Arquivo da tag: frio

Síndrome do F5

f5

Mariana Bernardes, no Resultado Desastroso

O mundo de hoje é todo virtual. São smartphones conectados 24 horas por dia, redes sociais para todos os gostos, jornais online, revistas online, petições online, tudo é online. No meio desta loucura creio que venho desenvolvendo uma síndrome cada vez mais comum: a Síndrome do F5.

Há algumas semanas troquei meu celular. Eu, que tinha um celular simples, com toque polifônico, ganhei um iPhone bonito e com um plano de 3G de dar inveja. Percebi aos poucos que aquele pequeno aparelho era um mundo de possibilidades. E-mails a qualquer momento, Facebook, Twitter, fotos, vídeos e um pequeno bloco de notas que não ocupava todo o espaço da minha bolsa. Esse foi o momento em que comecei a entender o fascínio da sociedade moderna para com os telefones sempre conectados: tudo muito prático.

Não demorou muito para que eu me tornasse uma daquelas pessoas insuportáveis que, no meio de uma conversa, puxa o celular para ver o que acontece na vida alheia. Porém isso não é tudo. Quando esse presente divino veio parar em minhas singelas mãos tatuadas, eu estava começando a me comunicar com editoras, para ver se o meu projeto de livro, que venho tentando fazer dar certo há dois anos, finalmente sairia. Enviar manuscritos e esperar repostas é algo muito tenso, uma ansiedade começava a crescer dentro de mim e então o pior aconteceu: adquiri a Síndrome do F5.

Trabalhar escrevendo pode ser algo estressante. Você tira uma coragem que você não tem de algum lugar dentro de si que você ainda não conhece, manda alguns e-mails para revistas, jornais e editoras, na esperança de que alguém irá publicar seu trabalho, mas enquanto o e-mail de resposta não chega (às vezes ele nunca chega) você se encontra em uma crise de atualizar seu correio eletrônico de segundo em segundo. Minhas mãos tremem e suam frio quando meu celular perde a conexão com a internet ou quando a bateria ameaça acabar. Corro para casa checar meu laptop, e assim fico, durante horas a fio, atualizando, atualizando e atualizando.

Tentei conversar sobre a síndrome com meu terapeuta dia desses, porém ele me disse que ainda não é uma doença reconhecida pela OMS. Fico no aguardo de um tratamento apropriado e, obviamente, dos e-mails, que pelo que chequei antes de começar a escrever esta crônica, ainda não chegaram.

Direitista e esquerdista

direita e esquerda

Direitista e esquerdista – os dois são perfeitos idiotas. O direitista padece da doença senil do capitalismo e o esquerdista, como afirmou Lênin, da doença infantil do comunismo.

Frei Betto, no Brasil de Fato

Nada mais parecido a um esquerdista fanático, desses que descobrem a nefasta presença do pensamento neoliberal até em mulheres que o repudiam, do que um direitista visceral, que identifica presença comunista, inclusive em Chapeuzinho Vermelho.

Os dois padecem da síndrome de pânico conspiratório. O direitista, aquinhoado por uma conjuntura que lhe é favorável, envaidece-se com a claque endinheirada que o adula, como um dono ao seu cão farejador. O esquerdista, cercado de adversários por todos os lados, julga que a história resulta da sua vontade.

O direitista jamais defende os pobres e, se eventualmente o faz, é para que não percebam quão insensível ele é. Mas nem pensar em vê-lo amigo de desempregados, agricultores sem terra ou crianças de rua. Ele olha os deserdados pelo binóculo de seu preconceito, enquanto o esquerdista prefere evitar o contato com o pobre e mergulhar na retórica contida nos livros de análises sociais. O esquerdista enche a boca de categorias teóricas e prefere o aconchego de sua biblioteca a misturar-se com esse pobretariado que nunca chegará a ser vanguarda da história.

O direitista adora desfilar suas ideias nos salões, brindado a vinho da melhor safra e cercado por gente fina que enxerga a sua auréola de gênio. O esquerdista coopta adeptos, pois não suporta viver sem que um punhado de incautos o encarem como líder.

O direitista escreve, de preferência, para atacar aqueles que não reconhecem que ele e a verdade são duas entidades numa só natureza. O esquerdista não se preocupa apenas em combater o sistema, também se desgasta em tentar minar políticos e empresários que, a seu ver, são a encarnação do mal.

O direitista posa de intelectual, empina o nariz ao ornar seus discursos com citações, como a buscar na autoridade alheia a muleta às suas secretas inseguranças. O esquerdista crê na palavra imutável dos mentores do marxismo e não admite outra hermenêutica que não a dele.

O direitista considera que, apesar da miséria circundante, o sistema tem melhorado. O esquerdista vê, no progresso, avanço imperialista e não admite que seu vizinho possa sorrir, enquanto uma criança chora de fome na África.

