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Noivos, Lauriete e Magno vão casar apenas no civil

Senador e deputada federal têm que conciliar agendas políticas e de shows para marcar data

O relacionamento amoroso não é surpresa na bancada federal. Divorciados recentemente, eles são vistos juntos com frequência no Congresso

O relacionamento amoroso não é surpresa na bancada federal. Divorciados recentemente, eles são vistos juntos com frequência no Congresso

Rondinelli Tomazelli, na Gazeta Online

Noivos há cerca de um mês, o senador Magno Malta (PR) e a deputada federal Lauriete (PSC) se casarão em breve. Será um enlace matrimonial apenas no civil, realizado no Estado, mas a data dependerá das agendas parlamentar e de shows dos dois, informou nesta terça-feira (26) a assessoria da deputada. Lauriete não pretende divulgar a data, já que a cerimônia será mais reservada e familiar.

O relacionamento amoroso não é surpresa na bancada federal. Divorciados recentemente, eles são vistos juntos com frequência no Congresso, embora com discrição. Aliados na bancada evangélica e na Frente Parlamentar em Defesa da Família no Congresso, Magno e Lauriete também são cantores do gênero gospel e já teriam até feito shows juntos.

Magno recusa-se a falar de sua vida pessoal e não dá entrevista sobre o assunto. Sua assessoria também não comenta. No perfil oficial do republicano no Facebook, porém, há fotos dele com Lauriete. Em uma delas, aparecem abraçados, sorridentes, com aliança no dedo e os seguintes dizeres do senador: “Essa é minha estrela preferida… Casal lindo!!!”.

A postagem rendeu 108 “curtidas” e 221 compartilhamentos, além de comentários de felicitação deixados por amigos, cantores e pastores.

Magno já não é mais pastor da Igreja Batista. Lauriete frequenta a Igreja Assembleia de Deus do bairro Ibes (Vila Velha). Ela foi casada com o ex-vereador e ex-deputado Reginaldo Almeida (PSC), que é da Assembleia de Deus.

Reservadamente, pastores relatam insatisfações com a união dos dois parlamentares, devido a preceitos religiosos contrários à união afetiva não motivada por viuvez do cônjuge.

Magno já conduziu as CPIs do Narcotráfico e da Pedofilia e agora é presidente da CPI dos Erros Médicos. Lauriete é titular da Comissão de Seguridade Social e Família.

dica do Nietzsche Ribeiro Robson

Justiça decreta intervenção na Igreja Maranata

Um administrador judicial vai comandar a igreja, com plenos poderes administrativos e financeiros

Vilmara Fernandes, na Gazeta Online

Igreja Maranata na Praia da Costa (foto: Vitor Jubini - GZ)

Igreja Maranata na Praia da Costa (foto: Vitor Jubini – GZ)

A Justiça decretou intervenção na Igreja Cristã Maranata. Um administrador judicial vai comandar a igreja, com plenos poderes administrativos e financeiros. Ele assume o lugar de Elson Pedro dos Reis, que ocupava o cargo interinamente. Ao novo gestor, que deverá prestar contas de seus atos diretamente ao juiz, está vedada somente a interferência nas atividades religiosas, que continuam sob o comando dos pastores.

O novo presidente da igreja deverá ser nomeado pela Justiça nos próximos dias. A escolha inicial, citada inclusive na decisão, foi pelo nome do perito Jerry Edwin Ricaldi Rocha, que recusou a indicação na noite de ontem, fato já informado aos juízes da Vara Especial da Central de Inquéritos. “Problemas de sáude, ocorridos no fim de semana, me impedem de aceitar a função”, explicou Rocha.

A decisão foi proferida na última sexta-feira, mesmo dia em que quatro pastores da igreja – incluindo seu presidente – foram liberados da prisão. Elson, Itamar Carlos Pimenta Coelho, Amadeu Loureiro e Gedelti Gueiros tinham sido presos dez dias antes por coagirem testemunhas.

No final do ano passado a Justiça já tinha afastado toda a cúpula da igreja, incluindo seu presidente histórico, Gedelti Gueiros. Foram os próprios pastores da Maranata que indicaram os novos administradores, comandados pelo pastor Elson Pedro dos Reis.

Mas ao longo dos últimos meses, segundo os promotores Grupo de Atuação Especial de combate ao Crime Organizado (Gaeco), as decisões da Justiça não vinham sendo respeitadas. Os administradores afastados continuavam a se reunir e, segundo as acusações, estavam ameaçando testemunhas.

