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Beijar várias bocas no carnaval pode trazer doenças, diz médico da UFSCar

Beijo na boca pode transmitir várias doenças  (Foto: Fábio Rezende)

Beijo na boca pode transmitir várias doenças
(Foto: Fábio Rezende)

Pela boca, podem ser transmitidos desde resfriado e gripe, até hepatite B. Mesmo que a pessoa não esteja com o sintoma, pode contaminar a outra.

Suzana Amyuni, no G1

O beijo na boca pode transmitir desde uma simples gripe ou resfriado, até doenças mais graves como hepatite B e turbeculose. O alerta para o período do carnaval, época em que as pessoas beijam vários parceiros desconhecidos, é do clínico geral e professor do departamento de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bernardino Geraldo Alves Souto. “Se estiver com sangramento, o risco aumenta ainda mais”, afirmou.

Segundo Souto, as doenças podem ser transmitidas pela cavidade oral ou nasal. “As viroses respiratórias podem ser transmitidas pelo beijo na boca. Gripe, meningite, tuberculose, herpes é muito frequente e também a mononucleose, uma doença que começa com frebre, ínguas pelo corpo, e pode evoluir para hepatite ou inflamaçãoo no baço”, explicou o professor.

O ambiente escuro e úmido é propício para o desenvolvimento de várias bactérias. De acordo com o cirurgião dentista Silvio Segnini, só na boca há mil bactérias diferentes. “Sem contar as que são desconhecidas. E o mau hálito pode ser um indicativo dessas bactérias ou de alguma afecção na garganta”, falou Segnini. A má conservação dentária é outro fator que amplia a probabilidade de transmissão.

Entretanto, observar o aspecto da pessoa a ser beijada nem sempre é suficiente para evitar o risco. “Isso porque algumas doenças podem ser transmitidas mesmo se não estiverem na fase aguda. Claro que se for na fase aguda, a transmissibilidade é maior, mas, por exemplo, se o vírus da gripe estiver na pessoa um dia antes do beijo, ela não vai ter sintoma e pode transmiti-lo”, afirmou.

Assim também é com o herpes e com a mononucleose, conhecida popularmente como doença do beijo.”A pessoa que transmite essas doenças pode não estar com sintoma naquele momento. A mononucleose pode levar de uma semana a seis meses para ser curada, a resposta ao tratamento é variável”, disse Souto.

Aglomeração
Para o professor da UFSCar, o ideal é evitar locais fechados. “Se a aglomeração tiver que acontecer, é bom que seja em lugares ventilados, porque quanto mais fechado o local,  maior é o risco de transmissão de doenças”, orientou Souto.

Excesso
Outra atitude que pode ajudar a evitar a transmissão de doenças é fugir dos excessos. “Beijar qualquer um o tempo todo facilita a transmissão, há que se evitar o excesso”, recomendou. “Aliás, qualquer tipo dele, inclusive o de bebida, até porque, o fator agravante do carnaval é que com muita bebida ou droga a pessoa perde a capacidade de administrar o próprio comportamento e extrapola, então isso deve ser evitado”, completou o professor.

Doenças
Entre as doenças que podem ser transmitidas pelo beijo na boca, estão gripe, resfriado, faringite, amigdalite, hepatite B, mononucleose, herpes labial, turbeculose e meningite.

Igreja Metodista do Rio brinca com nome de bloco carnavalesco para atrair fiéis

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Bloco Suvaco de Cristo passa pela rua em que fica a igreja. Foliões desfilaram no último fim de semana.

Publicado originalmente no G1

A Igreja Metodista, localizada na Rua Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, brincou com o nome do bloco Suvaco de Cristo para atrair mais fiéis. No último fim de semana, 25 mil foliões desfilaram no bloco pelas ruas do bairro. A apresentadora Cynthia Howlett, madrinha e porta-bandeira do bloco há 12 anos, animou o público. Vinte e uma pessoas foram presas pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) por urinarem nas ruas.

