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Grupo religioso tenta criar parque temático bíblico com Arca de Noé

Projeto de criacionistas nos EUA é orçado em mais de R$ 300 milhões.
Eles precisam arrecadar ao menos R$ 50 milhões para iniciar construção.

Projeto do parque temático "Ark Encounter", com uma grande arca no fundo (Foto: REUTERS/Answers in Genesis)

Projeto do parque temático “Ark Encounter”, com uma grande arca no fundo
(Foto: REUTERS/Answers in Genesis)

Publicado originalmente no G1

Um grupo religioso dos Estados Unidos corre contra o tempo tentando arrecadar dinheiro para construir um parque temático bíblico estrelado por uma grande Arca de Noé.

Idealizado pelo “Answers in Genesis” – um ministério cristão fundado pelo criacionista Ken Ham –,  o “Ark Encounter” (Encontro da Arca) estava previsto para ser inaugurado na primavera de 2014 no estado do Kentucky, mas ainda não saiu do papel.

Projeto mostra como ficaria o parque (Foto: REUTERS/Answers in Genesis)

Projeto mostra como ficaria o parque
(Foto: REUTERS/Answers in Genesis)

Isso porque até agora não foram arrecadadas doações privadas suficientes para iniciar a construção.

De acordo com o co-fundador e vice-presidente do parque, Michael Zovath, o projeto já tem US$ 12,3 milhões (mais de R$ 26 milhões) em mãos e outros US$ 12,7 milhões (mais de R$ 27 milhões) em doações previstas, mas faltam mais US$ 23 milhões (quase R$ 50 milhões) para que possa ser iniciada a construção da arca.

Zovath não sabe quando isso vai ser possível. O problema é que o projeto ganhou o direito ao abatimento de até 25% do seu valor em impostos como parte de uma medida de incentivo ao turismo do Kentucky, mas esse direito expira em maio de 2014.

O parque completo está orçado em US$ 150 milhões (cerca de R$ 321 milhões). Além da arca de 150 metros de comprimento, a ideia é que ele tenha outras atrações ligadas ao Antigo Testamento, incluindo a Torre de Babel e um brinquedo temático das 10 Pragas do Egito.

Apesar dessa incerteza, os planos de construir o “Ark Encounter” continuam.

De mil a 2 mil casais de animais
O “Answers in Genesis” também é responsável por criar o Museu da Criação, na cidade de Petersburg. O museu, que foi muito criticado por educadores e cientistas, argumenta que a Terra tem cerca de 6 mil anos de idade e foi criada por Deus em seis dias de 24 horas, com dinossauros existindo ao mesmo tempo que humanos.

Essas explicações são contrárias ao consenso científico, que afirma que o planeta foi formado 4,5 bilhões de anos atrás. O grupo rejeita a Teoria da Evolução e explica fenômenos como o Grand Canyon como uma consequência do dilúvio.

Sobre o parque temático, Patrick Marsh, diretor de design do empreendimento, afirma que a ideia é apresentar o que a Bíblia tem a dizer e mostrar o quão plausível é. “Isso foi uma parte real da história. Não é apenas uma lenda”, afirma.

A Bíblia não dá muitos detalhes sobre como a arca foi construída, portanto foi preciso especular. A réplica do parque será feita com uma mistura de madeiras diferentes.

Outra grande questão é como Noé conseguiu fazer caber casais de todos os animais da Terra em um barco com metade do tamanho de um transatlântico de cruzeiro atual.

Cientistas catalogaram 1,3 milhões de espécies de animais, mas os idealizadores do “Ark Encounter” calculam que Noé pode ter abrigado de mil a 2 mil pares para representar todos os “tipos” de animal, como a Bíblia coloca.

Sobre animais grandes como os dinossauros, Marsh diz que Noé pode ter levado filhotes ou ovos, para economizar espaço.

O designer também quer mostrar como os dejetos dos animais podem ter sido jogados fora da arca por meio de sistemas mecânicos e como a entrada de ar fresco nela pode ter sido mantida.