Pelo menos 20 pessoas foram coagidas a mudarem depoimentos prestados à Justiça e sete delas chegaram a alterar suas declarações. O objetivo era impedir a apuração dos desvios praticados por membros da cúpula da igreja, e que podem ter resultado em um rombo de R$ 21 milhões.

Entenda o caso

Desvio de dízimo

Em fevereiro de 2012, o Ministério Público Estadual começou a investigar se o dízimo era desviado. Polícia Federal e Ministério Público Federal investigam se parte do dinheiro desviado teria sido usada para importar, ilegalmente, equipamentos para transmissão de cultos

Acusados

O vice-presidente da igreja, Antônio Angelo Pereira dos Santos, e o diácono e contador Leonardo Alvarenga foram apontados como os responsáveis pela corrupção. Segundo o MPES, mais pastores estariam envolvidos

Operações

No fim de 2012, MPES e PF fizeram busca, apreensão e sequestro de bens da igreja e de pastores. Gedelti Gueiros, então presidente, foi afastado pela Justiça

Prisões

No último dia 12, quatro pastores foram presos acusados de coagir testemunhas, promotores e uma juíza para mudarem os depoimentos sobre fraudes

dica do Nietzsche Ribeiro Robson

Evangélicos capixabas articulam projetos em nome da fé

Culto em espaço público e fim das rave são algumas bandeiras

Pastores da Quadrangular, Messias Donato e Rogerinho Pinheiro atuam nas Câmaras de Cariacica e Vitória (Foto: Chico Guedes e Ricardo Medeiros)

Pastores da Quadrangular, Messias Donato e Rogerinho Pinheiro atuam nas Câmaras de Cariacica e Vitória (Foto: Chico Guedes e Ricardo Medeiros)

Letícia Gonçalves, na Gazeta Online

De um projeto para ceder espaços públicos à realização de eventos religiosos – somente evangélicos ou católicos – ao que proíbe que travestis e homossexuais utilizem seus nomes sociais, os vereadores da chamada bancada evangélica na Grande Vitória se articulam para fazer valer os valores que defendem.

Embora não se denominem como uma bancada unificada, parlamentares evangélicos admitem que conversam entre si, até por afinidade.

Em Vitória, os vereadores derrubaram o veto do ex-prefeito João Coser (PT) a um projeto do ex-vereador – evangélico – Esmael Almeida (PMDB). O então vereador era contra um decreto municipal que permitia que travestis e transexuais usassem o nome social que adotaram em repartições públicas, incluindo escolas. Assim, os travestis e transexuais não têm mais esse direito.

O vereador Rogerinho Pinheiro (PHS), pastor auxiliar da igreja Quadrangular, defende a decisão da Câmara.

“Não é questão só homossexual. Eles poderiam escolher qualquer nome. Alguém poderia querer se chamar Batman ou Homem-aranha. Uma criança a partir de 6 anos em uma escola é muito mais influenciável para escolher”, alegou Rogerinho.

Ele diz ainda que o fato de ser evangélico interfere na atuação parlamentar apenas pelo fato de ter “amor pela vida”.

“Às vezes há assuntos polêmicos na Câmara e querem trazer isso para as nossas costas. Quero o melhor para a cidade, mas quando entra na questão religiosa eu defendo os evangélicos”, afirmou o vereador.

Rogerinho já solicitou uma sessão solene da Câmara para comemorar o Dia do Diaconato Quadrangular, em maio.

Projetos

Devanir Ferreira (PRB) é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e também vereador da Capital. Ele não tem projetos voltados especificamente aos evangélicos e diz que o mandato serve à população em geral.

Em Cariacica, o vereador Messias Donato (PTdoB), pastor da Quadrangular, apresentou os dois primeiros projetos desta legislatura na Casa. Um deles dispõe sobre a cessão de espaços públicos para eventos de associações e igrejas.

“O projeto é para abrir as portas para que possam ser realizados cultos e eventos em prédios públicos como escolas, ginásios e auditórios”, explica ele, ressaltando, porém, que o projeto não contemplaria eventos espíritas, umbandistas e de outras religiões.

Outra evangélica na Câmara de Cariacica é Ilma Chrizostomo (PSDB), que avalia não haver uma bancada religiosa articulada na Casa e afirma que seu mandato não é voltado apenas aos evangélicos. “A gente só pede a Deus direção sobre o que vamos fazer”, diz Ilma.

