Pai larga emprego em multinacional para investir em filho funkeiro de 17

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MC Novinho, 17 anos, e o Marcelo, de 43, administrador que se demitiu para investir na carreira do filho funkeiro: ‘Funk é um mercado forte, não é só moda’, aposta o pai (Foto: Divulgação)

Publicado no G1

Aos 43 anos, o administrador Marcelo dos Santos Carvalho rodava o mundo a serviço da multinacional alemã Arburg, fabricante de máquinas industriais. Pós-graduado em logística empresarial, ele não achava uma logística equilibrada entre trabalhar e dar atenção ao filho caçula, de 17 anos. O garoto Marcelo, ou MC Novinho, sentia falta do pai e queria ajuda para virar funkeiro famoso. O pai armou reviravolta nos negócios e na vida pessoal: há três meses se demitiu e virou empresário do filho. Eles são de Jardim Imperador, zona leste de SP.

MC Novinho faz parte do especial do G1 “Pop de menor”, sobre músicos brasileiros rumo ao estrelato sem idade nem para dirigir. Com pequenas idades e grandes fã-clubes, eles têm cifras que superam veteranos nas redes sociais. Os famosinhos contam como é se dividir entre aulas de matemática e milhões de cliques somados no YouTube.

Até R$ 400 mil investidos

A dedicação à carreira do rebento é séria. “Até agora, na primeira fase, investimos entre R$ 300 e 400 mil”, estima. No início de outubro, saiu o clipe de “Princesinha de aba reta”, e menos de um mês depois veio o seguinte, “Rainha da ostentação”. Novinho já começa a dar retorno com até quatro shows semanais, diz o pai. Uma ajuda vem de MC Gui, ícone do novo mercado “funk-teen”, amigo e parceiro na faixa “Ela quer”.

Novinho é obstinado: “Já pedi ajuda a muita gente que virou as costas. O único que auxiliou foi meu pai. Antes, eu ficava triste, às vezes me isolava, ficava bravo”. O pai teve que ser convencido. “Ele queria cantar e reclamava por atenção, pois eu trabalhava muito. Mas não entendia nada de funk. Era estranho. Ele fez um perfil no Facebook para mim. Eu colocava ‘bom dia’, ninguém respondia. Ele falava ‘oi’, em dois minutos mais de cem respostas. Achei que tinha algo diferente ali”, conta Marcelo.

O pai foi estudar batidão e ostentação. “Funk é um mercado forte, não é só moda. A gente vê pelos clipes de rap americano, que está aí há muito tempo e corresponde ao nosso funk. Aquela coisa de ‘wiggle wiggle”, Marcelo compara. Ele cita o hit de Jason Derulo com a naturalidade com que antes falava sobre máquinas injetoras alemãs. O filho o arrastou para bailes funk para mostrar que não tinha nada “proibidão”: “Meu pai viu como funcionava, que não era o mundo do crime, como alguns pensam. E aí ele me disse: ‘Para realizar seu sonho, posso parar tudo’.”

‘Novinháticas’

Aos poucos, MC Novinho capta sua base de fãs, chamadas “Novinháticas”. São 30 mil seguidores no Facebook e 300 mil visualizações no YouTube. “Tentam me abraçar, beijar, tirar foto, mas nem todas conseguem. Desmaiam, fazem loucura”, garante o cantor. O pai confessa que “antes, tinha que chamar pra ver quem queria tirar foto depois do show; mas agora tem que organizar a fila e nem sempre tem tempo para todas”. Novinho nem pensa em namorar. “As fãs iam ficar loucas. Eu poderia perdê-las”, justifica.

Marcelo acumula funções de empresário e produtor de shows, mas não descuida das tarefas paternas. “Graças a Deus ele tem uma cabeça muito boa. No camarim a gente nunca pede bebida alcóolica para ninguém. Até gosto de uma cervejinha, mas quando trabalho com ele é só energético, água e guaraná. E confio muito nele.”

O administrador diz que trabalha de manhã até a madrugada com a carreira do funkeiro, mas está mais feliz do que na época da Arburg. “Estava cansado de viajar, agora tenho contato com a família, estou com meu filho por perto”. As duas irmãs e a ex-mulher e mãe de Novinho também ajudam nos shows.

‘Zoado’ na escola

Entre um funk ostentação e outro, MC Novinho está cursando o terceiro ano do Ensino Médio. “Com a sequência de shows nos últimos tempos, tive que parar um pouco na escola. Talvez consiga terminar, ou então faço de novo no ano que vem”. Antes, ele queria estudar engenharia mecânica. Agora, se tiver tempo para fazer faculdade, será de música. Universidade não está nos planos imediatos. “Decidimos apostar agora que é o momento certo. Depois a gente volta onde estava”, diz o pai. “No colégio, alguns ‘zoavam’, falavam que eu não ia conseguir, que eu não era MC. Outros falavam para continuar. Agora até o tratamento deles comigo já é diferente”, compara.

