Luz que nunca apaga

Engenheiro espanhol cria lâmpada que dura até 100 anos, lidera movimento mundial contra a vida curta dos aparelhos eletrônicos e é ameaçado de morte

LONGA VIDA Muito lixo deixará de ser produzido, caso a lâmpada criada por Benito Muros se popularize
LONGA VIDA
Muito lixo deixará de ser produzido, caso a lâmpada
criada por Benito Muros se popularize

Ana Carolina Nunes, na IstoÉ

O silêncio do engenheiro espanhol Benito Muros é caro. Já ofereceram 30 milhões de euros (R$ 87 milhões) e ele não aceitou. Os compradores não desistiram e deixaram uma ameaça de morte na secretária eletrônica de Muros. Ele conta ainda que sofreu um golpe, quando ladrões de patentes se apresentaram como investidores. “Todos os episódios estão em investigação policial. No inquérito, estão envolvidos um jogador de futebol da primeira divisão espanhola, um vereador do Partido Popular e um empresário”, diz o engenheiro. Todo esse alvoroço foi provocado por uma lâmpada.

Muros é criador e produtor da lâmpada OEP Electrics. Por fora, parece com as concorrentes, mas no seu interior possui um sistema com garantia de 25 anos, ou 219 mil horas de funcionamento contínuo. É um golpe com poder fatal para a indústria. O invento do espanhol quebraria um pacto velado entre os fabricantes de lâmpadas. Pelo acordo, esses produtos não podem ultrapassar as mil horas de vida, para o bem da economia (das empresas) e o desespero dos ambientalistas. Contra esse estado de coisas, Muros lançou o movimento SOP (Sem Obsolescência Programada), o que aumentou a fúria de seus concorrentes.

Predeterminar o tempo de vida dos produtos é uma prática adotada desde o começo dos anos 1920. Ganhou força nos anos 1930, quando os Estados Unidos sofriam a grande depressão econômica. O industrial Brooks Stevens foi quem defendeu a prática, argumentando que o incentivo ao consumo seria fundamental para a recuperação da economia. “Um produto que não se desgasta é uma tragédia para os negócios”, publicou numa revista na época, quando a preocupação com o ambiente e os perigos do consumo desenfreado não eram previstos nem pelos mais visionários.

Passado quase um século, as lâmpadas são o maior símbolo da obsolescência programada. Thomas Edison orgulhava-se, em 1871, da duração de 1.500 horas de sua invenção. Em 1924, a publicidade destacava a vida útil de 2.500 horas. Foi nesse ano que, segundo o pesquisador Markus Krajewski – da Universidade Bauhaus de Weimar, na Alemanha –, surgiu o cartel batizado de Phoebus, estipulando a duração máxima de mil horas. Em 1953, um tribunal americano proibiu a pré-limitação, mas, na prática, os consumidores vivem outra realidade. As meias de náilon, por exemplo, que eram classificadas como “irrompíveis” no início do século passado, hoje se encaixam mais na categoria de descartáveis.

Produtos eletrônicos como computadores, impressoras, celulares e eletrodomésticos também são grandes exemplos de obsolescência. O documentário espanhol “Comprar, Jogar Fora, Comprar” (2011) usa uma impressora para exemplificar o tema. O equipamento deixa de funcionar sem motivo aparente, e o custo para consertá-lo é mais alto que o de comprar um novo.

A ideia por trás da lâmpada de Muros surgiu quando ele conheceu, no quartel dos bombeiros da cidade americana de Libermore, uma lâmpada acesa há 112 anos. “Pensei: ‘Se em 1901 foi produzida uma lâmpada que dura mais de 100 anos, por que não agora?’”, lembra. Atual­mente, a peça tem status de celebridade, com site oficial (www.centennialbulb.org/), festa de aniversário e uma câmera que acompanha sua rotina iluminada. Contam os bombeiros que a webcam que vigia a lâmpada centenária já teve de ser trocada três vezes, sempre que parava de funcionar.

infogdica do Jarbas Aragão

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Telexfree divulga nota que garante ressarcimento aos investidores

Empresa diz que disponibiliza mais de R$ 659 milhões para ressarcimento.
Pedido foi protocolado ao Juízo da 2ª Vara Cível de Rio Branco.

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Duaine Rodrigues, no G1

Com bens e valores bloqueados e impedida de operar em todo o Brasil desde o dia 18 de junho por decisão da Justiça do Acre, a empresa Telexfree divulgou neste sábado (20), uma nota de esclarecimento onde informa o oferecimento de garantias financeiras no valor de mais de R$ 659 milhões ao Juízo da 2ª Vara Cível de Rio Branco na tentativa de desbloquear suas contas e recomeçar as operações e como forma de garantir o ressarcimento dos investidores.