Rave

O vereador de Vila Velha Almir Neres (PSD), que também é pastor evangélico, já protagonizou a apresentação de duas proposições polêmicas na Casa.

“No mandato passado fiz dois projetos que as pessoas acham que fiz por ser evangélico, mas não foi. Um foi contra as festas rave. Também lutei muito para que o kit homofobia (kit anti-homofobia, que seria distribuído pelo governo federal) não passasse. Meus projetos proíbem práticas sociais ilícitas”, afirmou Neres, que foi reeleito para mais quatro anos na Câmara.

Para Rogério Cardoso (PSDB), que também integra o time evangélico no Legislativo canela-verde, é hora de formar uma bancada. “Dá para a gente fazer uma boa bancada evangélica. É só falarmos a mesma linguagem em projetos de cunho religioso”, acredita.

Curiosamente, Cardoso é presidente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura se Almir Neres contratou uma funcionária fantasma.

Bancada evangélica

Vitória

Na Capital, os vereadores evangélicos são ao menos cinco: Devanir Ferreira (PRB), Rogerinho Pinheiro (PHS), Fabrício Gandini (PPS), Wanderson Marinho (PRP) e Davi Esmael (PSB). A Casa derrubou um veto do ex-prefeito João Coser e impediu que travestis e transexuais usassem seus nomes sociais.

Cariacica

Na Câmara de Cariacica, entre os evangélicos há Ilma Chrizostomo (PSDB), Messias Donato (PTdoB). Donato acredita ser possível a formação de uma bancada “da família” no Legislativo municipal.

Serra

Uma das representantes dos evangélicos na Câmara da Serra, Neidia Pimentel (PR) diz que não faz projetos baseados em convicção religiosa, mas que os evangélicos buscam propor projetos sociais, nos quais a igreja também se engaja.

Vila Velha

Em Vila Velha, Almir Neres (PSD), Rogério Cardoso (PSDB) e Belo (PTC) fazem parte da chamada bancada evangélica. Na Câmara já surgiram projetos para proibir festas rave e barrar um kit anti-homofobia.

dica do Nietzsche Ribeiro Robson

Promotor afirma que testemunhas foram coagidas por membros da Igreja Maranata

Nesta terça-feira (12) foram presos o atual presidente Elson Pedro dos Reis, o ex-presidente Gedelti Gueiros e outros dois pastores, Amadeu Loureiro e Carlos Itamar Coelho

Publicado na Gazeta Online

Ao menos seis testemunhas que prestaram depoimento contra as lideranças da Maranata foram ameaçadas nos últimos quatro meses por integrantes ligados diretamente à cúpula da igreja. De acordo com o Ministério Público Estadual, essas testemunhas, com medo de alguma represália, chegaram a mudar a versão do depoimento.

Foram presos na manhã desta terça-feira (12) – em uma operação da Polícia Federal junto com o Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual – o atual presidente da Igreja Maranata, Elson Pedro dos Reis, o ex-presidente Gedelti Gueiros e outros dois pastores, Amadeu Loureiro e Carlos Itamar Coelho. Os quatro estão com prisão preventiva decretada.

Defesa

A Igreja Maranata divulgou nota  em que nega as acusações, diz que nunca coagiu testemunhas ou fez ameaças, e se diz vítima de uma cruzada religiosa e moral.  “É sabido que a Igreja Cristã Maranata, como uma instituição de fé, tem se respaldado no respeito aos órgãos públicos e à imprensa em geral, sem, contudo, deixar de tomar as medidas cabíveis e legais no sentido de proteger a sua idoneidade, que foi construída ao longo dos últimos 45 anos, de forma proba e séria”, diz a nota.

> Confira a nota  na íntegra

Segundo o promotor Paulo Panaro, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), intimidações também aconteceram contra um promotor e uma juíza que trabalham diretamente no caso.

“Eles chegaram ao cúmulo de tentar convencer membros do Ministério Público e do Judiciário a mudar decisões e a maneira de proceder as investigações. Falavam tudo muito diplomaticamente. Só que os promotores não são ignorantes. São pessoas habituadas a isso que conseguiram detectar a real intenção das visitas que receberam”, destacou o promotor.

