Suspeito de matar 39 pessoas em GO é calado e frequenta igreja evangélica

Juliana Coissi, na Folha de S.Paulo

O homem apontado como responsável por esganar, esfaquear e atirar em 39 pessoas em Goiânia desde 2011 é descrito pela família como alguém calado, de poucos amigos e que não costuma sair à noite.

Tiago Henrique Gomes da Rocha relatou à polícia que namora desde agosto e passou a frequentar a Assembleia de Deus. Foi levado à igreja pela moça, uma jovem bonita de cabelos compridos, como algumas das 15 mulheres mortas neste ano por um motociclista na cidade.

A mãe de Rocha não sabia que ele tinha uma companheira, segundo o advogado do suspeito, Thiago Huascar Santana Vidal.

O suspeito tem um irmão mais novo e mora com a mãe, funcionária pública, e o padrasto. Segundo o delegado Douglas Pedrosa, o vigilante disse que nunca conheceu o pai –a identidade, de fato, não traz o nome dele.

Questionado sobre se sofreu abusos na infância, ele negou. Também negou aos policiais ser homossexual –pergunta feita por ter matado homens que achava serem gays.

Disse que essa é sua primeira namorada.

O jeito calado o acompanha desde a infância. À polícia ele contou que chegou a ser perseguido na escola, na adolescência, por ser muito quieto. Disse ainda nunca ter feito tratamento psicológico.

O vigilante concluiu o ensino médio e trabalhou entre 2011 e 2013 em uma empresa de segurança privada. Foi nela, segundo relato à polícia, que furtou a arma calibre 38 utilizada nos crimes. Ele não respondeu se tinha porte de armas regularizado.

Depois de ficar desempregado neste ano, voltou há quatro meses a trabalhar como vigilante, à noite. Ele cumpria o turno da noite em um hospital da capital goiana.

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Cardeal brasileiro pede em sínodo de bispos que a Igreja aceite os gays

Publicado por EFE [via UOL]

Dom Raymundo Damasceno pediu que Igreja ampare "situações familiares difíceis"
Dom Raymundo Damasceno pediu que Igreja ampare “situações familiares difíceis”

O cardeal brasileiro Raymundo Damasceno Assis pediu nesta terça-feira (7) ao sínodo de bispos que considere a amparada na Igreja de “situações familiares difíceis”, como as dos casais do mesmo sexo.

O arcebispo de Aparecida analisou hoje a possibilidade de “acompanhar” e mostrar proximidade dos casais formados por pessoas do mesmo sexo, já que a “Igreja é a casa paterna na qual há espaço para todo o mundo”.

“Longe de nos encerrarmos em um olhar legalista, desejamos nos aprofundar nestas situações difíceis para acolher todos aqueles que nos apelam e fazer com que a Igreja seja a casa paterna onde há espaço para todos aqueles com uma vida complicada”, disse o cardeal em seu discurso perante os congregados.

Dom Raymundo Damasceno se encarregou do discurso introdutório de uma das sessões do sínodo realizada nesta terça-feira e na qual foi abordada a questão das “situações familiares difíceis”.

Neste sentido, Dom Raymundo citou o papa Francisco para ressaltar que a Igreja deve aprender a arte do acompanhamento para “dar a nosso caminho o ritmo saudável da proximidade, com um olhar respeitoso e cheio de compaixão, mas ao mesmo tempo saudável, livre e encorajador para amadurecer na vida cristã”.

Além disso, o arcebispo de Aparecida informou que “em relação às uniões entre pessoas do mesmo sexo”, foram colocados sobre a mesa os seguintes temas: “o reconhecimento civil de tais uniões, avaliações particulares da Igreja e algumas orientações pastorais sobre este assunto”.

O sínodo extraordinário sobre a família, convocado pelo papa Francisco, começou seus trabalhos na segunda-feira passada e se estenderá até o próximo dia 19 de outubro.

