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Ator pornô que atuou com Rita Cadillac e se tornou pastor lança livro

Em ‘Luz, câmera, ação e tranformação’, Giuliano Ferreira – estrela de mais de 300 filmes – revela histórias como o envolvimento com uma atriz famosa.

Luciana Tecidio, no EGO

Giuliano Ferreira, ex-ator pornô que agora é pastor

Giuliano Ferreira, ex-ator pornô que agora é pastor

Quem vê o paulistano Giuliano Ferreira, de 35 anos, vestido com um terno, de bíblia embaixo do braço, palestrando sobre Deus, não faz ideia que há dez anos sua identidade era outra. O rapaz era conhecido como Júlio Vidal, ator pornô com cerca de 300 produções no currículo. Seu último trabalho foi há dez anos, atuando ao lado de Rita Cadillac no filme “A primeira vez”. E foi daquele set que ele seguiu para uma consulta médica que iria mudar sua vida  para sempre.

Giuliano conta que estava com forte dor de dente. E mesmo após ter sido medicado por um dentista teve uma séria inflamação, que se espalhou para outros órgãos do corpo e contaminou os rins e os pulmões. O paulistano foi internado e ficou cinco dias em coma.

No hospital, ele diz que teve uma experiência sobrenatural. “Tive um encontro com Deus. Ouvi uma voz falar para mim: ‘Chegou o momento de você fazer a minha vontade’. Assim que me recuperei e deixei o hospital, abandonei a carreira de ator pornô”, lembra Giuliano, que a partir dali tornou-se evangélico.

Toda esta trajetória de vida é contada no livro escrito por ele, “Luz, câmera, ação e transformação”. Na obra, Giuliano revela – sem citar nomes – o seu envolvimento com uma atriz famosa e as propostas que recebeu para subir na vida. “Muitos apresentadores famosos me ofereceram subir na vida de forma fácil, mas nunca aceitei”, garante ele.

Giuliano nasceu em uma família pobre e foi pai aos 18 anos. Depois de ser demitido do emprego de auxiliar de redação de um jornal paulistano, ele resolveu aceitar o convite para ser gogo boy. Para atuar em filmes pornôs foi um pulo. “Precisava de dinheiro para sustentar meu filho, que era criado por mim e pela minha mãe. Passei três anos me dividindo entre a Europa e o Brasil, atuando em filmes ponôs”.

Considerado estrela nesse segmento, Giuliano conta que seu salário girava em torno de R$ 12 mil e era direcionado para a mãe e para o sustento do filho, hoje com 18 anos: “Conseguimos comprar dois terrenos e construir duas casas”.

Quando acordou do coma e resolveu abandonar a indústria pornô, o ator viu sua situação financeira sofrer uma queda vertiginosa. Casado há 12 anos com a ex-secretária da escola de seu filho, Giuliano ganha a vida como representante de livros evangélicos e as suas palestras são gratuitas.

Focado na divulgação do livro, Giuliano  garante que não tem mais o que esconder. “Por causa do meu filho e do meu enteado, hoje com 17 anos, escondi minha história de ator pornô. Para que eles não sofressem bullying na escola. Mas agora é o momento de contar tudo. Com o livro, quero mostrar que a pessoa tem direito a ter a vida que quer e que também pode escolher um novo recomeço”.

Leia um trecho do livro:
“Passei um tempo dançando em uma boate em Moema, São Paulo. Era um grupo de Gogo Boys dançando ao som do DJ Mauro Borges. Um local também daqueles elitizados, onde havia muitos artistas frequentando. Em uma das noites de apresentação, acabei conhecendo uma jovem muito linda, ex-modelo. Na época, trabalhava em uma grande emissora de TV. Um verdadeiro furacão.

Vivemos momentos muito bons de paixão e loucura. Sempre que ia ao Rio de Janeiro, ficava um tempo com ela. Uma pessoa que tinha uma história de vida muito complicada, mas que, no fundo, cativava a gente com seu jeito meigo de ser.”

