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Quem são os “modelos” das capas de CDs

foto: Google Images

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Publicado originalmente no Fala Fil

Capas de discos clássicas como a Nevermind do Nirvana, Boy do U2, Houses of the Holy do Led Zeppelin, entre outras tiveram como personagens principais algumas pessoas desconhecidas que se tornaram celebridades.

Como estão e quem são os modelos das capas dos CDs?

Heather De Loach é irmã do Baterista da banda e a abelhinha do CD e do Clipe “No Rain”

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Os irmãos Stefan e Samantha Gates são as crianças na capa do CD Houses of the Holy do Led Zeppelin

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Um dos pelados mais famosos do mundo da Música, Spencer Elden  tinha 3 meses quando tirou a foto do CD 

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Peter Rowen apareceu duas vezes em capas de CD e os dois da banda U2. Hoje com 38 anos, é fotógrafo profissional na Irlanda.

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Boatos diziam que o próprio Notorius BIG era o menininho da capa mas o boato foi desmentido em 2011 quando Keithroy Yearwood apareceu e revelou que ele era a criança na foto.

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Justine Ferrara tinha apenas 6 anos quando tirou a foto do primeiro Cd do Korn. 

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As pernas de Joe Dallesandro ficaram famosas na capa do álbum Sticky Fingers do Rolling Stones, hoje Joe é gerente de um hotel em Los Angeles.

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Janine Lindemulder foi casada com  Jesse James (o mesmo que casou e traiu a  Sandra Bullock) em 2002. Depois do término do relacionamento, Janine foi presa por atacar Jesse.

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O pai de Carl Gellert tirou essa foto para um livro, anos depois ela foi usada na capa do CD.

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Chris McClure é amigo dos caras do Arctic Monkey e foi chamado para estrelar a capa do CD da banda

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Hoje em dia Billie Jo Campbell  mora em Los Angeles e cuida de uma marca de roupas para mulher

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Ann Kirsten Kennis era modelo na época da foto

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Smashing Pumpkins – Siamese Dream – A menininha da direita (morena) é Ali Laenger, a loira até hoje ninguem sabe quem é

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Projeto mostra vítimas de abusos sexuais segurando frases ditas pelo violentador

O projeto é forte e impactante, mas tem um papel importante para aumentar o diálogo na sociedade sobre esse tema.

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Por Jaque Barbosa, no Hypeness

Difícil acreditar, mas ainda nos dias de hoje, há pessoas que acham que vítimas de abuso sexual tiveram algum tipo de culpa por terem sido molestadas. Pra quebrar esse paradigma que torna a vida das vítimas ainda mais difícil, a fotógrafa Grace Brown iniciou em 2011 o Projeto Unbreakable, no qual sobreviventes de abusos sexuais são fotografadas segurando uma frase do violentador.

Até hoje, ela já fotografou mais de 400 pessoas, e diz ter recebido milhares de emails de vítimas que decidiram se expor com coragem, como forma de enfrentar o passado de frente e alertar para esse problema lamentável que ainda é muito recorrente na nossa sociedade atual. O projeto é forte e impactante, mas tem um papel importante para aumentar o diálogo na sociedade sobre esse tema. Veja algumas fotos do projeto:

“Pare de fingir que você é um ser humano.”

“Pare de fingir que você é um ser humano.”

“Isso fica entre nós” – meu avô, quando eu tinha 6 anos, depois 16, quando as memórias voltaram.

“Isso fica entre nós” – meu avô, quando eu tinha 6 anos, depois 16, quando as memórias voltaram.

“O que temos é tão especial, que as outras pessoas não vão entender.”

“O que temos é tão especial, que as outras pessoas não vão entender.”

“Você é uma menina má, não eu. Se lembre que você começou tudo isso.”

“Você é uma menina má, não eu. Se lembre que você começou tudo isso.”

“Você gosta disso?”

“Você gosta disso?”

“Não se preocupe, meninos geralmente gostam disso.”

“Não se preocupe, meninos geralmente gostam disso.”

“Você é bonita demais pra ser lésbica.”

“Você é bonita demais pra ser lésbica.”

“Ande logo e arrume essa bagunça” – ele se referindo ao sangue e sêmen no chão.

“Ande logo e arrume essa bagunça” – ele se referindo ao sangue e sêmen no chão.

“Me dê um beijo de boa noite.”

“Me dê um beijo de boa noite.”

“Ninguém vai acreditar em você. Sou seu marido – é a sua palavra contra a minha”

“Ninguém vai acreditar em você. Sou seu marido – é a sua palavra contra a minha”

“Seus pais foram jantar, mas não se preocupe – eu vou cuidar de você.”

“Seus pais foram jantar, mas não se preocupe – eu vou cuidar de você.”

Veja mais fotos do projeto aqui.

Se você também sofreu algum tipo de abuso sexual e quer participar do projeto, basta entrar em contato pelo email:  projectunbreakablesubmissions @gmail.com.

 

Pai fotografa filho autista e cria laços entre os dois

Fotografia mostra universo infantil com sutileza e sensibilidade

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Publicado originalmente no Catraca Livre

O fotógrafo Timothy Archibald começou a fotografar o filho, Elijah, quando ele tinha cinco anos. As fotos colaborativas eram uma maneira de criar algo em comum e uma tentativa de entender um ao outro. Um pouco depois de começarem o projeto, o filho foi diagnosticado com autismo.

