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Após reação alérgica a remédios, jovem tatua alerta no braço

Lista das substâncias que jovem não pode tomar tem cinco itens. Alerta chamou atenção de outros alérgicos, que querem fazer o desenho.

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publicado no G1

Alérgica a algumas substâncias presentes em medicamentos, a estudante Lauanne Araújo, 23 anos, resolveu tatuar no braço esquerdo um alerta com os componentes que podem causar reações adversas. Ela diz que carrega na bolsa uma lista com esses produtos, mas a medida foi tomada para o caso de estar inconsciente, visto que já teve problemas com remédios errados.

De acordo com a jovem, a ideia surgiu depois que um médico recomendou uso de algum informativo sobre os componentes que poderiam trazer problemas a ela. “Fiquei pensando onde eu poderia colocar a lista e encontrei uma menina, na internet, que tinha tatuado que era diabética. Achei sensacional”, diz.

Uma cruz vermelha seguida dos dizeres “Alérgica, não use” indica a lista com as substâncias que podem ser nocivas: dipirona sódica, ainh, ácido acetilsalicílico, pirazolona e melubrina. Depois de decidir o desenho, foi o momento de escolher o local a ser tatuado, o que segundo a estudante, que já tinha outras cinco impressões no corpo, não foi por acaso.

“Eu pensei em vários lugares, pensei em fazer na costela, mas não é visível. O braço é o primeiro lugar que eles pegam para aplicar a medicação”, explicou.

Lauanne disse que as pessoas tiveram reações diferentes ao saber da decisão. “Alguns amigos próximos, que já me viram tendo reação alérgica, acharam sensacional, mas ficaram com receio de ficar feio. Algumas pessoas acharam ridículo, mas com o resultado falaram que é diferente, adoraram”, explicou.

Risco
A jovem conta que descobriu aos poucos as alergias. “A dipirona eu descobri na escola, quando uma professora me deu a medicação para dor de cabeça e eu fui parar no hospital”, explica. Outro episódio semelhante, porém mais grave, aconteceu durante a adolescência, com um remédio para cólicas.

“Tomei e [a reação] foi instantânea. Comecei a ficar vermelha, com falta de ar, as mãos e os pés começaram a ficar pretos, cheguei ao hospital sem enxergar quase nada. Tive princípio de parada cardiorrespiratória”, afirma.

Depois dessa situação, a estudante procurou um médico alergista para saber o que poderia ou não tomar. “Foi bem complicado e o que me deixou mais assustada. [O Médico] Deu o alerta de que [o problema] é uma coisa séria”, disse.

Lauanne diz que postou nas redes sociais fotos da tatuagem. Além da repercussão com os comentários de internautas, ela conheceu outras pessoas que passam pelo mesmo problema. “Fui descobrir agora que muitas pessoas têm alergia e muita gente me falou que a ideia era legal e que poderiam fazer também”, conta.

Após reação alérgica a remédios, jovem de MS tatua alerta no braço (Foto: Fabiano Arruda/G1 MS)Após reação alérgica a remédios, jovem de MS tatua alerta no braço (Foto: Fabiano Arruda/G1 MS)

Orientações
A professora doutora de farmacologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Mônica Cristina Toffoli Kadri, explicou ao G1 que os cinco itens tatuados pela jovem são, basicamente, para uso analgésico ou anti-inflamatório. Segundo a pesquisadora, anti-inflamatório não hormonal (AINH) é uma classe terapêutica, que tem como derivados ácido acetilsalicílico e pirazolona (classes químicas); dipirona sódica e melubrina derivam da pirazolona.

Dipirona sódica – que está contida em medicamentos como Novalgina, Anador e Dorflex – é utilizada como analgésico para combater a dor provocada por alguma inflamação. O ácido acetilsalicílico – encontrado em Aspirina ou AAS – também é analgésico até 500 mg; acima de 1 g, torna-se um anti-inflamatório.

Mônica alertou para as reações que uma pessoa alérgica pode ter caso tome um medicamento inadequado. Segundo ela, essa pessoa pode ficar toda pipocada ou ter os brônquios e garganta fechados, o que comprometeria a respiração. As reações podem ser piores em quem tem asma ou bronquite e podem provocar até a morte, dependendo do caso.

Grupo aplica golpes por telefone em pacientes de hospitais de São Paulo

Pacientes do Sírio-Libanês e Albert Einstein já foram alvos.
Vítimas têm doenças como câncer e precisarão de remédios caros.

sirioPublicado no G1

Criminosos estão aproveitando o momento de fragilidade de quem tem parentes internados em hospitais para aplicar golpes por telefone. Na maioria das vezes, as vítimas têm doenças como câncer e vão precisar de remédios caros, ou acompanhamento médico depois da alta.