Capa do livro de Giuliano Ferreira (foto: Divulgação)

Capa do livro de Giuliano Ferreira (foto: Divulgação)

 

Obra do Itaquerão gerou aumento de abuso infantil em Itaquera, conclui CPI

foto: Rogério Gomes

foto: Rogério Gomes

Vinícius Segalla, no UOL

O bairro de Itaquera, na zona leste da capital paulista, onde está instalado o recém-construído estádio do Corinthians – palco da cerimônia de abertura da Copa do Mundo -  registrou aumento de casos de abusos sexuais contra crianças e adolescentes no período de construção da arena.

A conclusão é da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que foi instalada no ano passado na Câmara dos Vereadores de São Paulo. O relatório final do trabalho dos parlamentares traz depoimentos de meninas moradoras de uma favela do bairro que tratam abertamente dos abusos ocorridos.

Depoimentos de um grupo de meninas, prestados no início do mês de abril a um comitê de defesa dos direitos da criança atestam que o canteiro de obras do estádio fez intensificar a exploração na região.

“A gente colheu depoimentos de meninas que foram vitimizadas durante o período [de construção do estádio, iniciado em 2011]. É fato que existe e existiu a exploração sexual naquele momento e nas imediações do Itaquerão”, destaca a vereadora Patrícia Bezerra (PSDB), relatora da CPI que apurou a exploração infantil no município.

Em um dos depoimentos, a menina B., de 13 anos, conta que foi assediada e abusada sexualmente por um dos trabalhadores do canteiro de obras do Itaquerão e que engravidou.

“Um rapaz sempre dava em cima de mim na rua quando eu passava. Isso começou a me incomodar por ele ser bem mais velho. Meu pai sabia que ele dava em cima de mim e não fazia nada. Ele foi tentando se aproximar várias vezes. Até que um dia saí com ele e fui abusada. Engravidei. Depois de um tempo ele disse que me assumiria. Meu pai não se importou muito. Até parece que para ele isso foi bom, porque era uma boca a menos para alimentar. Pode ter sido bom para ele, não para mim”, disse a menina, moradora de uma comunidade próxima ao Itaquerão.

A Prefeitura de São Paulo reconhece a região do estádio como um dos pontos vulneráveis a esse tipo de crime e acionou uma rede de proteção, que inclui assistência social, conselhos tutelares e escolas, para que a prática de abuso sexual infantil não seja repetida durante a Copa do Mundo, que começa no próximo dia 12, exatamente no Itaquerão.

A medida integra a Agenda de Convergência, estratégia do governo federal, por meio da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, no enfrentamento à violação dos direitos da criança e do adolescente durante grandes eventos.

“Essa ação mobiliza os atores sociais das redes locais e foi implantada na capital paulista. Não só lá na região de Itaquera, mas em outros pontos de concentração onde as pessoas vão assistir aos jogos”, informou Fábio Silvestre, coordenador de políticas para crianças e adolescentes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos.

De acordo com Silvestre, a prefeitura reforçou também a campanha de divulgação do Disque Direitos Humanos – Disque 100, que recebe esse tipo de denúncia.

Avisos em aeroportos

A Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH) irá pregar nos principais portos, aeroportos e terminais rodoviários das 12 cidades-sede da Copa do Mundo do Brasil cartazes em inglês e espanhol convidando os turistas estrangeiros a denunciar casos de abuso ou exploração sexual infantil de que tenham conhecimento durante sua estada no país.

Além dos cartazes, serão distribuídos adesivos e folders aos turistas nos principais pontos de aglomeração de pessoas durante o Mundial de futebol, como entorno dos estádios, locais onde serão realizados eventos relacionados à Copa e centros hoteleiros.

A ação faz parte da campanha “Entre em Campo pelo Direito das Crianças”, executada pela SDH em parceria com conselhos municipais dos direitos da criança e do adolescente e entidades da sociedade civil. Quem banca o projeto é a Fundação Itaú Social.

De acordo com a secretária Nacional de Direitos Humanos, Angelica Goulart, além da divulgação e distribuição dos cartazes e adesivos, a ação inclui a criação, em cada cidade-sede da Copa, de espaços temporários de abrigo para crianças em situação de vulnerabilidade ou que tenham sofrido qualquer tipo de violência.