Quando perguntado qual é seu maior sonho como músico, Novinho não cita questões musicais, e vai direto à fama. “Sonho em ser famoso. Ser bem conhecido. Passar em algum lugar e ter gente querendo tirar foto. Já tenho isso um pouco, mas quero mais, sempre subir”, diz. O pai vai atrás. “É o que ele quer. Posso dar ao meu filho oportunidade que não tive. Eu fui atrás do que precisava e meus pais nem sabiam o que eu fazia. Agora tento ajudar.”

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MC Novinho busca sucesso no funk paulista com ajuda do pai e do amigo MC Gui (Foto: Divulgação)

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Funkeira que substituiu Gracyanne Barbosa em campanha é evangélica e perdeu a mãe aos 12 anos: ‘Criei meu irmão e cuidei do meu pai’

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)

Publicado no Extra

Para conversar com Rafaela Felizardo foi preciso esperar que ela saísse da igreja. Isso porque a funkeira, que no palco abusa da sensualidade, é evangélica e assiste ao culto semanalmente na Assembleia de Deus em São João de Meriti, onde mora. Ela conta que por lá todos a conhecem e respeitam seu trabalho, mas que ela precisa se adaptar. “Vou com roupas mais comportadas, claro. Mas todos sabem que sou do funk e me recebem muito bem”, diz ela.

Rafaela Felizardo (foto: Divulgação)
Rafaela Felizardo (foto: Divulgação)
A moça, que diz ter 25 anos mas admite que oficialmente é a idade não é bem essa, mora com o pai, Paulo César, depois que o irmão, Daniel, se casou. “Sinto que minha missão foi cumprida”, comenta ela, que criou o irmão desde os três anos, quando a mãe dele morreu, vítima de acidente vascular cerebral (AVC). “Ganhei uma responsabilidade imediata e tive que aprender tudo rápido. Criei o meu irmão e tive que cuidar do meu pai, que sempre foi uma criança grande”.

 

Rafaela Felizardo (foto: Divulgação)
Rafaela Felizardo (foto: Divulgação)
Solteira, ela agora sonha em constituir a sua família. Rafaela morou durante cinco anos com um ex e eles chegaram a ficar noivos, mas ele, muito ligado à igreja, quis que a funkeira deixasse a carreira na música para se dedicar ao lar. “Eu sempre fui independente e não gostaria de viver em função dele. O tempo dele com Deus foi diferente do meu”, avalia ela, que sonha com a maternidade. “Tenho muita vontade de ser mãe, mas estou construindo o meu nome e ainda preciso trabalhar muito antes de ter um filho”.

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)

Desde fevereiro, a loira lidera o grupo Rafaela e as Malvadas, e se apresenta com quatro dançarinas. Para subir no palco, gosta de estar impecável. Por isso malha todos os dias, faz dieta (”imagina comer ovo, frango e batata doce todo dia”), cuida do cabelo, faz as unhas e frequenta clínicas de estética. “Felizmente eu já conquistei alguns patrocínios. Já gastei muito dinheiro para cuidar do corpo”, comemora ela, que já foi dançarina de Valesca na Gaiola das Popozudas, e aproveitou para fazer um desabafo.

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
“Muitas pessoas acham que temos algum problema, mas isso nunca aconteceu. Os comentários surgiram porque eu também tinha o cabelo loiro e comprido, mas eu a admiro muito e considero uma guerreira”, elogia Rafaela, que após sair da Gaiola fundou, junto com outras dançarinas, a Jaula das Gostosudas. “Escolhemos o nome parecido porque achamos que assim o público ia lembrar, mas foi uma atitude imatura, hoje não faria igual”.

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
“Muitas pessoas acham que temos algum problema, mas isso nunca aconteceu. Os comentários surgiram porque eu também tinha o cabelo loiro e comprido, mas eu a admiro muito e considero uma guerreira”, elogia Rafaela, que após sair da Gaiola fundou, junto com outras dançarinas, a Jaula das Gostosudas. “Escolhemos o nome parecido porque achamos que assim o público ia lembrar, mas foi uma atitude imatura, hoje não faria igual”.

Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)
Rafaela Felizardo (foto: Reprodução/ Instagram)

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Felipão promete “beijinho no ombro” após conquista do hexa; veja vídeo

Publicado no Globo Esporte

O tema da palestra era “liderança” em evento voltado para o mundo dos negócios. Assunto sério, mas que o técnico Luiz Felipe Scolari lidou de maneira descontraída em um resort de Atibaia, no interior de São Paulo. Após o diretor técnico Carlos Alberto Parreira responder sobre sua reação ao ganhar a Copa do Mundo de 1994, Felipão “pegou carona” e adiantou como vai agir caso conquiste o Mundial, em julho: com beijinho no ombro! (veja vídeo acima)

A resposta fez menção ao hit da funkeira Valesca Popozuda que, no refrão, manda “Beijinho no ombro para as invejosas de plantão”. A música ganhou fama e virou até questão de concurso público recentemente. Arrancando risadas da plateia, Felipão também gargalhou e não falou mais sobre o assunto.

