Turistas podem pagar multa ao tirar fotos da Torre Eiffel à noite e postar imagens nas redes sociais

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publicado no ELA

É um clique inevitável: qualquer turista que se preze em Paris faz fotos da Torre Eiffel. Mas é bom tomar cuidado se o registro for feito à noite sob o risco de ter que pagar multa. É que uma lei diz que fotos noturnas da torre estão sujeitas à pagamento de direitos autorais ao artista responsável por posicionar os canhões de luz sobre a edificação.

A iluminação é tecnicamente considerada uma obra de arte, então qualquer ‘reprodução’ requer a permissão do artista. Isso também significa que é ilegal compartilhar essas imagens nas redes sociais. Em seu site, a Torre Eiffel confirma que usos de fotografias estão sujeitas a certas restrições.
As fotos feitas durante o dia estão livres de questionamento já a torre foi construída em 1889, ou seja, já caiu em domínio público.

As diretrizes da União Europeia, de 2001, indicam que fotografias de obras arquitetônicas em espaços públicos podem ser tiradas de forma gratuita, mas a cláusula é opcional, segundo informou o tabloide britânico “Daily Mail”. Países como Itália, Bélgica e França, por exemplo, optaram por não seguir essa indicação.
Muitos edifícios em toda a Europa estão protegidos por copyright. Turistas devem pedir permissão do detentor dos direitos autorais para compartilhar suas fotos em sítios públicos.
Na Romênia, Bulgária e Eslovênia, por exemplo, pode-se tirar fotos de edifícios públicos, desde que as imagens não sejam vendidas.

Enquanto isso, no Reino Unido, Holanda e Alemanha, os turistas têm a liberdade de tirar e compartilhar fotos de prédios públicos por qualquer motivo.

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A esquerda caviar e o pobre conservador

O oposto à esquerda caviar não seria uma direita mortadela ou uma direita rapadura, mas sim o conservador astuto, pobre de espírito, aquele que contribui para que o menos favorecido aceite a pobreza de si próprio e legitime a riqueza de outrem

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César Zanin, no Pragmatismo Político

Esquerda caviar é o apodo usado hoje no Brasil para designar quem faz parte das classes mais favorecidas da sociedade e defende o socialismo ou mesmo o progressismo, em oposição ao capitalismo neoliberal ou simplesmente ao conservadorismo.

Muita gente pensa que a expressão foi inventada por algum colunista da Veja, mas já nos anos 80 era usada pelos detratores de Miterrand na França.

Podemos encontrar equivalentes em outras línguas também, o conceito remonta à primeira metade do século XX, talvez até mesmo à segunda metade do XIX.

Depois das manifestações de junho de 2013 e principalmente agora nas atuais eleições presidenciais, os ânimos para o debate e o embate políticos se exaltaram como não acontecia no Brasil nos últimos 30 anos.

A ideia da expressão é desqualificar, no estilo “Fla-Flu”, ou melhor dizendo, “Curíntia-antis”; denotando que os membros da esquerda caviar não são sinceros em suas convicções, uma vez que pregam uma sociedade socialista e, de maneira hipócrita, se beneficiam do sistema capitalista; implicitando que somente os pobres poderiam defender o socialismo com legitimidade.

Resta saber se, para quem acredita nessa ideia, a esquerda caviar seria ardilosa (fingindo ser simpática à causa dos menos favorecidos e ao mesmo tempo perpetuando as diferenças) ou apenas ingênua (desconhecendo que com essa postura poderia perder suas regalias).

Ainda não li o livro do colunista da Veja…

O ponto de partida para isto tudo é uma visão de mundo, de quem acredita nessa ideia de esquerda caviar, onde a sociedade foi, é e será dividida entre classes espertas e classes preguiçosas, favorecidos e desfavorecidos. Onde basicamente seria impossível todos serem ricos e a pobreza ser erradicada.

O medo corrente de aproximadamente metade dos eleitores brasileiros, herdado de um tempo em que não existia sequer isso de socialismo ou capitalismo, sussurra via PiG e costumes “de bem”, que o socialismo malvado da gang dos PeTralhas iria tirar as riquezas das classes favorecidas e dar aos pobres, desrespeitando a legitimidade da propriedade particular e acomodando a sociedade rumo ao atraso e à pobreza generalizada.

É um engano, pois além de estarmos no décimo segundo ano de governo federal do PT e sem maiores turbulências para os ricos (pelo contrário), o socialismo busca a igualdade social, algo bem diferente de empobrecimento geral (vide o mapa da pobreza no mundo da ONU, pela primeira vez na história sem o Brasil nele). Caso o engano em relação aos objetivos do socialismo persista, basta ver como vivem os cidadãos dos países nórdicos e perceber o quão parecidas são as propostas principais de reformas que a Dilma vem tentando colocar em pauta no Brasil.