Às vésperas da Copa, Fortaleza fecha os olhos para prostituição ao lado do Castelão

Garotas de programa chegam à Avenida Juscelino Kubitschek praticamente ao mesmo tempo em que os operários pegam suas enxadas nas obras do entorno do Castelão

Os programas são feitos à luz do dia, com mulheres de todas as idades (foto: Marcella Ruchett/Tribuna do Ceará)

Os programas são feitos à luz do dia, com mulheres de todas as idades (foto: Marcella Ruchett/Tribuna do Ceará)

Roberta Tavares, na Tribuna do Ceará

Elas chegam ao local de trabalho praticamente ao mesmo tempo em que os operários pegam suas ferramentas nas obras do entorno do Castelão, palco da Copa do Mundo em Fortaleza. A diferença é que o material de trabalho dessas mulheres é o próprio corpo. Às 9h, em plena luz do dia, já estão encostadas em postes e muros, que servem de vitrine da prostituição na avenida pela qual milhares de estrangeiros passarão para assistir ao Mundial.

A menos de 1 quilômetro da Arena Castelão, na Avenida Juscelino Kubitschek (antiga Avenida Padaria Espiritual), no Bairro Passaré, diversas meninas com o corpo ainda em formação são abordadas, em toda a extensão da via, por homens em carros e em motocicletas. As roupas são curtas e apertadas. Dia após dia, a rotina é a mesma: ter de lidar com os diversos tipos de pessoas e se “entregar”, mesmo sem vontade. Faltando um mês para o megaevento esportivo, a cidade mostra que ainda não superou a fragilidade quanto à exploração sexual.

Há oito anos, a mulher de corpo farto, cabelos pretos, pele morena e unhas postiças amarelas sai de casa para se prostituir. Para apurar um bom dinheiro, a jovem de 28 anos trabalha quase 9 horas por dia, de segunda a sábado. É mais barato “comprar” uma mulher que assistir, da arquibancada mais em conta, a um jogo de Copa do Mundo no Castelão, ali próximo. A média é de apenas R$ 50, mas algumas vezes cobra mais, “dependendo do cliente”, explica Valéria.

Cerca de 65 mil estrangeiros devem visitar a capital cearense durante o evento, conforme dados do Ministério do Turismo. Mas, especificamente naquela avenida, o movimento será menor, de acordo com a ex-doméstica. A via será interditada, impedindo o acesso de carros e facilitando apenas a passagem de pedestres. “A Copa tá vindo pra cá e acabou com a gente. Eu creio que vá ficar bom só em agosto. A polícia vai fechar os dois lados da avenida. Se a gente não sair, eles ‘coisa’ (sic). Não vou debater com a polícia não. Tem policial ruim, né? Tem policial cruel”.

Segundo Valéria, na Copa das Confederações o movimento foi fraco, devido à presença da Cavalaria e do Batalhão de Choque. “Eles não aceitam prostituição durante o evento, por uma parte eles estão até certos, porque aqui realmente tem muita menina que rouba. Tem certas meninas que usam ‘Boa Noite, Cinderela’ quando tem gente de fora, mas eu não uso nada disso não, prefiro trabalhar honestamente. É por isso que a polícia vai tirar a gente daqui, tá entendendo? Quando tiver jogo no Castelão, não pode ficar aqui”, explica.

Fora do período do Mundial, a polícia, entretanto, passa com pouca frequência pelo local. E, quando passa, parece ignorar a presença das garotas. De acordo com a jovem, “eles respeitam e não dizem nada”. Nenhum responsável por órgão da prefeitura tenta reprimir o trabalho das meninas. “Só quem perturba são os evangélicos. Eles reclamam, e todo mundo sai de perto, porque ninguém tá nessa vida pra pedir ajuda a Jesus”, diz.

