Plus size posta foto de lingerie e recebe comentários gordofóbicos

Para psicóloga, gordofobia é consequência da ‘ditadura da beleza’ atual.
Ciberbullying contra modelo causou indignação de amigos na web.

Modelo se envolveu em polêmica ao postar fotos de lingerie (foto: Arquivo Pessoal)
Modelo se envolveu em polêmica ao postar fotos de lingerie (foto: Arquivo Pessoal)

Natália Clementin, no G1

A plus size de São José do Rio Preto (SP) Evelise Nascimento, de 24 anos, encarou o trabalho como modelo de lingerie com naturalidade. Trabalhando na área há quase dois anos, já venceu concursos de beleza GG e faz diversos trabalhos de moda. O que não poderia prever é que, ao postar na internet as fotos de um desses ensaios, no início deste mês, seria alvo de ciberbullying e comentários gordofóbicos.

Segundo ela, tudo começou com um recado anônimo. Nele, a mulher dizia: “me diga, se você visse fotos de meninas de calcinha e sutiã acharia normal? Não acho legal meus filhos vendo fotos de meninas magrinhas, também não os quero vendo de cheinhas. A sociedade é assim, por mais que você tente mudá-la é quase uma luta perdida”. As fotos citadas eram de bastidores de um ensaio fotográfico para um catálogo de cunho comercial, sem nenhum apelo sexual. O comentário gerou revolta ao ser compartilhado por ela em seu perfil na internet, como forma de protesto.

Quando leu o comentário, Evelise não se importou, mas ao perceber o preconceito disfarçado, logo copiou o comentário e postou em sua página para “declarar guerra” ao preconceito. “Uma pessoa anônima dizendo que ver fotos de mulheres cheinhas de calcinha e sutiã não é normal? Ela nunca viu um catálogo de lingeries por acaso? Não são sensuais, apenas são fotos de roupas de baixo. Mas depois percebi que era o preconceito disfarçado de “cuidado com os filhos”. A frase que ela escreveu no final me fez pensar nessa tal sociedade preconceituosa que ela faz parte. Estou fora do “padrão Gisele de ser”, represento as mulheres que sofrem diariamente preconceito por se aceitarem ser gordinhas”, comenta a modelo.

Para Evelise, esta foi uma forma de manifestar a gordofobia, termo usado para indicar pessoas que tem preconceitos com pessoas acima do peso. “Fotografar com lingerie mesmo tendo um corpo avantajado é o que realmente muitos acham loucura, mas digo que fotografar só de calcinha e sutiã ė uma arte, exige muito do profissional, para buscar o melhor ângulo e também da modelo, para ter o equilíbrio entre o sensual e o vulgar. Nunca fui vulgar. Se alguém julgar assim, está sendo preconceituoso”, diz Evelise.

Outro comentário veio de um rapaz que disse: “desfiles de mulheres plus size nada mais é do que celulites ambulantes”. “Quando eu namorava, já ouvi dizerem “o que será que esse cara tá fazendo com essa gorda?”. Outra enviou um recado a um ex dizendo “tá namorando uma plus size, é?”, mas falando de maneira grosseira. Não entendo como pode existir tanta gente preconceituosa”, conta a modelo, que aproveitou o manifesto #lingerieday, na última quinta-feira (31), para reforçar a campanha de aceitação. “Temos que aceitar o corpo que temos e se preocupar mais com saúde do que com beleza. Se somos gordinhas, mas somos saudáveis, não tem porque recebermos tantas ofensas”, finaliza.

Gordofobia

Foto polêmica fazia parte de trabalho realizado para catálogo de lingeries (foto: Arquivo Pessoal)
Foto polêmica fazia parte de trabalho realizado para
catálogo de lingeries (foto: Arquivo Pessoal)

“Você tem um rosto tão lindo, nunca pensou em emagrecer?”, “Você não pensa futuramente, pode problemas devido seu tamanho?”. Para pessoas acima do peso, essas são frases típicas de gordofobia, mascarada como “preocupação com a saúde”. O incomodo das pessoas é causado pela aceitação do corpo das consideradas plus size. “Hoje essas críticas preconceituosas não me abalam. Recebo mensagens de carinho, de jovens que estão ou saíram de depressões por não aceitaram o corpo e que quando se deparam com alguma foto minha e percebem que podem ser bonitas apesar de gordinhas. Temos que vencer o preconceito externo e aceitarmos nossos corpos”, explica Evelise.

Para a psicóloga Etienne Janiake, a gordofobia é consequência da “ditadura da beleza” que vivemos atualmente. “Ela associa o belo a um ideal de magreza muitas vezes inatingível e não necessariamente saudável. Para atingir esse padrão imposto, muitas vezes os jovens se submetem a sacrifícios em prol do “corpo ideal” e o fato de ter pessoas que, por opção ou por imposições circunstanciais, não seguem esse padrão e estão acima do peso aceitável, incomoda”.

