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Quem são as celebridades que escolheram esperar

Jonas Brothers, Miley Cyrus e o jogador de futebol David Luiz apóiam (ou já apoiaram) o movimento

Os Jonas Brothers não usam mais os anéis que simbolizavam pureza e castidade

Os Jonas Brothers não usam mais os anéis que simbolizavam pureza e castidade

Roberta Salomone, em O Globo

Se por aqui o jogador da seleção brasileira David Luiz virou o garoto-propaganda dos sem-sexo, o que não faltam são representantes famosos pelo mundo. Em 2008, Miley Cyrus usava um anel de castidade e jurava que se guardaria até o casamento. Quatro anos depois, a cantora mudou de ideia: “Sexo é uma coisa linda e mágica’’, disse. A partir daí, a moça cortou e pintou os cabelos, adotou figurinos ousadíssimos e saiu por aí rebolando, e beijando meninos e meninas.

Selena Gomez era outra que usava o tal anel desde a adolescência. Quando começou a namorar Justin Bieber, deixou o acessório de lado e não quis mais falar sobre o assunto. Já Demi Lovato, outra estrela nascida nos filmes da Disney, carregou no pescoço uma gargantilha com a frase “Amor verdadeiro espera”. Meses depois de admitir o uso abusivo de álcool e drogas, vazaram na internet fotos da cantora e atriz de 21 anos nua, abraçada ao então namorado Wilmer Valderrama.

Entre os rapazes, os Jonas Brothers propagavam aos quatro ventos o que achavam sobre virgindade. Dizem que Kevin foi o único que conseguiu se segurar até o casório com Danielle, em 2009. O irmão mais novo, Nick, foi flagrado com um chupão no pescoço e sem o anel no dedo anular esquerdo dois meses antes de completar 19 anos, mas contou que transou pela primeira vez só um ano depois. Joe também perdeu a virgindade aos 20 e confessou recentemente que, entre uma festa e outra, fumou muita maconha com Miley Cyrus e Demi Lovato, suas ex-namoradas ex-virgens já citadas aqui.

Dunga volta ao comando da seleção brasileira

Dunga na final da Copa do Mundo, no Maracanã - NELSON ALMEIDA / AFP

Dunga na final da Copa do Mundo, no Maracanã – NELSON ALMEIDA / AFP

Técnico será anunciado pela CBF na manhã de terça-feira

Pedro Motta Gueiros, em O Globo

RIO — Há exatos 100 anos, a seleção brasileira tinha tudo pela frente ao iniciar sua trajetória com vitória por 2 a 0 sobre os ingleses do Exeter City. Na terça-feira, no primeiro dia do seu segundo século, só resta o passado como estímulo e ameaça para o futebol pentacampeão do mundo manter sua hegemonia. Depois de o Brasil sair da Copa humilhado como o anfitrião que cai com a cara no bolo, o chamado à lucidez não resistiu à tendência de negar a realidade. No momento em que o esporte nacional necessita de uma internação para recuperar a identidade e o prestígio de outrora, a CBF contratou um ex-empresário de jogador, Gilmar Rinaldi, para coordenar a reestruturação, e anunciará a volta do técnico Dunga, símbolo maior do futebol de resultados e da combatividade, dentro e fora do campo.

Enquanto o mundo se pergunta aonde foi parar a alegria e a beleza do futebol brasileiro, os dirigentes preferem exibir a outra face. Ao levantar a taça do tetra, Dunga fez da sua maior glória uma explosão de palavrões e impropérios contra aqueles que supostamente o perseguiam desde a derrota de 1990. Se o revanchismo marcou seu momento de maior alegria, o atual descrédito que cerca a seleção suscita reações tão surpreendentes quanto a virtual escolha da CBF. A julgar pelo fato de a entidade ter anunciado o nome de um gaúcho em quatro das últimas cinco trocas de técnicos, o presidente da federação do Rio Grande Sul, Francisco Noveletto, tem legitimidade para confirmar a volta de Dunga, que comandou a seleção entre 2006 e 2010, com bons resultados até a derrota para a Holanda nas quartas-de-final da Copa da África do Sul.

— Depois que o Dunga acertou para voltar à seleção, sumiu do radar, mas não tenho raiva dele. Até porque, se viesse falar comigo, teria de me contar tudo sobre o retorno — disse Noveletto, ao Lancenet, lembrando que estava intermediando a ida do técnico para a seleção da Venezuela até que o interesse da CBF mudou o rumo da negociação. — É um homem de caráter, correto e ideal para comandar esse processo de reestruturação. Sou opositor ferrenho da atual administração, não fui consultado para nada, mas não poderiam ter escolhido um nome melhor para a seleção.