Foto: Gabriel Barreira/G1

dica do Thiago Ferreira de Morais

Morre aos 86 anos André Cassagnes, inventor da Tela Mágica

Causa da morte do criador francês ainda não foi divulgada.  Brinquedo dos anos 60 ainda tem mercado estável, diz fabricante.

Tela Mágica foi criada no fim dos anos 50 por André Cassagnes (Foto: AP/Ohio Art)Tela Mágica foi criada no fim dos anos 50 por André Cassagnes (Foto: AP/Ohio Art)

publicado no G1

A Ohio Art Company, empresa americana que detém os direitos de fabricação da ‘Tela Mágica’, informou que o inventor do famoso brinquedo, André Cassagnes, morreu em Paris no último dia 16. O brinquedo, que permitia ao usuário criar desenhos que podiam ser apagados por meio de dois botões, foi criado pelo então técnico em eletricidade no fim dos anos 50.

Comprada pela Ohio Art Company em uma feira de brinquedos em Nuremberg em 1959, a Tela Mágica vendeu mais de 100 milhões de exemplares no mundo. No ano seguinte à aquisição da peça, o brinquedo foi o mais vendido nos Estados Unidos.

Enquanto trabalhava com pós metálicos, Cassagnes percebeu o potencial de um possível brinquedo. Ele constatou que as marcas de revestimento de pó de alumínio podiam ser vistas do outro lado de uma placa translúcida.

‘A Tela mágica trouxe muito sucesso à empresa e seremos eternamente gratos ao Sr. André por tudo isso’, disse o presidente da Ohio Art Company, Larry Killgallon. ‘Sua invenção trouxe alegria a muitas pessoas, durante muito tempo’, acrescentou.

Em uma época de computadores, tablets e gadgets, o brinquedo pode parecer antiquado e ultrapassado. No entanto, a empresa diz que ele ainda tem um mercado estável, graças à sua aparição na série de filmes Toy Story.

A peça ficou também em evidência no ano passado, durante a campanha presidencial americana. O candidato republicano e ex-governador pelo Estado americano de Massachusetts, Mitt Romney, associou sua campanha ao brinquedo. ‘Você pode sacudir e começar tudo de novo’, disse na ocasião o porta-voz da campanha, Eric Fehrnstrom. O comentário foi visto pelos rivais como uma prova de que Romney estava disposto a mudar de posição para ser eleito.

Pipas
A Tela Mágica foi considerada pela Associação Americana de Indústria de Brinquedos ‘um dos brinquedos mais memoráveis do século XX’. Apesar de ser conhecido como o criador do brinquedo, Cassagnes também ganhou prestígio nos anos 80, como o mais bem sucedido designer de pipas para fins de competição na França.

Com ‘força de Deus’, mãe que perdeu 2 filhos em incêndio tenta seguir vida

Elaine Marques Gonçalves conforta a neta

Elaine Marques Gonçalves conforta a neta

Elaine foi responsável por confortar parentes em velório e enterro. ‘Só quero que os responsáveis paguem’, disse a mãe de Deives e Gustavo.

Tatiana Lopes, no G1

Primeiro Deives, depois Gustavo. Dois dos quatro filhos de Elaine Marques Gonçalves, 61 anos, que estavam na boate Kiss na madrugada do dia 27 de janeiro, morreram em razão do incêndio que atingiu o local. Uma semana após a tragédia, a mãe recebeu o G1 em sua casa, no bairro Perpétuo Socorro, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, para mostrar como tenta retomar a vida. Ela busca apoio na fé, na família e no carinho de pessoas desconhecidas que oferecem ajuda em meio ao sofrimento causado por sentimentos que se misturam: saudade e revolta.

“Essa força é de Deus”, explicou Elaine ao ser questionada sobre suas reações desde o dia do primeiro velório. Foi ela quem confortou amigos e familiares que não conseguiam conter as lágrimas. A força da mãe contagia a todos que a cercam. “Me doía ver aquele sofrimento, eles estavam chorando junto comigo, pelos meus filhos. Foi disso que tirei forças”, completou.

