cinema, ao teatro”.

O artista, hoje pastor, faz questão de se manifestar contrário às grandes igrejas, como a Mundial, de Valdemiro Santiago, e a Universal, de Edir Macedo. Para Mascarenhas, essas igrejas são “caça-níqueis” e visam apenas o dinheiro.

“Sou contra essas igrejas caça-níqueis que surgem a todo instante. Os caras não fazem nada útil, só fazem igreja para encher de gente, tomar grana [dos fiéis] e comprar emissoras de TV”, critica o pastor, que se sustenta com o salário do SBT e arrecada dinheiro na igreja para seu projeto social, o Instituto Xaropinho.

Na igreja, Mascarenhas manipula Xaropinho como ventríloquo. O rato já aparece gritando e xingando. Chama os fiéis de “feios” e diz que os pastores se parecem com o pugilista Adílson Maguila ou o apresentador José Luiz Datena:

Xaropinho - Beleza, Brasil, vai começar o Programa do Ratinho!

Mascarenhas - Está louco, Xaropinho? Você está na igreja!

Xaropinho - Meu Deus, que povo estranho… aquele é o Maguila ou o Datena?

Mascarenhas - Não, ele é o pastor.

Xaropinho - Pastor é para pastar?

Mascarenhas - Não, é para pastorear!

Xaropinho - Pastorear o quê?

Mascarenhas - As ovelhas. Todo esse povo são as ovelhas!

Xaropinho - Nossa, tem cada ovelha feia! Sabia que ovelha faz cocô redondinho?

Mascarenhas - Você está louco! Aqui é a casa de Deus!

Xaropinho - Deus está me ouvindo? Estou ferrado!

O pastor Eduardo Mascarenhas manipula o boneco Xaropinho durante culto (foto: Arquivo pessoal)
O pastor Eduardo Mascarenhas manipula o boneco Xaropinho durante culto (foto: Arquivo pessoal)

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Ator pornô que atuou com Rita Cadillac e se tornou pastor lança livro

Em ‘Luz, câmera, ação e tranformação’, Giuliano Ferreira – estrela de mais de 300 filmes – revela histórias como o envolvimento com uma atriz famosa.

Luciana Tecidio, no EGO

Giuliano Ferreira, ex-ator pornô que agora é pastor
Giuliano Ferreira, ex-ator pornô que agora é pastor

Quem vê o paulistano Giuliano Ferreira, de 35 anos, vestido com um terno, de bíblia embaixo do braço, palestrando sobre Deus, não faz ideia que há dez anos sua identidade era outra. O rapaz era conhecido como Júlio Vidal, ator pornô com cerca de 300 produções no currículo. Seu último trabalho foi há dez anos, atuando ao lado de Rita Cadillac no filme “A primeira vez”. E foi daquele set que ele seguiu para uma consulta médica que iria mudar sua vida  para sempre.

Giuliano conta que estava com forte dor de dente. E mesmo após ter sido medicado por um dentista teve uma séria inflamação, que se espalhou para outros órgãos do corpo e contaminou os rins e os pulmões. O paulistano foi internado e ficou cinco dias em coma.

No hospital, ele diz que teve uma experiência sobrenatural. “Tive um encontro com Deus. Ouvi uma voz falar para mim: ‘Chegou o momento de você fazer a minha vontade’. Assim que me recuperei e deixei o hospital, abandonei a carreira de ator pornô”, lembra Giuliano, que a partir dali tornou-se evangélico.

Toda esta trajetória de vida é contada no livro escrito por ele, “Luz, câmera, ação e transformação”. Na obra, Giuliano revela – sem citar nomes – o seu envolvimento com uma atriz famosa e as propostas que recebeu para subir na vida. “Muitos apresentadores famosos me ofereceram subir na vida de forma fácil, mas nunca aceitei”, garante ele.

Giuliano nasceu em uma família pobre e foi pai aos 18 anos. Depois de ser demitido do emprego de auxiliar de redação de um jornal paulistano, ele resolveu aceitar o convite para ser gogo boy. Para atuar em filmes pornôs foi um pulo. “Precisava de dinheiro para sustentar meu filho, que era criado por mim e pela minha mãe. Passei três anos me dividindo entre a Europa e o Brasil, atuando em filmes ponôs”.

Considerado estrela nesse segmento, Giuliano conta que seu salário girava em torno de R$ 12 mil e era direcionado para a mãe e para o sustento do filho, hoje com 18 anos: “Conseguimos comprar dois terrenos e construir duas casas”.

Quando acordou do coma e resolveu abandonar a indústria pornô, o ator viu sua situação financeira sofrer uma queda vertiginosa. Casado há 12 anos com a ex-secretária da escola de seu filho, Giuliano ganha a vida como representante de livros evangélicos e as suas palestras são gratuitas.

Focado na divulgação do livro, Giuliano  garante que não tem mais o que esconder. “Por causa do meu filho e do meu enteado, hoje com 17 anos, escondi minha história de ator pornô. Para que eles não sofressem bullying na escola. Mas agora é o momento de contar tudo. Com o livro, quero mostrar que a pessoa tem direito a ter a vida que quer e que também pode escolher um novo recomeço”.

Leia um trecho do livro:
“Passei um tempo dançando em uma boate em Moema, São Paulo. Era um grupo de Gogo Boys dançando ao som do DJ Mauro Borges. Um local também daqueles elitizados, onde havia muitos artistas frequentando. Em uma das noites de apresentação, acabei conhecendo uma jovem muito linda, ex-modelo. Na época, trabalhava em uma grande emissora de TV. Um verdadeiro furacão.

Vivemos momentos muito bons de paixão e loucura. Sempre que ia ao Rio de Janeiro, ficava um tempo com ela. Uma pessoa que tinha uma história de vida muito complicada, mas que, no fundo, cativava a gente com seu jeito meigo de ser.”

Capa do livro de Giuliano Ferreira (foto: Divulgação)
Capa do livro de Giuliano Ferreira (foto: Divulgação)

 

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