A empresa aguarda uma resposta do Judiciário acreano sobre o pedido, que ainda não foi aceito, segundo a nota, porque na semana em que foi protocolado ‘todos os juízes das cinco varas cíveis de Rio Branco encontravam-se de férias, e a magistrada substituta vive na cidade de Manoel Urbano, comarca 226 Km distante de Rio Branco’.

A Telexfree e seus divulgadores estão aguardando também o julgamento do mérito do recurso interposto pela empresa, que deve acontecer, segundo o advogado que defende a empresa no Acre, Roberto Duarte, ‘provavelmente’ no próximo dia 29. Ele afirma que mais detalhes sobre o pedido, para dispor a garantia financeira, poderiam ser conhecidos a partir da próxima semana.

“Na segunda-feira posso dar mais detalhes. A nota de esclarecimento é bem clara nesse sentido. Não tenho como dar maiores informações nesse momento”, limitou-se a comentar a defesa.

De acordo com a nota, em seu último parágrafo, ‘a Telexfree está se defendendo de forma vigorosa perante o Poder Judiciário do Acre e confia plenamente na Justiça brasileira que certamente reparará uma das decisões judiciais mais danosas da história do empreendedorismo brasileiro’.

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Presidente da Câmara quer, mas Feliciano diz que não sai

Apesar de Henrique Alves ter conseguido a garantia do PSC de que Marco Feliciano deixaria o comando da Comissão, segundo a coluna Radar, o deputado garante que fica

Deputado Marco Feliciano: presidente da Câmara contava com renúncia do pastor ainda hoje, segundo Veja, mas ele voltou a dizer que não renunciará
Deputado Marco Feliciano: presidente da Câmara contava com renúncia do pastor ainda hoje, segundo Veja, mas ele voltou a dizer que não renunciará

Marco Prates, na Exame

Apesar da vontade do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, o presidente da Comissão de Direitos Humanos Marco Feliciano (PSC-SP) garantiu que não renunciará ao cargo. Mais cedo, colunista Lauro Jardim, de Veja publicou que Alves se encontrou com o líder do PSC na casa e saiu com a garantia de que o pastor deixaria o cargo ainda hoje.

“O partido é soberano, mas eu não renuncio. Não renuncio”, declarou Feliciano hoje à tarde após o término de mais uma reunião da comissão, segundo a coluna Radar.

Explica-se: apesar de ser indicado pelo partido à vaga, Feliciano só sai agora, já nomeado, se quiser.

Desde que foi escolhido para ser presidente da CDHM, o pastor tem se envolvido diariamente em polêmicas. A última foi a divulgação de um vídeo que causou mal-estar dentro do próprio partido ontem.

“Não concordamos com esse tipo de vídeo”, afirmou o líder do PSC, André Moura, sobre o material que contém ataques a deputados e defensores dos direitos dos homossexuais. Moura vem sinalizando que há apoio no partido para que Feliciano deixe o comando da comissão.

O próprio pastor sinalizou hoje que presidir a comissão não está sendo fácil. O tuíte abaixo foi publicado pela manhã, em preparação para a segunda reunião comandada por ele, marcada para a tarde desta quarta-feira:

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dica do Fabio Martelozzo Mendes

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“Ganharem de brasileirum est mais gostosum”, diz novo papa

D. Odilo rezou uma missa para celebrar o segundo lugar na votação
D. Odilo rezou uma missa para celebrar o segundo lugar na votação

publicado impagavelmente no site da Piauí

VATICANO – Em sua primeira declaração na Praça São Pedro, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, nomeado papa Francisco 1º, assegurou aos fiéis: “Ganharem de brasileirum est muitum mais gostosum”. Foi ovacionado. Em segundos, milhares de torcedores do Boca Juniors emocionados tomaram a praça e iniciaram cantorias eclesiásticas pela canonização imediata de Maradona.

Com um sorriso piedoso no canto da boca, Bergoglio fez o sinal da cruz e anunciou suas primeiras medidas. “Galvão Bueno será perdoado dos seus pecados. Terá que rezar apenas 200 Pai Nosso e 350 Ave Maria em latim. Pelé deverá beijar meus pés e reconhecer que Maradona é o melhor”.

Minutos após ver seu favoritismo cair por terra com o anúncio de um papa argentino, D. Odilo Scherer enviou sinais de fumaça branca para José Serra. “Aprendi muito neste conclave e saio fortalecido da disputa. Eu vos ofereço minha consultoria. Nas eleições presidenciais de 2014, la garantia soy yo”, disse, beijando uma santa de joelhos.

Antes de se despedir do público, Francisco 1º negou que substituirá o uso de hóstias por alfajores.