Valéria está há tanto tempo no local que aparece inclusive no Google Maps (serviço de pesquisa e visualização de mapas e imagens de satélites). Ela começou se prostituir por iniciativa própria, quando tinha 18 anos. Os pais foram morar em São Luís, e a garota resolveu continuar em Fortaleza e entrar na ‘difícil vida fácil’. “Eu queria conseguir as coisas e nada tinha quando era empregada doméstica. Eu pensei: ‘quer saber de uma coisa? Vou sair dessa vida’. Aí comecei a me prostituir e veio tudo muito fácil. Na vida de prostituição as coisas é fácil (sic)”.

Mas há disputa por território. Ela não passou por esse problema, porque é antiga no local. Agora, se chegar uma pessoa nova no ponto, “a gente bota pra correr mesmo”, enfatiza. “Mês passado, chegou uma menina de 11 anos, que não tinha nem peito, aquela menina não tinha nada, mas ela tava totalmente drogada. Aí eu peguei pelos cabelos, arrodeei a avenida com ela e mandei ir embora”, revela.

Mesmo conseguindo juntar, em média, R$ 300 por dia, Valéria não economiza o dinheiro apurado. “Dinheiro de prostituição não é abençoado”, como ela própria afirma. Dá para pagar o aluguel, as contas e comprar roupas, para manter a aparência que a sustenta. A esperança está em algum cliente que porventura apareça e queira lhe dar mais que o valor do programa. “Eu já me sinto cansada, sei que um dia vou ter que parar. Quem sabe apareça um homem bom e me tire dessa vida”. Os clientes, em sua maioria, são mais velhos. Empresários ou advogados. Dificilmente atende estrangeiros.

A alguns quarteirões dali, Rebeca se maquia à espera de um cliente. Quando o carro diminui a velocidade, ela exibe o corpo e se aproxima. A travesti prefere não se identificar por medo de ser descoberta. “Tenho um caso, e ele não sabe que estou aqui”. Só a mãe aceita a escolha.

Com vestido de estampa de oncinha colado, batom vermelho e salto altíssimo, a jovem, de 25 anos, se prostitui há 9 e consegue por dia R$ 200. A falta de dinheiro em casa levou a jovem a sair da escola e ficar na rua. Começou ainda menor de idade, após abandonar os estudos. Com a infância interrompida, perdeu a expectativa de futuro. Não se sente bem fazendo programas, só faz para sobreviver porque não tem outra profissão.

A Copa do Mundo afetará diretamente o trabalho de Rebeca, assim como o de Valéria, em razão da interdição da avenida. “Piora o movimento. Eu vou ficar em casa vendo o jogo. Só quem vai trabalhar serão as viciadas”.

Crianças e adolescentes são exploradas sexualmente Jovens fazem ponto a poucos metros da Arena Castelão (foto: Marcella Ruchet/Tribuna do Ceará)

Crianças e adolescentes são exploradas sexualmente
Jovens fazem ponto a poucos metros da Arena Castelão (foto: Marcella Ruchet/Tribuna do Ceará)

Medo de descobrirem

Casada e com quatro filhos, Tatiana, de 32 anos, tenta manter segredo quanto ao trabalho, iniciado há quatro meses como tentativa de apurar dinheiro extra. Ganha menos de um salário-mínimo na profissão de costureira. A situação é cruel, mas é a única solução encontrada por ela para sustentar a casa. A escolha da avenida para fazer programas deu-se pelo fato de ser conhecida por quem deseja usufruir do trabalho das garotas. “Se você perguntar onde faz programa, todo mundo fala dessa avenida. Aqui é melhor do que a Beira-Mar”, lembra Tatiana, referindo-se a um dos cartões-postais da capital.

Durante a Copa, ela pretende ficar com a família, para aproveitar o tempo livre ‘perdido’ durante os meses de trabalho. “Ainda não conheço ninguém por nome. Eu até me sinto bem, por causa do dinheiro, mas, por outro lado, é ruim por causa dos meus filhos e do meu marido”, se entristece. “O meu medo é que a minha filha mais velha, que tem 16 anos, descubra e queira fazer a mesma coisa. Aí quem vai ser eu para julgar?”.