Durante duas horas de evento, Scolari e Parreira responderam perguntas da plateia e usaram exemplos do futebol para explicar a importância de seguir o planejamento desde o início até que as metas sejam cumpridas. Além de ter um líder competente para os momentos de dificuldade.

Para ilustrar a questão do líder, ele usou a convocação do goleiro Júlio César como exemplo. Por confiar no arqueiro, que é contestado por parte da imprensa, Felipão fez questão de confirmar Júlio na Copa antes de qualquer outro jogador.

– Tinha convicção de que ele era o melhor goleiro do Brasil. Como vocês (imprensa) não paravam de criticá-lo, então já adiantei a convocação para deixá-lo tranquilo. Daí se alguém quiser reclamar alguma coisa, que reclame de mim que o chamei – disse durante a entrevista. A palestra de Felipão aconteceu na última semana, e o vídeo do evento foi divulgado pelo organizador.

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Valesca Popozuda fala em preconceito após ser chamada de pensadora em prova

Publicado no UOL Música

Valesca Popozuda usou seu perfil no Facebook, na manhã desta terça-feira (8), para comentar a polêmica causada depois que um professor de filosofia do Distrito Federal elaborou uma questão em uma prova em que os alunos deveriam completar um trecho da música “Beijinho no Ombro”. O enunciado ainda dizia que a letra é de “uma grande pensadora contemporânea”.

“Eu acho uma bobagem isso tudo, talvez se ele tivesse colocado um trecho de qualquer música de MPB ou até mesmo de qualquer outro gênero musical que não fosse o Funk, talvez não tivesse gerado tal problema”, escreveu Valesca em seu perfil.

A questão foi elaborada pelo professor Antonio Kubitscheck, que trabalha uma escola pública de Ensino Médio do Distrito Federal. Surpreendidos com a questão, alguns alunos fotografaram a prova e publicaram nas redes sociais.

No depoimento, ela ainda escreve que gostaria de agradecer ao professor por se sentir honrada pela homenagem, mas se recusou a aceitar o título de pensadora. “Diva, Diva sambista, Lacradora, essas coisas eu já estou pronta, ok, mas PENSADORA CONTEMPORANEA ainda não ( mas prometo que vou trabalhar isso)”, escreveu.

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Ela ainda critica os que se julgam capazes de criticar o professor. “É todo mundo perfeito, o funk não presta e a Popozuda não pode ser pensadora contemporânea. Então vamos tacar pedra na professora (sic) porque o resto vai continuar da mesma forma”.

Para a cantora, o que mais espanta é o fato das pessoas se preocuparem com isso sem analisar o que há por trás. “E se o professor colocou a questão dentro do contexto da matéria? E se o professor quis ser irônico com o sucesso das músicas de hoje em dia? E se o professor quis apenas distrair a turma e fez a questão apenas pra brincar?”.

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Funkeiro ataca Edir Macedo no “Cidade Alerta”

Keila Jimenez, na Folha de S.Paulo

O programa “Cidade Alerta” do Espírito Santo causou um enorme desconforto na Record na última sexta-feira (7).

O noticiário policialesco recebeu o funkeiro MC Jefinho Faraó como convidado especial em homenagem ao Dia da Mulher.

O rapaz, famoso por seus funks de conteúdo erótico, cantou vários de seus sucessos no programa, tudo com direito a coreografia e gracinhas do apresentador de plantão, Ricardo Martins. O problema é que um dos sucessos é um ataque direto ao dono da emissora, Edir Macedo, Líder da Igreja Universal do Reino de Deus.

A confusão ocorreu quase no final do programa, quando o âncora do noticiário, que falou durante vários momentos que estava com “dor de barriga”, deixou o programa na mão do funkeiro, que seguiu cantando no ar.

Em uma dessas escapadas do apresentador para ir ao banheiro, Mc Jefinho cantou no “Cidade Alerta” um funk com rimas pesadas contra os pastores evangélicos.

O refrão da música : “Oooo Pastor Marginal, da Igreja… foi quem pegou nosso dinheiro, pega ele e dá um pau”

E seguiu: “Lembro dele no Maracanã, à toa ele sorria, ele ficou rico da noite para o dia”.

Na música original, Jefinho fala claramente sobre o líder da Igreja Universal, Edir Macedo.

Nos bastidores da Record, o ocorrido gerou uma enorme confusão, que pode acarretar em demissões.

Segue a participação de Mc Jefinho no “Cidade Alerta”. A música “Pastor Marginal” surge aos 9 minutos do vídeo.

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