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Quem são os eunucos da vez?

eunuco

Hermes C. Fernandes, no Cristianismo Subversivo

Nenhuma classe era tão menosprezada nos tempos bíblicos do que os eunucos. E a razão disso era muito simples: eles não podiam procriar. Fosse por razões orgânicas (costumavam ser castrados), ou por não sentirem-se atraídos pelo sexo oposto. Por conta disso, sofriam preconceito semelhante ao sofrido por mulheres estéreis. Na concepção judaica, a geração de filhos era a garantia da perpetuação da vida. A prole dava continuidade à saga da família. Na ausência destes, não haveria para quem deixar herança, que consistia não apenas em bens materiais, mas também no nome.

A Lei era dura com relação aos eunucos. Eles sequer podiam entrar na congregação do Senhor (Dt.23:1). Neste mesmo capítulo, a Lei também exclui da comunidade israelita os filhos bastardos e os estrangeiros.

Alguns pesquisadores propõem que esta exclusão pretendia apartar da assembleia da cidade os sacerdotes de deuses pagãos, dos quais muitos eram eunucos e bastardos (que por não terem direito a herança, eram entregues para o ofício sacerdotal). Enquanto Israel rejeitava completamente esses indivíduos, outras nações descobriram maneiras de aproveitá-los, envolvendo-os em atividades como o cuidado da rainha e do harém do rei.

A primeira vez que encontramos eunucos em Israel é durante o reinado de Acabe (2 Reis 9:32). Provavelmente cuidavam de Jezabel, mulher extremamente vaidosa e malévola que introduziu vários costumes pagãos em Israel. Vemos também que havia eunucos em Judá nos dias em que Jerusalém caiu nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia (Jer.29:2). É bem provável que tanto em Israel dos dias de Acabe, quanto em Judá dos dias de Jeremias, os eunucos fossem escravos estrangeiros adotados na corte real.

Quando o rei Ezequias recebeu os embaixadores da Babilônia, mostrando-lhes todos os seus tesouros, Isaías o advertiu dizendo que um dia eles voltariam e levariam seus descendentes para serem eunucos no palácio do rei da Babilônia (Is.39:6-7). Mas Ezequias não percebeu a gravidade e as implicações daquela profecia. Desde que houvesse paz durante seu reinado, tudo bem. Não importava o que o futuro reservasse aos seus descendentes. Ora, se estes fossem castrados, quem herdaria o trono de Judá?

Quando Ciro II, rei da Pérsia, em 537 a.C., invadiu a Babilônia, ele libertou o povo judeu, permitindo que retornassem a Jerusalém. Muitos dos que retornaram a cidade agora eram eunucos. Pela lei do Deuteronômio então seriam destituídos de sua cidadania e, com isso, da participação política e religiosa na cidade. Porém, em Isaías (livro escrito bem antes do cativeiro babilônio) há uma revisão desta regra. O mesmo profeta que anuncia a Ezequias o que aconteceria aos seus filhos ao serem levados cativos para a Babilônia, também diz: “O estrangeiro que por sua própria vontade se uniu ao Senhor, não deve dizer: Javé me excluirá de seu povo. Tampouco deve dizer o eunuco: Não sou mais que uma árvore seca. Porque assim disse o Senhor: Os eunucos que observem meus sábados, que escolhem o que me agrada e são fiéis ao meu pacto, concederei a eles ver gravado seu nome dentro do meu templo e de minha cidade; isso é melhor que ter filhos e filhas! Um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará” (Isaías 56:3-6). A partir de Isaías, então, se cria um mecanismo que torna mais flexíveis as leis do Deuteronômio, adaptando-as a uma nova realidade existente na vida social judaica.

Percebemos nitidamente que a graça está por trás desta “adaptação” à realidade. A Lei aponta para um mundo ideal, onde não haja homens incapazes de reproduzir. Porém, a graça lida com as demandas da realidade. A Lei acentua a distância entre o real e o ideal. A graça reverte este fluxo. Em vez de exclusão, inclusão. Em vez de distanciamento, aproximação.

Creio que, como igreja de Cristo, temos muito que aprender com este episódio. O mundo não é o que deveria ser. Há demandas atuais que exigem posicionamento. Devemos apegar-nos às exigências da Lei ou ceder à concessão da graça? Se marcarmos a opção um, então, nossos filhos terão que ser apedrejados em caso de flagrante rebeldia.