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Papa pede debate franco sobre gays, divórcio e anticoncepcionais

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Publicado em O Povo

O papa Francisco pediu ontem aos bispos, na Cidade do Vaticano, para opinar sem medo sobre questões contenciosas como contracepção, gays, casamento e divórcio. O apelo foi feito na III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, que durará duas semanas. O encontro tem o objetivo de transformar os ensinamentos da Igreja Católica sobre a família, relevantes para os católicos atuais.

Francisco disse aos prelados que eles nem deviam temer lhe mostrar desrespeito, afirmando querer um debate franco que não deveria ser amenizado por temores em relação a algumas questões vistas tão como tabu que nem deveriam ser discutidas.

“Vocês devem dizer o que sentem que o Senhor diz a vocês”, afirmou o sumo pontífice. Ao mesmo tempo, ele pediu aos quase 200 cardeais, bispos e padres reunidos para ouvir uns aos outros com humildade e “receber com boa vontade o que os outros irmãos têm a dizer”. Em sermão solene em missa na basílica de São Pedro, que abriu formalmente o sínodo no domingo, 5, o santo padre fez o mesmo apelo, deixando claro que não lhe agradou uma disputa interna pública que precedeu o encontro.

Polêmica

O pontífice se referia ao fato de que, no mês passado, o cardeal norte-americano conservador Leo Raymond Burke e outros religiosos publicaram um livro defendendo com força que se continue negando a comunhão aos fiéis que se divorciam e voltam a se casar.

O principal alvo da recomendação foi o cardeal alemão Walter Kasper, para quem a Igreja deve encontrar formas de mostrar misericórdia às pessoas cujos primeiros casamentos fracassaram e que querem permanecer como parte integral da Igreja. (das agências)

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Fidelix diz ser vítima de ‘conspiração’ e recusa pedir desculpas a gays

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Publicado no G1

O candidato à Presidência da República pelo PRTB, Levy Fidelix, afirmou ao G1 nesta terça-feira (30) que não pedirá desculpas à população LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros] por declarações feitas durante debate entre presidenciáveis no último domingo (28). Ele disse ser “vítima de conspiração”.

Durante o debate, após pergunta da presidenciável do PSOL, Luciana Genro, sobre a união entre pessoas do mesmo sexo, Fidelix disse que o crescimento do número de casamentos homoafetivos pode reduzir o tamanho da população brasileira e sugeriu que homossexuais precisam de “ajuda psicológica”.
“Se eu não fiz nada, por que tenho que pedir desculpas a alguém? Eu não ofendi ninguém. Se eles fizerem esse movimento [Beijaço Gay, em São Paulo] eu vou ter pena, porque eles estarão sendo induzidos pela molecagem da senhora Luciana Genro”, afirmou o presidenciável.

“Eu não falo contra homossexuais, eu falo em defesa do homem e da mulher. Não sou contra a união homoafetiva. Não sou homofóbico e nunca farei isso. Nunca ataquei ninguém. Eu só disse que é eles lá e eu, cá”, completou.

No debate de domingo, ao questionar Fidelix, Luciana Genro relacionou a violência contra a população LGBT com o reconhecimento de famílias oriundas de uniões homoafetivas. “O Brasil é campeão de morte da comunidade LGBT. Por que que as pessoas que defendem tanto a família se recusam a reconhecer como família um casal do mesmo sexo?”, indagou a presidenciável do PSOL ao adversário do PRTB.

“Jogo pesado agora”, ironizou Levy Fidelix. “Tenho 62 anos e, pelo que vi na vida, dois iguais não fazem filho. E digo mais: me desculpe, mas aparelho excretor não reproduz. É feio dizer isso mas não podemos jamais deixar esses que aí estão achacando a gente no dia a dia, querendo escorar essa minoria à maioria do povo brasileiro”, enfatizou.

