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Para pagar viagem, jovem junta R$ 9 mil em 3 meses vendendo brigadeiros

O árbitro de basquete oão Ricci mostra brigadeiro feito por ele (Foto: João Ricci/Arquivo pessoal)

publicado no G1

Com R$ 20 no bolso e o sonho de viajar para a Espanha para assistir a um campeonato mundial de basquete que custaria R$ 15 mil, o árbitro João Ricci, de 26 anos, decidiu apostar em uma ideia inusitada para juntar dinheiro: produzir e vender brigadeiros na rua. Em três meses, trabalhando quatro dias por semana, Ricci conseguiu juntar R$ 9 mil. Ele já comprou as passagens e os ingressos para o Mundial.

“Tinha R$ 20 no bolso e fiz duas panelas de brigadeiro. Pensei: bom, o máximo que pode acontecer é ninguém querer comprar e eu comer tudo sozinho”, disse. “Comecei a vender no terminal do Cruzeiro e passei pelos comércios do Sudoeste e, em 40 minutos, havia vendido os 50 brigadeiros. Voltei para casa com R$ 50.”

Com a renda, o brasiliense comprou mais leite condensado e achocolatado e passou a vender o doce em restaurantes, parques e comércios da área central de Brasília.

Ricci diz que reservou os dias entre quinta e domingo para vender os brigadeiros. Por dia, ele vende, em média, 220 brigadeiros a R$ 1 – o que rende quase R$ 900 por semana. Segundo ele, é possível fazer a massa, enrolar os brigadeiros e vender todos em menos de cinco horas.

“Gasto uma hora para fazer a massa, que faço no dia anterior, para dar tempo de esfriar. Depois, gasto uma hora e meia para enrolar e duas horas para vender”, diz. “Meu objetivo inicial era juntar R$ 1 mil por semana, mas é muito desgastante. O [ato de] vender cansa, mas é satisfatório porque você conversa com um monte de gente, o pessoal gosta, quer saber da história. Mas o que cansa, rotineiramente, é o fazer.”

A Copa do Mundo foi uma grande oportunidade de vendas para o árbitro. Durante a final do campeonato, ele chegou a vender 450 brigadeiros. Os estrangeiros, segundo ele, aproveitaram a oportunidade para conhecer o doce. “Na mesa do bar a pessoa amiga, quando brasileira, sempre falava ‘é chocolate brasileiro, prova’, e apresentava para os gringos, que experimentavam e gostavam, porque é um doce que não existe lá fora”, diz.

Apesar de ter se tornado um “expert” na produção de brigadeiros, Ricci não atribui o sucesso das vendas ao produto em si, mas à história por trás das vendas, que motiva as pessoas a contribuírem com seu projeto. Árbitro de basquete da categoria nacional do país, Ricci acredita que assistir ao campeonato mundial pode aumentar suas chances de conseguir se tornar um árbitro de categoria internacional.

“Meu tipo de serviço não é nem tão sofisticado quanto o de gente que vende doce à noite em Brasília. Tem qualidade, vem bastante dinheiro, mas tenho certeza de uma coisa: o que faz vender é a história em si e o preço. Não é uma coisa vazia. Se chego até a mesa e ofereço o brigadeiro a R$ 1, ninguém quer comprar. Mas quando falo que vendo brigadeiro para juntar dinheiro para pagar minha viagem de intercâmbio, tem outra conotação, tem a identificação de pessoas que já foram ou têm vontade de ir para fora. Isso é unânime, todo mundo tem vontade de viajar.”

Apesar de afirmar ser sempre bem tratado aonde vai, Ricci conta que já chegou a ser expulso de um bar na Asa Sul. “O dono disse que os clientes poderiam passar mal e que seria responsabilidade dele. Ele foi bem grosseiro”, disse.