Também ficou provado para o Ministério Público que as testemunhas foram claramente coagidas a mudarem o teor do depoimento. Os responsáveis pelas ameaças geralmente se encontravam com testemunhas em reuniões marcadas pessoalmente. Uma delas relatou aos promotores que, em uma ocasião, uma arma foi colocada em cima da mesa, durante a conversa.

“Uma testemunha disse: Se estão fazendo isso com um promotor de Justiça, o que vão fazer comigo? Uma outra nos relatou que foi convidada a conversar e durante essa conversa havia uma arma sobre a mesa. Isso consta em depoimento”, destacou.

As investigações contra membros da direção da igreja Maranata incluem crimes de estelionato, falsidades, tráfico de influência, desvio de erário, lavagem de dinheiro, dentre outros.

Panaro contou ainda que eles agiam da seguinte forma: ligavam para os fiéis que eram testemunhas de acusação contra a Maranata solicitando uma reunião para tratar de assuntos administrativos referentes a igreja. Confiando na nova cúpula que assumiu a igreja após o afastamento judicial de Gedelti Gueiros, essas testemunhas, aponta o promotor, foram ao encontro. Nessa ocasião eles eram intimidados.

“Se aproveitavam da credulidade dos fiéis. Eles não faziam ameaças diretas, de provocação ou grave futuro. Mas diziam: o que você está fazendo não está bom. Está prejudicando fulano, beltrano e sicrano. Isso é ruim. Ficaria melhor se você pudesse mudar o que está dizendo para não prejudicar mais. Várias pessoas mudaram o depoimento por causa disso”, disse Panaro.

A polícia ainda realizou busca e apreensão na casa dos acusados, escritórios e na Rádio Maanain, local onde acontecia as reuniões com as testemunhas. Além de documentos e computadores, a Polícia Federal apreendeu uma arma.

O poder de influência que a Maranata tem em órgãos federais, estaduais e municipais levam o promotor Paulo Panaro a não acreditar que essas prisões vão perdurar por muito tempo.

“Eu particularmente não acredito que essas prisões vão se sustentar por muito tempo, dado pela influência que essa instituição tem em todos os órgãos a nível federal, estadual e municipal. Queremos que ela dure. Essas prisões não serão revogadas com o aval do Ministério Público”, disse.

Para o Procurador-Geral de Justiça, Eder Pontes, essas ameaças afrontam o trabalho do Ministério Público. Segundo ele, o teor das ameaças, mesmo sendo moral, poderia redundar numa situação mais grave para os promotores que trabalham no caso.

“Isso é lamentável. É uma gravidade enorme ameaçar o Ministério Público. Foi uma ameaça moral, mas que poderia redundar em outra espécie de ameaça mais grave. O Ministério Público tem o dever de manter a ordem jurídica e apurar os fatos como devem ser apurados. Não temos nenhum interesse de prejudicar quem quer que seja”, afirmou.

As prisões foram decretadas pelo juiz Marcelo Loureiro, da Central de Inquérito. Ele determinou que o ex-presidente e um dos fundadores da Maranata, Gedelti Gueiros, fique em prisão domiciliar por ter mais de 80 anos. O magistrado determinou ainda que dois policiais militares fiquem dia e noite na residência dele, para garantir que o pastor não saia de casa.

Carlos Itamar Coelho, por ser advogado, ficará detido no Quartel de Maruípe. Já o atual presidente da igreja Maranata, Elson Pedro dos Reis, e o pastor Amadeu Loureiro foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória II de Viana.

O Presbitério da Maranata, onde funciona toda parte administrativa da Igreja, foi fechado nesta terça-feira para atendimento.

Quem são os presos? 

Elson Pedro dos Reis

Elson Pedro dos Reis

Elson Pedro dos Reis: pastor e atual presidente da igreja Maranata. Ele foi indicado pela própria igreja como interventor, assumiu a presidência no final do ano passado, quando o então presidente Gedelti Gueiros foi afastado do cargo pela Justiça.
Gedelti Gueiros

Gedelti Gueiros

Gedelti Gueiros: pastor, ex-presidente e um dos fundadores da igreja Maranata.

Amadeu Loureiro: pastor, médico e faz parte da cúpula da igreja Maranata.

Carlos Itamar Coelho

Carlos Itamar Coelho

Carlos Itamar Coelho: pastor, advogado e também faz parte da cúpula da Igreja Maranata.

