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Jovem inova e cria ovo de Páscoa de bacon para celebrar a data

Combinação inusitada mistura o salgado e o doce.
Mixologista ensina como fazer o ovo de bacon.

Ovo também conta com tiras de bacon banhadas no chocolate (Foto: Mariane Rossi/G1)Ovo também conta com tiras de bacon banhadas no chocolate (Foto: Mariane Rossi/G1)

Mariane Rossi, no G1

Os ovos de Páscoa caseiros deixaram de ser tradicionais e estão cada vez mais incrementados. Um mixologista de São Vicente, no litoral de São Paulo, desenvolveu uma receita bastante inusitada. Misturando o doce do chocolate e o salgado do toicinho defumado, Bruno Caldeira Mendes criou o ‘Ovo de Páscoa de Bacon’.

Mendes explica que estava procurando novas receitas na internet. “Resolvi testar o bacon fatiado coberto com chocolate, que foi o que eu tinha encontrado na internet”, explica. Depois, ele encontrou uma receita simples de ovo. “A primeira vez que apareceu uma receita parecida na busca foi de um francês. Testei algumas vezes e deu certo”, conta ele.

Segundo Bruno, para fazer um ovo de bacon é preciso ter cerca de dez tiras de bacon e 210 gramas de chocolate ao leite. Além disso, é necessário ter a forma para ovo de páscoa e também um pincel utilizado em cozinha.

Confira as etapas para fazer o ovo de páscoa de bacon:
1. Coloque as tiras de bacon para fritar na panela, sem óleo.
2. Retire o bacon da frigideira e coloque em um papel toalha para escorrer o óleo e deixar esfriar.
3. Quebre as tiras de bacon fritas em pequenos pedaços.
4. Pegue o chocolate em barra e derreta no fogão ou no micro-ondas. Depois de estar derretido, mexa o chocolate até ele ficar bem fino e leve.
5. Utilizando um pincel de cozinha, espalhe o chocolate na forma do ovo de páscoa. Feche a forma e deixe na geladeira durante 15 minutos.
6. Retire o ovo da geladeira, abra a forma e salpique os pedaços de bacon em cima do chocolate.
7. Passe mais uma camada de chocolate ao leite. Feche a forma e coloque novamente na geladeira.
8. Quando o chocolate já estiver duro, retire-o da forma e o ovo de páscoa está pronto.

O ovo de bacon não tem recheio. “A casca dele é que tem o bacon. O crocante é o bacon, que dá uma diferença bacana. Para quem gosta de comida agridoce é bem legal. No fundo, dá um gosto de salgado com o gosto do bacon. É o salgado com o doce”, explica.

Bruno sugere colocar tiras de bacon banhadas com chocolate dentro do ovo. Para isso, basta pegar o bacon feito e pincelar com o chocolate usado para fazer o ovo de páscoa. Cada ovo recebe, em média, três tiras de bacon e é vendido por R$ 56.

Ovo de bacon é fica crocante (Foto: Mariane Rossi/G1)Ovo de bacon fica bem crocante (Foto: Mariane Rossi/G1)

Jovem esquece carro aberto e acha bilhete de homem que o fechou no DF

Veículo estava em estacionamento na Esplanada dos Ministérios, na quinta.
Mala com itens de academia, perfume e tênis estavam no automóvel.

bilhete

Publicado no G1

A administradora Lívia Kotama tomou um susto ao buscar o carro atrás dos anexos dos ministérios do Trabalho e da Saúde, na área central de Brasília. No para-brisa do motorista, havia um bilhete com o recado “Você esqueceu seu carro destrancado e com os vidros abertos. Tomei a liberdade e fechei tudo. Lucas”.

O incidente aconteceu no início da noite desta quinta-feira (26), quando a jovem de 27 anos saía do trabalho. No automóvel, avaliado em R$ 20 mil e que tem alarme e vidro elétrico, havia uma mala com itens de academia, tênis, perfume, sandálias de dança, casaco, som e CDs.

“Eu nem imaginava que poderia ter deixado o carro aberto, porque além de travar com o alarme eu sempre verifico pela maçaneta se [o veículo] realmente está fechado”, disse Lívia. “Fiquei muito surpresa por ter esquecido e mais ainda por alguém ter fechado por mim. A sensação é de que nem tudo está perdido, ainda existem pessoas de bem.”

A administradora diz que não tem a mínima ideia de quem é Lucas, mas afirmou que nem pretende que ele seja encontrado. “Ele sabe que fez o bem. Quero só que as pessoas aprendam com o exemplo dele, que ajudem o próximo mesmo sem saber quem é, mesmo sem receber nada em troca”, afirmou.

Mulher chinesa que entrou em coma grávida acorda com a voz do filho

Zhang Rongxiang deu à luz filho quando estava em coma, após acidente.
Em maio, chinesa acordou com a voz do garoto, agora com 2 anos.

