Funkeira que substituiu Gracyanne Barbosa em campanha é evangélica e perdeu a mãe aos 12 anos: ‘Criei meu irmão e cuidei do meu pai’

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)

Publicado no Extra

Para conversar com Rafaela Felizardo foi preciso esperar que ela saísse da igreja. Isso porque a funkeira, que no palco abusa da sensualidade, é evangélica e assiste ao culto semanalmente na Assembleia de Deus em São João de Meriti, onde mora. Ela conta que por lá todos a conhecem e respeitam seu trabalho, mas que ela precisa se adaptar. “Vou com roupas mais comportadas, claro. Mas todos sabem que sou do funk e me recebem muito bem”, diz ela.

Rafaela Felizardo (foto: Divulgação)
Rafaela Felizardo (foto: Divulgação)
A moça, que diz ter 25 anos mas admite que oficialmente é a idade não é bem essa, mora com o pai, Paulo César, depois que o irmão, Daniel, se casou. “Sinto que minha missão foi cumprida”, comenta ela, que criou o irmão desde os três anos, quando a mãe dele morreu, vítima de acidente vascular cerebral (AVC). “Ganhei uma responsabilidade imediata e tive que aprender tudo rápido. Criei o meu irmão e tive que cuidar do meu pai, que sempre foi uma criança grande”.

 

Rafaela Felizardo (foto: Divulgação)
Rafaela Felizardo (foto: Divulgação)
Solteira, ela agora sonha em constituir a sua família. Rafaela morou durante cinco anos com um ex e eles chegaram a ficar noivos, mas ele, muito ligado à igreja, quis que a funkeira deixasse a carreira na música para se dedicar ao lar. “Eu sempre fui independente e não gostaria de viver em função dele. O tempo dele com Deus foi diferente do meu”, avalia ela, que sonha com a maternidade. “Tenho muita vontade de ser mãe, mas estou construindo o meu nome e ainda preciso trabalhar muito antes de ter um filho”.

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)

Desde fevereiro, a loira lidera o grupo Rafaela e as Malvadas, e se apresenta com quatro dançarinas. Para subir no palco, gosta de estar impecável. Por isso malha todos os dias, faz dieta (”imagina comer ovo, frango e batata doce todo dia”), cuida do cabelo, faz as unhas e frequenta clínicas de estética. “Felizmente eu já conquistei alguns patrocínios. Já gastei muito dinheiro para cuidar do corpo”, comemora ela, que já foi dançarina de Valesca na Gaiola das Popozudas, e aproveitou para fazer um desabafo.

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
“Muitas pessoas acham que temos algum problema, mas isso nunca aconteceu. Os comentários surgiram porque eu também tinha o cabelo loiro e comprido, mas eu a admiro muito e considero uma guerreira”, elogia Rafaela, que após sair da Gaiola fundou, junto com outras dançarinas, a Jaula das Gostosudas. “Escolhemos o nome parecido porque achamos que assim o público ia lembrar, mas foi uma atitude imatura, hoje não faria igual”.

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
“Muitas pessoas acham que temos algum problema, mas isso nunca aconteceu. Os comentários surgiram porque eu também tinha o cabelo loiro e comprido, mas eu a admiro muito e considero uma guerreira”, elogia Rafaela, que após sair da Gaiola fundou, junto com outras dançarinas, a Jaula das Gostosudas. “Escolhemos o nome parecido porque achamos que assim o público ia lembrar, mas foi uma atitude imatura, hoje não faria igual”.

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)

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Felipão promete “beijinho no ombro” após conquista do hexa; veja vídeo

Publicado no Globo Esporte

O tema da palestra era “liderança” em evento voltado para o mundo dos negócios. Assunto sério, mas que o técnico Luiz Felipe Scolari lidou de maneira descontraída em um resort de Atibaia, no interior de São Paulo. Após o diretor técnico Carlos Alberto Parreira responder sobre sua reação ao ganhar a Copa do Mundo de 1994, Felipão “pegou carona” e adiantou como vai agir caso conquiste o Mundial, em julho: com beijinho no ombro! (veja vídeo acima)

A resposta fez menção ao hit da funkeira Valesca Popozuda que, no refrão, manda “Beijinho no ombro para as invejosas de plantão”. A música ganhou fama e virou até questão de concurso público recentemente. Arrancando risadas da plateia, Felipão também gargalhou e não falou mais sobre o assunto.