E também porque ter outros em situação de inferioridade forçada e velada, à nossa disposição sustentando um ambiente em que nossas regalias abundam impedindo a dignidade de outros, olha, isso não pode ser conceito de riqueza; já está claro que, com os avanços da ciência e as novas tecnologias, os recursos atuais disponíveis em nossos ecossistemas seriam mais que suficientes para o bem-estar material de todos os humanos do planeta. Já está claro também que não o poderão ser por tanto tempo assim, visto que população cresce e o planeta, que não cresce, vem sendo cada vez mais estragado.

Eu repudio o consumismo desenfreado, pois gera desperdício e, com os recursos naturais limitados que são, cada vez mais tenho a convicção que deveríamos usar a lógica da ecologia para buscarmos cada vez mais tecnologia com menos desperdício.

Ciência como religião. E isso nada tem a ver com socialismo, tampouco com capitalismo.

Eu sei, estou enveredando por um caminho que poderá ser rotulado por muitos como utopia (inclusive por progressistas), além dos conservadores que tiveram a paciência de ler até aqui provavelmente me rotularem de petralha, mas tudo bem, poderei me aprofundar sobre esse conceito de uma sociedade científico-ecológica em outro texto, por ora voltemos ao tópico da esquerda caviar.

Esquerda caviar é o rico de esquerda, o bem-educado de esquerda, aquele que é visto como incoerente.

O escárnio é tanto que às vezes a própria pessoa chamada de esquerda caviar acaba se enxergando negativamente como tal. Isso causa confusão, alguns resignam-se e tendem a se distanciar da política, outros conseguem transformar a vergonha em reafirmação de conduta.

Já o pobre que elege os mesmos neoliberais conservadores que os mantêm desfavorecidos, esse acaba não sendo visto como incoerente por ninguém, pois a esquerda (seja ela caviar ou não) enxerga que ele é iludido (veja como conquistas suadas tais quais a abolição da escravatura, a CLT, o voto das mulheres etc foram de certa forma “contornadas” pelo modus operandi do capitalismo, mantendo a desigualdade social), e a direita finge que não enxerga incoerência alguma, finge que é assim que tem que ser.

O oposto à esquerda caviar não seria uma direita mortadela, ou uma direita rapadura, afinal Gandhi nunca se definiu como um socialista e, escolher para si a pobreza material, apesar de maravilhosamente louvável, nada tem a ver com socialismo; a meu ver o oposto à esquerda caviar é mesmo o conservador astuto, pobre de espírito, simpatizante do que a Veja publica, isto é, aquele que contribui para que o pobre aceite a pobreza de si próprio e legitime a riqueza de outrem, e principalmente para que ele acredite que a única maneira de se tornar rico é deixando o “time” dos pobres para trás, para então ajudar o “time” dos ricos a perpetuar esse jogo, ou melhor dizendo, jugo.

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Schumacher sai do estado de coma e deixa o hospital, afirma porta-voz

Schumacher sai do estado de coma e deixa o hospital, afirma porta-voz AFP PHOTO/ Vincenzo PINTO/AFP
Foto: AFP PHOTO/ Vincenzo PINTO / AFP

Ex-piloto estava internado após sofrer acidente enquanto esquiava

Publicado no Zero Hora

O ex-piloto alemão de Fórmula-1 Michael Schumacher, 45 anos, “não está mais em estado de coma” e deixou o hospital da cidade de Grenoble, no leste da França, onde estava internado desde 29 de dezembro, quando sofreu um grave acidente de esqui. O anúncio foi feito pelo porta-voz da família.

O local onde o heptacampeão mundial prosseguirá com “o longo processo de recuperação” não foi divulgado no comunicado assinado por Sabine Kehm, que também não revela detalhes sobre o estado de saúde de Schumacher.

O acidente sofrido pelo alemão — em dezembro do ano passado, na estação Méribel, na França —, causou um choque violento contra uma pedra, atingindo o lado direito da cabeça. Ele esquiava acompanhado do filho de 14 anos. Desde então, o ex-piloto se encontrava no hospital para tratamento — ele foi colocado em coma induzido e, a partir de 30 de janeiro, os médicos iniciaram uma fase de despertar, reduzindo progressivamente os sedativos administrados.

Em 17 de fevereiro, a justiça francesa arquivou a investigação sobre o acidente. Foi descartada qualquer responsabilidade de terceiros.

