Veja fotos do fenômeno da ‘Superlua’ pelo Brasil e pelo mundo

Publicado no G1

'Superlua' na Tower Brigde, em Londres (foto: Paul Hackett/ Reuters)
‘Superlua’ na Tower Brigde, em Londres (foto: Paul Hackett/ Reuters)
 Lua clicada em Uberlândia (MG) por leitora do G1 (foto: Maria Luiza Ribeiro Pereira Araujo)
Lua clicada em Uberlândia (MG) por leitora do G1 (foto: Maria Luiza Ribeiro Pereira Araujo)
 'Superlua' atrás da catedral de Mdina, em Malta, neste domingo (10) (foto: Darrin Zammit Lupi/ Reuters)
‘Superlua’ atrás da catedral de Mdina, em Malta, neste domingo (10) (foto: Darrin Zammit Lupi/ Reuters)
 'Superlua' é vista na Catedral de Santo Isaac, em St. Petersburg, na Rússia (foto: Alexander Demianchuk/ Reuters)
‘Superlua’ é vista na Catedral de Santo Isaac, em St. Petersburg, na Rússia (foto: Alexander Demianchuk/ Reuters)
 'Superlua' clicada por leitor em Resende (RJ) (foto: Eduardo Tavares da Costa)

‘Superlua’ clicada por leitor em Resende (RJ) (foto: Eduardo Tavares da Costa)

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Ex-homofóbico, lenda do boxe britânico anuncia mudança de sexo

Frank Maloney Foto: Reprodução / Twitter / @Sport10internet (via Extra)
Frank Maloney Foto: Reprodução / Twitter / @Sport10internet (via Extra)

Publicado no UOL

Famoso pelo seu passado como técnico e empresário de boxe, Frank Maloney surpreendeu os ingleses neste domingo ao anunciar, em uma entrevista a um tabloide local, que vai mudar de sexo. O agente, que no passado chamou a atenção pela postura homófobica, se prepara para fazer a cirurgia e vive como uma mulher.

“Eu nasci no corpo errado e sempre soube que era mulher. Eu não consigo seguir vivendo nas sombras, e é por isso que eu estou fazendo isso. Viver assim por mais tempo ia me matar”, disse Maloney ao jornal Mirror.

Frank é tratado pela mídia britânica como um dos reis do boxe entre os anos 1980 e 1990. Foi ele quem guiou Lennox Lewis, por exemplo, ao título mundial dos pesos pesados, o primeiro do Reino Unido em quase um século. Com o poder de decidir os futuros da modalidade, virou uma lenda.

“O que estava errado no nascimento agora está sendo corrigido pela medicina. Eu tenho um cérebro feminino. Eu sabia que eu era diferente no minuto em que eu me comparei com as outras crianças. Eu tinha inveja das meninas”, disse Frank, que agora quer ser chamado de Kellie.

Kellie Maloney Foto: Reprodução / Twitter / @stegannon (via Extra)
Kellie Maloney Foto: Reprodução / Twitter / @stegannon (via Extra)

“Eu nunca fui capaz de contar a ninguém do boxe. Você consegue me imaginar indo para um ringue vestido como uma mulher e fazendo o meu trabalho? Eu consigo imaginar o que gritariam para mim, mas se eu trabalhasse no mundo da arte ninguém ligaria para essa mudança”, disse ela.

Kellie encerrou a carreira como Frank no ano passado e desde então viveu reclusa. Maloney tem três filhos de dois casamentos e uma movimentada vida pública. No meio da década passada, ela chegou a tentar ser prefeita de Londres, quando foi acusada de homofobia.

Como Frank, ela recusou-se a visitar o bairro de Camdem, no norte da capital inglesa, alegando que lá teriam “muitos gays”. “Eu não gosto de ver policiais de mãos dadas em público. Não é um jeito familiar de levar a vida e nós deveríamos apoiar mais a família”, disse Maloney à época. Candidata pelo Partido Independente, ela terminou na quarta posição do pleito que elegeu Ken Livingstone, do Partido Trabalhista.

