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Starbucks pede desculpas por símbolos satânicos na espuma do café

Consumidora ficou assustada com pentagrama invertido e número 666 nos copos de cappuccino e postou fotos na página da rede de cafeteria no Facebook

Consumidora ficou indignada com desenhos na espuminha do café (foto: Reprodução/Facebook)

Consumidora ficou indignada com desenhos na espuminha do café (foto: Reprodução/Facebook)

Publicado no Estadão

A rede Starbucks pediu desculpas públicas a uma consumidora nos Estados Unidos depois que ela divulgou fotos de dois copos de cappuccino com símbolos satânicos desenhados na espuma.

A moda de cafés com espumas decoradas com desenho faz sucesso em muitas cafeterias e em fotos nas redes sociais. Mas, a consumidora Megan Pinion, da Louisiana, nos Estados Unidos, ficou chocada ao perceber que o garçom desenhou uma estrela de cinco pontas e o número 666 na outra.

O pentagrama de cabeça para baixo é usado frequentemente como um símbolo demoníaco, assim como o número 666, associado a Satanás no livro do Apocalipse.

A consumidora tirou fotos dos copos de cappuccino e publicou na página da Starbucks no Facebook.

A empresa respondeu imediatamente com um pedido de desculpas público. “Entramos em contato com a consumidora através de meios de comunicação social para pedir desculpas”, disse o porta-voz da Starbucks Tom Kuhn, responsável pelas redes sociais.

“Estamos levando a queixa a sério”, acrescentou o representante da empresa. A consumidora comentou em entrevista à rede CBS que não pretendeu julgar as crenças do funcionário que a atendeu e nem a qualidade dos seus desenhos. “Estou julgando apenas a sua falta de profissionalismo e de respeito pelos outros”, disse.

Em seu comunicado, a Starbucks diz que vai tomar providências para evitar que outros consumidores venham a ter a mesma experiência da consumidora da Louisiana.

dica do Gerson Caceres Martins

‘Corrijo erros de Deus’, diz cirurgião que já fez 320 mudanças de sexo

Monge budista e cantora pop estão entre pacientes de médico coreano.
Considerado ‘pai dos transgêneros’ da Coreia do Sul, ele desafia cultura local

A cantora, atriz e modelo sul-coreana Harisu, uma das pacientes do Dr. Kim Seok-Kwun (foto: Ahn Young-joon/AP)

A cantora, atriz e modelo sul-coreana Harisu, uma das pacientes do Dr. Kim Seok-Kwun (foto: Ahn Young-joon/AP)

Publicado no G1

Conhecido como o “pai dos transgêneros sul-coreanos”, o médico Kim Seok-Kwun desafia os costumes conservadores de seu país. Ele já fez mais de 320 cirurgias de mudança de sexo em sua carreira – acredita-se que seja o maior número de operações desse tipo feitas por um único médico na Coreia do Sul. Cerca de 210 dessas cirurgias foram para transformar corpos masculinos em femininos.

Kim é cirurgião plástico no Hospital Universitário Dong-A, na cidade de Busan, no sul do país. Ele se especializou em deformidades faciais e começou a fazer cirurgias de mudança de sexo em 1986, após ser procurado por vários pacientes homens usando roupas de mulher, que pediram que ele construísse vaginas para eles.

O cirurgião Kim Seok-Kwun com um paciente em seu consultório (foto: Ahn Young-joon/AP)

O cirurgião Kim Seok-Kwun com um paciente
em seu consultório (foto: Ahn Young-joon/AP)

Protestante, o médico diz que inicialmente se questionou se deveria realmente fazer esse tipo de procedimento. Seu pastor foi contra. Amigos e colegas de trabalho brincaram que ele iria para o inferno.

“Decidi desafiar a vontade de Deus”, diz Kim, de 61 anos, em uma entrevista logo antes de operar um monge budista que nasceu mulher, mas toma hormônios e vive como homem há muitos anos. “No início, eu pensei muito se deveria fazer essas operações porque pensava se estaria desafiando a vontade de Deus. Mas meus pacientes precisavam das cirurgias desesperadamente. Sem isso, eles se matariam”, diz. Ele acredita estar corrigindo o que ele chama de “erros de Deus”.

Agora, Kim afirma ser um profissional realizado por ajudar pessoas que se sentem aprisionadas no corpo errado. A cirurgia do monge, que não quis dar entrevista, durou 11 horas.