Durante duas horas de evento, Scolari e Parreira responderam perguntas da plateia e usaram exemplos do futebol para explicar a importância de seguir o planejamento desde o início até que as metas sejam cumpridas. Além de ter um líder competente para os momentos de dificuldade.

Para ilustrar a questão do líder, ele usou a convocação do goleiro Júlio César como exemplo. Por confiar no arqueiro, que é contestado por parte da imprensa, Felipão fez questão de confirmar Júlio na Copa antes de qualquer outro jogador.

– Tinha convicção de que ele era o melhor goleiro do Brasil. Como vocês (imprensa) não paravam de criticá-lo, então já adiantei a convocação para deixá-lo tranquilo. Daí se alguém quiser reclamar alguma coisa, que reclame de mim que o chamei – disse durante a entrevista. A palestra de Felipão aconteceu na última semana, e o vídeo do evento foi divulgado pelo organizador.

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Valesca Popozuda fala em preconceito após ser chamada de pensadora em prova

Publicado no UOL Música

Valesca Popozuda usou seu perfil no Facebook, na manhã desta terça-feira (8), para comentar a polêmica causada depois que um professor de filosofia do Distrito Federal elaborou uma questão em uma prova em que os alunos deveriam completar um trecho da música “Beijinho no Ombro”. O enunciado ainda dizia que a letra é de “uma grande pensadora contemporânea”.

“Eu acho uma bobagem isso tudo, talvez se ele tivesse colocado um trecho de qualquer música de MPB ou até mesmo de qualquer outro gênero musical que não fosse o Funk, talvez não tivesse gerado tal problema”, escreveu Valesca em seu perfil.

A questão foi elaborada pelo professor Antonio Kubitscheck, que trabalha uma escola pública de Ensino Médio do Distrito Federal. Surpreendidos com a questão, alguns alunos fotografaram a prova e publicaram nas redes sociais.

No depoimento, ela ainda escreve que gostaria de agradecer ao professor por se sentir honrada pela homenagem, mas se recusou a aceitar o título de pensadora. “Diva, Diva sambista, Lacradora, essas coisas eu já estou pronta, ok, mas PENSADORA CONTEMPORANEA ainda não ( mas prometo que vou trabalhar isso)”, escreveu.

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Ela ainda critica os que se julgam capazes de criticar o professor. “É todo mundo perfeito, o funk não presta e a Popozuda não pode ser pensadora contemporânea. Então vamos tacar pedra na professora (sic) porque o resto vai continuar da mesma forma”.

Para a cantora, o que mais espanta é o fato das pessoas se preocuparem com isso sem analisar o que há por trás. “E se o professor colocou a questão dentro do contexto da matéria? E se o professor quis ser irônico com o sucesso das músicas de hoje em dia? E se o professor quis apenas distrair a turma e fez a questão apenas pra brincar?”.

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Funkeiro ataca Edir Macedo no “Cidade Alerta”

Keila Jimenez, na Folha de S.Paulo

O programa “Cidade Alerta” do Espírito Santo causou um enorme desconforto na Record na última sexta-feira (7).

O noticiário policialesco recebeu o funkeiro MC Jefinho Faraó como convidado especial em homenagem ao Dia da Mulher.

O rapaz, famoso por seus funks de conteúdo erótico, cantou vários de seus sucessos no programa, tudo com direito a coreografia e gracinhas do apresentador de plantão, Ricardo Martins. O problema é que um dos sucessos é um ataque direto ao dono da emissora, Edir Macedo, Líder da Igreja Universal do Reino de Deus.