O golpe já foi aplicado em pelo menos dois grandes hospitais da capital. Ambos reconhecidos centros de excelência médica e locais de grande circulação de profissionais de saúde, pacientes e visitantes. Os bandidos ligam no apartamento do paciente cobrando honorários ou oferecendo medicamentos importados com desconto. Os hospitais reforçaram as orientações de segurança assim que souberam dos golpes.

No Sírio-Libanês, a administração do hospital chegou a entregar aos pacientes um comunicado alertando para a ação dos golpistas.”Além da presença de seguranças devidamente uniformizados e do monitoramento feito por câmeras de vigilância, a instituição mantém um sistema eletrônico para o registro da entrada e saída de visitantes em todas as recepções. Embora haja todos esses esforços, pessoas de má fé estão utilizando o telefone para obter vantagens financeiras indevidas”, diz o comunicado.

O informativo detalha o golpe:

- Uma pessoa que se faz passar por médico liga para o quarto do paciente e alega ter desconto junto a um laboratório, diz que vai repassar  o medicamento por um valor mais barato. E deixa um número de celular.

- Os próximos contatos são feitos via celular: ligação ou mensagens de texto.

Depois que o paciente faz o depósito da quantia pedida, o falso médico liga novamente, avisa que se enganou ao informar o valor e pede um segundo depósito.

Outro centro médico de referência onde o golpe foi aplicado é o hospital israelita Albert Einstein. O crime também foi motivo de alerta a médicos e pacientes. “Há alguns meses vêm ocorrendo uma modalidade de estelionato em hospitais brasileiros, em que pessoas inescrupulosas beneficiam-se da angústia e preocupação dos pacientes ou de seus acompanhantes para obter vantagens financeiras”, revela informativo do Hospital Albert Eistein.

Investigação
A polícia também orienta que as pessoas não aceitem as ofertas por telefone e não façam depósitos, sem antes checar com o hospital ou com o médico. Os casos já estão sendo apurados. A polícia quer saber como os bandidos tinham dados dos pacientes.

“A polícia investiga procurando, principalmente, rastrear os usuários das linhas telefônicas utilizadas e perceber se alguém poderia dar algum tipo de informação privilegiada para aquele que está praticando o delito”, afirma o delegado Paulo Cesar Freitas.

O golpe aplicado no Albert Einstein e no Sírio-Libanês já é de conhecimento da polícia. A investigação quer saber como os estelionatários têm informações sobre os pacientes a quem eles enganam. E para outras pessoas não caíam no golpe, fica o alerta.

“Devemos ter uma atenção redobrada quando a pessoa que oferta solicitar um adiantamento em dinheiro, ou depósito bancário, transferência bancária, porque são estratagemas, normalmente utilizada pelos estelionatários”, complementa Freitas.

Até agora, nenhum golpista foi identificado ou preso. O hospital israelita Albert Einstein informou que assim que tomou conhecimento da ação dos bandidos, avisou a polícia e desde então nenhum golpe foi aplicado mais. O  hospital Sírio-libanês  disse que tem conhecimento de que existem quadrilhas especializadas em tentar aplicar golpes por telefone em pacientes internados em instituições de saúde.

Também falou que adota medidas no sentido de prevenir essas ações com o objetivo de resguardar a segurança e o bem-estar dos pacientes. A produção do SPTV conversou com a filha de uma paciente que deu R$ 15 mil para os estelionatários. Ela não quis gravar entrevista.

Alemanha cria ‘terceiro gênero’ para registro de recém-nascidos

Além de masculino e feminino, crianças hermafroditas podem ser declaradas ‘indefinidas’.

foto: BBC

foto: BBC

Publicado no G1

A partir de 1º de novembro, a Alemanha oferecerá aos pais três opções para registrar seus filhos: “masculino”, “feminino” e “indefinido”.

A nova lei foi aprovada em maio, mas seu teor só foi divulgado agora. Com isso, a Alemanha passa a ser o primeiro país europeu a oficializar o terceiro gênero.

Essa mudança é uma opção para pais de bebês hermafroditas, que nascem fisicamente com ambos os sexos.

A nova legislação abre a possibilidade de a criança, ao se tornar adulta, escolher posteriormente se prefere ser definida como homem ou mulher. Ou mesmo seguir com o sexo indefinido pelo resto da vida.

Questões indefinidas 

Na Alemanha, alguns jornais disseram que a mudança é uma “revolução legal”. No entanto, a lei não prevê como a escolha do sexo indefinido é refletida em documentos como o passaporte, onde existe apenas escolha entre “M” e “F”. A revista alemã de direito familiar FamRZ sugere que a opção de sexo indefinido seja marcada com a letra “X”.

A nova lei é amparada em uma decisão do tribunal constitucional alemão que estabeleceu que pessoas que se sentem profundamente identificadas com um determinado gênero têm o direito de escolher seu sexo legalmente.