Capa do jornal com a história de Maloney foi compartilhada em redes sociais Foto: Reprodução / Twitter (via Extra)
Capa do jornal com a história de Maloney foi compartilhada em redes sociais Foto: Reprodução / Twitter (via Extra)

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As 10 fotografias mais famosas da história

Publicado no Catraca Livre

Separamos em nosso Tumblr, uma lista com as 10 fotografias mais famosas da história.

Mãe migrante (1936) – (Dorothea Lange)

Mãe migrante (1936) - (Dorothea Lange) - Imgur

Autoimolação (1963) – (Malcolm Browne)

Autoimolação (1963) - (Malcolm Browne) - Imgur

Execution of a Viet Cong Guerrilla (1968) – (Eddie Adams)

Execution of a Viet Cong Guerrilla (1968) - (Eddie Adams) - Imgur

Phan Thi Kim Phúc (1972) – (Nick Ut)

Phan Thi Kim Phúc (1972) - (Nick Ut) - Imgur

Massacre da Praça da Paz Celestial (1989) – (Jeff Widener )

Massacre da Praça da Paz Celestial (1989) - (Jeff Widener ) - Imgur

Che Guevara Guerrilheiro Heroico (1960) – (Alberto Korda)

Che Guevara Guerrilheiro Heroico (1960) - (Alberto Korda) - Imgur

O beijo da Times Square (1945) – (Alfred Eisenstaedt)

O beijo da Times Square (1945) - (Alfred Eisenstaedt) - Imgur

Menina afegã (1984) – (Steve McCurry)

Menina afegã (1984) - (Steve McCurry) - Imgur

Einstein mostrando a língua (1951) – (Arthur Sasse)

Einstein mostrando a língua (1951) - (Arthur Sasse) - Imgur

Os Beatles na Abbey Road (1969) – ( Iain Macmillan)

Os Beatles na Abbey Road (1969) - ( Iain Macmillan) - Imgur

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Preciso do voto do povo e da graça de Deus’, diz Dilma em igreja de SP

Presidente participou de encontro de mulheres da Assembleia de Deus.
‘Não se esqueçam de orar por mim’, disse a cerca de 5 mil pessoas.

A presidente Dilma Rousseff em congresso da igreja Assembleia de Deus, em São Paulo (foto: Glauco Araújo/G1)
A presidente Dilma Rousseff em congresso da igreja Assembleia de Deus, em São Paulo (foto: Glauco Araújo/G1)

Glauco Araújo, no G1

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, disse nesta sexta-feira (8), durante discurso no Congresso Nacional de Mulheres das Assembleia de Deus Ministério de Madureira, em São Paulo, que precisa “do voto do povo e da graça de Deus”.

Dilma discursou dentro da igreja para uma plateia formada na maioria por mulheres evangélicas. Segundo a organização do evento, cerca de 5 mil pessoas estavam no local.

 “Acredito naqueles que creem, acredito no poder da oração. Espero que ao voltarem para suas casas, não se esqueçam de orar por mim. Preciso do voto do povo e da graça de Deus”, disse a presidente.

Em sua fala, a presidente ressaltou programas sociais de sua gestão e disse que o governo tem em comum com os evangélicos “a dedicação àqueles que mais precisam”.

“Com o Brasil sem Miséria, 22 milhões de pessoas cadastradas como miseráveis saíram da extrema pobreza. O governo corre atrás dessas pessoas. Apoiamos a busca ativa. Vocês, evangélicos, fazem isso também e encontram essas pessoas durante a evangelização que fazem”, afirmou.

A presidente também disse que, com parcerias entre governo e entidades civis, entre elas as igrejas, os benefícios podem chegar de forma mais rápida à população pobre. Para ela, é preciso ter “humildade” para reconhecer o “trabalho de evangelização”.

“No semi-árido do país, nunca se construiu cisterna. Graças às parcerias com entidades diversas, nós chegamos a um milhão de cisternas instaladas. Há que ter a humildade política de reconhecer o trabalho de vocês, onde exercem a evangelização. Se nos unirmos, chegamos mais rápido”, disse.

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Os profetas do gangsta gospel

Pastor Ton em sua igreja: “Eu danço em cima do sangue de Jesus” (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
Pastor Ton em sua igreja: “Eu danço em cima do sangue de Jesus” (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

Anna Virginia Balloussier, no Religiosamente

Em comum, eles cantam sobre a “vida loka” da periferia, com roupas “de mano”, em meio a carrões “da hora”. E fazem isso em nome de Deus.

