Ex-técnico que combateu atletas de Cristo diz ter ajudado o futebol

Como treinador, Cassia (dir) dirigiu times como Grêmio, Internacional e Ponte Preta (foto: Marcelo Bertani)
Como treinador, Cassia (dir) dirigiu times como Grêmio, Internacional e Ponte Preta (foto: Marcelo Bertani)

Vanderlei Lima, no UOL

Agradecer a Deus é quase um discurso unânime nas entrevistas pós-jogo dos boleiros na saída de campo. Houve um tempo, porém, em que um grupo de jogadores se destacou por fazer verdadeiras pregações. Eram os atletas de Cristo, centro de polêmicas que dividiam os fãs de futebol. Maior combatente da facção, o ex-técnico Cassiá Carpes relembra hoje da ‘cruzada’ que liderou contra os jogadores e, olhando para trás, acredita ter feito um bem aos clubes.

Zagueiro nos anos 1970 e depois comandante de clubes como Grêmio, Inter e Ponte Preta, Cassiá, que desde a última década vem se dedicado à política, reprovava o que ele hoje chama de “isolamento” dos atletas de Cristo.

“Naquela época, eles não percebiam o sentido de grupo, se recolhiam, se isolavam. Tudo o que era bom vinha deles, o ruim não, então não tinham conceito de grupo”, analisou o atual deputado estadual em entrevista ao UOL Esporte.

“Dizia na época que não existia um time de Cristo, mas sim um coletivo, cada um com a sua religião. Hoje, entendo que ajudei a desmitificar essa questão”, disse Cassiá.

Apesar de ter travado quase uma guerra contra o grupo, o ex-treinador garante não ter problemas com religião. Pelo contrário, diz ser católico e ver um papel importante da religião na sociedade.

“Não tenho nada contra religião. Aliás, se não fosse a religião, o país estava pior, especialmente na questão das drogas. As igrejas têm papel importante. Sou católico não praticante, mas o importante é o caráter, a índole. Às vezes, não precisa ir à igreja para rezar”, argumentou Cassiá, citando o exemplo de um jogador por quem tinha admiração mesmo sendo do grupo.

“Me lembro do Gilson Batata no Rio Branco. Ele era símbolo de garra, raça e era atleta de Cristo. Então, era isso, eu não queria jogador melancólico”, pontuou.

De volta ao futebol

Cassiá abandonou o trabalho de técnico no ano 2000 e, desde então, somou dois mandatos como vereador e outros dois como deputado estadual, todos no Rio Grande do Sul. Agora, porém, diz que pretende deixar a política e retornar ao futebol, mas não no gramado.

“Estou anunciando que não irei mais concorrer na política. O quadro político nacional é de corrupção, hoje é toma lá dá cá”, declarou, avisando que concluirá seu último cargo no ano que vem.

“Penso em voltar a trabalhar como comentarista esportivo. Sou radialista, trabalhei por seis anos na Rádio Pampa. Na época, não tinha como conciliar rádio com a vida pública”.

Se voltar ao futebol, Cassiá pode ter a oportunidade de analisar o desempenho de Neymar, principal estrela do futebol brasileiro e que ele compara a Dener, jovem craque que ele comandou no Grêmio e morreu em um acidente de carro em 1994.

“Em termos de arrancada, o Neymar lembra o Dener. Tinha habilidade, velocidade, mas o Neymar leva vantagem, pois se desloca mais. O Dener tinha uma arrancada frontal”, finalizou como bom comentarista.

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“Já passei por fase roqueira”, diz missionário que está evangelizando no Rock in Rio

Fabíola Ortiz, no UOL

José Roberto Martins saiu de Maceió com mais dois voluntários na missão de distribuir 30 mil folhetos (foto: Fabíola Ortiz/UOL)
José Roberto Martins saiu de Maceió com mais dois voluntários na missão de distribuir 30 mil folhetos (foto: Fabíola Ortiz/UOL)

“Já passei por uma fase roqueira”, conta missionário de igreja evangélica que veio para o Rock in Rio para tentar converter fãs roqueiros.

Jesus e música combinam, garante o advogado de 60 anos, José Roberto Martins. De Maceió, o missionário veio para o Rio de Janeiro com mais dois voluntários na missão de distribuir 30 mil folhetos. Abaixo da logo do Rock in Rio, o nome de Jesus está estampado junto com a frase “A melodia do meu coração”.

“Já passei por uma fase roqueira e tentei preencher de várias maneiras. Mas o rock não me preencheu. Hoje é dia de rock pesado, mas sinto que o pessoal com quem falei é otimista”, disse José Roberto.

Ele conta que já gostou de rock, mas agora só vem ao festival com a missão de “preencher o vazio nos corações dos roqueiros”. Na edição de 2011, ele também marcou presença nas filas no entorno da Cidade do Rock.

José Roberto veio ao Rio especificamente para ficar do lado de fora dos portões e assegura que o tempo feio com probabilidade de chuva não incomoda.

“Sou um agente, quem converte é Jesus”, disse.

Ele chegou por volta das 10h desta quinta-feira (19) para abordar as pessoas na fila e diz que não tem hora para sair. E assim será sua rotina até o último dia do evento, domingo (22).

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Vaga para estágio em estúdio pornô em SP recebe mais de 500 currículos

brasileirinhas

Chico Felitti, na Folha de S.Paulo

A bolsa-auxílio de R$ 900 não é astronômica e os benefícios se resumem a R$ 6 diários de vale transporte e vale-refeição a combinar. Mesmo assim, a vaga de estágio para tratar imagens do estúdio pornográfico Brasileirinhas recebeu mais de 500 currículos desde que foi anunciada na internet, nesta semana.