Para a especialista, a gordofobia se deve tanto a não aceitação do diferente, quanto à dificuldade de conceber que é possível optar por não seguir os padrões socialmente valorizados de corpo e de beleza. “É necessário que a pessoa compreenda que existe um padrão de beleza culturalmente construído, que se modifica conforme a época e local. Esse padrão, idealizado e distante da maioria das pessoas, desconsidera a diversidade natural da beleza humana, impondo certas características que não se adéquam a todas as pessoas. Viver se comparando e procurando atingir esse ideal de beleza imposto, muitas vezes acaba funcionando no sentido contrário, abafando a real beleza que vem do estar bem consigo mesmo, de ter uma boa auto-estima, e da valorização e livre expressão das diferenças individuais que faz de cada ser humano único, especial e belo”, orienta Etienne.

O cyberbullying é uma prática que envolve o uso de  tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar o outro. Para lidar com esse fenômeno de forma preventiva, especialista indicam orientar e informar as crianças e adolescentes sobre os cuidados na exposição à mídia ou a importância de ter critério naquilo que publicam na rede.

Se o cyberbullying ocorre, é necessário avaliar o caso para fazer os encaminhamentos necessários. De forma geral são necessárias ações judiciais, para identificar e interromper o compartilhamento das mensagens prejudiciais, e por outro lado é importante contar com um apoio psicológico para a vítima, para que ela consiga lidar melhor com as conseqüências desestruturantes que essa exposição negativa pode acarretar.

Para psicóloga, é muito comum os jovens vítimas de cyberbullying terem como conseqüência problemas psicológicos sérios como depressão, síndrome do pânico e até ideias e comportamentos suicidas. “É importante quem estiver à volta estar atento aos seguintes sinais que podem ser indicativos de cyberbullying: isolamento, queda no rendimento escolar ou excesso repentino de dedicação aos estudos no caso de crianças e jovens, não querer estar com amigos ou não querer sair de casa”, explica Etienne.

Ainda segundo a especialista, as agressões feitas pela internet podem ter um efeito ainda mais prejudicial do que aquelas feitas pessoalmente, devido à dimensão de exposição que ela pode alcançar. “Uma agressão verbal feita de forma presencial fica restrita ao conhecimento das pessoas presentes, já uma ofensa publicada no meio virtual rapidamente pode se espalhar para um grande número de pessoas, comprometendo a imagem da pessoa agredida”, diz.

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Casal australiano abandona bebê com Síndrome de Down na Tailândia

Australianos levaram um dos irmãos e deixaram Gammy, que tem down.
Mãe que foi barriga de aluguel não pode pagar custos de cirurgia.

Foto do pequeno Gammy no site de financiamento coletivo 'Gofundme' (foto: Reprodução/Gofundme)
Foto do pequeno Gammy no site de financiamento coletivo ‘Gofundme’ (foto: Reprodução/Gofundme)

Publicado no G1

Um casal australiano que contratou uma mãe de aluguel na Tailândia abandonou um dos bebês gêmeos porque ele tinha Síndrome de Down, noticiaram jornais australianos e ingleses nesta sexta-feira (1º). Gammy, que agora tem seis meses, tem também uma doença congênita no coração, e uma campanha está levantando fundos para ajudar sua jovem mãe a pagar pela cirurgia em Bangcoc.

Segundo o jornal “Sydney Morning Herald”, a mãe, Pattharamon Janbua, de 21 anos, recebeu US$ 11,7 mil para ser barriga de aluguel para um casal australiano que não podia ter filhos. “Eu perguntei para o agente se tinha que dormir com o homem. Eu era uma menina inocente e não conhecia nada sobre esse negócio”, disse ela.

Janbua disse que três meses após ter recebido o óvulo fecundado, ela descobriu que teria gêmeos. O agente ofereceu a ela US$ 1673 a mais pelo segundo bebê. No mês seguinte, após fazer exames de rotina, os médicos detectaram a Síndrome de Down. Os pais australianos foram avisados e disseram que não queriam ficar com o bebê, segundo uma fonte ligada à família.

“Eles me disseram para abortar, mas eu não queria pois tenho medo do pecado”, disse a jovem tailandesa, que é budista. Quando os bebês nasceram, o agente levou a menina e deixou o irmão com Down. A jovem nunca viu o casal. Ela disse que o agente não pagou US$ 2.341 do montante acordado.

“Eu gostaria de dizer para as tailandesas: não entrem no negócio de mãe de aluguel. Não pensem só no dinheiro. Se algo dá errado ninguém vai nos ajudar e o bebê será abandonado e aí nós teremos que assumir a responsabilidade”, disse Janbua ao jornal. De acordo com a reportagem, a lei tailandesa só permite a barriga de aluguel caso uma familiar o faça de livre e espontânea vontade.

Uma campanha no site de financiamento coletivo Gofundme visa arrecadar US$ 150 mil para a mãe – em dez dias, mais de 2 mil pessoas já doaram US$ 102 mil.

Casal australiano pediu para a mãe de aluguel fazer um aborto (foto: Reprodução/Gofundme)
Casal australiano pediu para a mãe de aluguel fazer um aborto (foto: Reprodução/Gofundme)

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Marido substitui mulher grávida em ensaio de fotos e faz sucesso na internet

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publicado no Pop!Pop! Pop!