Nem mesmo no tempo de Jesus as pessoas sabiam lidar com a questão envolvendo os eunucos. Há conceitos que ainda hoje são difíceis de serem digeridos, principalmente pelos cristãos. Somos inflexíveis como a letra da Lei, esquecendo-nos de que a letra mata, e que somente o Espírito vivifica. Veja como Jesus lidou com o preconceito envolvendo os eunucos de sua época:

“Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido. Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.” Mateus 19:11-12

Ora, se Jesus estivesse falando de algo simples, aceito pelo senso-comum, não teria dito: “Nem todos podem receber esta palavra…”Jesus elenca três tipos de eunucos:

• “Eunucos criados pelo homem”. Castrados. Esterilizados intencionalmente. Prática fartamente disseminada na antiguidade. Geralmente castravam-se os filhos de escravos capturados na guerra, para que, ao crescerem pudessem servir nos haréns dos reis sem oferecer qualquer risco.

 • “Eunucos por causa do reino dos céus”. Não castrados. Que optaram pelo celibato para que pudessem servir a Deus no ministério sem distração com esposa e filhos. Paulo, João Batista e o próprio Jesus poderiam ser contados entre esses. Alguns chegaram a se castrar, como no caso de Orígenes, para se livrar da tentação sexual.

 • “Eunucos desde o ventre materno”. São os que nasceram desprovidos de atração sexual pelo sexo oposto ou são hermafroditas. Muitos, por conta da pressão social para que tenham vida sexual ativa, acabam desenvolvendo atração por pessoas do mesmo sexo. Tais indivíduos possuem libido, porém esta é direcionada para outras atividades além do sexo. Geralmente, atividades ligadas à estética, às artes, que requerem certo grau de sensibilidade. Embora eu os tenha deixado por último em minha exposição, Jesus os coloca encabeçando a lista dos eunucos.

Em outras palavras, uns são eunucos por imposição social, outros por razões psicológicas ou fisiológicas, e outros por decisão própria, geralmente motivados por idealismo.O que faremos a esses indivíduos? Que rótulo lhes daremos? Qual será nossa sentença? Tomaremos Deuteronômio ou Isaías como base? E o que faremos com o que Jesus disse acerca deles? Será que estamos entre os que Jesus denunciou como não estando preparados para recebê-los?

Não foi à toa que Filipe foi o discípulo escolhido por Deus para introduzir o Evangelho ao eunuco etíope. Logo no início de sua caminhada cristã, ele testemunhou a maneira como Jesus lidava com os preconceitos humanos. O mesmo Natanael que comentara com Filipe que da região procedência de Jesus não poderia vir nada que prestasse, ouviu dos lábios do Mestre: Este sim é um verdadeiro israelita! Com este elogio, Jesus interrompeu o ciclo do preconceito. Em vez de rebater, Ele preferiu elogiar. Imagino a cara de Natanael diante de Filipe. O que este não podia supor era que aquela experiência o habilitaria para mais tarde ser tirado do meio das multidões em Samaria para pregar a um eunuco (que ainda por cima era negro!) no caminho de Gaza (At.8:27-39).

Filipe não perde tempo apontando as eventuais falhas morais do eunuco. Em vez disso, fala-lhe de Cristo, tomando como base um trecho do mesmo livro que diz que Deus receberia eunucos e lhes daria um nome eterno. Convencido da disposição divina em recebê-lo como filho, o eunuco diz: “Eis a água, o que me impede de ser batizado?” Se fosse hoje, influenciado por pregadores modernos, talvez Filipe dissesse: Bem, acho que você precisaria tomar um banho de loja primeiro. Trocar essas roupas espalhafatosas por um terno e gravata. Mudar esses trejeitos efeminados. Arrumar uma namorada para comprovar que foi curado. E depois de batizado, gravar um DVD de testemunho para a gente divulgar. Se um eunuco me fizesse a mesma pergunta hoje (o que me impede de ser batizado?), eu responderia: o preconceito. Daí, ele procuraria outro eunuco para evangelizar, conduzia-o a Cristo e abria uma igreja de eunucos.

É… Jesus tinha razão. Não estávamos preparados à época, e provavelmente, muito menos hoje. Chegamos a Gaza, mas nos recusamos a aproximar-nos da carruagem em movimento. Talvez por amá-los na mesma proporção de que amamos os bandidos… Dizemos amá-los, mas optamos por manter distância. E assim, preferimos a inflexibilidade da Lei ao Espírito da Graça. E é justamente a Lei que nos oferece a chave com a qual trancamos o armário no qual muitos se escondem (alguns dos quais exercem cargos eclesiásticos, usando o púlpito como armário). Somente um ambiente impregnado de graça oferecerá acolhimento e compaixão. Afinal, somos todos humanos, desesperadamente carentes desta graça capaz de fazer-nos renunciar às próprias paixões e concupiscências (Tt.2:11-12). Graça que, igualmente, nos capacita a vencer nossos preconceitos e medos.

Respondendo à pergunta proposta no título deste post. O eunuco da vez é todo aquele que desprezamos, do qual queremos distância. Pelo menos assim, não seremos obrigados a amá-los, já que esta obrigação só diz respeito ao próximo… só que não!

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