Gao Qianbo, de 2 anos, faz a mãe rir; garoto fica o dia todo ao lado da mãe acamada. (foto: QCH/The Grosby Group)

Gao Qianbo, de 2 anos, faz a mãe rir; garoto fica o dia todo ao lado da mãe acamada. (foto: QCH/The Grosby Group)

Publicado no G1

Zhang Rongxiang estava grávida quando sofreu um grave acidente de carro na província de Jiangsu, na China, há três anos. Ela entrou em coma e os médicos chegaram a dizer ao marido, Gao Dejin, que ela nunca iria se recuperar, segundo o site do jornal britânico “Daily Mail”.

Mas o bebê sobreviveu em seu útero e, cinco meses depois, a equipe médica fez uma cesárea, da qual nasceu o garoto Gao Qianbo. Desde o acidente, Zhang foi mantida em sua casa, recebendo cuidados do marido. O filho aprendeu a conviver com a mãe inerte desde os primeiros dias de vida.

Para a surpresa dos médicos, em maio deste ano, Zhang acordou repentinamente, ao ouvir a voz do pequeno Gao, agora com 2 anos. Atualmente o menino ajuda a alimentar a mãe que, apesar de conseguir engolir os alimentos, não consegue mastigá-los. Gao chega a mastigar os alimentos e colocá-los direto na boca da mãe acamada.

A família tem sobrevivido principalmente com ajuda do governo e auxílio de familiares e amigos, segundo o “Yangtze Evening Post”.

Gai Qianbo ajuda a mãe Zhang Rongxiang a se alimentar, mastigando os alimentos e colocando-os em sua boca. (foto: QCH/The Grosby Group)

Gai Qianbo ajuda a mãe Zhang Rongxiang a se alimentar, mastigando os alimentos e colocando-os em sua boca. (foto: QCH/The Grosby Group)

dica do Jénerson Alves

Lei Maria da Penha não reduziu morte de mulheres por violência, diz Ipea

Instituto divulgou dados inéditos sobre violência contra a mulher no país.
Crimes são geralmente praticados por parceiros ou ex-parceiros, diz estudo.

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Rosanne D’Agostino, no G1

A Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 2006 para combater a violência contra a mulher, não teve impacto no número de mortes por esse tipo de agressão, segundo o estudo “Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil”, divulgado nesta quarta-feira (24) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Ipea apresentou uma nova estimativa sobre mortes de mulheres em razão de violência doméstica com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

As taxas de mortalidade foram 5,28 por 100 mil mulheres no período 2001 a 2006 (antes da lei) e de 5,22 em 2007 a 2011 (depois da lei), diz o estudo.

Conforme o Ipea, houve apenas um “sutil decréscimo da taxa no ano 2007, imediatamente após a vigência da lei”, mas depois a taxa voltou a crescer.

O instituto estima que teriam ocorrido no país 5,82 óbitos para cada 100 mil mulheres entre 2009 e 2011. “Em média ocorrem 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia”, diz o estudo.

O feminicídio é o homicídio da mulher por um conflito de gênero, ou seja, por ser mulher. Os crimes são geralmente praticados por homens, principalmente parceiros ou ex-parceiros, em situações de abuso familiar, ameaças ou intimidação, violência sexual, “ou situações nas quais a mulher tem menos poder ou menos recursos do que o homem”.

Perfil das vítimas
Segundo o estudo do Ipea, mulheres jovens foram as principais vítimas –31% na faixa etária de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos.

Mais da metade dos óbitos (54%) foi de mulheres de 20 a 39 anos, e a maioria (31%) ocorreu em via pública, contra 29% em domicílio e 25% em hospital ou outro estabelecimento de saúde.

A maior parte das vítimas era negra (61%), principalmente nas regiões Nordeste (87% das mortes de mulheres), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%). A maioria também tinha baixa escolaridade (48% das com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo).

As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte concentram esse tipo de morte com taxas de, respectivamente, 6,90, 6,86 e 6,42 óbitos por 100 mil mulheres. Nos estados, as maiores taxas estão no Espírito Santo (11,24), Bahia (9,08), Alagoas (8,84), Roraima (8,51) e Pernambuco (7,81). As taxas mais baixas estão no Piauí (2,71), Santa Catarina (3,28) e São Paulo (3,74).

Ao todo, 50% dos feminicídios envolveram o uso de armas de fogo e 34%, de instrumento perfurante, cortante ou contundente. Enforcamento ou sufocação foi registrado em 6% dos óbitos.

Em outros 3% das mortes foram registrados maus-tratos, agressão por meio de força corporal, força física, violência sexual, negligência, abandono e outras síndromes, como abuso sexual, crueldade mental e tortura.