Uma das etapas mais tradicionais da gravidez é… o álbum de fotos fofo cheio de imagens do barrigão, certo? Bem. É o que acontece quase sempre.

Depois de tentar convencer a mulher a contratar um fotógrafo para fazer os cliques (sem sucesso; ela é muito discreta e não quer se expor), um maridão criativo resolveu substitui-la em uma sessão de poses muito especial.

O usuário da rede social Reddit, que se identifica como DruishPrincess69, deu uma forçada na barriga e escondeu os seios em cena que fazem sucesso na web (clique aqui para ver a galeria completa). Vamos a alguns exemplos?

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É oficial: selfie em grupo é batizado de ‘usie’

Hoje mais populares nas redes sociais do que os selfies, retratos ‘de galera’ simbolizam as relações entre amigos

Usie mais famoso da história: Bradley Cooper, Ellen Degeneres, Angelina Jolie, Julia Roberts, Brad Pitt, Jennifer Lawrence, Kevin Spacey, Meryl Streep, entre outros. (foto:  Facebook/Ellen Degeneres)
Usie mais famoso da história: Bradley Cooper, Ellen Degeneres, Angelina Jolie, Julia Roberts, Brad Pitt, Jennifer Lawrence, Kevin Spacey, Meryl Streep, entre outros. (foto: Facebook/Ellen Degeneres)

Publicado em O Globo

“Selfie” foi eleito o termo do ano em 2013 pelo Dicionário Oxford, mas, agora, há um novo termo sendo usado nas redes sociais: “usie”. Junção de “us” (“nós”, em inglês) com “selfie”, a palavra simboliza a crescente tendência das pessoas se apertarem na frente da câmera fotográfica — geralmente, de um smartphone — junto com os amigos para fazer um clique.

O mais famoso exemplo de um “usie”, ou seja, um selfie em grupo, é o registro feito pelo ator Bradley Cooper na cerimônia do Oscar, com Ellen Degeneres, Angelina Jolie, Julia Roberts, Brad Pitt, Jennifer Lawrence, Kevin Spacey, entre outros.

A palavra começou a aparecer em artigos escritos em abril de 2013, de acordo com Ben Zimmer, produtor executivo do site Vocabulary.com e colunista do “The Wall Street Journal”. O que caracteriza um selfie ou um usie é sempre o braço esticado de quem faz o clique aparecendo na imagem, já que o fotógrafo sempre tenta afastar a câmera ao máximo para enquadrar si mesmo ou seus amigos no retrato.

Em março, o “The Times of India” disse que os selfies em grupo do Papa Francico com os visitantes no Vaticano no ano passado seriam os primeiros usies catalogados por uma celebridade. Outras publicações ainda foram mais longe e proclamaram o fim dos selfies como tendência e a ascensão dos usies como o tipo de fotografia mais popular nas redes.

Apesar de muita gente achar que autorretratos são expressões da vaidade, um professor de marketing na Golden Gate University, em São Francisco, disse que o usie é uma moda que tem maior valor social do que o selfie.

— Em comparação com os selfies de uma só pessoa, os useis tratam mais da relação entre as pessoas do que da relação entre você e o seu cabelo — disse Michal Ann Strahilevitz, que estuda comportamento do consumidor, ao jornal “Daily Mail”.

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Oito em cada 10 mulheres editam fotos antes de compartilhar

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Publicado no Terra

Oito em cada 10 mulheres editam as fotos que tiram durante as férias antes de postá-las nas redes sociais e mais da metade (58%) apagam as clicadas pelos maridos e namorados para garantir que apenas as boas irão “sobreviver”. A informação é de uma nova pesquisa feita pela empresa Forza Supplements e divulgada pelo Daily Mail.

De acordo com o estudo, o principal motivo pelo qual as mulheres editam suas fotos é se sentirem intimidadas por celebridades que exibem curvas impecáveis de biquíni, como Elle Macpherson e Gwyneth Paltrow.

A pesquisa também apurou os cinco tipos de imagens que mais incomodam as mulheres e a primeira da lista é aquela em que aparecem sentadas e com a barriga de fora. Aquela foto que mostra um look justo demais, que evidencia os quilos em excesso, aparece em segundo lugar, seguida por cliques que exibem o “queixo duplo”. As imagens em que aparecem bêbadas estão em quarto lugar e, na última colocação, a maioria das mulheres elegeu as fotos em que acabaram de sair da piscina ou mar e estão com os cabelos molhados e despenteados.

Ainda de acordo com o estudo, 76% das mulheres afirmaram que já se sentiram constrangidas depois que um amigo ou parente compartilhou uma foto da qual não gostaram, enquanto 57% pediram que as imagens pouco favoráveis fossem excluídas. A a razão para a remoção das fotos é a já tradicional “estou gorda”.

Entre os casais, são as mulheres que se encarregam de postar fotos nas redes sociais em 74% dos casos. O levantamento ainda mostrou que 95% das pessoas que compartilham imagens de férias o fazem por meio do Facebook, do Instagram, do Twitter ou simplesmente as enviam por e-mail pelo celular.

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