Segundo Archibald, o diagnóstico fez com que ele entendesse melhor o filho e surgiu a necessidade de criar uma ponte emocional entre os dois.  As fotos passariam a ter papel importante na relação e resultaram no livro “Echolila: Sometimes I Wonder”.

Na construção das fotos, os dois trabalham juntos, mas Archibald afirma que tenta deixar o filho com todo o processo criativo e o fotógrafo apenas opera a camêra. Depois,  eles redefinem e tentam melhorar as ideias das fotos. Nada é programado e Elijah costuma fazer coisas inesperadas.

Confira galeria abaixo.

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“Abraço final”: Conheça a história por trás da foto mais perturbadora da tragédia em Bangladesh

Para Taslima Akhter, a foto mostra que os quase mil mortos na tragédia não são apenas números, mas vidas tão valiosas como a de qualquer ser humano

"Abraço Final", fotografia da bengalesa Taslima Akhter após o colapso de um prédio comercial em Daca (Foto: Taslima Akhter / Divulgação)

“Abraço Final”, fotografia da bengalesa Taslima Akhter após o colapso de um prédio comercial em Daca (Foto: Taslima Akhter / Divulgação)

Publicado originalmente no Terra

A fotógrafa e ativista bengalesa Taslima Akhter percorria os escombros do prédio em situação irregular que desabou em Savar, nos subúrbios de Daca, capital de Bangladesh, no dia 24 de abril, quando se deparou com o casal da foto acima. Desde então, essa foto a assombra. Não exatamente pelo que a imagem mostra à primeira vista, mas pelo que só é possível sentir quando se sabe o contexto que envolve a tragédia ocorrida em uma fábrica de roupas e cujo número de mortos já se aproxima de mil.

Em um texto publicado dia 8 no site da revista americana Time, Akhter afirmou que o que a aterroriza nessa imagem é, na verdade, sua capacidade de dizer o que muitas vezes é ignorado em acontecimentos dessa natureza em Bangladesh: o fato de que os operários que trabalham sob as péssimas condições oferecidas pela indústria têxtil do país não são apenas números. São seres humanos cujas vidas valem tanto quanto as de qualquer outra pessoa.

Não por acaso a Time classificou a foto tirada por Akhter como a “mais perturbadora” da tragédia em Bangladesh, a mais representativa de uma cobertura fotográfica marcada por imagens fortes, como é possível observar na galeria dispónível ao final desse texto.

O Terra entrou em contato com Akhter, que cedeu a imagem do “Abraço Final”. Abaixo, a tradução do texto publicado na Time.

Eu venho fazendo muitas peguntas a respeito do casal que morreu abraçado após o colapso. Eu tentei desesperadamente, mas ainda não achei nenhuma pista a respeito deles. Eu não sei quem são ou qual a relação eles tinham. 

Eu passei o dia inteiro do desabamento no local, assistindo aos trabalhadores serem retirados das ruínas. Eu lembro do olhar aterrorizado dos familiares – eu estava exausta mental e fisicamente. Por volta das 2h, encontrei um casal abraçado nos escombros. A parte inferior dos seus corpos estava enterrada sob o concreto. O sangue que saía dos olhos do homem corria como se fosse uma lágrima. Quando os vi, não pude acreditar. Era como se eu os conhecesse – eles pareciam ser muito próximos a mim. Eu vi quem eles foram em seus últimos momentos, quando, juntos, tentaram salvar um ao outro – salvar suas vidas amadas.

Cada vez que eu olho para essa foto, me sinto desconfortável – ela me assombra. É como se eles estivessem me dizendo, nós não somos um número – não somos apenas trabalho barato e vidas baratas. Nós somos humanos como você. Nossa vida é preciosa como a sua, e nossos sonhos são preciosos também. 

Eles são testemunhas nessa história cruel. O número de mortos agora passa de 750 (nesta quinta-feira, já chega a quase 1000). Que situação desagradável nós estamos, onde humanos são tratados apenas como números. 

Essa foto me assombra todo o tempo. Se as pessoas responsáveis não receberem a punição merecida, nós veremos esse tipo de tragédia de novo. Não haverá consolo para esses sentimentos horríveis. Cercada de corpos, eu senti uma imensa pressão e dor nas duas últimas semanas. Como testemunha dessa crueldade, tenho necessidade de compartilhar essa dor com todos. Por isso eu quero que essa foto seja vista.

O homem que fotografou os anos 60

Eloise Martins, no IdeaFixa

THE MAN WHO SHOT THE SIXTIES from CHRIS DUFFY on Vimeo.

O documentário Duffy: The Man Who Shot the  Sixties, de Linda Brusasco, conta a história de um dos mestres da fotografia, o inglês Brian Duffy.

Duffy foi um dos pioneiros da fotografia de moda, por apresentar uma estética nova que se consagrou pela cultura pop britânica dos anos 60. Dentre suas fotografias mais famosas, estão as imagens icônicas de John Lennon, Michael Caine, David Bowie, Twiggy, entre outras figuras importantes do mundo do rock ‘n’ roll, da moda e da arte.

O documentário apresenta relatos de David Bowie, Angela Bowie, Mick Ronson e David Bailey, demonstrando ser um filme obrigatório para fãs de fotografia e interessados na efervescência cultural da época.