Pastor Ton, Marcio Moreira e Paulo “Profeta” Deivid são expoentes do gangsta gospel.

Esse estilo musical une pregação evangélica a um gênero particular do rap, com batida agressiva e letras sem rodeios sobre drogas (“bagulho mesmo”), criminalidade (“a chapa esquenta”) e violência policial (“os gambé embaça”).

O gangsta –derivativo de gângster– conta a vida como ela é. E ela nem sempre era bonita de onde vieram pioneiros americanos do gangsta, como Snoop Doggy Dogg e Tupac Shakur (morto há 18 anos, com quatro tiros em Las Vegas).

“Sempre sonhei em fazer clipe que nem os gringo”, diz Pastor Ton, 36, autor de músicas como “Serial Killa” e “121” (número do homicídio no Código Penal).

Ele curte carrões “lowrider”, aqueles que andam quase arrastando no chão e quicam feito bola de basquete, bem comuns entre gangues de mexicanos nos Estados Unidos.

“Assim como os carros deles pulam na presença da [Nossa Senhora de] Guadalupe, quero que aqui pulem aos pés do meu Deus”, diz.

No vídeo de “É Us Crent’s”, que ele mesmo dirigiu, canta com cara de mau ao lado de um Chevrolet Impala 1962, cor azul.

Na vida real, Ton tem um Gol 1999 e duas lojinhas de salgado. O dízimo que recebe, segundo Ton, mal paga o aluguel de R$ 600 do galpão em Guaianases, zona leste de São Paulo.

É lá que funciona a Comunidade Profética Descendentes de Davi, que lidera ao lado da mulher, a ex-prostituta e hoje pastora Angela de Jesus. Com 35 cadeiras de plástico branco e um orelhão grafitado com o nome “JESUS” do lado de fora, a igreja funciona ao lado de uma boca de fumo.

Quando canta coisas como “no meio da Babilônia o demônio impera com um fuzil em punho” ou “a fumaça encobre o rosto de Lúcifer”, Pastor Ton tem um objetivo claro: “Converter a cultura gangsta aos pés do Senhor”.

“O gansgta diz o que tá rolando, mas não mostra saída. O gangsta gospel fala, ‘ó, tá rolando isso’, mas tem uma saída. Deus.”

Nos anos 1990, a chamada “linguagem das ruas” ganhou força nos Estados Unidos e uma “versão brasileira, Herbert Richers”, encabeçado pelos Racionais MC’s.

Quando Pastor Ton começou, na banda Criminal Base, não era pastor nem Ton: atendia por Everton Santos, um rapper que se amarrava no som de Mano Brown e andava pra lá e pra cá com um revólver calibre 32, escondido na mala dos vinis (“enferrujado, se atirasse só dava tétano”).

“Até que Deus pediu para que eu trocasse minhas roupas”, diz.

MUDANÇA DE HÁBITO

Certa madrugada, após curtir todas num bailão, esperava um ônibus que nunca chegava. Para passar o tempo, refugiou-se numa Assembleia de Deus. Gostou do que viu e decidiu ficar.

“De repente, eu tava de cabelo curto, sem brinco, sem roupas largas, todo de social.”

Everton saiu “do mundão”. O mundão, contudo, não saiu dele. Se passava um carro tocando Racionais, “a lágrima escorria” de tanta saudade. Aos poucos, foi percebendo que sua “maneira de pregar o Evangelho era gangsta”. E que ele podia usar isso a seu favor.

Os jovens em particular o escutavam: taí um pastor que falava a língua deles. “Entro em lugares que a música dos caras de terno e gravata não vai entrar.”

Hoje Pastor Ton afinou o discurso e folgou as roupas. Usa uma blusa bege três vezes maior do que seu número, como tantos manos da periferia, “porque na cadeia não tem essa de tamanho de roupa”.

Nos pés: All-Star preto. Na cabeça: o boné dos Los Angeles Kings, um time de hóquei. Completam o visual óculos escuros (faz sol), relógio dourado (comprou no Brás) e luva de ciclista (acha estilo).

Quando o veem, alguns “crentes engravatados” até torcem o nariz. Mas, em geral, conta que evangélicos de todas as idades costumam entrar na onda.