A confusão ocorreu quase no final do programa, quando o âncora do noticiário, que falou durante vários momentos que estava com “dor de barriga”, deixou o programa na mão do funkeiro, que seguiu cantando no ar.

Em uma dessas escapadas do apresentador para ir ao banheiro, Mc Jefinho cantou no “Cidade Alerta” um funk com rimas pesadas contra os pastores evangélicos.

O refrão da música : “Oooo Pastor Marginal, da Igreja… foi quem pegou nosso dinheiro, pega ele e dá um pau”

E seguiu: “Lembro dele no Maracanã, à toa ele sorria, ele ficou rico da noite para o dia”.

Na música original, Jefinho fala claramente sobre o líder da Igreja Universal, Edir Macedo.

Nos bastidores da Record, o ocorrido gerou uma enorme confusão, que pode acarretar em demissões.

Segue a participação de Mc Jefinho no “Cidade Alerta”. A música “Pastor Marginal” surge aos 9 minutos do vídeo.

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Mineiro e evangélico, Tom Rodrigues assina os principais clipes do funk ostentação no Rio

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O diretor de 25 anos é casado e pai de dois filhos e já foi vidraceiro, servente e camelô

Roberto Kaz, em O Globo

RIO – O diálogo abaixo — entre um empresário de funk e um diretor de videoclipes — deve ser lido tendo em mente o seguinte cenário: uma casa, uma sala sem móveis, um painel de LED ocupando metade da sala sem móveis; dez mulheres (ou dez pares de perna), dez garrafas de vodca, 12 de espumante, uma penca de agregados; um homem descamisado, forte e depilado usando short e gravata borboleta.

— Quero ver se a gente pega o Porsche para filmar a Britney chegando na porta da casa — diz o empresário.

— E a Range Rover? — pergunta o diretor, com a câmera na mão.

— A Rover vou deixar para o clipe de amanhã. Mas enche o Porsche aí com as meninas.

A conversa ocorreu numa sexta-feira quente e ensolarada, dez dias atrás, num condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes. O empresário era Eduardo Basílio — mais conhecido como DJ Napô —, que definia, em detalhes, como queria o clipe de “Na casa do Seu Zé”, última aposta sua para a cantora MC Britney. Já o diretor era Washington Rodrigues — ou apenas Tom — que, em cinco anos de trabalho, filmou mais de 200 clipes de funk ostentação. Sua página no YouTube, seguida por 1,2 milhão de pessoas, já foi visitada 220 milhões de vezes. Aos 25 anos, ele é o grande nome do ramo no Rio de Janeiro.

Casado, evangélico, pai de dois filhos, Tom tem a fala mansa de quem nasceu e foi criado em Minas Gerais. Estudou até a sétima série. Trabalhou como vidraceiro, servente e chaveiro até conseguir um emprego no camelódromo de Santa Luzia (que está, para Belo Horizonte, como o da Uruguaiana para o Rio). Começou vendendo tênis. Depois, já dono de sua própria banquinha, migrou para o comércio de DVDs.

Foi então que conheceu os MCs Michel e Tucano. A dupla — que durante o dia vendia celular na banca vizinha e à noite se apresentava em bailes da periferia — queria lançar seu próprio vídeo. Tom foi incumbido de gravar e editar.

— Nem tinha câmera — ele lembra. — Tirei foto com o meu celular, um Nokia N73. Deu resultado, e aí eu montei um segundo DVD com vários funks conhecidos de Belo Horizonte. Se a letra falava de sangue, morte, eu buscava imagem disso no Google e montava. Tinha feito um curso de computação de seis meses. Usava o (software) Nero ainda.

Entrada no Rio se deu há dois anos

O disco, que fez relativo sucesso, foi pirateado e acabou por virar seu cartão de visitas. Tom criou uma firma — a Tom Produções — e uma página no YouTube. Depois, com a ajuda da mãe, comprou uma câmera Sony de R$ 1.100 “dividida em 12 vezes”, como faz questão de frisar. Passou a filmar outros funkeiros de Minas Gerais até ser procurado, dois anos atrás, por um empresário do Rio. O primeiro clipe que fez na cidade — “Amor proibido”, do MC Fininho — chegou a 11 milhões de visualizações. Como se diz no dialeto do funk, Tom bombou, formou o bonde, esquentou a chapa, abalou as estruturas.

