Casais que postam muitas fotos no Facebook são os mais inseguros

Quem usa a rede social para divulgar seus momentos com o amado tem o objetivo de mostrar para os outros que vive um momento feliz

foto: Nicholas KAMM / AFP
foto: Nicholas KAMM / AFP

Publicado no Zero Hora

Aquele casal que posta foto o tempo inteiro no Facebook realmente pode estar apaixonado, mas tem uma grande probabilidade de ser inseguro, aponta uma pesquisa realizada pela Albright College. De acordo com o estudo, quem usa a rede social para divulgar seus momentos com o amado tem o objetivo de mostrar para os outros que vive um momento feliz.

O psicólogo Gwendolyn Seidman pesquisou usuários do Facebook “em relacionamentos sérios” e descobriu que os satisfeitos com seu relacionamento são os mais propensos a utilizar a rede social para postar fotos e alguns detalhes de seu relacionamento, bem como comentários carinhosos na página do seu parceiro.

Segundo o professor, essas pessoas também sentiram a necessidade de se gabar de sua relação e também utilizam o Facebook para monitorar as atividades de seu namorado ou namorada.

— Estes resultados sugerem que os menos confiantes sentem a necessidade de mostrar seus relacionamentos aos outros e dizer que estão tão bem quanto seu relacionamento — disse Seidman.

No estudo, os participantes foram convidados a preencher um questionário sobre os seus comportamentos e hábitos no Facebook. Os pesquisadores também mediram os traços de personalidade — que incluem o quanto uma pessoa se expõe, se é extrovertida e carinhosa, e também aspectos neurológicos. De acordo com os pesquisadores, indivíduos mais neuróticos também são mais propensos a usar a rede social para monitorar seu parceiro e mostrar o seu relacionamento.

— Isso é o que esperávamos, porque os neuróticos são geralmente mais ciumentos em seus relacionamentos amorosos — explicou Seidman.

O cientista sugere que estas pessoas usam o Facebook como uma maneira de diminuir os seus medos de rejeição e ansiedade dentro do relacionamento.

O que os pesquisadores não esperavam é que os extrovertidos — os que têm mais amigos no Facebook e são usuários mais ativos — são menos propensos a monitorar seus parceiros ou fazer posts afetuosos. Os introvertidos são os que mais publicam conteúdo afetivo e espionam os parceiros.

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10 fotografias raras e reais de escravos brasileiros há 150 anos

Publicado no Somente Coisas Legais

Estas imagens, tiradas há mais de 150 anos, são registros únicos de uma das épocas mais cruéis da sociedade brasileira. Quando estudamos sobre a escravidão no Brasil, temos acesso a ilustrações, encenações e, é claro, descrições do período na literatura. Desta vez, poderemos observar imagens que mostram realmente pessoas da época que eram submetidas à escravidão.

Quando nos deparamos com o post do blog História Ilustrada e nos surpreendemos com a qualidade das imagens, decidimos também mostrar aqui esse conteúdo tão importante – e lamentável – da história brasileira.

O que tornou possível tamanha riqueza de imagens de época, segundo o site, foi o interesse do Imperador Pedro II pela fotografia, o que tornou o Brasil um dos países em que primeiro se desenvolveu esta prática.

Todas as fotos são do período entre 1860 e 1885 e têm como fonte o Acervo Instituto Moreira Salles, de onde ainda pretendemos escrever alguns posts sobre outros assuntos históricos. :)

Senhora na liteira (uma espécie de "cadeira portátil") com dois escravos, Bahia, 1860 (Acervo Instituto Moreira Salles)
Senhora na liteira (uma espécie de “cadeira portátil”) com dois escravos, Bahia, 1860 (Acervo Instituto Moreira Salles)
Primeira foto do trabalho no interior de uma mina de ouro, 1888, Minas Gerais. (Marc Ferrez_Acervo Instituto Moreira Salles)
Primeira foto do trabalho no interior de uma mina de ouro, 1888, Minas Gerais. (Marc Ferrez_Acervo Instituto Moreira Salles)
Negra com uma criança branca nas costas, Bahia, 1870. (Acervo Instituto Moreira Salles)
Negra com uma criança branca nas costas, Bahia, 1870. (Acervo Instituto Moreira Salles)

 

Negra com o filho, Salvador, em 1884 (Marc Ferrez_Acervo Instituto Moreira Salles)
Negra com o filho, Salvador, em 1884 (Marc Ferrez_Acervo Instituto Moreira Salles)

 

