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As regras do Templo de Salomão

Vista aérea do Templo de Salomão (IURD)

Por Anna Virginia, na Folha de S. Paulo

A Igreja Universal do Reino de Deus divulgou um manual de etiqueta para quem quiser conhecer o Templo de Salomão, “o lugar que Deus escolheu para habitar”.

Entrar lá exige dresscode.

Nada de boné, camiseta de time, roupa com mensagem política ou comercial, chinelo, bermuda, decote, minissaia e óculos escuros. “Vista-se como se fosse se encontrar socialmente com uma pessoa muito importante”, orienta o bispo Renato Cardoso em vídeo divulgado nesta terça (15) na internet.

O bispo Edir Macedo designou Renato, seu genro, para ditar as regras aos visitantes da réplica da obra bíblica, que abrigará até 10 mil pessoas em 74 mil m² de área construída na zona norte de São Paulo.

Entrar lá não é para qualquer um.

Após inaugurada, em 31 de julho, a nova igreja se fecha a visitantes sem credencial por um tempo –possivelmente, até 2015. Ou você entra como convidado ou paga para participar de uma das caravanas organizadas pela igreja.

Pastores vendem ingresso para os ônibus nas igrejas –sair do centro de São Paulo, por exemplo, custa R$ 45. O lote de agosto está quase esgotado.

Entrar lá tem preço. Mas nenhuma selfie para contar a história.

O bispo Renato explica que não será permitido fotografar dentro do santuário e que todos os visitantes serão revistados. Serão barrados no baile gospel aqueles que levarem iPhone, celular, máquina fotográfica, iPod etc.

Nenhum Instagram, contudo, será ferido durante a realização desta caravana: do lado de fora, fotógrafos da Universal estarão à disposição para registrar o momento, diz o bispo. O retrato poderá ser baixado na internet.

Dilma Rousseff está entre os convidados confirmados para a inauguração. Autoridades, por sinal, foram orientadas a não levar celular.

Campanha incentiva mulheres com câncer a não desistirem de se casar

Mariana Leone, que fez ensaio vestida de noiva para incentivar pacientes de câncer a não desistirem de dizer sim (foto: Beto Bocchino\Divulgação)

Mariana Leone, que fez ensaio vestida de noiva para incentivar pacientes de câncer a não desistirem de dizer sim (foto: Beto Bocchino\Divulgação)

Chico Felitti, no UOL

Mariana Leone, 39, está caracterizada de noiva por uma causa.

A catarinense fez um ensaio vestida de branco para incentivar mulheres que, como ela, perderam os cabelos com o tratamento contra o câncer. Mas que não perderam a vontade de serem felizes.

Ela criou um blog chamado Câncer com Alegria, em que compartilha seu cotidiano e dá dicas de beleza e de auto-estima, e vai veicular nele a campanha de incentivo.

“Tenho encontrado muita gente que quer casar e não está se sentindo bem porque recebeu o diagnóstico de câncer”, diz ela, que  já se casou, mas  que “casaria mais uma vez assim, careca”.

“Quero mostrar para a mulher que ela é bonita, charmosa e tem seus encantos. E que a vida não acabou, que ela consegue se casar e ficar linda mesmo careca.”

foto: Beto Bocchino\Divulgação

foto: Beto Bocchino\Divulgação

foto: Beto Bocchino\Divulgação

foto: Beto Bocchino\Divulgação

Fotógrafo registra expressões e lições ensinadas por doentes terminais

Publicado no Hypeness

A vida, com seus aspectos bons e ruins, de repente se dissolve e acaba. Desde os primórdios da humanidade, a morte tenta ser compreendida e evitada pelo homem: sem sucesso. O fotógrafo Andrew George não busca porquês, mas mostra como é possível esperar pelo que é inevitável de forma serena e corajosa.

Na série de fotos intitulada Right Before I Die (“Pouco antes de eu morrer”, em português), o fotógrafo registra, em imagens tocantes, doentes terminais que em breve terão seu encontro com a morte – e não a temem.

As pessoas fotografadas por Andrew George não são famosas, não aparecem em jornais e talvez nem fossem lembradas na hora do adeus, se não fosse o projeto. Mas a coragem que demonstram nesse momento, aguardando não a cura, mas o inevitável com sorriso no rosto, mesmo que conformado, fazem delas pessoas especiais.

Vem conhecê-las:

Donald – “O grandioso amor, ele dura e dura – é assim que se ama. Meu amor é tão supremo que apesar de minha ex-mulher estar casada e amando outro homem, eu ainda a amo. Você tem que perceber que nem sempre pode continuar com as coisas, é preciso deixá-las ir.”