2010_339120643-2010070159977.jpg_20100701Depois de antecipar a contratação de Gilmar, a Rádio Joven Pan, de São Paulo, também já dava como certa a assinatura do contrato para a volta de Dunga. Apesar do comando gaúcho à beira do campo, a CBF conserva sua ligação histórica com o Rio de Janeiro apenas por obediência ao estatuto que só permite a retirada da sede da capital fluminense com a anuência dos presidentes das 27 federações. Com a renúncia do ex-presidente Ricardo Teixeira, seu sucessor José Maria Marim manteve a estrutura anterior até o fim da última Copa. A partir de agora, a transição surge como uma declaração de princípios de Marco Polo Del Nero, atual comandante da Federação Paulista e presidente eleito da CBF para mandato que já começou de fato embora o cartola só tenha direito a tomar posse do cargo no ano que vem.

— Não vai levar mais de um ano e meio para as pessoas reconhecerem que o valor do trabalho da última comissão técnica _ disse um integrante da gestão anterior, lamentando a troca de Luis Felipe Scolari por Dunga. — A atual geração do futebol brasileiro não tem um único jogador como protagonista no futebol europeu, nem o Neymar que ainda está se firmando no Barcelona. Como o time que tinha, o Felipão foi muito longe ao levar o Brasil entre os quatro. É bom lembrar que o Dunga nem chegou às semifinais em 2010.

As acusações entre antigos aliados só reforçam a prevalência dos projetos pessoais sobre soluções institucionais. Antes que se estabeleça uma discussão sobre o papel da CBF, para além da negociação de patrocínios e de amistosos para a seleção, a imediata troca de nomes celebra a mudança para manter a máquina em funcionamento. Antes que a rejeição angariada por Dunga, principalmente por conta de sua relação difícil com a imprensa, sirva para condenar sua escolha, é preciso separar as relações pessoais da sua capacidade de trabalho. Desde os tempos de jogador, Dunga foi mais avaliado pelo temperamento do que pelo futebol. Apesar do apetite pelos carrinhos e dividias, era um volante que raramente errava passes e que usava o lado de fora do pé para dar lançamentos, como aquele em que Romário fez um dos gols na vitória sobre Camarões em 1994.

A dificuldade de estabelecer as nuances que formam a personalidade esportiva de Dunga faz o futebol brasileiro sofer de uma certa bipolaridade desde 1982. Embora aquela seleção tenha sucumbido ao maior equilíbrío do ótimo time da Itália, sua eliminação foi interpretada como a vitória da força sobre a técnica. Desde então, a tendência dos técnicos brasileiros a encher o meio-campo de volantes, a começar por Telê Santana, que jogou com Elzo e Alemão em 1986, deu origem a Era Dunga, que já entra no segundo século da história da seleção. Visto como uma antítese da última geração romântica do futebol brasileiro, Dunga se alimentou desse confronto que até hoje prejudica o diálogo entre a organização e o talento.

A BUSCA PELO EQUILÍBRIO

Enquanto os campeões do pragmatismo insistem que a beleza da geração de Zico, Sócrates e Falcão tem a marca da derrota, os românticos preferem perder com classe do que ganhar de qualquer jeito. Muitas vezes, os extremos estão de um lado só. De símbolo da derrota de 1990 a capitão da conquista na Copa seguinte, Dunga foi líder capaz de preservar o gênio de Romário em 1994 e de dar uma cabeçada em Bebeto quatro anos depois. A busca pelo equilíbrio de todo o futebol brasileiro começa pelo seu futuro comandante.

Reação normal depois de um período de extrema excitação, a depressão pode se tornar algo mais grave quando os sintomas se agravam em vez se serem atenuados com o tempo. Passada uma semana do fim da Copa, as decorações e as lembranças ainda vivas fazem o torcedor brasileiro vagar pelas ruas como um zumbi, à espera do próximo revés. Depois da saraivada de gols nos últimos dois jogos, as declarações de Felipão, de que o trabalho fora bem feito.