O direitista é de uma subserviência abjeta diante dos áulicos do sistema, políticos poderosos e empresários de vulto, como se em sua cabeça residisse a teoria que sustenta todo o edifício de empreendimentos práticos que asseguram a supremacia do capital sobre a felicidade geral. O esquerdista não suporta autoridade, exceto a própria, e quando abre a boca plagia-se a si mesmo, já que suas minguadas ideias o obrigam a ser repetitivo.

O direitista é emotivo, prepotente, envaidecido. O esquerdista é frio, calculista e soberbo.

O direitista irrita-se aos berros, se encontra no armário a gola da camisa mal passada. O esquerdista é dedicado às grandes causas, e as pequenas coisas são o seu calcanhar de Aquiles.

O direitista detesta falar em direitos humanos, e é condescendente com a tortura. O esquerdista admite que, uma vez no poder, os torturados de hoje serão os torturadores de amanhã.

O direitista esbraceja, por ver tantos esquerdistas sobreviverem a tudo que se fez para os exterminar: ditaduras militares, fascismo, nazismo, queda do Muro de Berlim, dificuldade de acesso aos media etc. O esquerdista considera o direitista um candidato ao fuzilamento.

Direitista e esquerdista – os dois são perfeitos idiotas. O direitista padece da doença senil do capitalismo e o esquerdista, como afirmou Lénin, da doença infantil do comunismo.

Embora mineiro, não fico em cima do muro. Sou de esquerda, mas não esquerdista. Quero todos com acesso a pão, paz e prazer, sem que os direitistas queiram reservar tais direitos a uma minoria, e sem que os esquerdistas queiram impedir os direitistas de acesso a todos os direitos – inclusive o de expressar suas delirantes fobias.

imagem: internet

Elefantes são salvos do frio da Sibéria ao beber vodca

Publicado por F5

Dois elefantes foram salvos de hipotermia no rigoroso inverno siberiano ao beber vodca, de acordo com informações reveladas por autoridades da Rússia.

Os dois animais ficaram expostos ao frio congelante da Sibéria depois que o trailler em que eram transportados sofreu um acidente e pegou fogo, na região de Novosibirsk. Os elefantes pertecem a um circo polonês, que fazia espetáculos na região.

Os dois animais, de 45 e 48 anos, chegaram a ter as pontas da orelha congeladas. Na ocasião, a temperatura era de -40ºC.

A solução foi aquecer os bichos com uma solução de água quente e vodca, segundo as declarações de um funcionário do governo russo, que ajudou no socorro aos animais.

“Eles começaram a urrar como se estivessem na selva”, brincou o funcionário, em entrevista à agência de notícias russa Ria Novosti. “Quem sabe eles não estavam felizes.”

Elefantes são salvos do frio da Sibéria ao beber vodca

Elefantes são salvos do frio da Sibéria ao beber vodca

Os animais se recuperaram do choque térmico em uma garagem aquecida de uma escola local. Os animais foram transportados na carroceria de um caminhão, sob escolta policial.

Assim como nos humanos, o álcool faz os animais se sentirem mais aquecidos.

Em declarações ao jornal Komsomolskaya Pravda, o diretor do zoológico de Novosibirsk, Rostislav Shilo, disse que os elefantes não sofreram nenhum dano, nem foram intoxicados pela ingestão de vodca.

Shilo acrescentou que, sem a solução alcóolica, os animais poderiam ter morrido de hipotermia ou pneumonia.

Um terço dos americanos acredita que os desastres naturais estão relacionados com o Apocalipse descrito no Novo Testamento

Área devastada em Breezy Point após a passagem do furacão Sandy em 31 de outubro. Foto: Mehdi Taamallah/AFP

Reportagem da AFP MÓVEL publicada na CartaCapital

Título original:  Um terço dos americanos culpa Apocalipse por desastres naturais

Um terço dos americanos acredita que a intensidade dos desastres naturais recentes está relacionada com o Apocalipse descrito no Novo Testamento, segundo pesquisa publicada na quinta-feira 13.

No entanto, muitos outros cidadãos culparam o aquecimento global pelo fenômeno, acrescentou a consulta.

Tentando explicar as inundações, o extremo calor e as ondas de frio, 36% dos americanos e 66% dos cristãos evangélicos se referiram ao fim do mundo, segundo o levantamento realizado pelo Instituto Público de Pesquisa Religiosa.

No entanto, 63% dos entrevistados culparam as mudanças no clima e 67% afirmaram que o governo deveria fazer mais para enfrentar este problema.

Por outro lado, cerca de 15% dos entrevistados disseram pensar que o mundo acabará durante seu tempo de vida e só 2% consideraram que o fim do mundo ocorrerá no próximo 21 de dezembro, como muitos acreditam que os maias previram.

Um total de 1.018 adultos participaram da pesquisa, realizada entre 5 e 9 de dezembro com margem de erro de 3,2%.