Apesar de o objetivo do parque ser ensinar que a história de Noé foi verdadeira, o empreendimento também tem fins de lucro e se inspira em parques temáticos não religiosos.

Na exposição sobre a sociedade pré-dilúvio que Deus queria destruir, por exemplo, o plano é ter um templo com cerimônias pagãs representadas ao estilo “Disney”.

“Queremos que todos se divirtam, comprem souvenirs e passem um ótimo momento aqui”, diz Marsh.

Marca italiana de condimentos mostra mulheres sendo agredidas em campanha polêmica

Campanha explora hábito dos consumidores de baterem no fundo das garrafas de ketchup. Mas o teor sensual – e sexista – não agradou

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publicado no Adminsitradores

A agência italiana Alch1m1a desenvolveu uma campanha para a marca Gioni`s, especializada na produção de molhos e condimentos. A propaganda, intitulada “Gioni’s Revenge” (Vingança de Gioni) mostra as garrafas dando palmadas nos glúteos dos consumidores – uma espécie de ‘inversão’, já que esse é o hábito usual para extrair ketchup de uma garrafa de vidro.

A campanha foi criada para os produtos Brown Sauce, Ketchup e Salad Cream, cada um com um “personagem” próprio. As imagens contêm dizeres como “Não espanque o traseiro dele novamente”, “Aprenda a espremê-la” e “Você espanca o traseiro da mãe dele?”. Duas delas mostram mulheres sendo agredidas.

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“Wow, isso é errado em tantos níveis”, escreveu Gohar Avagyan, em um comentário na postagem do Ads of the World. “#NotBuyingIt”, declarou outra pessoa. “A Itália tem problemas”, comentou. Outras pessoas acharam a campanha criativa e engraçada. Se o objetivo era gerar buzz e polêmica, a Alch1m1a acertou na mão.

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O que você achou da campanha? É realmente sexista ou há um exagero na reação dos consumidores? Deixe sua opinião nos comentários?

Palmeiras alega que Barcelona está em campo com a camisa do Mirassol

messiVinícius Antunes, impagavelmente no Sensacionalista

Após tomar 6 gols do Mirassol no primeiro tempo de jogo do campeonato Paulista, a equipe do Palmeiras disse aos repórteres que o time do Mirassol não entrou em campo, na verdade, é o time do Barcelona que está jogando uniformizado de Mirassol em um complô contra o Verdão. Alguns jogadores disseram inclusive que viram o Messi (foto) em campo.

Fernando Prass em uma grande atuação declarou nunca ter pegado tantas bolas, só que no fundo da rede. A expectativa é que o Palmeiras faça mais 2 gols no segundo tempo, muito acima da média de outros jogos, embora para isso tenha que tomar mais 6. Dona Maria da Penha que é palmeirense convicta e está assistindo ao jogo, disse que jamais viu uma surra tão grande e que deveria ser criada a Lei Palestra Itália para proteger times de futebol que são espancados em campo.

Na ABI, Caetano Veloso e militantes pedem saída de Feliciano

Ato com pelo menos 600 pessoas pede a renúncia de deputado da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Caetano Veloso conversa com Jean Wyllys; ao fundo, Preta Gil fala com Marcelo Freixo na sede da ABI (foto: Pedro Kirilos / Agência O Globo)

Caetano Veloso conversa com Jean Wyllys; ao fundo, Preta Gil fala com Marcelo Freixo na sede da ABI (foto: Pedro Kirilos / Agência O Globo)

Cássio Bruno, em O Globo

Um ato que reuniu na noite desta segunda-feira, no Rio, artistas como Caetano Veloso e Wagner Moura, além de parlamentares e lideranças religiosas de vários segmentos pediu a saída do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O evento, realizado no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), foi organizado pelo deputado federal Jean Wyllys e pelo deputado estadual Marcelo Freixo, ambos do PSOL.