Mãe mostra fotos de Deivis e Gustavo Marques Gonçalves, vítimas de incêndio em Santa Maria

Mãe mostra fotos de Deivis e Gustavo Marques
Gonçalves, vítimas de incêndio em Santa Maria

Morreram 237 pessoas que estavam na boate naquela noite. De acordo com a última atualização da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, 114 feridos seguem internados em hospitais.

Na casa humilde, mas aconchegante, Elaine guarda os pertences dos filhos que ainda moravam com ela. Deives Marques Gonçalves, de 33 anos, foi velado no domingo, dia da tragédia. O irmão, Gustavo Marques Gonçalves, de 25 anos, morreu dois dias depois. Ele havia sido transferido para Porto Alegre, mas não resistiu. Fotos dos dois estão dispostas pela residência. Nos quartos, roupas de cama, roupas do dia a dia e objetos variados continuam nos lugares em que estavam. Algumas coisas, segundo a família, serão doadas a abrigos da cidade.

Sentada no sofá com a neta Julia, que completa seis anos em abril, Elaine tomava chimarrão e lembrava de Deives, seu “companheiro de mate” diariamente. Julia é filha de seu filho mais velho, Jean, de 36 anos, com a mulher Simone. Eles estão na casa de Elaine para fazer companhia nestes dias difíceis. Na mesma casa mora a outra filha, Daniele, de 31 anos.

Durante a conversa, Elaine lembrava de histórias que viveu com Deives e Gustavo. O mais velho, “mais dependente”, segundo ela, passou por dificuldades em 2007. Teve diagnosticada uma trombose, que curou após cinco dias de internação no hospital. Para pagar o tratamento, a mãe recebeu ajuda de uma família de amigos para quem já havia trabalhado. Com R$ 250, ela pagou exames e terminou o tratamento do filho.

Ela contou que sempre viveu para os quatro filhos. “Sempre fiz de tudo para eles, sempre quis o melhor e que eles tivessem estudo”, disse. Antes do incêndio na Kiss, Gustavo trabalhava como vendedor em uma loja no Royal Shopping, em Santa Maria. Deives estava desempregado e tinha planos de voltar a estudar. Ele chegou a cursar Administração no Centro Universitário Franciscano (Unifra), também no município, mas não conseguiu conciliar devido ao horário do trabalho na época. A família não tinha condições de pagar a universidade particular.

Elaine com a família em casa

Elaine com a família em casa

Ajuda de todos os lados
A irmã Daniele, que está desempregada, agradece as mensagens de carinho enviadas pela internet e pelo telefone. Os perfis dos familiares no Facebook recebem recados de conhecidos e desconhecidos diariamente. “Eu vou aceitando quem pede para ser meu amigo, porque acho importante. No momento a gente precisa desse carinho”, ressaltou.

O telefone da casa da família toca sem parar. Familiares e amigos entram em contato, mas pessoas que eles não conhecem também ligam. No portão da residência também surgem pessoas que querem levar algumas palavras de conforto e até doações. “Nós aceitamos. Não vou mentir, a gente precisa”, disse.

Daniele espera, no entanto, que a família continue recebendo mensagens de apoio e que as amizades sejam fortalecidas. “Desejo que isso não acabe aqui, que não seja apenas agora”, comentou.

Durante a entrevista, três psicólogas bateram na porta da casa de Elaine para prestar apoio. Elas integram o grupo “Psicologia pela Humanidade”, com profissionais de São Paulo e do Rio de Janeiro, e estão em Santa Maria para ajudar a amenizar o sofrimento de quem perdeu parentes ou amigos, e também sobreviventes.

Ao entrarem no quarto de Gustavo com Eliane, a mãe não segurou o choro. As psicólogas a confortaram com palavras e abraços. Tentando conter as lágrimas, ela contou o quanto está sendo difícil suportar a ausência dos dois. “É horrível acordar e dar de frente com a realidade”, resumiu.