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Josefina – “A vida é a sala de espera para a morte. Nós só estamos de passagem porque desde que você nasceu, você sabe que vai morrer e nós temos um dia específico, só não sabemos quando, nem onde, nem como. Eu me sinto calma, tranquila, porque eu já sei que eu estou indo, então todas as noites eu falo para Deus ‘Você sabe o que está fazendo’. Eu não estou com medo de morrer, eu já vivi feliz por muitos anos.”

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Chuck – “Um dos momentos mais felizes da minha vida? No topo da lista está o momento em que conheci Sally, que seria minha esposa por 35 anos.”

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Ediccia - “Eu amo abrir meus olhos pela manhã e escutar todos aqueles passarinhos na minha janela, são tantos que ficam cantando. Este é o significado da vida para mim – e a sensação do sol na pele.”

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John – “Quando eu penso na morte é como se fosse o começo de uma nova forma de vida indolor.”

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Kim – “Eu não tenho medo de morrer – eu tenho medo do que eu tive que fazer para chegar lá”.

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Abel – “Eu sinto que a porta está se abrindo. Nós voltamos quando nós terminamos o trabalho que nos foi designado. É tão simples, porque seria uma grande trote se não fosse verdade.”

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Wanda – “Eu nunca sei, minuto a minuto, o que será da minha vida, mas eu não tenho medo disso. Eu estou em paz porque eu fiz tudo o que eu queria e tentei ser a melhor pessoa que consigo ser.”

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Odis – “A última vez que você fecha a tampa de um caixão, essa é a coisa que mais parte o coração. Você parte, você apenas parte. Eu tenho três filhos enterrados em Phoenix e quatro maridos estão mortos.”

enfrentando-morte8Nelly – “Eu não sei o quanto eu ainda tenho para viver – talvez hoje? Talvez amanhã seja o último dia? Eu não sei. Mas eu estou bem feliz, na verdade, e eu não tenho arrependimentos, apesar de ter passado por um inferno. Até onde eu sei, eu conquistei o que tinha que conquistar na vida.”

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Veja SP: Detalhes exclusivos do Templo de Salomão, nova sede da Igreja Universal

O bispo Edir Macedo investiu 685 milhões de reais e comprou quarenta imóveis no Brás para pôr de pé a igreja que terá capacidade para 10 000 pessoas e área construída quatro vezes maior que a do Santuário de Aparecida

João Batista Jr., na Veja SP

Em 1977, o pastor Edir Macedo começou sua carreira de pregador em cima de um coreto no subúrbio do Rio de Janeiro. Só algum tempo depois conseguiu dinheiro suficiente para alugar o primeiro imóvel da Universal do Reino de Deus, um ponto vago deixado por uma funerária, com capacidade para apenas 100 pessoas. Passadas quase quatro décadas desde esse início modesto, o autointitulado bispo, dono de uma fortuna pessoal estimada em 1,1 bilhão de dólares, segundo a revista americana Forbes, controla a maior igreja evangélica neopentecostal do país, com 6 500 endereços no Brasil (1 010 dos quais no Estado de São Paulo e 246 na capital), além de outros negócios, a exemplo da TV Record e de uma participação de 49% no Banco Renner. O grande símbolo desse crescimento vem sendo erguido desde 2010 em um trecho da Avenida Celso Garcia, no Brás. Trata-se do Templo de Salomão, concebido nos mínimos detalhes para ser um novo cartão-postal religioso.

Imagem aérea do suntuoso templo do bispo Edir Macedo (foto: Mario Rodrigues)

Imagem aérea do suntuoso templo do bispo Edir Macedo
(foto: Mario Rodrigues)

Estima-se que a obra tenha consumido 685 milhões de reais em investimentos. Ela possui 100 000 metros quadrados de área construída e é quatro vezes maior que o Santuário Nacional de Aparecida, que perderá nesse quesito o posto de maior espaço religioso do país para a nova sede da Universal. Os detalhes de acabamento do templo incluem cadeiras trazidas da Espanha para acomodar um público de 10 000 pessoas, mármore rosa italiano e oliveiras importadas de Israel, sem falar da tecnologia embutida. Entre outras engenhocas, o local terá uma esteira rolante destinada a carregar o dízimo dos fiéis do altar direto para uma sala-cofre, um telão de mais de 20 metros de comprimento e 10 000 lâmpadas de LED instaladas no teto do salão principal, que tem pé-direito de 18 metros. Quando estiverem funcionando, as luzes formarão desenhos variados, como estrelas. De tão potentes, elas conseguirão iluminar a Bíblia de cada um dos visitantes. As paredes são decoradas por imensas menorás, candelabros de sete braços comuns em sinagogas.