No local, foram recolhidas assinaturas para um abaixo-assinado contra Feliciano, que será entregue nesta terça-feira ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Alves, inclusive, já disse que a situação de Feliciano ficou “insustentável” e que o caso seria resolvido amanhã. Em seu discurso, Caetano Veloso afirmou que o momento é de união:

- Não é admissível que essa Comissão de Direitos Humanos e de Minoria esteja sendo dirigida e presidida por um pastor que expressou nitidamente a intolerância, tanto da ordem sexual como racial. É fato conhecido e notório. Esse é um momento que nós deveríamos estar reunidos para tentar defender o que significa ter um Congresso. Porque o maior perigo é levar o povo brasileiro a desprezar esse nível do exercício do Poder Legislativo. Isso pode criar uma má impressão do que é democracia. Estamos reunidos aqui hoje para dizer que no Congresso não se pode fazer coisas absurdas, significa também dizer que nós não queremos viver sem o Congresso – afirmou o músico e compositor, muito aplaudido pela plateia de pelo menos 600 pessoas, que lotaram o auditório da ABI.

O ato contou ainda com a participação de entidades como a ONG Justiça Global e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além dos deputados Chico Alencar (PSOL) e Alessandro Molon (PT). As atrizes Leandra Leal e Dira Paes, a cantora Preta Gil, índios da Aldeia Maracanã e ativistas do grupo Femen também foram à ABI. Ativistas do movimento negro, representantes da Igreja Católica, da Igreja Presbiteriana, da Umbanda e judeus também estiveram no local.

Jean Wyllys ressaltou que a iniciativa do protesto não é apenas lutar contra a permanência de Marco Feliciano à frente da comissão, mas também, segundo o parlamentar, lutar contra o “projeto fundamentalista” que Feliciano representa. Ele disse ainda que os possíveis pré-candidatos à Presidência da República em 2014, Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (REDE) e Eduardo Campos (PSB) deveriam participar deste debate.

- Toda a sociedade está engajada. E o comportamento dessas quatro pessoas potenciais candidatos no ano que vem é ignorar esse movimento. Isso é inadmissível – declarou o deputado, lembrando de questões referentes aos direitos LGBT e à religião. Para ele, este tema foi ignorado na última eleição para a Presidência da República, em 2010.

Marcelo Freixo também ressaltou que o objetivo não é apenas retirar Feliciano do cargo. Ele disse que 11 dos 18 deputados da comissão pertencem ao grupo político de pastor:

- Hoje ou amanhã o Feliciano pode ser trocado e entrar um deputado que não diz tanta coisa que choque, mas pode representar a mesma política de anulação da comissão.

Chico Alencar ironizou a fala de Feliciano ao programa “Pânico na TV”. Ele havia dito que só sairia morto da comissão.

- Ouvi dizer que ele (Feliciano) disse que só sairia morto. Nós, defensores dos direitos humanos, queremos matá-lo politicamente.

Já o ator Wagner Moura criticou a postura de membros do PSC.

- Acho muito desonesto os parlamentares do PSC dizerem que a oposição ao nome do Feliciano à presidência é uma intolerância contra a figura dele. É, portanto, significativa a presença de vários líderes religiosos aqui, inclusive os pastores presbiterianos.

Vejam o que aconteceu na semana passada durante show da Elza Soares em SP. O vídeo teve mais de 35 mil cliques em 2 dias.

Não é todo dia que a história nos reserva acontecimentos deste porte. Elza Soares vinha fazendo um show emocionado no Sesc Pinheiros, na noite de quinta-feira (20 de março).

Elevou a emoção em mais um grau ao cantar, rappeando, uma versão bem Elza para “Não É Sério” (2000), rock do Charlie Brown Jr., em homenagem a Chorão.