Acostumado à adrenalina das pistas, o ex-piloto sempre procurou esportes de velocidade como hobby, entre eles o esqui. Em 2009, quando caiu em uma prova de Superbike, sofreu lesões nos ombros e braços, que o impediram de retornar à Ferrari. Schumacher é o maior campeão da Fórmula-1, com sete campeonatos mundiais entre 1994 e 2004 e 91 vitórias em GPs.

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Artista fica nua em museu, em frente ao quadro ‘A Origem do Mundo’

Publicado na Folha de S.Paulo

Uma artista causou frisson em Paris no final de maio ao fazer uma performance onde recriava, ao vivo numa performance, o quadro “A Origem do Mundo”, do pintor realista Gustave Courbet (1819-1877).

As informações são da emissora France TV.

A obra mostra a vagina e o abdômen de uma mulher com as pernas abertas. O fato de ser tão explícito gera polêmica até os dias de hoje.

No último dia 29, a artista plástica Deborah de Robertis, de Luxemburgo, resolveu fazer uma performance no Musée D’Orsay, na capital francesa, em frente ao quadro. Imitando-o, ela se sentou em frente à imagem, levantou o vestido e exibiu seu órgão genital.

Reprodução
A artista Deborah de Robertis realiza performance em frente ao quadro 'A Origem do Mundo', em Paris
A artista Deborah de Robertis realiza performance em frente ao quadro ‘A Origem do Mundo’, em Paris

A trilha sonora para a performance foi “Ave Maria”, de Franz Schubert (1797-1828). Ela batizou sua recriação como “o espelho da origem”.

Alguns frequentadores do museu aplaudiram De Robertis, mas os seguranças foram rapidamente até ela para exigir que finalizasse a performance o quanto antes.

Como a artista se negou a atendê-los, um deles ficou em frente a ela, para evitar que fosse vista por mais gente, e o outro pediu às pessoas que deixassem aquela sala do museu.

Depois, a polícia foi chamada pela administração da instituição. De Robertis foi detida para interrogação, mas não será indiciada criminalmente.

Em entrevista à emissora France TV, a artista disse ter sido tratada “como uma princesa” pelos seguranças do museu.

“Um deles me perguntou se eu achei que a cena não poderia ser forte para as crianças. Mas é a intervenção da autoridade que a torna forte, não minha tomada de posição”, afirmou.

Sobre as razões para ter feito a performance, ela disse ser “difícil de resumir em poucas palavras”.

“Eu emprestei meu rosto à ‘Origem do Mundo’, mas acima de tudo minha voz. Na trilha sonora, eu dizia que ‘eu sou todas as mulheres’. É simbólico.”

Deborah de Robertis negou ter sido “exibicionista” com o ato. “Trata-se de uma obra de arte, cujo planejamento acontecia há ao menos oito anos. Não tem nada a ver com exibicionismo, não foi um ato impulsivo.”


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França dará incentivo para quem pedalar até o trabalho

n-BIKE-MULHER-large570Publicado no Brasil Post

A França deu início a um experimento de seis meses de concessão de incentivos para pessoas que forem de bicicleta ao trabalho, aderindo assim a iniciativas de outros governos europeus de estímulo ao uso das bikes com a finalidade de melhorar a saúde da população e reduzir a poluição do ar e o consumo de combustíveis.

Vários países, incluindo Holanda, Dinamarca, Alemanha, Bélgica e Grã-Bretanha, têm esquemas de uso da bicicleta para o trabalho, com diferentes tipos de incentivo, como redução de impostos, pagamentos por quilômetro e apoio financeiro na compra.

Na França, cerca de 20 empresas e instituições, com um total de 10.000 funcionários, se comprometeram a pagar aos empregados 25 centavos de euro (34 centavos de dólar) por quilômetro percorrido de bicicleta, informou o Ministério dos Transportes em um comunicado nesta segunda-feira.

O ministro dos Transportes francês, Frédéric Cuvillier, espera que o sistema de incentivos leve ao aumento de 50 por cento no uso desse meio de transporte para deslocamentos entre casa e trabalho. Atualmente as bicicletas representam 2,4 por cento de todas as viagens de trabalho-casa, ou cerca de 800 milhões de quilômetros, com uma distância média de 3,5 km por viagem.

Na Bélgica, onde um sistema de incentivos de isenção de impostos para bicicletas está em vigor há mais de cinco anos, cerca de 8 por cento de todos os deslocamentos são por esse meio. Na Holanda, país plano, cerca de 25 por cento dos trabalhadores usam bicicletas para ir ao serviço, segundo entidades de ciclismo.

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