Outro assunto ainda a ser definido é matrimônio. A lei alemã só permite atualmente casamentos entre homens e mulheres, o que não contempla pessoas de gêneros indefinidos.

Poucos países no mundo possuem legislações sobre terceiro sexo. A Austrália aprovou uma lei há seis semanas, mas desde 2011 os australianos já têm o direito de identificar-se com o sexo “X” no passaporte. Na Nova Zelândia, isso é possível desde 2012.

O correspondente da BBC na Alemanha, Demian McGuiness, afirma que ainda há outros pontos em aberto. No caso de uma pessoa de sexo indefinido ser presa, em qual presídio ela seria detida?

O grupo de direitos de pessoas transgêneros Trangender Europe vê avanços na legislação alemã, mas reivindica mais mudanças.

“É [uma mudança] lógica, mas não é uma lei tão progressista como gostaríamos que fosse”, disse Richad Köhler, do Transgender Europe. Ele diz que a lei só contempla bebês que tiveram diagnóstico médico de hermafroditismo.

A entidade quer que as pessoas possam ter o direito de deixar a opção de gênero em branco, sem precisar se quer se declarar ‘indefinido’.

Dica do Eliel Batista

Seguranças discutem com cliente que filmou Feliciano em churrascaria

Cliente, que pediu para não ser identificado, foi abordado por seguranças. Polícia registrou ocorrência em vias de fato, quando não há lesão corporal.

utado federal Marco Feliciano (PSC-SP) veio ao RS inaugurar uma igreja em Canoas (Foto: Divulgação/ Assessoria Marco Feliciano)

Deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) veio
ao RS inaugurar uma igreja em Canoas
(Foto: Divulgação/ Assessoria Marco Feliciano)

Publicado no G1

A Brigada Militar registrou uma ocorrência na madrugada desta sexta-feira (16), em Porto Alegre, envolvendo um segurança do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP). Segundo a polícia, um cliente de uma churrascaria da capital filmava o político quando a confusão se iniciou.

O homem, que pediu ao G1 para não ter seu nome divulgado, conta que foi abordado por pelo menos quatro seguranças quando foi ao banheiro. Eles pediram para que ele apagasse a gravação no celular. Houve discussão. Ofendido, o cliente chamou a BM ao estabelecimento e foi lavrado um termo circunstanciado, assinado pelas duas partes.

A ocorrência, conforme a Brigada Militar, foi registrada como vias de fato. De acordo com o cliente, outras pessoas que jantavam no restaurante reclamavam da presença do político. Ao perceber a movimentação, um dos seguranças pessoais de Feliciano encarou um homem. Neste momento, o cliente resolveu iniciar a gravação.

Segundo um funcionário da churrascaria, que também não se identificou ao G1, a discussão ocorreu ainda do lado de fora do estabelecimento, na chegada do deputado. Depois, segundo ele, Marco Feliciano entrou no local com seus seguranças para jantar.

A assessoria do deputado garantiu ao G1 que Feliciano não presenciou o fato. Segundo o assessor, o político veio ao Rio Grande do Sul participar da inauguração de uma igreja em Canoas, na Região Metropolitana, na noite de quinta-feira (15).

Google diz que usuários do Gmail não esperam por confidencialidade

Gmail

 

Publicado no G1

Google afirmou, por meio de documentos entregues à Justiça dos Estados Unidos, que os usuários de seu serviço de e-mail, o Gmail, não possuem expectativa de que as mensagens enviadas e recebidas sejam confidenciais.

Segundo reportagem do jornal britânico “Guardian”, o grupo que defende o consumidor Consumer Watchdog chamou a afirmação do Google de “admissão chocante”.

“O Google enfim admitiu que não respeita a privacidade”, disse John Simpson, diretor da entidade. “Se você se incomoda com a privacidade de sua correspondência via e-mail, não use o Gmail.”

O documento do qual faz parte a declaração do Google foi apresentado à Justiça em julho. O texto consta da defesa da empresa para encerrar um processo em que a empresa é acusada de acessar o conteúdo dos e-mails para direcionar anúncios aos usuários.

Alegando que isso violaria leis de privacidade, a ação judicial, aberta em maio, afirma que a companhia não só abre e lê os e-mails como também obtém o conteúdo ilegalmente.

“Todos os usuários de e-mail devem necessariamente esperar que seus e-mails sejam sujeitos a processamento automático”, afirma o Google no documento judicial, afirmando que a acusação tenta “criminalizar práticas comuns de negócios”.

“Da mesma forma que quem envia uma carta a um parceiro de negócio não pode se surpreender se a secretária ele abrir a carta, as pessoas que usam e-mail baseado não devem se surpreender se sua comunicação for processada pelo serviço de comunicações eletrônicas do destinatário durante o processo de entrega”, escrevem os advogados do Google.

Desdenhando do argumento, Simpson diz que não espera que o carteiro leia suas correspondências.