Ele conta que garçons, gerentes e proprietários de bares são clientes fiéis. “Tem história de gente comprando 30 brigadeiros numa mesa só, tipo aniversário que iam comprar um bolo, mas decidiram não comprar e pediram tudo de brigadeiro”, diz. “Uma senhora que bebe cerveja toda sexta-feira com o marido, toda vez que me encontra pede dez brigadeiros. Os garçons do Beirute também sempre compram dez de uma vez só, cada vez um paga.”

Além da viagem conquistada, o árbitro afirma que vai levar como bagagem da experiência a liberdade de poder viver como ele decidir. “O que consegui perceber desse tempo é que a gente cria paradigmas no estilo de emprego e na forma de ganhar dinheiro que a gente tem que ter em Brasília. Existe uma cultura muito grande de concurso público, de formação acadêmica muito exacerbada, em que a gente tem que ser superformado, mas tem milhares de graduações e não sabe fazer nada”, afirma.

“O que a gente precisa de verdade é sobreviver, é ganhar seu dinheiro para fazer suas coisas, seu projeto. Dizem que você pode ficar velho e que precisa ter um projeto de vida, mas esse projeto pode acontecer sendo funcionário público, tendo um restaurante ou vendendo brigadeiro.”

Em exposição no Japão, visitantes viram ‘cocô’ e descem por privada

Exposição foi aberta na quarta-feira em museu de Tóquio.
Visitantes descem por tobogã para saber ‘como um cocô se sente’.

publicado no G1

O Japão abriu na quarta-feira (2) em um museu de Tóquio a exposição “Vaso sanitário!? Dejetos humanos e o futuro da Terra”. Visitantes podem descer por um tobogã para saber “como um cocô se sente” e ouvem um coral de privadas agradecendo a visita.

Visitantes podem descer por um tobogã para saber 'como um cocô se sente' (Foto: Issei Kato/Reuters)Visitantes podem descer por um tobogã para saber ‘como um cocô se sente’ (Foto: Issei Kato/Reuters)
Japão abriu em museu de Tóquio exposição sobre vaso sanitários (Foto: Issei Kato/Reuters)Japão abriu em museu de Tóquio exposição sobre vaso sanitários (Foto: Issei Kato/Reuters)

Cadela vira sensação na internet por causa de seu corpo estranho

‘Pig’ conquistou milhares de fãs no Facebook e virou destaque na TV.
Animal pula como sapo para se levantar e caminha como se fosse gorila.

Cadela chamada 'Pig' virou sensação na internet por causa seu corpo estranho (Foto: Jay Reeves/AP)

publicado no G1

Uma cadela chamada “Pig” (Porca, em inglês) virou sensação na internet por causa de seu corpo estranho. Em sua página no Facebook, o animal conquistou milhares de fãs e virou destaque em programas das emissoras americanas de TV.

A cadela, que pertence a Kim Dillenbeck, de Alabaster, no estado do Alabama (EUA), chama a atenção por não ter pescoço, ter pernas desengonçadas e um corpo que parece ser formado por duas partes diferentes.

Segundo sua dona, “Pig” pula como um sapo para se levantar e caminha com um andar alto que se assemelha ao de um gorila. Incapaz de balançar a cabeça, a cadela precisa girar todo o corpo para ver o que está ao seu lado.

Cadela chama atenção por não ter pescoço, apresentar pernas desengonçadas e ter um corpo que parece ser formada por duas partes diferentes (Foto: Jay Reeves/AP)

 

 

Jovem inova e cria ovo de Páscoa de bacon para celebrar a data

Combinação inusitada mistura o salgado e o doce.
Mixologista ensina como fazer o ovo de bacon.

Ovo também conta com tiras de bacon banhadas no chocolate (Foto: Mariane Rossi/G1)Ovo também conta com tiras de bacon banhadas no chocolate (Foto: Mariane Rossi/G1)

Mariane Rossi, no G1

Os ovos de Páscoa caseiros deixaram de ser tradicionais e estão cada vez mais incrementados. Um mixologista de São Vicente, no litoral de São Paulo, desenvolveu uma receita bastante inusitada. Misturando o doce do chocolate e o salgado do toicinho defumado, Bruno Caldeira Mendes criou o ‘Ovo de Páscoa de Bacon’.