O médico Kim Seok-Kwun em uma cirurgia de mudança de sexo (foto: Ahn Young-joon/AP)

O médico Kim Seok-Kwun em uma cirurgia de mudança de sexo (foto: Ahn Young-joon/AP)

Cantora transexual
A maioria dos pacientes de Kim tem cerca de 20 anos. As cirurgias para transformar homens em mulheres custam de US$ 10 mil (cerca de R$ 22,7 mil) a US$ 14 mil (cerca de R$ 31,8 mil). O procedimento oposto, mais complexo, custa cerca de US$ 29 mil (R$ 65,8 mil).

Sua cliente mais conhecida é a mais famosa transexual do país, a cantora, modelo e atriz Harisu. Segundo ela, a dor que sentiu após a cirurgia que a transformou em mulher em 1995 era “como se um martelo estivesse batendo em seus genitais”. Mas dias depois, ao deixar o hospital, ela se sentiu renascida.

Kim é um pioneiro na lenta mudança na visão sobre sexualidade e gênero na Coreia do Sul, onde mesmo discussões básicas sobre sexo são um tabu para muita gente.

Mas a situação vem mudando. Filmes e seriados com personagens gays se tornaram famosos. Um ator que já foi banido do show business por ser homossexual voltou a trabalhar. Um conhecido diretor de cinema fez uma cerimônia simbólica para se unir ao seu parceiro – o casamento gay não é reconhecido na Coreia do Sul.

Antes de operar seus pacientes, Kim pede que eles tenham o testemunho de ao menos dois psiquiatras afirmando que há transtorno de identidade de gênero. Eles também são orientados a viver por ao menos um ano usando roupas do gênero oposto e a conseguir a aprovação dos pais.

Muitos pacientes veem a operação como uma questão de vida ou morte. Antes da cirurgia, Harisu assinou um termo afirmando ter conhecimento de que poderia morrer durante o procedimento – apesar de Kim dizer que isso nunca aconteceu com nenhum de seus pacientes. “Se eu continuasse vivendo como um homem, eu já estaria morto, de qualquer forma”, diz Harisu. “Eu já era mulher, exceto pelos meus genitais. Eu sou uma mulher, então eu queria viver como uma.”

Veja lista de evangélicos e católicos vítimas da ditadura militar no Brasil

nuncamaisMagali do Nascimento Cunha, no Mídia, Religião e Política

Esta lista é resultado de colaboração do coordenador do Grupo de Trabalho “As igrejas e a ditadura militar” da Comissão Nacional da Verdade Anivaldo Padilha com a Rede Ecumênica de Juventude (REJU) e foi editada por Magali do Nascimento Cunha. A REJU realiza entre os dias 31/03 e 04/04, período em que se completam 50 anos do Golpe Militar e o início dos anos de ditadura no Brasil, uma mobilização por Memória, Verdade e Justiça. As intervenções acontecem com a participação da REJU em atividades e atos orientados por esta temática; e com a mobilização nas redes sociais com a marca #DitaduraNuncaMais, visibilizando os nomes e trajetórias de militantes do movimento ecumênico que resistiram e foram vítimas do Regime Militar. Segundo a divulgação da REJU,

Ao contar as histórias de lutadoras e lutadores – que impulsionadas(os) por um radical amor à vida, às liberdades e aos sonhos de justiça e paz, colocaram-se na linha de frente contra a ditadura – reafirmamos a necessidade de uma real justiça de transição em nosso país, com a revisão da lei de anistia e a punição dos torturadores e culpados pelas profundas violações de direitos neste período histórico. Além disto, ao buscarmos uma efetiva justiça de transição, relembramos as juventudes que ainda hoje sofrem reflexos deste passado, com torturas e extermínios nas periferias; jovens negros, pobres, que trazem em seus passos e corpos as violências da polícia e do estado.

Apresentamos aqui a lista que não é definitiva porque as pesquisas da Comissão Nacional da Verdade, certamente e lamentavelmente, a atualizarão com outros nomes.

Assassinadas/os e desaparecidas/os

Alexandre Vanucchi

alexandre vanucchiCatólico, estudante da USP. Assassinado pelas forças da repressão em 17/03/1973, aos 22 anos. Enquanto o governo afirmava publicamente que ele teria sido vítima de atropelamento, testemunhas declararam que a morte ocorrera por tortura em interrogatórios praticada por dois dias no DOI-CODI, o que foi reconhecido finalmente em 2014, com novo atestado de óbito emitido pela justiça.