Mesmo tendo começado há pouco tempo, Tatiana já consegue mais de R$ 400 por dia, na rua. O começo, segundo disse, não foi difícil. Apenas chegou ao local, ficou no ponto e esperou os clientes. “Não tive nenhum problema, e tenho clientes fixos. Atendo médicos, advogados e promotores. Não tem um dia que eu não faça nenhum programa, sempre faço mais de três”, comemora.

A Copa não será cancelada, como elas desejam. Durante o evento, todas sumirão da avenida. Quando o Mundial for embora, entretanto, o cenário de prostituição e tristeza voltará a imperar, a poucos metros do palco que o mundo viu brilhar.

Durante a apuração, o Tribuna do Ceará flagrou menores de idade fazendo ponto na Avenida Juscelino Kubitschek. Desconfiada, uma delas se recusou a falar, afirmando que não trabalhava no local. A outra não foi entrevistada, porque entrou em um carro para fazer um programa no momento em que a reportagem se aproximava.

A falta de dinheiro em casa levou Rebeca a sair da escola Começou a fazer programa ainda adolescente, após abandonar os estudos (foto: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará)

A falta de dinheiro em casa levou Rebeca a sair da escola
Começou a fazer programa ainda adolescente, após abandonar os estudos (foto: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará)

O que fazer?

É fácil ver o problema no entorno do Castelão. Para Magnólia Said, do Comitê Popular da Copa em Fortaleza, a situação é super visível e faz parte de um pacote para servir ao turista. “Meninas disponíveis estão nesse pacote, de forma até escancarada, e o Poder Público fecha os olhos para isso”, afirma.

Segundo ela, as garotas saem do interior em busca do príncipe encantado que esperam encontrar durante a competição. Por trás disso, há sonho de melhores oportunidades. “Como vem muito turista, a Copa é um convite para as mulheres solteiras de 12 a 30 anos. É nesse momento que ela espera encontrar o príncipe”, destaca.

Magnólia revela que não há nenhuma campanha de fato contra a exploração sexual ou o tráfico de mulheres. Em uma ida ao Aeroporto Internacional Pinto Martins, na capital cearense, a integrante do Comitê teve dificuldade de encontrar algum folheto explicativo de combate às práticas. “Consegui encontrar um serviço de apoio ao imigrante, no fim do aeroporto, abri uma porta, tive um acesso a um corredor, e só depois de perguntar, consegui um material em português, que estava estocado. Ou seja, não tinha material em inglês, em alemão ou espanhol. O foco era mostrar aos brasileiros como se comportar lá fora”.

A sugestão é que o Poder Público e a sociedade trabalhem juntos para combater a exploração. A ideia seria criar campanhas televisivas, que não fossem veiculadas apenas durante o Carnaval, mas sim em todo o ano; aumentar o número de conselhos tutelares, de seis para 25; e ampliar o atendimento da Delegacia da Criança e do Adolescente para os domingos e feriados. “Se o governo quisesse, daria tempo de minimizar o problema ainda antes da Copa”, enfatiza. “As casas de prostituição vão ferver agora. E a violência doméstica também”, completa.

De acordo com a presidente da Fundação Municipal da Criança, Tânia Gurgel, haverá uma central de atendimento específica para denúncias durante os 30 dias de competição. Serão 120 educadores nas ruas para conversar com turistas e moradores, como parte do plano de ação de combate à exploração sexual. “Existem parceiros fundamentais e que precisam compreender isso. Taxistas, vendedores do Centro e da Beira-Mar, esse pessoal todo precisa ser motivado a defender essa questão”, diz Tânia.

Prostituição infanto-juvenil

O Código Penal diz claramente: pagar para fazer sexo ou praticar ato libidinoso com menores de 18 anos é crime de favorecimento à prostituição de vulnerável. A pena, prevista no artigo 218-B, vai de quatro a dez anos de prisão.