“Pelo que eu vi, já tem de 500 currículos para mais”, diz o diretor da produtora, Clayton Nunes. A vaga pede conhecimentos de linguagens digitais como PHP e HTML e o anúncio avisa em uma observação: “Não possuir restrição para trabalhar com conteúdo adulto”.

Afinal, o estúdio tem entre as estrelas do seu catálogo nomes como Kid Bengala e famosos que fazem incursões no mundo do pornô, como Rita Cadillac, Alexandre Frota e Gretchen.

Mas a disputa candidato/vaga é menor do que o número grande de postulantes pode sugerir. “A maioria [dos currículos que chega] é na brincadeira. Sério mesmo não chega a 10%”, afirma Nunes. “É cheio de tarado.”

TODA NUDEZ SERÁ TRATADA

Dos 30 funcionários que batem cartão no escritório, em lugar não revelado do centro da cidade, “uns 20 são mulheres”, afirma o chefe. “E ninguém trabalha pelada, como pensam uns caras que se candidatam. Quando vem alguma atriz, ela passa por aqui rapidinho. E de roupa.”

Além de só ver gente nua na tela do computador, o estagiário terá um bom trabalho pela frente. “Lançamos uns 12 filmes por mês. E todas as fotos, seja pra capa do DVD ou para o site, precisam de um tratamentozinho. É um trabalho legal”, garante o contratante.

Mas o encanto pelo material de ofício se quebra rápido, garante o empresário. “Em duas semanas, vira produto. Você se familiariza de tal forma que vira como se você estivesse tratando imagem de Bom Bril.”

dica do Ed Brito

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Projeto suspende imunidade tributária de igrejas

Se entidades religiosas descumprirem requisitos previstos em lei, passarão a pagar impostos. Proposta também vale para partidos políticos, sindicatos e instituições educacionais e de assistência social sem fins lucrativos

Proposta prevê o fim da isenção tributária e fiscal para igrejas no país
Proposta prevê o fim da isenção tributária e fiscal para igrejas no país

Rodolfo Torres, no Congresso em Foco

Enquanto o papa Francisco visita o Brasil, dorme desde fevereiro deste ano na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara um projeto de lei que suspende a imunidade tributária de templos de qualquer culto, partidos políticos, sindicatos e de instituições educacionais e de assistência social sem fins lucrativos. A proposta estabelece que, ao descumprir os requisitos previstos atualmente em lei, as entidades terão os benefícios cortados temporariamente.

As regras para que essas entidades recebam imunidade tributária estão no Código Tributário Nacional. São elas: não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título; aplicarem integralmente, no país, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais; manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão.

De acordo com o Projeto de Lei Complementar 239/13, se for constatado que qualquer dessas entidades agraciadas pela Constituição com o não pagamento de impostos “não está observando requisito ou condição previstos para o gozo da imunidade”, caberá à fiscalização tributária expedir notificação fiscal para suspensão do benefício.

“É um projeto meritório porque garante o devido processo administrativo na questão fiscal. Ele não entra no mérito se a entidade deve ter a imunidade suspensa, apenas ajusta o procedimento”, afirma o autor da proposta, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), que é integrante da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) no Congresso.

“Para haver a suspensão, tem de haver a notificação do contribuinte”, complementa. O prazo para defesa, segundo a proposta, será de trinta dias e os recursos apresentados nesse período tiram o efeito da suspensão até uma decisão final da autoridade fiscal competente.

A proposta original é do atual prefeito de Curitiba e ex-deputado tucano, Gustavo Fruet (PDT). Em 2009, ele apresentou o Projeto de Lei Complementar 470/09. A medida chegou a ser aprovada na CFT em dezembro de 2009. Contudo, foi arquivada em janeiro de 2011 por conta do fim daquela legislatura. “O objetivo é fortalecer o terceiro setor, a atividade filantrópica e afastar eventuais ‘entidades’ que desviam sua finalidade, como já se observou em algumas investigações”, justificou Fruet à época.

Por sua vez, Marcos Rogério considera que, com a aprovação do projeto de lei, “os interesses das entidades imunes e dos fiscos estarão atendidos, trazendo segurança jurídica para todos os envolvidos”. Em abril, o deputado Dr. Ubiali (PSB-SP) foi indicado para relatar a proposta. Até o momento, o parecer não ficou pronto. Além da CFT, a proposta deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir à plenário.

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Resort no Japão oferece banhos de hidromassagem em piscina de vinho

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Publicado no Hypeness

Está disponível durante um período de apenas 12 dias por ano, mas alegra quem visita o Yunessun Spa Resort, no Japão. Lá podemos encontrar tratamentos onde se dispensa a água e os banhos são em uma piscina de vinho. O motivo? Dizem os responsáveis que o vinho é rejuvenescedor para o corpo e que isto era algo que Cleópatra fazia com frequência.

O mais interessante para alguns é que, não só podem se banhar no vinho, como podem bebê-lo: por cima da piscina fica uma garrafa gigante, de onde os visitantes se podem servir. Apesar de os responsáveis pela piscina afirmarem que o vinho tem efeitos positivos para o corpo, Mathilde Thomas, um dos primeiros a lançar esta moda (sim, já é moda em outras partes do mundo), garante que o vinho não traz nenhum benefício.

É tudo uma questão de diversão, portanto. No Trip Advisor, site de partilha de experiências entre viajantes, quem lá esteve descreve o lugar como singular e relaxante. Veja as fotos e diga: você entraria?

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