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Hit nas redes sociais, foto atribuída à manifestação evangélica em Brasília é de outro evento

evangelicosbrasilia

“Manifestação pacífica de cristãos em Brasília……Em defesa da família tradicional e liberdade de expressão religiosa!!!!! Não importa se as grandes emissoras não quiseram mostrar….. O povo de Deus é forte!!!!!!!!!! Compartilhem amigos!!!!”

Acompanhada do texto acima, essa foto tem sido bastante compartilhada por evangélicos no Facebook como “prova” da parcialidade e descaso da mídia. Esse tipo de divulgação sempre acirra os ânimos e institui um clima de guerra infelizmente bem comum ultimamente entre os súditos do Príncipe da Paz. Vejam alguns comentários:

OMISSÃO DA MIDIA… AI ESTA O RESULTADO.YES! a palavra de Deus serar pregada queirao ou nao as grandes emisouras, liberdade já !!!!!!!!!!!!!!!!!

Não tem pra ninguem… O Povo de Deus é Maior pq ele é MAIOR!

ISSO A MIDIA NÃO MOSTRA NÉ? POR QUE SERA HEM?????

VEJA O QUE A MÍDIA NÃO MOSTROU MAIS SAIBA QUE O POVO DE DEUS FEZ A DIFERENÇA.

Caps Lock a parte, o problema é outro: a imagem NÃO é da marcha convocada por Silas Malafaia que aconteceu na semana passada. Trata-se de uma foto de Beto Barata (Agência Estado) da festa de aniversário de Brasilia em 2008, evento que reuniu em torno de 1 milhão de pessoas.

Segundo a Polícia Militar, a manifestação evangélica reuniu 40 mil pessoas. Para os organizadores, havia 100 mil. Fotos podem ser vistas em galerias no G1 e no UOL, entre outros.

dica do Carlos Júnior e do Givaldo Corcinio

Paciente com leucemia se casa em hospital: ‘Realização de um sonho’

Cerimônia foi realizada na Santa Casa de Misericórdia, em Goiânia.
Funcionários e voluntários fizeram campanha parar realizar a festa.

Juntos há 17 anos, Valmina e Wesley oficializaram a união (Foto: Gabriela Lima/G1)

Juntos há 17 anos, Valmina e Wesley oficializaram a união (Foto: Gabriela Lima/G1)

Gabriela Lima, no G1

Uma celebração mudou a rotina da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia neste domingo (9). O hospital realizou o casamento da paciente Valmina Nascimento, de 43 anos, com o mecânico Wesley José Pereira, 40 anos. Funcionários e voluntários fizeram uma campanha para conseguir realizar a festa, que emocionou os demais internos.

“É a realização de um sonho”, disse Valmina ao G1, após oficializar a união de 17 anos com o companheiro, com quem tem três filhos. Valmina está internada no hospital desde o dia 19 de março, quando recebeu o diagnóstico de leucemia. Ela ficou durante um mês na UTI, mas reagiu bem ao tratamento e agora está em um quarto do 2º andar da unidade, onde foi celebrado o casamento.

Valmina falou pouco e ficou a maior parte do tempo sentada. Por causa do tratamento, a cerimônia precisou ser rápida para os padrões de um casamento, cerca de meia hora. Mas teve tudo que um casamento tem direito: padrinhos, florista, porta-aliança e um casal de noivos emocionados.

Paciente passou maior parte da cerimônia sentada (Foto: Gabriela Lima/G1)

Paciente passou maior parte da cerimônia
sentada (Foto: Gabriela Lima/G1)

Filho mais novo do casal, Douglas Pereira, de 7 anos, participou da cerimônia e levou uma Bíblia ao altar. Os dois filhos mais velhos não estiveram presentes. A celebração contou com parentes e amigos. Funcionários e pacientes do hospital se agrupavam nas laterais e nos corredores para presenciar o momento.

Mesmo cansada, a noiva fez questão de jogar o buquê, que acabou caindo nas mãos da enfermeira Lílian Jerônimo, de 25 anos. “Todo casamento que eu vou eu pego o buquê. Mas esse é diferente”, comemorou Lílian.