Pastor Ton estica os braços até a altura do peito: “As mais tradicionais de coque dão um pulo deste tamanho”.

Paulo Deivid e Marcio Moreira, em Francisco Morato, na Grande SP (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
Paulo Deivid e Marcio Moreira, em Francisco Morato, na Grande SP (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

Marcio Moreira também acha que deu um salto na vida.

Na juventude, vendia drogas como crack e cocaína para a molecada. Uma tentativa de superar o irmão mais velho, Mauricio. “Quis crescer pior do que ele.”

Mauricio, traficante, morreu esfaqueado numa emboscada com 48 presos de uma facção rival, durante uma rebelião numa penitenciária de Sorocaba (SP). Era “Superman” do caçula. “Aquele ladrão que onde chegava era representado. Quando chegava, o pessoal já fazia churrasco para ele”, diz.

Depois da tragédia familiar, Marcio entrou de cabeça na “vida bandida”. Num dia de tempestade, quis entrar de cabeça no asfalto. Viu um carro passando e, de saco cheio de tudo, decidiu se jogar na frente dele. “Aí escutei Deus falar comigo. ‘Não se joga, Marcio, vai para a igreja’.”

Ele foi. No mesmo dia, perdeu na chuva o dinheiro do aluguel. Depois, uma moça ligou dizendo que achou a carteira.

Marcio viu um sinal. “Deus já tá começando, por mais que eu seja um pecador…”

Hoje, ele é pastor e faz gangsta gospel com a mulher e o filho, no grupo Terceiro Dia. “Jesus foi crucificado, ressuscitou no terceiro dia. Morre o velho homem, nasce a nova criatura.”

No clipe de “Amor em Extinção”, o trio discorre sobre como o amor está acabando no “mundão”. Cenas da família se intercalam à de palhaços assustadores –imagens tiradas de filmes de terror do “Cine Trash”, programa que o personagem Zé do Caixão apresentava na Band. “É o próprio demônio dando risada da humanidade”, Marcio explica a simbologia.

Outros símbolos ele carrega no corpo: tatuagens da época em que ainda não era convertido, como um escorpião, um dragão e um ícone da gangue que ele fazia parte, a Mais 1 Tranqueira (“a gente rivalizava com a Operação Maloca”).

Marcio carrega a cruz no pescoço: um crucifixo sobreposto à camisa social cinza, que combina com uma bermuda militar, meião branco quase até o joelho e All-Star preto.

Ele conversa com amigo Deivid, da Profetas da Z/O (de Zona Oeste, onde começou a carreira), sobre um festival cristão que ambos vão participar, o Louvorzão –também escalados, o Grupo de Pagode Resgate e a Pura Unção.

Estamos na casa/estúdio/futura igreja de Marcio, em Francisco Morato (Grande SP): um cômodo com teto de telha onde coexistem fogão, geladeira, mesa de som, cama de casal e armário amarronzado tipo Casas Bahia (na porta, adesivos de galinhas e dos dizeres “Glória a Deus”, em amarelo berrante).

Deivid passa sempre lá para discutirem o “movimento”.

“No passado eram os profetas da Bíblia. Hoje nós, servos de Deus, somos constituídos perante a Bíblia como profetas”, diz o rapper de Carapicuíba (Grande SP), de jeans e blusa branca extralargos e lenço lilás no pescoço.

Deivid alisa o cavanhaque e discursa: que estilo não é documento. “As pessoas mais tortas e mais erradas, que mais roubam no país, não andam dessa forma, andam muito bem vestidas”.

No Facebook, ele “dá like” na série de TV “Breaking Bad”, “Chaves” e “The Big Bang Theory”. Como literatura, curte uma única opção: a Bíblia. As escrituras, para ele, deixam claro: “Quem não vem pelo amor, vem pela dor”.

Foi um adolescente “loucão, que chapava de bebida”, acostumado a crescer numa vizinhança onde os tiros às vezes eram tantos que pareciam milho em panela de pressão.

Convertido, caiu a ficha. “Nosso foco é resgatar os mano da rua como a gente foi resgatado”. Uma batalha e tanto pela frente, ele crê. “Deivid contra Golias.”

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