 

 

Antônio Henrique Pereira da Silva Neto

Auxiliar direto de Dom Hélder Câmara “que, à época os militares rotulavam de arcebispo vermelho”, o padre Antônio Henrique Pereira da Silva Neto foi sequestrado e torturado até a morte, no Recife, entre a noite e a madrugada de 26 e 27 de maio de 1969. O crime, nunca esclarecido até a prescrição do processo aberto para apurar os fatos, teve o objetivo político de tentar barrar, através da violência física, o arcebispo nas suas ações e pregações em defesa da liberdade.

Heleny Guariba

heleny_guaribaLeiga da Igreja Metodista Central. Presa em 1970 e novamente em 1971 e desaparecida. Assassinada pela ditadura, possivelmente na “Casa da Morte” de Petrópolis, centro clandestino de torturas. Seu corpo nunca foi devolvido à sua família.

 

 

Ivan Motta Dias

ivanLíder estudantil presbiteriano. Foi preso em 1971, aos 28 anos, e está desaparecido. Foi preso por ter participado do XXX Congresso da UNE em Ibiúna, SP, e depois foi acusado de ligação com organizações subversivas. Há indícios de que tenha sido assassinado na “Casa da Morte”, em Petrópolis (RJ).

 

 

João Bosco Burnier

joão boscoPadre católico, assassinado em 12/10/1976 pelas forças da repressão em Conceição do Araguaia, quando junto ao bispo D. Pedro Casaldaliga, defendia mulheres que estavam sendo torturadas.

 

 

 

 

Juarez Guimarães de Brito

Juarez Guimaraes De BritoLeigo presbiteriano. Líder estudantil, preso aos 32 anos no DOPS de Porto Alegre em 1970, desde então está desaparecido.

 

 

 

 

Paulo Stuart Wright

paulo erightLíder da juventude presbiteriana, foi eleito deputado Estadual em Santa Catarina, defensor das cooperativas de pescadores. Foi um dos fundadores da Ação Popular. Teve seu mandato cassado em 1964, exilou-se no México mas regressou clandestinamente ao Brasil. Foi preso aos 40 nos em 1973 e está desaparecido desde então. É possível que tenha sido assassinado na “Casa da Morte”, em Petrópolis.

 

 

Santo Dias da Silva

Santo Dias da SilvaLiderança da Pastoral Operária da Igreja Católica e representante dos leigos na CNBB. Numa das movimentações em torno da paralisação por campanha salarial em outubro de 1970, em São Paulo, em ação da polícia, o PM Herculano Leonel Morto atirou nas costas de Santo Dias e o matou, em 30 de outubro de 1970, no momento em que ele tentava dialogar com os policiais para libertar companheiros presos.

 

 

 

Tito de Alencar

titoFrei dominicano, preso em 1970, aos 24 anos, torturado nas dependências do DOI-CODI. Foi deportado para o Chile e depois fugiu para a Itália. Traumatizado pela tortura foi levado ao suicídio em 10/08/1974.

Presas/os, torturadas/os e exiladas/os

Ana Maria Ramos Estevão

ana mariaLeiga da Igreja Metodista Vila Nova Cachoeirinha. Presa e torturada em 1970 pelo DOI/CODI. Foi exilada na França. Retornou ao Brasil.

 

 

 

Anivaldo Padilha 

anivaldoLeigo da Igreja Metodista da Luz. Era líder de juventude na Igreja Metodista e no movimento ecumênico. Militante da Ação Popular. Preso em 28/02/1970 pelo DOI/CODI, onde foi barbaramente torturado por 20 dias. Foi denunciado pelo pastor José Sucasas Jr. e pelo bispo Isaías Fernandes Sucasas, ambos metodistas e já falecidos. Teve que se exilar no Chile, nos EUA e na Suíça por 13 anos. Passou a atuar no movimento ecumênico internacional. Voltou ao Brasil com a anistia em 1979.

Aristides Camiou e François Gouriou

aristides fançpoisPadres franceses da Igreja Católica. Lideres da Comissão Pastoral da Terra. Presos e torturados em agosto de 1981 na sede do GEAT (Grupo Executivo de Terras Araguaia/Tocantins) junto com outros 13 lavradores. Libertados em 1983. Deixaram o Brasil em 1991.

 

Carlos Alberto Libâneo de Christo (Frei Beto)

bettoFrei dominicano, preso pelas forças da repressão em 1964 e entre os anos de 1969-1973, quando foi torturado nas dependências do DOI-CODI. Colaborou com o Projeto Brasil: Nunca Mais, financiado pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Conta sua história e a dos dominicanos no livro “Batismo de Sangue” transformado em filme.