A ideia de organizar a cerimônia surgiu do serviço de psicologia da Santa Casa. “O psicólogo perguntou o que a gente mais tinha vontade de fazer e a gente falou que era casar”, relata Wesley. Muito emocionado, o noivo disse ter se surpreendido com a mobilização do hospital: “É um carinho muito grande que eles estão demonstrando por ela”.

“A realização de um sonho traz emoções positivas e pode ser terapêutica, contribuir para o tratamento”, explica Cristiane Dias, uma das psicólogas da equipe.

Solteiras disputaram o buquê, que caiu nas mãos de um enfermeira (Foto: Gabriela Lima/G1)

Solteiras disputaram o buquê, que caiu nas mãos de um enfermeira (Foto: Gabriela Lima/G1)

Voluntários
Há uma semana, os preparativos da festa ganhou um reforço de peso: o Grupo Alegria, composto de jovens que fazem trabalhos voluntários em hospitais.

“Todo domingo a gente vem para a Santa Casa. Na semana passada, ficamos sabendo do casamento e decidimos participar”, disse ao G1 a consultora de vendas Ramila Guedes, 21 anos. A voluntária fez a maquiagem da noiva.

Outra integrante do grupo, Alana Soares Sousa, 22 anos, foi a porta-alianças. Ela contou que o grupo fez uma campanha no Facebook e conseguiu, em menos de uma semana, arreacadar presentes como roupas de cama e peças para a cozinha do casal. As voluntários entregaram os presentes aos noivos no fim do casamento.

O Grupo Alegria também providenciou peruca, luvas e buquê. Valmina ganhou duas tiaras, uma de flores e outra de strass. Na hora de escolher uma delas, não teve dúvidas. “Quero ir de princesa”, disse a noiva, decidida. O vestido ficou por conta da equipe médica.

Todos os preparativos foram acompanhados de perto pela sogra de Valmina, a costureira Glória José Pereira, 57 anos. Ela conta que o filho e a nora se prepararam para casar várias vezes durante os 17 anos de união, mas nunca havia dado certo. Na hora do “sim”, ela não conteve as lágrimas: “Estou sentindo uma emoção que nunca senti na minha vida”.

Como Wesley é evangélico, um pastor fez a celebração. “Para mim foi algo surpreendente. Considero providência de Deus proporcionar um momento tão especial. É motivo de muita alegria fazer parte dessa festa. É algo que ficará marcado na minha vida e mostra que, de tudo, o que fica é o amor”, disse ao G1 o pastor Braz Modesto de Araújo Jr.

Valmina continuará na Santa Casa de Misericórdia. Segundo o coordenador do serviço de psicologia do hospital, Roberto Ribeiro de Moura, apesar de estar respondendo bem à quimioterapia, a paciente apresentou uma infecção pulmonar e ficará internada até a melhora do quadro.

Voluntários do Grupo Alegria ajudaram a realizar o sonho de Valmina (Foto: Gabriela Lima/G1)

Voluntários do Grupo Alegria ajudaram a realizar o sonho de Valmina (Foto: Gabriela Lima/G1)

Pastor alega ameaça por membro da Maranata após postar vídeo na web

Ex-secretário disse ser “inescrupulosamente usado” pela igreja no ES.
O vídeo foi divulgado na terça-feira (4) em uma grande rede na internet.

reprodução/youtube

reprodução/youtube

Publicado originalmente no G1

O pastor Arlínio de Oliveira Rocha, 75 anos, ex-secretário do Presbitério da Igreja Cristã Maranata (ICM) e um dos denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPES) disse que foi ameaçado por um pastor envolvido no esquema de desvio de dinheiro da igreja. A ameça foi feita depois que o ex-secretário divulgou um vídeo na internet, confirmando a prática de crimes dentro da igreja e se dizendo “inescrupulosamente usado”. Ovídeo foi divulgado na terça-feira (4), nele Arlínio aparece lendo o que chama de “carta de esclarecimento”.

Arlínio Rocha é acusado de formação de quadrilha, apropriação indébita e estelionato. Além dele, outros 18 membros da igreja, incluindo pastores, foram denunciados pelo MPESpelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e duplicata simulada, em maio deste ano. Eles teriam praticado desvio de dízimo da igreja, envolvendo uma movimentação financeira de R$ 24,8 milhões, em benefício próprio, segundo o Ministério Público.