Vinha ela de “o jovem no Brasil nunca é levado a sério”quando, de repente, a música virou do avesso e se transformou em algo que nem Chorão poderia supor se aqui ainda estivesse: um protesto contra o pastor evangélico e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), alçado por jogos de poder que não compreendemos à posição de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal.

dica do David Santos

As letras vivas de Andreas Scheiger

Inês Petiz, no Obvious

Andreas Scheiger é um artista talentoso, com um trabalho no mínimo peculiar. Na sua perspetiva, as letras são organismos vivos, dignos de estudo e classificação taxonômica e podemos conhecer a fundo o seu processo evolutivo, a partir das suas esculturas, onde encontramos letras fossilizadas, dissecadas, conservadas em âmbar ou em frascos de formol.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

Tudo começou com o livro “The Alphabet and Elements of Lettering” de Frederic W. Goudy (famoso desenhador de fontes como Copperplate Gothic, Kennerly e Goudy Old Style). Goudy inspirou Scheiger com sua ideia de que as letras eram um registo da História e do desenvolvimento humanos, possuindo uma forma orgânica. Deixando-se levar por essa premissa, Scheiger interpretou as letras como organismos, provenientes de diferentes espécies consoante a sua fonte. Em esculturas de um realismo impressionante, deu asas à imaginação e criou letras de carne e osso, com veias e elementos evolutivos encontrados em várias espécies conhecidas. Nasceu assim o aclamado projeto “The Evolution of Type” (“A Evolução do Tipo”).

Para os apaixonados por tipografia torna-se de certa maneira fascinante esta linha de pensamento, pois quando se pensa em criar uma fonte observam-se detalhes intimamente relacionados com o seu formato, a espessura e a inclinação dos traços, o modo como as letras interagem entre si, o seu comportamento quando escaladas e muito mais, mas Scheiger propõe um raciocínio completamente diferente. Como é a estrutura óssea de um C, que músculos sustentam um B, onde está o coração que faz pulsar as veias de um A? De onde nasceu esse C, esse B, esse A? Como se reproduz, como eram os seus antepassados pré-históricos e em que estado de preservação chegaram até nós para que possamos aprender mais sobre o nosso alfabeto? Perguntas diferentes, estas, que nos fazem parar um pouco no nosso quotidiano agitado e refletir um instante sobre um mundo diferente, em que as letras são seres vivos, de corações pulsantes. Teriam mais valor as palavras?

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

A descontextualização das letras para este ambiente científico da era vitoriana permite-nos um olhar mais atento para o alfabeto, como se o enaltecesse, lhe desse o peso da matéria viva, aguçando a curiosidade de querer saber mais, levantar a pele de cada letra e conhecer o seu interior. Metáfora de Goudy sobre o impacto do alfabeto escrito na História da humanidade, que nos faz analisar com mais atenção este pilar da evolução que tomamos como um dado adquirido.

Pelas mãos precisas de Scheiger nasceu uma variedade de esculturas, construídas com materiais tão curiosos como as peças em si mesmas. Ossos de galinha, folhas secas, ramos de árvore, plasticina, barro, resina e madeira são apenas alguns dos materiais usados na construção das letras que, invariavelmente, são pretas, por ser esta a sua cor natural, segundo o autor. Este partilha o processo de construção das esculturas no seu blog, para quem ficou com vontade de ver mais do que o trabalho acabado. Um olhar por detrás do pano para a criação real destas letras de fantasia.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

Desde cedo apaixonado por trabalhos manuais, escultura, desenho e pintura, Scheiger destacou-se logo na escola, onde os professores lhe pediram que ilustrasse o jornal escolar. A esta primeira tarefa seguiu-se o papel de ilustrador principal na mais importante revista de estudantes da Áustria, país onde vive e trabalha, que posteriormente levou a novas propostas, tendo trabalhado como designer gráfico e diretor de arte em publicidade.

É através da combinação da sua paixão com a sua experiência profissional que cria projetos tão criativos e interessantes, num experimentar constante de materiais e estilos. Segundo Scheiger, “em todos os seus trabalhos, aspira criar impacto visual ao simplificar um conceito complexo”.

Descubra mais sobre este peculiar artista no seu “Laboratório Gráfico”.
© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.