Mendes explica que estava procurando novas receitas na internet. “Resolvi testar o bacon fatiado coberto com chocolate, que foi o que eu tinha encontrado na internet”, explica. Depois, ele encontrou uma receita simples de ovo. “A primeira vez que apareceu uma receita parecida na busca foi de um francês. Testei algumas vezes e deu certo”, conta ele.

Segundo Bruno, para fazer um ovo de bacon é preciso ter cerca de dez tiras de bacon e 210 gramas de chocolate ao leite. Além disso, é necessário ter a forma para ovo de páscoa e também um pincel utilizado em cozinha.

Confira as etapas para fazer o ovo de páscoa de bacon:
1. Coloque as tiras de bacon para fritar na panela, sem óleo.
2. Retire o bacon da frigideira e coloque em um papel toalha para escorrer o óleo e deixar esfriar.
3. Quebre as tiras de bacon fritas em pequenos pedaços.
4. Pegue o chocolate em barra e derreta no fogão ou no micro-ondas. Depois de estar derretido, mexa o chocolate até ele ficar bem fino e leve.
5. Utilizando um pincel de cozinha, espalhe o chocolate na forma do ovo de páscoa. Feche a forma e deixe na geladeira durante 15 minutos.
6. Retire o ovo da geladeira, abra a forma e salpique os pedaços de bacon em cima do chocolate.
7. Passe mais uma camada de chocolate ao leite. Feche a forma e coloque novamente na geladeira.
8. Quando o chocolate já estiver duro, retire-o da forma e o ovo de páscoa está pronto.

O ovo de bacon não tem recheio. “A casca dele é que tem o bacon. O crocante é o bacon, que dá uma diferença bacana. Para quem gosta de comida agridoce é bem legal. No fundo, dá um gosto de salgado com o gosto do bacon. É o salgado com o doce”, explica.

Bruno sugere colocar tiras de bacon banhadas com chocolate dentro do ovo. Para isso, basta pegar o bacon feito e pincelar com o chocolate usado para fazer o ovo de páscoa. Cada ovo recebe, em média, três tiras de bacon e é vendido por R$ 56.

Ovo de bacon é fica crocante (Foto: Mariane Rossi/G1)Ovo de bacon fica bem crocante (Foto: Mariane Rossi/G1)

Jovem esquece carro aberto e acha bilhete de homem que o fechou no DF

Veículo estava em estacionamento na Esplanada dos Ministérios, na quinta.
Mala com itens de academia, perfume e tênis estavam no automóvel.

bilhete

Publicado no G1

A administradora Lívia Kotama tomou um susto ao buscar o carro atrás dos anexos dos ministérios do Trabalho e da Saúde, na área central de Brasília. No para-brisa do motorista, havia um bilhete com o recado “Você esqueceu seu carro destrancado e com os vidros abertos. Tomei a liberdade e fechei tudo. Lucas”.

O incidente aconteceu no início da noite desta quinta-feira (26), quando a jovem de 27 anos saía do trabalho. No automóvel, avaliado em R$ 20 mil e que tem alarme e vidro elétrico, havia uma mala com itens de academia, tênis, perfume, sandálias de dança, casaco, som e CDs.

“Eu nem imaginava que poderia ter deixado o carro aberto, porque além de travar com o alarme eu sempre verifico pela maçaneta se [o veículo] realmente está fechado”, disse Lívia. “Fiquei muito surpresa por ter esquecido e mais ainda por alguém ter fechado por mim. A sensação é de que nem tudo está perdido, ainda existem pessoas de bem.”

A administradora diz que não tem a mínima ideia de quem é Lucas, mas afirmou que nem pretende que ele seja encontrado. “Ele sabe que fez o bem. Quero só que as pessoas aprendam com o exemplo dele, que ajudem o próximo mesmo sem saber quem é, mesmo sem receber nada em troca”, afirmou.