Champignon, da banda Charlie Brown Jr., é encontrado morto em São Paulo

O músico e companheiro de Chorão, Champignon, deixa o apartamento do cantor no bairro Pinheiros, em São Paulo (foto: Eduardo Anizelli - 6.mar.13/Folhapress)
O músico e companheiro de Chorão, Champignon, deixa o apartamento do cantor no bairro Pinheiros, em São Paulo (foto: Eduardo Anizelli – 6.mar.13/Folhapress)

Martha Alves, na Folha de S.Paulo

O músico Luiz Carlos Leão Duarte Junior, 35, o Champignon da banda Charlie Brown Jr., foi encontrado morto no início da madrugada desta segunda-feira, em seu apartamento no Jardim Caboré, na zona oeste de São Paulo.

A morte de Champignon ocorre pouco mais de seis meses após a do vocalista da banda, Alexandre Magno Abrão, 42, conhecido como Chorão, encontrado morto em seu apartamento em Pinheiros, na zona oeste de capital.

Morador de um apartamento vizinho, o corretor de imóveis Alexandre Benaion relata que ouviu um barulho de tiro vindo do apartamento do músico por volta da 0h, seguido de gritos da mulher de Champignon e latidos do cachorro do casal. Eles haviam chegado cerca de dez minutos antes de um jantar com um casal de amigos.

Preocupado, o corretor de imóveis foi ao apartamento do casal para saber o que havia acontecido. Segundo Benaion, a mulher do músico, que está grávida, abriu a porta do apartamento chorando muito e gritando: ” Amor, você não fez isso”.

Após sentar a mulher em uma cadeira, Benaion foi ao quarto onde o músico guardava instrumentos para verificar o que havia acontecido.

“Foi horrível, vi o Champignon caído no chão com um tiro na boca e uma arma na mão. Havia muito sangue espalhado pela cabeça”, disse.

O corretor de imóveis ajudou a mulher do músico a ligar para o Samu (Serviço Médico de Urgência) e para a Polícia Militar. Quando o Samu chegou ao local Champignon já estava morto.

A mulher do músico foi levada por amigos a um hospital da região em estado de choque.

Segundo o tenente da Polícia Militar Rafael Elias Franco Pinto, o músico tinha uma pistola 380 em uma das mãos e um tiro na boca. “A delegada deve pedir imagens das câmeras de segurança do prédio”, disse.

A delegada Milena Suegama, do 89º Distrito Policial (Portal do Morumbi), foi ao local coletar informações e se limitou a dizer que trabalha com a hipótese de suicídio.

O corpo do músico foi retirado do apartamento pelo IML (Instituto Médico Legal) às 4h51. A perícia deixou o local minutos depois carregando uma sacola e sem falar com a imprensa.

VIGÍLIA

Fã do Charlie Brown Jr., o estudante Gustavo Geromel Baptistella, 18, esteve durante boa parte da madrugada em frente ao prédio onde o músico Champignon foi encontrado morto.

Baptistella, que mora em um prédio vizinho, ficou sabendo por amigos que Champignon morreu e foi para o local. Ele relembra que o músico era simpático e costumava caminhar pelo bairro.

“Um dia tirei uma foto com ele, mas infelizmente não peguei o autógrafo”, lamentou o fã.

MÚSICA

Champignon era atualmente o vocalista da banda A Banca, criada pelos membros remanescentes do Charlie Brown Jr. após a morte de Chorão.

O último disco do Charlie Brown Jr., “La Familia 013″, gravado antes da morte de Chorão, está programado para ser lançado neste mês.

As 13 músicas inéditas do álbum, o décimo da carreira do grupo, foram gravadas pela formação com Chorão nos vocais, Champignon no baixo, Marcão e Thiago Castanho nas guitarras e Bruno Graveto na bateria.

Entre elas, estão “Meu Mundo Novo” e “Um Dia a Gente se Encontra”, faixas que já tocam atualmente nas rádios pelo Brasil.

Em 2009, a banda ganhou o prêmio Grammy Latino com o álbum “Camisa 10 Joga Bola até na Chuva”. O último disco lançado pelo Charlie Brown Jr. foi “Música Popular Caiçara – Ao Vivo”, no ano passado.