No vídeo divulgado na internet, o pastor Arlínio diz que foi usado por Gedelti Gueiros, presidente afastado e líder máximo da Maranata. “Como primeiro secretário, assinava documentos de boa fé, às vezes até sem tomar conhecimento do seu teor total. Eu era funcionário da entidade e obrigado a obedecer irrestritamente a pessoa do presidente. Diante dos fatos me sinto traído, pois sempre agi de boa fé. Declaro indignado que meu nome e minha assinatura tenham sido usados de forma inescrupulosa, denegrindo minha imagem diante do Ministério Público e da sociedade. E ainda pelo fato de estar sendo associado àqueles que, segundo o Ministério Público, cometeram crimes e irregularidades na administração da entidade”, afirma.

Ele diz ainda que apóia o trabalho do Ministério Público e da imprensa. “Gostaria de externar meu total apoio à imprensa e ao Ministério Público em sua busca pela elucidação dos fatos e alertar aos irmãos para não interpretar como sendo perseguição à igreja”, relata.

Nesta sexta-feira (7), o advogado de Arlínio Rocha, José Luiz Rubiale, contou que, horas depois que o vídeo foi divulgado, Arlínio recebeu um telefonema de um pastor membro do grupo que está sendo investigado. O pastor dizia que tinha sonhado com a morte da filha de Arlínio. O ex-secretário da igreja entedeu que essa conversa foi uma ameaça. Depois do telefonema, Arlínio levou a família para um sítio no interior do estado.

Gustavo Varella, um dos advogados da Igreja Maranata, informou que a instituição não vai se pronunciar porque a igreja não foi acusada em nenhum momento. Disse ainda que tudo está sendo investigado e a verdade vai prevalecer. Quanto à declaração do ex-secretário Arlínio sobre o pastor Gedelti Gueiros, o advogado disse que a afirmação é estranha, pois os dois convivem há décadas. Para Varella, parece uma estratégia de Arlínio para não ser transformado em vítima.

dica do Fabio Chalela

Empresário da banda Calypso nega fim do grupo, após show no Recife

Declaração de Joelma durante o São João da Capitá repercutiu na internet.
Cantora desabafou sobre vontade que tem de seguir a carreira gospel.

Publicado originalmente no G1

Empresário da Calypso negou que Joelma tivesse anunciado fim da banda (Foto: Flávio Alves / G1)

Empresário da Calypso negou que Joelma tivesse
anunciado fim da banda (Foto: Flávio Alves / G1)

Um desabafo da cantora Joelma, da banda Calypso, sobre a vontade de seguir carreira gospel, feito na noite deste sábado (8), no São João da Capitá, no Recife, gerou um mal-entendido nas redes sociais. Algumas pessoas divulgaram em seus perfis que a artista havia anunciado o fim do grupo. No entanto, o empresário da banda, Fábio Macêdo, explicou ao G1 que a artista apenas comentou no palco que está com vontade de se dedicar às músicas evangélicas, mas compromissos profissionais têm adiado a realização desse desejo, que deve ser concretizado a partir de 2015.

O empresário falou que Joelma é evangélica e que todos os discos da banda já trazem, pelo menos, uma música gospel. Inclusive, salmos da Bíblia também são impressos nas capas dos CDs do grupo. “A Joelma, em seus momentos de reflexão e oração, pede muito conselho a Deus sobre a carreira. Então hoje, diante do governador do estado, Eduardo Campos, e do prefeito [do Recife] Geraldo Julio, ela disse que teria muita vontade de entregar a sua carreira à obra de Deus e só cantar música gospel”, falou. Joelma e Chimbinha foram os homenageados do São João da Capitá 2013 e receberam os políticos no palco durante o show.

De acordo com o empresário, a banda ainda tem compromissos profissionais a cumprir. “A Calypso continua, tem contrato com várias gravadoras, prefeituras, shows em todo o Brasil, estamos com uma estrutura grande montada. Agora, Joelma está num momento de reflexão interno e nós temos que respeitar esse momento. Talvez em 2015 é que ela teria condições de cumprir todos os compromissos para depois poder fazer essa carreira [gospel]“, disse.

