Selfie, por sua conta e risco

Publicado no B9

Selfie virou palavra do ano em 2013, segundo o dicionário Oxford. Mas, pior do que ser a palavra do ano, foi a maneira como uma antiga prática de tirar foto de si mesmo se propagou pelas redes sociais, adquirindo um novo significado. Virou mote de propagandamotivo de discórdia no funeral de Nelson Mandela e até uma maneira de se ajudar a levantar uma grana para a caridade. E, agora, virou também uma animação muito legal, criada pelo diretor Andy Martin.

Ao longo de 60 segundos, Martin revela os riscos que uma pessoa obcecada por sua própria imagem pode correr. Tudo de uma maneira muito bem humorada, e que até pode gerar um pouco de reflexão (e não reflexo) naqueles que frequentemente fazem selfies.

A animação foi produzida para o Character Selfies, um projeto doPictoplasma Berlin Festival.

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Ben Heine: lápis vs. fotografia

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Publicado no Obvious

Com o software disponível hoje, todos nós podemos dar uns retoques à realidade. Ajeitar uma coisa aqui, outra ali: basta usar programas como o Photoshop. Depois, existem aqueles que dominam a arte digital e conseguem criar imagens completamente novas a partir de uma fotografia. Contudo, Ben Heine encontrou um caminho totalmente diferente daquele a que estamos habituados para alterar a realidade da fotografia: de forma inovadora, ele altera as imagens com simples desenhos feitos a lápis em folhas brancas.

De forma quase artesanal, Heine muda e complementa as suas fotografias com a grafite dos lápis, criando uma nova realidade, imaginada por si. O trabalho Pencil vs Camera é, por isso, o resultado da junção das suas duas paixões: a fotografia e o desenho. Com 27 anos, estudou jornalismo, e aí descobriu a importância da escrita e do lápis, mas também o impacto de uma fotografia. Depois de dez anos a tirar fotografias e a desenhar, Pencil Vs Camera pareceu-lhe o próximo passo na sua carreira artística.

A ideia de juntar as duas técnicas surgiu-lhe no início de 2010, enquanto via televisão ao mesmo tempo que escrevia uma carta. Ao reler o texto, antes de pôr a carta no envelope, reparou na transparência do papel, que lhe permitia ver as imagens que passavam atrás, na televisão. Apercebeu-se rapidamente que poderia fazer algo similar, juntando duas acções diferentes e aí começou a trabalhar na sua ideia. O primeiro trabalho desta série surgiu no mesmo dia. Juntou duas cadeiras e uma pequena mesa no jardim para o cenário e começou a desenhar no papel a imagem que via à sua frente. Depois, foi só tirar uma fotografia com o enquadramento correto.

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Nas tentativas seguintes, Ben Heine começou a introduzir diferentes elementos, estranhos à realidade, de forma a criar duas dimensões diferentes em harmonia na mesma imagem. O truque está em dar uma certa continuidade à fotografia no desenho, de forma a que o impacto visual seja maior, e a partir daí introduzir novos elementos. O espectador esquece-se do que está do detrás do papel e vê a imagem como um todo. Desenho e fotografia tornam-se duas formas diferentes de expressão que se unem para o mesmo fim: partilhar uma ideia, uma emoção ou uma mensagem.

Para chegar a estes resultados, Heine alterna a técnica tradicional e a digital. Na primeira, todo o processo é feito sem a ajuda do computador. Ele desenha primeiro num papel, segura-o e enquadra-o e, finalmente, tira uma fotografia com a mão livre. A forma digital consiste em usar software de tratamento de imagem, ou para enquadrar a imagem, ou para desenhar tudo no computador. Claro está que esta últma opção requer muita habilidade por parte do desenhador para criar o contraste entre lápis e fotografia.

O objectivo deste artista visual nascido na Costa do Marfim é chegar às 100 imagens para esta série. Considerando-se autodidacta, deixou o jornalismo e trabalha há oito anos nas artes gráficas em Bruxelas, tendo já colaborado com revistas como o Daily Mail, Daily Mirror e a Rolling Stone.

Mais trabalhos no site de Ben Heine. Visite também o blog e o flickr.

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Russos escalam ilegalmente a construção mais alta da China e tiram fotos surpreendentes

chi1Stephanie D’Ornelas, no HypeScience

Os montanhistas e fotógrafos russos Vadim Makhorov e Vitaliy Raskalov não têm superpoderes, mas poderiam ser melhores amigos do Homem-Aranha. Eles ficaram famosos depois de escalar edifícios que estão entre os mais altos do mundo e a Grande Pirâmide do Gizé, no Egito, ilegalmente. Tudo para conseguir os melhores ângulos e tirar fotos incríveis.

A nova façanha dos russos foi escalar o prédio mais alto da China, o Shanghai Tower, que está em construção. O Shanghai Tower tem 632 metros de altura e será o segundo maior edifício do mundo, atrás do arranha-céu Burj Khalifa, em Dubai. Respire fundo e confira o vídeo da aventura:

Os fotógrafos russos arriscaram suas vidas, escalando a construção sem nenhum equipamento de segurança ou planejamento. Muito menos tinham autorização para fazer tudo isso. Eles passaram duas horas escalando o prédio, mas foram forçados a esperar 18 horas no topo antes da descida, pois a visibilidade estava muito baixa.

Eles compartilharam essa experiência angustiante com as fotos surreais que você confere abaixo: [PictureCorrect]

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