Árbitro do 7 a 1 da Alemanha no Brasil e da mordida de Suárez se aposenta

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Publicado no UOL

Marco Antônio Rodríguez, árbitro mexicano que apitou a goleada de 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil na semifinal da Copa do Mundo de 2014, anunciou nesta quarta-feira sua aposentadoria. Assim, ó histórico jogo no Mineirão se torna o último de sua carreira de 17 anos – o mexicano tem 40 anos.

Além da humilhante goleada sofrida pelo Brasil, ele também saiu da Copa lembrado por não ter visto a mordida de Luis Suárez em Chiellini, durante a vitória do Uruguai sobre a Itália por 1 a 0, ainda na fase de grupos.

Ele apitou sete jogos de Copas: em 2014, também foi o responsável pela arbitragem de Bélgica 2 x 1 Argélia; em 2010, apitou Espanha 2 x 1 Chile e Alemanha 4 x 0 Austrália; e em 2006, sua primeira Copa, esteve em Inglaterra 1 x 0 Paraguai e Costa do Marfim 3 x 2 Sérvia e Montenegro.

“Tinha o sonho de apitar em uma Copa do Mundo e fiz isso por três vezes. Alcancei todas as metas que estabeleci para mim”, disse ao anunciar sua aposentadoria.

Ele também se recusou a comentar a mordida de Suárez – o atacante uruguaio foi suspenso pela Fifa após o duelo mas, em campo, nem cartão amarelo recebeu de Rodríguez.

Fora dos gramados, o agora ex-árbitro é pastor e tem sua própria marca de gel para cabelos, algo marcante para quem o via em campo.

Amarelou

Um dia a seleção brasileira é inspiração para todos, outro dia é alvo de laranja podre; o fã é mesmo infiel

3057955137Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo

Acho excessiva a ideia de que a derrota (merecida) do Brasil para a Alemanha demande cuidados especiais para com as crianças ou os adultos. Afinal, “é só futebol”. Parece-me um tanto ridícula toda essa frescura com o “Mineiraço”. Mas vivemos mesmo num mundo meio ridículo em que todo mundo precisa de “cuidados”.

A inflação do afeto tornou-se valor. Esses exageros têm um valor evidente: escondem, como todo mundo sabe, o medo. Isso nunca dá certo na vida real. E a seleção amarelou mesmo. Não aguentou a pressão. E o povo esperava apenas uma coisa: sucesso. Não se perdoa o fracasso, ainda que um monte de gente diga o contrário, e diga isso por mau-caratismo ou porque quer vender autoestima.

Por outro lado, sim, precisamos de cuidados psicológicos para viver. A vida moderna nos brinda com incertezas, ambivalências, dúvidas quanto aos afetos, aos valores, aos horizontes, aos comportamentos. Os modos antigos de vida não servem mais porque (supostamente) não dão conta da complexidade da vida. Já disse nesta coluna algumas vezes que duvido dessa história de que o mundo mudou muito. Acho que tem muito papo furado nessa história de “as novas gerações têm uma outra cabeça” (a frase é ridícula por si só). Mudou o cenário, o enredo continua sendo escrito pelo bobo de “Macbeth”.

Mas, sem dúvida, “futebol é mais do que apenas futebol”. Não, não estou me contradizendo. O esporte é parte da cultura e, portanto, futebol é, num certo sentido, mais do que futebol. Mesmo que não tenha uma relação direta com o resultado das urnas ou com as decisões de consumo, a seleção é parte do universo de representações culturais que os brasileiros têm de si mesmos. E esse 7 X 1 é mais uma crise de representação num mar de crises de representações no Brasil desde o ano passado.

E nesse sentido, o futebol, como o grande Nelson Rodrigues dizia, é uma tragédia grega. Cai bem chamar os estádios de arenas, já que os jogares são um pouco como gladiadores. E o comportamento da torcida é um pouco como o da torcida que assistia aos gladiadores na antiga Roma: o povo podia passar do desprezo à misericórdia, ou o inverso, em segundos, caso julgasse que um gladiador ou outro merecia uma das duas atitudes. Um dia a seleção brasileira é inspiração para os jovens, outro dia é alvo de laranja podre. O fã é um infiel por excelência.

O povo, ao contrário do que a esquerda mentirosa e os marqueteiros dizem (ambos dizem isso por interesses comerciais, só que os marqueteiros são honestos e confessam), nunca foi de confiança.

Quer um exemplo de que, apesar de todo o blablabá emocional e “psi” ao redor do fracasso da seleção, o mundo não mudou? Vejamos:

Nas antigas arenas romanas, o povo podia ser misericordioso ou cruel segundo alguns critérios, um deles se o gladiador resistia ou não à pressão da luta. Uma velha virtude em jogo: a coragem.