 

 

Celso Cardoso da Silva e Fernando Cardoso da Silva. Irmãos, eram membros da Igreja Metodista Central em São Paulo, presos por conta da denúncia dos irmãos Sucassas da Igreja Metodista, em 28/02/1970 pelo DOI/CODI onde sofreram tortura. Falecidos.

Claudius Ceccon

Claudius-278x278Arquiteto e cartunista que participava do CEI, foi preso em novembro de 1970 juntamente com toda a equipe de redação do jornal alternativo Pasquim, onde trabalhava como cartunista. O grupo ficou preso até fevereiro de 1971, momento em que Claudius Ceccon foi para o exílio em Genebra, passando a atuar no Conselho Mundial de Igrejas na área de educação popular junto com Paulo Freire.

 

Dorival Beulke

bulkePastor metodista preso em 1964 e 1965. Atuou em Recife, missionário na frente missionária metodista do Nordeste. Ficou preso por vários meses.

 

 

 

Eliana Bellini Rolemberg

elianarolemberg2Leiga luterana, militante da Ação Popular, presa em 28/02/1970 pelo DOI/CODI, em São Paulo, juntamente com Anivaldo Padilha, denunciada por membro da Igreja Metodista. Torturada por 20 dias, sendo transferida para o DEOPS, foi liberada no final de 1971. Teve que se exilar na França, onde foi em busca de sua filha e marido. Voltou ao Brasil com a anistia em 1979.

 

 

Françoies Jentel

jentelPadre católico, preso em 1972 por liderar uma revolta contra a invasão de terras por uma empresa que havia comprado parte do vilarejo que ficava no antigo Mato Grosso. Ficou preso por cerca de um ano até ser libertado, expulso do país de volta à França.

 

Fred Morris

Fred5Missionário da Igreja Metodista Unida dos EUA. Trabalhava no campo missionário em Recife. Foi preso pelo Exército em 1974, em Recife, e barbaramente torturado. Foi acusado de ligações com organizações clandestinas e expulso do Brasil.

 

 

Idinaura Tucunduva. Leiga da Igreja metodista da Lapa. Presa e torturada pelo DOI/CODI em 1970. Esteve exilada na França. Retornou ao Brasil.

Ives Lesbaupin

ivoFrei dominicano, preso aos 23 anos em 1969, quando foi torturado nas dependências do DOI-CODI, em São Paulo. Foi mantido em cárcere até 1973. Colaborou com a ALN (Ação Libertadora Nacional).

 

 

João Valença

Frei dominicano, preso em 1969 e torturado nas dependências do DOI-CODI em São Paulo. Colaborou com a ALN (Ação Libertadora Nacional).

Leonildo Silveira Campos

Leonildo SilveiraPastor da Igreja Presbiteriana Independente, foi preso nas dependências da Operação Bandeirante (OBAN), em São Paulo, em 1969.

 

 

 

 

Maurina Borges da Silveira

madremaurina1Madre católica, foi levada do Lar Santana, em Ribeirão Preto – orfanato no qual atuava como madre superiora – para o DOPS, na capital paulista em 1969. Foi torturada e estuprada acusada de subversão por envolvimento com a Força Armada de Libertação Nacional (FALN).

 

 

 

Renato Godinho Navarro. Leigo da Igreja Metodista Central de Belo Horizonte. Preso duas vezes. Uma em 1970 em MG e outra em 1971 em Salvador (BA).

Waldo César

wladoLeigo presbiteriano, sociólogo, secretário-executivo do Setor de Responsabilidade Social da Confederação Evangélica do Brasil. Foi um dos inspiradores do grupo ecumênico de resistência durante a ditadura – o Centro Ecumênico de Informação (CEI), 1965. Foi preso no final de fevereiro de 1967, quando sua casa foi invadida pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) e ele foi levado preso acusado de estar dirigindo um protesto da Associação de Estudantes Secundaristas. Waldo César esteve incomunicável por uma semana. Sofreu tortura psicológica. Seus livros e documentos foram apreendidos. Falecido.

Zwinglio Mota Dias

zwinglioPastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Irmão de Ivan Motta Dias. Um dos integrantes do Centro Ecumênico de Informação (CEI), resistência do movimento ecumênico, em especial de lideranças relacionadas à Confederação Evangélica do Brasil, que promovia reuniões para, entre outras ações, trocar informações sobre os companheiros que estavam sendo perseguidos. Foi preso no DOI-CODI do Rio de Janeiro em 1971.

 

Perseguidas/os

Antonio Ramozzi. Leigo da Igreja Metodista Central. Foi detido no dia 1 de março de 1971 ao sair do culto matutino da igreja denunciado pelo pastor metodista José Sucasas Jr como “amigo do Anivaldo”. Ficou detido por poucas horas.