Renda vem de encomendas e pensão
Manicure, Elaine não trabalha mais com a profissão desde 1997. Naquele ano, passou a cuidar de uma idosa. “Trabalhei com a ‘dona Chiquinha’ por 11 anos. Depois ela teve complicações devido a um câncer de mama, teve também câncer de pulmão, até morrer em 2008″, lembrou. Depois, Elaine focou na produção de salgadinhos e docinhos por encomenda.

Atualmente, a renda de Elaine é composta pela pensão do marido, que morreu em 2011 por complicações de Parkinson, e do que arrecada com as encomendas. No portão de casa, na placa com o contato para os pedidos, a família pendurou fitas pretas, em luto pela morte de Deives e Gustavo.

Para o dia 9 de fevereiro ela já tem uma encomenda. Uma cliente pediu cerca de 700 unidades para a festa do filho. Mesmo abalada, Eliane pretende entregar o pedido. “É o meu trabalho. É aniversário do filho dela e a vida segue em frente, eu tenho que fazer”, disse. Familiares, porém, acreditam que ela precisa tirar um período de descanso. “Nós vamos conversar com ela, ela precisa parar um pouco”, disseram os irmãos.

Apelo por justiça
Tudo o que a família quer é que a justiça seja feita. Autoridades trabalham na investigação e na identificação de possíveis responsáveis pela tragédia. Os parentes fazem a sua parte endossando abaixo-assinados e se manifestando da maneira que podem.

“Quero o povo comigo, porque não vou perder dois filhos impunemente. Dei a eles tudo o que precisavam. Agora perco eles e fica por isso? E os parentes das outras vítimas? Não quero que ninguém me pague nada, não quero dinheiro, isso não traz meus filhos de volta. Quero é que os responsáveis paguem pelo que fizeram. E todo mundo está me apoiando”, desabafou Elaine.

fotos: Tatiana Lopes

Cantora japonesa raspa cabelo como castigo por passar noite com jovem

À esquerda, Minami Minegishi em foto de junho de 2012, e, à direita, em imagem de quinta-feira (31), em vídeo (Foto: AFP/Toshifumi Kitamura e AFP/AKB48/YouTube)

À esquerda, Minami Minegishi em foto de junho de 2012, e, à direita, em imagem de quinta-feira (31), em vídeo (Foto: AFP/Toshifumi Kitamura e AFP/AKB48/YouTube)

Minami Minegishi, do grupo AKB48, foi flagrada por revista com dançarino. Ela disse ‘ter decidido sozinha’ castigar sua conduta ‘impensada e imatura’.

Publicado originalmente no G1

Minami Minegishi, integrante do grupo musical japonês AKB48, surpreendeu fãs ao publicar um vídeo no YouTube na quinta-feira (31) em que é vista com a cabeça raspada. Ela descreve o visual como um autocastigo por ter passado a noite com um jovem, algo proibido nas normas impostas às meninas da banda.

“Peço perdão às outras integrantes da AKB48, a minha família, aos funcionários da minha produtora pelas preocupações que possam ter tido após a leitura de um artigo que apareceu hoje”, diz Minami Minegishi, apelidada de Mii-chan, de 20 anos. O vídeo já foi visto mais de 4 milhões de vezes.

Na quinta-feira, o semanário japonês “Shukan Bunshin” publicou, com fotografias, uma reportagem que indicava que em meados de janeiro Minami Minegishi passou uma noite na casa de um jovem dançarino de 19 anos. Nas imagens é possível vê-la entrando e saindo do edifício onde o jovem vive.

A AKB48 é uma banda integrada exclusivamente por meninas jovens que devem respeitar uma regra muito estrita que as proíbe de manter relações sexuais, uma imposição que tem por objetivo preservar sua imagem de pureza diante dos milhões de seguidores.

“Não sabia o que fazer, não pedi conselho a ninguém, nem à produtora, nem às outras integrantes do grupo”, respondeu a jovem após a publicação do artigo.

No vídeo visto mais de quatro milhões de vezes em 24 horas, Minami Minegishi acrescentou “ter decidido sozinha” castigar sua conduta “impensada e imatura” raspando a cabeça, uma imagem dura que incomodou muitos japoneses.