Infelizmente, a seleção brasileira não resistiu à pressão. Amarelou. Claro, não jogava bem, bons jogares sem conjunto e tudo aquilo que os especialistas já falaram. Mas, além disso, ficou clara a dificuldade de suportar a enorme pressão de um povo com uma expectativa excessiva em relação à Copa em casa.

Podemos apontar a diferença entre, por exemplo, holandeses e alemães e seu futebol “científico”, por oposição ao nosso latino-americano, o futebol-arte. Mas tudo isso é passado. Não existe futebol-arte, assim como não existem mais vovôs e vovós (estão todos na academia querendo se parecer com os netos). Mas temo que o problema foi além disso.

A seleção foi bem representativa da cultura brasileira dos últimos tempos. Chorona, ressentida, delirante, sem resultados.

Com a era Lula, muitos acreditaram mesmo que sairíamos do buraco com a “bolsa-voto”, casas de graça, carros sem impostos e outras invenções baratas.

A palavra “autoestima” foi muito ouvida nos últimos tempos, principalmente na Copa. É comum hoje as pessoas acharem que todo mundo (e a mídia também) deve se preocupar antes de tudo com a autoestima das pessoas. Discordo. É este mundo da autoestima que forma os amarelões.

Luiz Felipe Scolari não é mais treinador da seleção brasileira

Felipão mostra desespero durante a derrota brasileira por 3 a 0 para a Holanda, no Mané Garrincha (foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Felipão mostra desespero durante a derrota brasileira por 3 a 0 para a Holanda, no Mané Garrincha (foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Paulo Passos, Pedro Ivo Almeida, Ricardo Perrone e Rodrigo Mattos, no UOL

Luiz Felipe Scolari não é mais o técnico da seleção brasileira de futebol. A Confederação Brasileira de Futebol tomou a decisão durante a tarde deste domingo e definiu que Felipão não ficaria mais como treinador da seleção. Dois dirigentes que conversaram com José Maria Marin, presidente, e Marco Polo Del Nero, vice e futuro mandatário, ouviram que o treinador será sacado. Segundo os relatos, a cúpula da CBF afirmou que a situação ficou insustentável depois da derrota para a Holanda, na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. A entidade informa que irá se pronunciar nesta segunda-feira.

“Ontem à noite após do jogo Marin e Del Nero tomaram a decisão. Não houve um anúncio formal para as federações, mas os presidentes já sabem”, afirmou Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense de Futebol e vice-presidente eleito da CBF para a gestão que inicia em 2015 e tem Del Nero como presidente.

A informação foi dada inicialmente pela TV Globo. Depois da tarde de hoje, com a decisão já tomada, o treinador foi desligado do comando do Brasil na noite deste domingo e seu pedido foi aceito pela CBF. Carlos Alberto Parreira também não faz mais parte da comissão técnica da equipe.

O auxiliar técnico Flávio Murtosa, o preparador de goleiros Carlos Pracidelli e o preparador físico Anselmo Sbragia também saíram. A decisão poderá ser anunciada nesta segunda-feira por Luiz Felipe Scolari e pelo presidente da CBF José Maria Marin.

Luiz Felipe Scolari já havia afirmado que colocaria o cargo à disposição da CBF, independentemente do resultado na Copa do Mundo, ao final da participação do Brasil no torneio.

O treinador, após a derrota para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar da Copa, não quis falar sobre o futuro abertamente. Apesar de não ter recebido apoio público com ênfase no discurso dos jogadores, recebeu o abraço simbólico de Neymar, que invadiu a última entrevista coletiva para isso.

O Brasil de Felipão não conseguiu produzir bom futebol nessa Copa do Mundo. Estreou jogando mal contra a Croácia e dependeu de grandes atuações individuais de David Luiz, Oscar e Neymar para não perder a primeira partida. Depois, continuou irregular contra México e Camarões. Nas oitavas de final, jogou menos do que o Chile e dependeu dos pênaltis para passar. Contra a Colômbia, fez atuação boa na primeira etapa e conseguiu definir a partida, antes do inexplicável massacre alemão, por 7 a 1, no Mineirão.

O técnico Luiz Felipe Scolari tinha uma contrato com a Confederação Brasileira de Futebol que tinha duração até o dia 13 de julho, com o fim da Copa do Mundo.