Já era assim desde 1990, quando foi aprovado o Estatuto da Criança e do Adolescente. Mas divergências jurídicas sobre o texto levaram o Congresso a mexer no Código Penal em 2009, explicitando que a punição vale para cafetões, clientes e donos de motéis. Em Fortaleza, porém, cenas de prostituição infanto-juvenil continuam se repetindo.

Para denunciar casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, é preciso ligar para o Disque 100 – Central de Atendimento da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência.

Restaurante britânico aceita foto no Instagram como pagamento por comida

restaurante-fornece-jantar-gratis-para-que-publicar-fotos-dos-pratos-no-instagram-facebook-ou-twitterPublicado no UOL

O restaurante The Picture House, localizado no Reino Unido, passou a aceitar imagens no Instagram como forma de pagamento por seus pratos. O usuário que for ao local precisa tirar uma foto do que está comendo e publicar no Instagram com a hashtag #BirdsEyeInspirations para comer de graça.

Não há informações se o internauta precisa ter uma quantidade mínima de seguidores para que a promoção tenha valor. Além da comida grátis, três usuários foram escolhidos para fazer um workshop de culinária com Marie Marte (@marte_marie_forsberg), que é famosa por suas fotos de comida no Instagram.

Essas iniciativas são ações para divulgar os novos produtos da marca Birds Eye, que comercializa alimentos congelados. As novidades da empresa incluem peixes e frangos. Outros restaurantes já tiveram ações parecidas, como o Kellogg’s Special K em Estocolmo, Suécia, e o Comodo, em Nova York, EUA.

A fé move montanhas: as mais belas igrejas e monastérios esculpidos na rocha

Publicado no Brasil Post

Muito embora grande parte das igrejas mais impressionantes do mundo apresentem tetos elevados e torres altas, às vezes você precisa percorrer os subterrâneos para encontrar verdadeiras preciosidades arquitetônicas. Jesus chamou o apóstolo Pedro e disse, “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja”, mas estas igrejas são construídas (literalmente) dentro da rocha.

Mosteiros da caverna e igrejas subterrâneas existem desde o início da igreja, muitas vezes como uma forma de buscar socorro espiritual em um lugar remoto e solitário. Escavadas nas rochas, ou posicionadas dentro de cavernas, elas têm um aspecto bruto que muitas vezes contrasta com catedrais urbanas e seus vitrais.

Conheça aqui uma lista delas:

Uma visão geral da Igreja Ortodoxa Sérvia subterrânea em 5 de maio de 2009, na região de Coober Pedy, na Austrália. (Foto: Quinn Rooney / Getty Images)

Uma visão geral da Igreja Ortodoxa Sérvia subterrânea em 5 de maio de 2009, na região de Coober Pedy, na Austrália. (Foto: Quinn Rooney / Getty Images)

Vista panorâmica da pequena capela construída em caverna, na região oeste do Syros, Cyclades, na Grécia. (V. paravas / Getty)

Vista panorâmica da pequena capela construída em caverna, na região oeste do Syros, Cyclades, na Grécia. (V. paravas / Getty)

O eremitério de Santo Antônio e sua capela subterrânea, localizado na parte inferior das gargantas Galamus. O desfiladeiro é a fronteira entre o Aude e Pyrénées-Orientales, Languedoc-Roussillon, França, Europa (P. Eoche / Getty)

O eremitério de Santo Antônio e sua capela subterrânea, localizado na parte inferior das gargantas Galamus. O desfiladeiro é a fronteira entre o Aude e Pyrénées-Orientales, Languedoc-Roussillon, França, Europa (P. Eoche / Getty)

Igreja subterrânea de São Pedro, Hatay, Turquia

Igreja subterrânea de São Pedro, Hatay, Turquia

Capela do Rei Santíssimo, Mina de Sal Wieliczka, Cracóvia, Polônia

Capela do Rei Santíssimo, Mina de Sal Wieliczka, Cracóvia, Polônia

A Igreja na caverna de Goreme, Turquia

A Igreja na caverna de Goreme, Turquia

Igreja subterrânea de Santo Estevão, Budapeste, Hungria

Igreja subterrânea de Santo Estevão, Budapeste, Hungria