Em entrevista ao G1, Chimbinha e Joelma disseram que estão com projeto de lançar um CD apenas com músicas evangélicas ainda este ano. “O repertório está pronto, vou entrar no estúdio depois de julho, em agosto, para lançar até o final do ano”, comentou a cantora. “As músicas estão prontas, é só gravar, fazer essa coletânea e lançar”, complementou o guitarrista.

dica do Weuller Rogerio P. Faria

Brasileiro no MIT ensina teoria de matemática para arrumar namorada

Pedro Santana ganhou fama com ‘equação romântica’ em vídeo na web.
Segundo ele, é possível calcular as chances de sucesso de uma paquera.

Pedro Santana explica, em vídeo, a aplicação da Teoria Bayesiana à prática dos relacionamentos amorosos (Foto: Reprodução/YouTube/Geovany Borges)

Pedro Santana explica, em vídeo, a aplicação da Teoria Bayesiana à prática dos relacionamentos amorosos (Foto: Reprodução/YouTube/Geovany Borges)

Ana Carolina Moreno, no G1

Uma teoria matemática que o engenheiro brasileiro Pedro Santana usa de brincadeira desde que entrou na faculdade virou, neste ano, um serviço de utilidade pública para pessoas tímidas decidirem quando vale a pena chamar alguém para um encontro romântico. O estudante de doutorado do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, disse ao G1 que, perto do Dia dos Namorados no Hemisfério Norte (comemorado em 14 de fevereiro), aplicou a Teoria Bayesiana para convencer um colega americano a chamar uma garota para sair. Segundo ele, os cálculos deram certo. Seu ex-professor gravou a explicação em um vídeo para mostrar aos alunos no Brasil e, depois de publicá-lo no YouTube, o ensinamento já foi visto milhares de vezes (assista ao vídeo).

“Acho que eles ainda estão saindo juntos, mas não sei se estão namorando. Ele anda bem feliz, e de vez em quando comenta sobre ela”, afirmou o estudante brasileiro sobre o amigo inseguro que inspirou o vídeo.

“Sempre tive essa coisa ‘nerd’ de tentar usar as coisas que aprendia com matemática para ver se dava certo com relacionamentos humanos, e na verdade tenho que admitir que dá.”

Pedro, que se formou na graduação e no mestrado pela Universidade de Brasília (UnB), atualmente faz seu doutorado no MIT com uma bolsa do governo americano.

Segundo Santana, tomar decisões sobre relacionamentos interpessoais usando conhecimentos adquiridos nas aulas de matemática é apenas uma brincadeira eficaz, mas não faz parte de suas pesquisas acadêmicas. A tese que ele desenvolve no doutorado é na área de robótica, e envolve “algoritmos que permitem a tomada de decisão em ambientes incertos de maneira segura”.

Ele considera sua pesquisa no MIT “infinitamente mais chata” que a teoria que o deixou famoso entre engenheiros brasileiros, e garante que sua estratégia na vida amorosa se tornou pública sem querer, já que ele só foi avisado sobre a publicação do vídeo depois que ele estava na internet.

Hoje, porém, ele vê a brincadeira como uma forma de utilidade pública. “Muita gente acha que engenheiro não sabe se relacionar com pessoas. O engenheiro é pessoa muito preparada, e as mulheres são uma área de pesquisa muito interessante, vale a pena se esforçar bastante”, recomenda.

Calculando as chances de rejeição
A Teoria Bayesiana é ensinada, geralmente, para estudantes no nível da graduação, em aulas de probabilidade. Na sala de aula, porém, Santana explica que os exemplos dos professores sempre são aplicados a objetos como robôs, motores ou aviões. “Ninguém enxerga que, se você pegar o modelo que aprendeu na aula e aplicar no relacionamento humano, ele funciona.”

Para quem quer experimentar a fórmula, ele explica que, antes de aplicar a equação, é preciso definir duas hipóteses (H1, a de que o convite será aceito, e H0, a de que ele será rejeitado) e quatro custos, calculados em diferentes cenários hipotéticos.

Os custos determinam a intensidade do medo que alguém tem de convidar outra pessoa para sair e ser rejeitado. (Veja ao lado os custos definidos pelo amigo que usou a teoria na tomada de decisão.)