Clara Amélia Evangelista e Domingos Alves de Lima. Membros da Igreja Metodista do Jabaquara e da Igreja do Ipiranga. Ambos conseguiram fugir quando o DOI/CODI invadiu a Igreja Central de São Paulo no dia 28/02/1970. Exilaram-se no Chile, e após o golpe contra Salvador Allende, exilaram-se no Panamá e posteriormente no Canadá. Retornaram ao Brasil com a anistia.

João Parahyba da Silva. Pastor metodista, Secretário Geral de Ação Social. Intimado a prestar depoimento no DOPS em função de denúncias feitas pelo pastor José Sucasas Jr. e pelo bispo Isaias Sucasas (Igreja Metodista). Falecido.

Lysâneas Maciel

lysaneasAdvogado, jornalista e político presbiteriano. Em abril de 1976 teve seu mandato de deputado cassado por se posicionar contra a Ditadura. Viveu exilado entre 1976-1978. Retornou ao Brasil com a anistia e retomou atividades políticas. Falecido.

 

 

Vito Miracapilo

vitoPadre católico italiano, banido do Brasil em setembro 1980. O decreto foi revogado em 1993. Somente em 2012 seu visto de permanência foi devolvido.

Turco Louco lança o Manifesto #AquiJaz

Alberto Hiar, o Turco Louco, e um casal de modelos posam com cruzes do Manifesto #AquiJaz no centro de SP (foto: Raquel Cunha/Folhapress)

Alberto Hiar, o Turco Louco, e um casal de modelos posam com cruzes do Manifesto #AquiJaz no centro de SP (foto: Raquel Cunha/Folhapress)

Publicado por Mônica Bergamo

“Vamos renascer das cinzas”, escreveu o cantor Otto na cruz de madeira do “kit de protesto” que ganhou de Alberto Hiar, o Turco Louco, na noite da segunda-feira passada, em um restaurante japonês da Liberdade, em SP.

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O músico era um dos 20 convidados do dono da Cavalera para o lançamento informal do Manifesto #AquiJaz, que vai estar também na passarela da SPFW amanhã, quando a marca apresenta a coleção Woodstock em Bali.

O músico Otto foi um dos artistas que aderiram ao manifesto #AquiJaz: "Vamos renascer das cinzas", escreveu em sua cruz

O músico Otto foi um dos artistas que aderiram ao manifesto #AquiJaz: “Vamos renascer das cinzas”, escreveu em sua cruz

Por aqui, o Turco Louco tenta com a iniciativa fazer o máximo de gente acreditar que é tempo de mudanças. “Estas cruzes são uma ferramenta para que as pessoas possam se manifestar e dar sinais das angústias e medos que estão atormentando a todos nós brasileiros”, explicou à repórter Eliane Trindade.

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Hiar, que teve quatro mandatos —dois de vereador e dois de deputado estadual—, saiu da política partidária há sete anos. “Desisti. Cansei do discurso solitário”, declarou aos parceiros reunidos à mesa, entre eles Paulo Borges, diretor da SPFW, e os cantores Jairzinho e Max de Castro.

O cantor Jairzinho durante o lançamento do manifesto #AquiJaz, na segunda (24)

O cantor Jairzinho durante o lançamento do manifesto #AquiJaz, na segunda (24)

Em vez de faixas e cartazes, os manifestantes do #AquiJaz vão se expressar em cruzes de madeira branca, distribuídas com uma caneta hidrocor. Cada um é convidado a escrever na sua o que deseja enterrar ou ver nascer.

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“Gosto do simbolismo de morte e renascimento”, diz Otto, que promete “carregar sua cruz” na próxima Virada Cultural. Max de Castro vai enterrar a sua na frente de um banco: “$$$$, Ganância, Revólver, Violência”.

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É essa a ideia. A inspiração de Hiar foram as cruzes que cruzam o seu caminho rumo à praia de São Sebastião, no litoral norte. “Sempre que passo por uma cruz na estrada fico pensando como a pessoa morreu. Foi a imprudência que tirou aquela vida e tantas outras?”

O músico Max de Castro também aderiu ao movimento

O músico Max de Castro também aderiu ao movimento

Numa de suas cruzes plantadas na praça da Sé na quarta-feira, ele pede o fim da impunidade. “O que mais me incomoda é o cara matar para roubar um celular e saber que nada acontece com ele. Tá todo mundo com medo.” Continue lendo