“A magnitude dos feminicídios foi elevada em todas as regiões e estados. (…) Essa situação é preocupante, uma vez que os feminicídios são eventos completamente evitáveis, que abreviam as vidas de muitas mulheres jovens, causando perdas inestimáveis, além de consequências potencialmente adversas para as crianças, para as famílias e para a sociedade”, conclui o estudo.

dica da Jeane Almeida

Casal é preso no Grande Recife por negociar filha de 2 anos no Facebook

Cariocas foram flagrados ao entregar criança em metrô de Jaboatão, PE.
Eles pediram R$ 3,5 mil pela garota a uma mulher, que acionou a polícia.

Luna Markman, no G1

Menina será levada para o Conselho Tutelar de Jaboatão dos Guararapes (Foto: Luna Markman/G1)

Menina será levada para o Conselho Tutelar de Jaboatão
dos Guararapes (Foto: Luna Markman/G1)

Um casal de cariocas foi preso em flagrante, na noite desta terça (17), ao tentar vender a filha de 2 anos em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A negociação foi feita por meio do Facebook com uma mulher de Campina Grande (PB), que resolveu denunciar o caso à Polícia Civil e ao Ministério Público, ambos da Paraíba. A partir daí, a Polícia Civil de Pernambuco foi acionada e fez a prisão.

De acordo com a delegada da Infância e Juventude da Paraíba, Nercília Quirino, a mãe da criança postou, na última sexta (13), um comentário sobre a vontade de doar a filha em um grupo aberto do Facebook. “Uma mulher de Campina Grande se interessou e começou a conversar com a carioca, que depois passou a mostrar sinais que queria dinheiro em troca da menina. Ela disse que precisava de dinheiro para viajar até a Europa, onde iria se prostituir. Quando percebeu que o assunto era sério, decidiu denunciar o crime”, explicou Quirino, que participa das investigações no Recife.

Em acordo com policiais de Pernambuco e da Paraíba, a denunciante combinou um encontro com os pais da menina, na noite de hoje, em frente a uma estação de metrô no Centro de Jaboatão. No local, a criança seria entregue mediante pagamento de R$ 1,5 mil e um notebook. Eles também receberiam R$ 2.000, pagos em dez parcelas. Após fechar a negociação com a mulher, o casal foi preso. O flagrante ocorreu por volta das 19h.

“O homem não participou das conversas na rede social, mas estava presente na hora da entrega, com a menina nos braços”, contou o delegado do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) do Recife, Geraldo da Costa.

O casal foi levado para a DPCA, na Zona Oeste do Recife, onde irá prestar depoimento. Segundo a polícia, a mulher de 23 anos disse trabalhar como manicure e homem, de 40 anos, como mototaxista. Eles foram procurados, mas não quiseram falar com a reportagem. “A criança está bem agora, antes mostrava-se muito apática, não sorria nem chorava. A mãe não mostrou nenhum tipo de apego nem amor à menina”, afirmou o delegado. A criança nasceu no Rio, mas morava com os pais em Pernambuco. Ela será levada para o Conselho Tutelar de Jaboatão dos Guararapes.

Delegados Geraldo Costa e Nercília Quirino estão à frente do caso (Foto: Luna Markman/G1)

Delegados Geraldo Costa e Nercília Quirino estão à frente
do caso (Foto: Luna Markman/G1)

O casal, que não vive mais junto, foi autuado em flagrante por entrega de filho a terceiro mediante pagamento ou recompensa, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A polícia arbitrou fiança de R$ 15 mil para a mãe e R$ 15 mil para o pai. Se não puderem pagar, a mulher será levada à Colônia Penal Feminina, no Recife, e o homem ao Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana. Eles podem pegar um pena de até quatro anos de reclusão.

A polícia informou que a denunciante do caso não será indiciada. “A moça tem uma filha biológica da idade da menina [negociada], é voluntária de um abrigo de crianças vítimas de violência, em Campina Grande, e se interessou pelo caso. Nós não a vemos como participante no crime. Ela percebeu que o crime ia acontecer, foi levando situação e correu para fazer denúncia. Ela teve muita coragem”, comentou a delegada Nercília Quirino.

Ao G1, a denunciante contou que estuda serviço social e entrou no perfil sobre adoção para trabalhos científicos da faculdade. “Na sexta, vi o post da mãe da menina e achei estranho alguém oferecer adoção na rede social. Falei com ela para saber o real interesse. No começo, ela pediu R$ 5 mil. Eu disse que não tinha. No domingo, ela me procurou e fechamos o valor. Todo o contato foi pela internet, ela até mandou fotos da garota. Hoje, procurei o Ministério Público e a polícia. Estou me sentindo aliviada por ter mudado o futuro dessa criança”, detalhou.

A Polícia Civil ainda informou que o casal tem uma filha de 5 anos e o homem, outra de 18 anos. As duas também serão encaminhadas ao Conselho Tutelar.