(foto: Mario Rodrigues)

(foto: Mario Rodrigues)

O projeto, que já contou com cerca de 1 800 operários no auge da construção, encontra-se em fase de acabamento. A área construída tem espaço ainda para mais de cinquenta apartamentos, que serão ocupados por pastores, incluindo o que foi preparado para ser a nova residência de Edir Macedo. O bispo fez no ano passado a promessa de só cortar a barba quando tudo estiver pronto, em 31 de julho, data em que ocorrerá a festa de inauguração com a presença da presidente Dilma Rousseff, do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Fernando Haddad, entre outras autoridades. Até lá, a política é manter o maior segredo possível. Nos últimos meses, funcionários da Universal circulavam pelo local usando capacete com o logo da igreja, a fim de fiscalizar qualquer tentativa de vazamento de informações. Os mais de cinquenta fornecedores de materiais e serviços da construção assinaram um contrato de confidencialidade. Nele consta que o acordo seria rompido em caso de divulgação de detalhes do interior do projeto. “Conheço gente que postou foto numa rede social e foi demitida”, conta um dos empresários envolvidos no trabalho. Apesar de todos os cuidados, alguns registros acabaram circulando, como os reproduzidos nesta reportagem.

(foto: Reprodução)

(foto: Reprodução)

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As histórias bíblicas de Adi Nes

Publicado no Obvious

O Estudo de Adi Nes sobre Histórias Biblicas, busca no Antigo Testamento a essência ética que se tornou referência na nação israelense. Formando um painel de quatorze fotografias, o artista traz com autenticidade a identidade histórica, cultural e a tradição de uma comunidade que hoje ainda luta com problemas como êxodos e expulsões, pobreza e miséria. O artista motivou-se a concluir o trabalho em virtude de experiências de vida em sua cidade residência, Tel-Aviv, que ao contrário do imaginário coletivo retrata uma Israel totalmente adversa. Que possui assim como toda e qualquer cidade da contemporaneidade seus problemas urbanos e sociais, apesar de ser um lugar extremamente atrativo como também todo centro urbano.

As fotografias da série Histórias Biblicas foram produzidas por Nes como filmes. Cada uma delas teve uma pesquisa especifica para se escolher locação, figurino. Houve design de produção, etc. Após tudo isso a montagem de cada cena foi feita com atores ou personagens importantes da própria vida do artista, como por exemplo na montagem de “Job” onde Nes gostaria de ter fotografado o próprio pai, pela trajetória de vida dele e também por conseguir-se extrair através de sua face sensações únicas. Mas como seu pai já havia morrido, Nes escolheu o tio, que possuía semelhanças físicas e de trajetórias de vida. Em outros casos a escolha dos atores é tão bem feita e a montagem dos cenários tão adequada que emociona em um piscar de olhos.

Outro artifício usado por Adi Nes neste e também em outros trabalhos anteriores, é a referência de precedentes da história da arte, tornando seu trabalho ainda mais forte e consistente.

Abel

Abel

Elias

Elias

Rute e Noemi

Rute e Noemi

Rute e Noemi

Rute e Noemi

Jó

Hagar

Hagar

José

José

Jacó e Esaú

Jacó e Esaú

Caim e Abel

Caim e Abel

Jó e seus amigos

Jó e seus amigos

Davi e Jônatas

Davi e Jônatas

Abraão e Isaque

Abraão e Isaque

O Trabalho de Adi Nes, sempre foi impregnado por sua trajetória de vida. Ser um total “Outsider” em todo lugar onde esteve faz com que suas fotos sejam o que são. Olhar para uma obra de Adi Nes é mergulhar em um mundo a parte. Adi Nes, nasceu no Iran, em uma Família tradicional Sefaradi que migrou para Israel onde a cultura mostrava-se distinta do que estavam acostumados, somando-se a todas estas a identidade Gay de Adi Nes está muito presente também em sua vida e obra. Todos estes registros estão impregnados na sua arte. Nacionalidade, homossexualidade, cultura, tradição, etc. Conhecer a arte de Adi Nes é conhecer um mundo único de identidade própria, é conhecer alguém que se importa com os problemas reais do mundo, do seu lócus, do seu povo e do outro.