C é o custo, i é a hipótese que o “pesquisador” considera mais provável e j é o cenário real. O valor zero representa a hipótese da rejeição; o 1, a da reciprocidade.

Se o interessado não tem medo de ser rejeitado, e prefere aproveitar a oportunidade em vez de não arriscar, então o “custo” do convite é baixo (às vezes até zero). Se ele for mais introvertido, o valor de “levar o toco”, na gíria usada por Santana, acaba sendo maior.

Com esses números em mãos, a equação conhecida como teste de hipótese Bayesiano é usada para definir o que é maior: a hipótese de reciprocidade ou a de rejeição (veja ao lado). O sinal da equação mostra que, se o cálculo à esquerda é maior que o da direita, então a H1 é verdadeira e Santana recomenda que o interessado vá à luta.

De um lado são analisadas as probabilidades de que os sinais enviados pelo “objeto da pesquisa” durante as interações com o “pesquisador” se aproximem mais de uma ou de outra hipótese. Do outro, todos os custos são colocados na balança, além das probabilidades baseadas no comportamento prévio do alvo desejado.

No fim, o cálculo se reduz a uma simples razão. No caso do amigo americano de Santana, que tinha medo de chamar a garota para sair e fracassar, o custo de não fazer nada, por achar que ela o rejeitaria, foi zero; o de arriscar o convite e ele ser aceito foi -10, o menor de todos (nesse caso, não é um custo, mas uma recompensa). O custo de não fazer nada, sendo que, na realidade, a jovem também tinha interesse, é o maior de todos: 10. Já o custo de arriscar o convite e ser rejeitado foi 5.

O americando também presumiu que era duas vezes mais provável que, julgando pelos sinais da garota, ela também estivesse interessada. Portanto, usando o teste de hipótese, a equação foi 2 > 1/4 (dois é maior que um quarto), ou, como o brasileiro explicou, um “grande sucesso”. Para acompanhar o desenrolar dos cálculos, assista ao vídeo na web.

E para quem afirma que os seres humanos são mais subjetivos que as máquinas, e não podem ser reduzidos a uma simples equação, o doutorando tem uma resposta pronta. “Tudo na engenharia é pegar problema complicado e simplificá-lo até ele ficar tratável. O complicado é você encontrar um modelo de como a pessoa se comporta.”

Pedro e a namorada Luiza, em uma das visitas dela ao MIT (Foto: Arquivo pessoal/Pedro Santana)

Pedro e a namorada Luiza, em uma das visitas dela ao MIT (Foto: Arquivo pessoal/Pedro Santana)

Cobaia da própria teoria
O doutorando se mudou para os EUA em 2011, mas em agosto deste ano completa três anos de namoro com Luiza, uma brasileira que vive no Distrito Federal, e garante que deve o relacionamento à matemática aplicada à própria vida amorosa. Ele diz que levou seis meses até reunir evidências suficientes de que sua namorada atual, que conheceu em um curso de francês, aceitaria um convite para um encontro com ele.

“Ela foi um caso especial, demorou um tempo bom. Eu dava carona para ela, mas ela era muito fechada, então aquele negócio dos sinais ela não me dava nenhum. Em um dia eu fazia qualquer coisa, ela era totalmente seca, no outro dia era super simpática. Aí eu ficava meio perdido.”

Nesse caso, Santana sugere aos praticantes da matemática romântica para não demorarem demais: “Tem o fator de tempo: se você enrolar demais, a menina fica de saco cheio e parte para outra.”

Munido de coragem e meses de dados, ele finalmente se abriu para a garota, e foi bem sucedido. Mesmo depois de fisgá-la, Pedro não abandonou a matemática. Segundo o estudante, ela também pode ser usada no dia-a-dia de um relacionamento estável. “Eu faço robótica, estudo teoria de estabilidade, quando você cria sistemas estáveis. Eu uso a teoria, e nunca briguei com a minha namorada até hoje. Sempre usei conhecimento adquirido na sala de aula”, explica Santana.

O esforço da aplicação das ciências exatas fora da sala de aula, para ele, vale a pena. “Dado que é quase certo que ela se tornará minha esposa num futuro próximo, este é outro exemplo de que a matemática do amor traz finais felizes no fim das contas.”