Dali em diante, filmou e editou vídeos do Mr. Catra, do Menor do Chapa e do grupo os Lelek. O clipe “Os caras do momento”, do Nego do Borel, foi visto 27 milhões de vezes. “Bigode grosso”, da MC Marcelly, 13 milhões. “Aquecimento das maravilhas”, do Bonde das Maravilhas, 11 milhões (a título de comparação, o sucesso “Beijinho no ombro”, de Valesca Popozuda, está com quatro milhões de views no YouTube).

Tom ainda mora em Barreiro, bairro onde foi criado em Belo Horizonte. Hoje é dono orgulhoso de duas câmeras T3I (R$ 4 mil), uma 6D (R$ 7 mil) e outra 7D (R$ 8 mil), todas da Canon. Vem ao Rio de mês em mês; cobra entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por dia de filmagem. Edita e posta no YouTube por conta própria. Para filmar, tem auxílio de um primo.

De relógio dourado no pulso e corrente igualmente dourada no pescoço, o DJ Napô — que empresaria a MC Britney e o Bonde das Maravilhas — diz escolher Tom “pela amizade e pelo canal no YouTube’’.

— Em time que está ganhando não se mexe — explica. — O primeiro clipe da Britney, bem básico, teve seis milhões de visualizações. Nesse eu investi mais. Tem painel de LED, um monte de menina, até um transexual.

Corrigiu-se:

— Quer dizer, não chega a ser transexual. É menino que gosta de menino.

Nascido na Baixada Santista e aprimorado na cidade de São Paulo, o funk ostentação é, a grosso modo, um “proibidão” carioca com uma letra que, em vez de exaltar o crime, faz loas ao consumo. Um clipe típico deve incluir cinco elementos: carro, bebida, dinheiro, mansão e, principalmente, mulher. O expoente do gênero é o cantor MC Guimé, autor de “Plaquê de cem”, filmado pelo diretor Konrad Dantas, visto por 42 milhões de pessoas no YouTube. Aos 21 anos, ele faz 40 shows e chega a ganhar R$ 1 milhão por mês. Seu último clipe, “País do futebol”, tem patrocínio de uma marca de energético e participação do jogador Neymar.

Originalmente restrito à periferia, o funk ostentação veio à tona, no último mês, com a onda de rolezinhos que assolou a capital paulista. A razão: os primeiros rolés, organizados pela internet, surgiram justamente para que os ídolos do gênero pudessem ser abordados por fãs em shopping centers. No Rio, o principal nome da área é o MC Nego do Borel, autor de “Os caras do momento” (“E o bonde de Tommy, Lacoste e de Oakley / Tem a Lamborghini e a Land Rover”). Com o dinheiro ganho na música, o funkeiro trocou o barraco por um casarão, erguido no alto do próprio morro que o batiza.

Tom — que leva o nome da mãe tatuado num braço, e o da produtora no outro — também mudou de vida. Já filmou em São Paulo, Porto Alegre e Vitória. Está produzindo um show com 18 artistas, em Belo Horizonte, para a gravação de um DVD. Na última vinda ao Rio, com a filha, ficou uma semana e fez quatro videoclipes. Ainda que a produção fosse simples (mansão e Porsche emprestados pelo dono de uma marca de boné; uísque, vodca e espumante cedidos por um colecionador de garrafas gigantes), o resultado não deve ser. Houve cenas filmadas numa lancha na Marina da Glória e num helicóptero sobre o Recreio. A edição deve ficar pronta em um mês.

Religioso, Tom diz que a exaltação à riqueza e à luxúria que retrata em seus vídeos são apenas trabalho.

— Não perguntei para o pastor se pode. Melhor não saber — ri.

 

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