O grupo colecionou hits entre o fim dos anos 90 e o início dos anos 2000, como “Proibida pra Mim”, regravada pelo cantor Zeca Baleiro, “Quinta-Feira”, “Zoio de Lula”, Só por uma Noite” e “Te Levar Daqui” –que foi tema de abertura da novelinha “Malhação”, da Globo, entre 1999 e 2006.

dica da Fabiana Zardo

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Timão lança plano funerário para quem é ‘torcedor do início ao fim’

Corintiano poderá ter no velório com coroa de flores, vestuário, cenário, bandeiras e hino do clube, além da garantia de que não haverá nada verde

Slogan da campanha publicitária evoca fanatismo corintiano (foto: Reprodução)
Slogan da campanha publicitária evoca fanatismo corintiano (foto: Reprodução)

Publicado originalmente no Globo Esporte

O Corinthians lançou um plano funerário destinado aos seus torcedores. Em parceria com uma empresa do ramo, o Timão dará a possibilidade ao “fiel” de personalizar a cerimônia funerária em todos os aspectos. Coroa de flores, vestuário, cenário, bandeiras, hino do clube… e sem folhas verdes!

– O Corinthians conta com mais de 30 milhões de torcedores espalhados pelo país, e também notamos que nos cerimoniais do grupo, o hino do clube é uma das músicas mais pedidas – afirmou Iris Franco, gestora de cerimônias do grupo que age em parceria com o Timão nesta medida.

Tudo pode ser planejado nos mínimos detalhes. A coroa de flores, por exemplo, não conta com folhas verdes, cor do arquirrival Palmeiras. Todas são pretas e brancas. A cerimônia de despedida proposta pelo plano ainda contra com um painel de parede do Corinthians, um caixão com o símbolo do clube e uma bandeira do Timão. Até mesmo o carro funerário é personalizado com o escudo alvinegro.

As cerimônias podem ser realizadas tanto na estrutura do grupo que age em parceria com o Corinthians como em local à escolha da família. O plano custa R$ 27 reais por mês (individual) ou R$ 35 (familiar). Inicialmente, é possível promover a despedida personalizada apenas no estado de São Paulo. A tendência é que atinja todo o Brasil a partir de janeiro de 2014.

É possível incluir itens adicionais ao velório, como mesa de homenagens para registrar passagens importantes da vida do torcedor, bem como distribuição de lembranças aos presentes, entre outros elementos. O torcedor falecido também ganhará uma homenagem no Memorial Virtual do site “Corinthians para Sempre”.

dica do Guilherme Massuia

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Pastor que anunciou traição de moça em culto é condenado em Votuporanga

Namorado xingou ex de vagabunda dentro da igreja
Namorado xingou ex de vagabunda dentro da igreja

Publicado no Votuporanga Tudo

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de um pastor por falso testemunho, em ação originária de Votuporanga.

As penas que não mereceram reparo (pena base) foi fixada no mínimo, em 1 ano de reclusão e 10 dias-multa, sendo majorada de 1/6 pela causa de aumento do § 1º, do artigo 342, do Código Penal, totalizando 1 ano e 2 meses de reclusão e 11 dias-multa (mínimo legal).

A substituição, à vista da primariedade, atende à finalidade da lei penal e é socialmente recomendável.

O regime aberto, para o caso de descumprimento, igualmente está adequado.O acórdão foi assinado pelo desembargador Pinheiro Franco. A condenação estende a um salário mínimo para substituir a pena corporal.  A pendenga começou quando o pastor não teria confirmado difamações e injurias contra uma fiel, propagada dentro de um culto pelo então namorado. As testemunhas confirmaram as ofensas proferidas pelo ex. A peça acusatória relata que então namorado foi foi processado e condenado como incurso no artigo 139, “caput”, e 140, “caput”, ambos do Código Penal, que tramitou pela Vara do Juizado Especial Criminal de Votuporanga. Na condição de testemunha fez afirmações falsas, principalmente ao dizer que não presenciou o namorado proferir dizeres com ofensas morais contra a mulher, durante culto religioso em que também estavam presentes outras pessoas. O ex foi condenado pela prática dos crimes contra a honra. O pastor da igreja e, que dia dos fatos, estava no local. Presenciou quando o querelado deu seu testemunho dizendo que houvera um adultério. Disse que não xingou a ex-namorada. Relatou que havia cerca de quinze pessoas no local e que todas puderam presenciar os fatos. Esclareceu que pelas regras da igreja ela ficaria sem participar das atividades da instituição ele ficaria afastado por um ano. Entre as acusações contra ela, seriam adultério.