Foto da Fazenda Quititi, no Rio de Janeiro, 1865. Observe o impressionante contraste entre a criança branca com seu brinquedo e os pequenos escravos descalços aos farrapos (Georges Leuzinger_Acervo Instituto Moreira Salles)
Foto da Fazenda Quititi, no Rio de Janeiro, 1865. Observe o impressionante contraste entre a criança branca com seu brinquedo e os pequenos escravos descalços e aos farrapos (Georges Leuzinger_Acervo Instituto Moreira Salles)
Escravos na colheita do café, Rio de Janeiro, 1882 (Marc Ferrez_Acervo Instituto Moreira Salles)
Escravos na colheita do café, Rio de Janeiro, 1882 (Marc Ferrez_Acervo Instituto Moreira Salles)
Escravos na colheita de café, Vale do Paraíba, 1882 (Marc Ferrez_Colección Gilberto Ferrez_Acervo Instituto Moreira Salles)
Escravos na colheita de café, Vale do Paraíba, 1882 (Marc Ferrez_Colección Gilberto Ferrez_Acervo Instituto Moreira Salles)
Quitandeiras em rua do Rio de Janeiro, 1875 (Marc Ferrez_Acervo Instituto Moreira Salles)
Quitandeiras em rua do Rio de Janeiro, 1875 (Marc Ferrez_Acervo Instituto Moreira Salles)
A Glória, vista do Passeio Público, Rio de Janeiro, 1861 (Revert Henrique Klumb_Acervo Instituto Moreira Salles)
A Glória, vista do Passeio Público, Rio de Janeiro, 1861 (Revert Henrique Klumb_Acervo Instituto Moreira Salles)

Veja no vídeo uma compilação de várias imagens tiradas do Acervo Instituto Moreira Salles.

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O pão

pao com bolor

Ed René Kivitz

Construíram altares para o pão.
Espalharam pelas paredes fotos de pão.
Debateram receitas de pão.
Escreveram poemas exaltando o pão.
Distribuíram amuletos com miniaturas de pão.
Fabricaram réplicas de pão em ouro, prata e bronze.
Editaram manuais para o consumo do pão.
Instituíram sociedades do pão.
Discutiram a importância do pão.
Elaboraram regras para o acesso ao pão.
Formaram padeiros e especialistas em pão.
Edificaram casas do pão.
Criaram rituais para degustação do pão.
Dançaram ao redor do pão.
Assaram o pão.
Publicaram livros a respeito do pão.
Ensinaram as crianças a gostar de pão.
Patentearam o pão.
Elegeram guardiões do pão.
Mataram em nome do pão.
Recusaram o pão a milhares.
Organizaram romarias para ver o pão.
Venderam o pão.
Entoaram canções em louvação ao pão.
Ficaram de joelhos diante do pão.
Mas jamais comeram o pão.

fonte: Facebook

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Selfie em velório de Campos gera indignação nas redes sociais

Autorretratos foram feitos ao lado do caixão e com pessoas próximas do ex-governador

Selfie é feita durante velório de Eduardo Campos (foto: Pedro Kirilos / Agencia O Globo)
Selfie é feita durante velório de Eduardo Campos (foto: Pedro Kirilos / Agencia O Globo)

Raphael Kapa, em O Globo

Entre os mais de 100 mil que foram ao velório de Eduardo Campos, no Palácio das Princesas, alguns aproveitaram o momento para tirarem uma selfie na cerimônia e despertaram a indignação de internautas nas redes sociais.

“Gente, que falta de respeito é esse? Tem gente tirando selfie no velório de Eduardo Campos!”, escreveu Alcielly Barbosa no Twitter.

A iniciativa foi vista como um desrespeito pela maioria dos internautas. Para o psicólogo Alexandre Mosso, é complicado avaliar este tipo de comportamento.

— O luto é pessoal. Cada pessoa enfrenta de maneira diferente e não se pode julgar isso. O que não pode acontecer é a invasão do luto do outro por qualquer motivo. Pedir uma foto com uma pessoa próxima ao falecido, neste momento, é uma violação — afirma Mosso.

Sobre o registro de uma mulher tirando um autorretrato ao lado do caixão de Campos que foi criticada nas redes sociais, o psicólogo afirma que existe uma necessidade de registrar presença e compartilhar com amigos que é prejudicial.

— Não posso avaliar as motivações desta pessoa especificamente. Mas o que ocorre hoje é quase um egoísmo. As pessoas esquecem que uma atitude delas pode ser mal vista por aqueles que estão em luto naquele momento — afirma.

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