“Vítima de conspiração’

Ao G1, o candidato afirmou que seu passado mostra que “jamais” teve atitudes contra gays e ressaltou que em sua fala no debate na TV não incitou a violência ou incentivou o assassinato. Ele disse, ainda, ser vítima de “conspiração” por ser um homem “centrado na família”, e que a fala no debate entre presidenciáveis foi natural, por citar o que está na Constituição. O candidato afirmou que há “armação” contra ele.
“Meu sentido e minha consciência me permitem dizer que jamais fui homofóbico. Minha opinião é a democracia. Eu tenho minhas convicções. Sou hétero e se não aceitarem minha opinião, eles estarão sendo heterofóbicos. Cada um se expressa como quer e faz do seu corpo o que deseja. E os contrários devem conviver juntos numa nação”, disse.

O presidenciável do PRTB afirmou ainda que, se eleito, irá proteger a todos que estiverem sob o Estado brasileiro, sem distinção. O candidato disse também se considerar um homem “tradicional, conservador e religioso, mas, acima disso, estadista”.
“Esse assunto não iria ter essa amplitude toda se ela [Luciana Genro], logo que terminou o programa, não ficasse fazendo passeata contra mim. Ninguém nunca teve uma atitude dessa contra mim. Sou um senhor de 62 anos e nunca tive uma ação contra mim, nunca precisei entrar numa delegacia para me explicar. Agora, imagina que nesse momento da vida eu estou tendo um dessabor como esse”, disse.

Segurança da PF

Conforme o Decreto nº 6.381/2008, os candidatos à Presidência da República terão direito a segurança pessoal, exercida por agentes da Polícia Federal, a partir da homologação da candidatura em convenção partidária. Questionado sobre se pedirá a segurança, Levy Fidelix disse considerar que a medida não é necessária.
Segundo o candidato, “não faz sentido” pedir a segurança à PF, pois é um homem livre e tem a consciência tranquila. “Não há motivo para tal atitude e as pessoas são livres. Eu sou homem, tenho minha consciência tranquila dos meus atos e eles estão perfeitamente dentro da lei. Minhas práticas e palavras mostram isso”, concluiu.

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Levy associa homossexuais à pedofilia e prega enfrentamento a gays

O candidato Levy Fidelix (PRTB) responde pergunta da candidata Luciana Genro (PSOL) durante debate eleitoral promovido pela TV Record na noite deste domingo, em São Paulo (foto:  Reprodução)
O candidato Levy Fidelix (PRTB) responde pergunta da candidata Luciana Genro (PSOL) durante debate eleitoral promovido pela TV Record na noite deste domingo, em São Paulo (foto: Reprodução)

Publicado no UOL

Em debate realizado na noite deste domingo (28) pela TV Record, o candidato à Presidência Levy Fidelix (PRTB) associou a homossexualidade com pedofilia e afirmou que gays precisam de atendimento psicológico “bem longe daqui”.

As declarações foram dadas após pergunta da candidata Luciana Genro (PSOL), que citou a violência a que a população LGBT é submetida e indagou Levy sobre os motivos pelos quais os que “defendem a família se recusam a reconhecer como família um casal do mesmo sexo.”

“Aparelho excretor não reproduz (…) Como é que pode um pai de família, um avô ficar aqui escorado porque tem medo de perder voto? Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto. Vamos acabar com essa historinha. Eu vi agora o santo padre, o papa, expurgar, fez muito bem, do Vaticano, um pedófilo. Está certo! Nós tratamos a vida toda com a religiosidade para que nossos filhos possam encontrar realmente um bom caminho familiar”, afirmou.

Na réplica, Luciana defendeu o casamento igualitário como forma de reduzir a violência contra a população LGBT. Na tréplica, entretanto, Levy subiu o tom.

“Luciana, você já imaginou? O Brasil tem 200 milhões de habitantes, daqui a pouquinho vai reduzir para 100 [milhões]. Vai para a avenida Paulista, anda lá e vê. É feio o negócio, né? Então, gente, vamos ter coragem, nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los. Não tenha medo de dizer que sou pai, uma mãe, vovô, e o mais importante, é que esses que têm esses problemas realmente sejam atendidos no plano psicológico e afetivo, mas bem longe da gente, bem longe mesmo porque aqui não dá”, disse.

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