Já no início do culto, o então namorado furioso atestou que “ não estava lá para contar uma bênção, mas uma desgraça, a ex- não mais se casaria com ele. Começou, então, a chamá-la de “vagabunda”, de “safada”, de “sem vergonha” e que ela tinha passado a noite de sábado para domingo com ele. Ao final, ele apontou o dedo para ela, que estava sentada no banco, e disse: “essa pessoa do que eu estou falando ela”.

Disse que muitas pessoas dentro da igreja pediram para que se abaixasse o som, para as pessoas na rua não escutarem o que estava sendo dito, mas que nada foi feito. Só ao fim da fala de do moço é que o volume do som foi abaixado. (Ethosonline)

dica do Deiner Urzedo

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Candidatura de Marina Silva está por um fio

Marina-Silva

Por Ilimar Franco, no O Globo

A candidatura de Marina Silva está por um fio. Seus aliados jogaram a toalha. Não creem mais na criação da Rede. A data limite, fixada pelo partido, para garantir a burocracia, se encerrará na quinta-feira.

Nem a metade das assinaturas foram certificadas. As portas do PV estão fechadas e seu principal aliado, Fernando Gabeira, se retirou da política. Sondado, o PPS está à espera de José Serra.

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Criação de igreja é negociada até em anúncio de classificados

‘Não tem limite. É muita grana. Dois milhões. Dez milhões’, diz o autor da proposta

foto: Internet
foto: Internet

Jailton de Carvalho, em O Globo

BRASÍLIA – Se abrir uma empresa é sonho de consumo de todo empreendedor, montar sua própria igreja virou sinônimo de um bom negócio. No último fim de semana, a seção de classificados de um jornal de Brasília tornou público o desejo de um certo Francisco. “Procuro 2 pessoas p/ juntos abrirmos uma igreja”, diz a curta mensagem na área destinada a recados, logo abaixo de outros outros anúncios em que homens e mulheres procuram parceiros para relacionamentos sinceros.

A mensagem de Francisco vem acompanhada do número do celular para contato. Quem se atreve a ligar para o telefone indicado, rapidamente esclarece qualquer dúvida sobre o motivo do negócio. Na segunda-feira, o autor do anúncio, que se apresenta como Francisco, foi direto ao ponto:

- Eu não sei qual é o seu objetivo. O meu eu sei. É espiritual e financeiro. Sou bastante objetivo nos meus negócios – avisa.

Ele diz que prefere ser franco porque não quer perder tempo com discussões sobre ortodoxia religiosa. Sem contestação do outro lado da linha, Francisco se sente à vontade para expor seus planos. Ele quer fundar uma igreja pentecostal como muitas outras que existem por aí e ganhar muito, muito dinheiro. Basta usar técnicas de hipnose coletiva, simular milagres e recolher dízimo.

- Não tem limite. É muita grana. Dois milhões. Dez milhões. Ou até mais. O negócio é um rio correndo para o mar – profetiza.
Francisco tem como espelho pastores de outras igrejas que surgiram no nada e, de repente, se tornaram um império. Ele diz que não quer exatamente ser uma estrela de TV. Não é um grande orador e nem faz questão de demonstrar conhecimento profundo de textos sagrados. Para o mais novo candidato a pastor, basta uma sala num barraco qualquer, de preferência numa área bem pobre e algumas cadeiras de plástico.

- As igrejas não estão procurando pastores. Eles querem um sujeito que tenha noção de hipnose. Que é uma coisa muito mais rápida. Você vai chegar numa sessão, vai hipnotizar o povo. A pessoa vai ficar hipnotizada. Vai te dar 10% hoje. Amanhã da mais 10% e conta o milagre para os outros – explica.

Segundo ele, as pessoas mais simples querem milagres e estão dispostas acreditar em qualquer situação que pareça extraordinária. O futuro pastor diz ainda que os riscos do negócio são mínimos. O aluguel de uma sala num bairro pobre fica em torno de R$ 500. As cadeiras de plástico podem ser compradas a medida em que o número de fiéis for aumentando. Ele até sugere um lugar para começar:a Vila Estrutural, uma das favelas mais pobres do Distrito Federal. Não importa se outras igrejas chegaram primeiro.

- Quanto mais, melhor – diz.

Em seguida convida o interlocutor para uma conversa particular para acertar os detalhes do negócio. No primeiro contato não pediu investimento inicial dos sócios, nem disse como o negócio será rateado.

A fé pode render muito. Exemplos não faltam. E, então, ele começa a citar nomes de outros aventureiros que se tornaram ricos, muito ricos, vendendo ilusões. Francisco é de uma sinceridade quase religiosa.

Veja o vídeo aqui.

dica do Tércio Ribas Torres

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