 

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Polícia prende presidente e ex-presidente e outros dois pastores da igreja Maranata

Foram presos o atual presidente Elson Pedro dos Reis, o ex-presidente Gedelti Gueiros e outros dois pastores, Amadeu Loureiro e Carlos Itamar Coelho

Policial federal recolhe documentos na casa do pastor Amadeu Loureiro. Ao lado, carro com o religioso seguindo para a sede da Polícia Federal Foto: Letícia Cardoso

Policial federal recolhe documentos na casa do pastor Amadeu Loureiro. Ao lado, carro com o religioso seguindo para a sede da Polícia Federal Foto: Letícia Cardoso

Publicado originalmente em A Gazeta

A Polícia Federal, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, prendeu o atual presidente da igreja Maranata, Elson Pedro dos Reis, o ex-presidente Gedelti Gueiros e outros dois pastores, Amadeu Loureiro e Carlos Itamar Coelho. As prisões ocorreram na manhã desta terça-feira (12), em cumprimento de mandado da Justiça, que inclui busca e apreensão.

Em nota, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo afirmou que a prisão preventiva dos pastores é em decorrência dos fortes indícios de coação direta e indireta praticada contra testemunhas e autoridades responsáveis pelas investigações em face de alguns membros da cúpula da Igreja Maranata no Estado, em curso no âmbito do MPES, da Polícia Federal e do MPF.

cc9_igreja_maranata_praia_da_costa_min_fbccdf-798841-50fbc7a5d783dO MPES destaca que as autoridades responsáveis pelas apurações verificaram que tais condutas foram levadas à efeito objetivando interesses dos investigados em obter situação favorável no âmbito das investigações, intimidando testemunhas e autoridades e dificultando o correto andamento dos trabalhos relativos à desarticulação de um grupo de pessoas, que aproveitando-se do bom nome da Igreja Cristã Maranata (ICM), vem praticando ilícitos, como por exemplo, estelionato, falsidades, tráfico de influência, desvio de erário, lavagem de dinheiro, dentre outros.

Com as prisões, a Justiça busca preservar a vida e incolumidade física e psíquica de testemunhas e autoridades Judiciais, do Ministério Público e da Polícia, todas envolvidas no caso, permitindo o curso livre e desembaraçado dos procedimentos e impedindo afrontas aos poderes constituídos, às leis e a Justiça.

A operação consistiu, ainda, no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, sendo que todo o material arrecadado será analisado e os presos, juntamente com novas testemunhas, serão ouvidos pelo MPES nos próximos dias.

O MPES finaliza destacando que a ação desta terça-feira não tem como intenção macular a imagem da Igreja Cristã Maranata, ao contrário, respeita-se integralmente a liberdade de crença, direito constitucional de exercício ao culto religioso.

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dica do Nietzsche Ribeiro Robson

Igreja capixaba tenta alugar a boate incendiada em Santa Maria

Publicado originalmente em A Gazeta

Foto: EVELSON DE FREITAS/ESTADÃO CONTEÚDO

Foto: Evelson de Freitas / Estadão Conteúdo

A Missão Praia da Costa, em Vila Velha, vai alugar um espaço na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em um local próximo da Boate Kiss, onde 239 jovens morreram em um incêndio, em janeiro. Membros da igreja serão enviados para o local para consolar as famílias das vítimas e também evangelizar os jovens da cidade.

O pastor da Missão, Simonton Araújo, explica que a ideia inicial era alugar ou arrendar a própria boate, mas, como o local está interditado, a igreja vai alugar um prédio comercial de dois andares no mesmo quarteirão.

“Não queremos ficar só orando à distância. Queremos ajudar a juventude e toda a cidade na prática. A intenção é transformar o espaço em um gerador de vida e esperança. O objetivo é oferecer atividades e mostrar aos jovens que é possível ser feliz sem drogas e alcoolismo”, explica o pastor.

Simonton Araújo: "Não queremos ficar só orando à distância. Queremos ajudar a juventude e toda a cidade na prática" Foto: Bernardo Coutinho

Simonton Araújo: “Não queremos ficar só orando à distância. Queremos ajudar a juventude e toda a cidade na prática” Foto: Bernardo Coutinho

Lugar de conflito

Segundo Araújo, o objetivo não é “concorrer” com igrejas da cidade. “Queremos ajudar no que for possível. Uma das prioridades da Missão é atuar em locais de conflito. Ajudamos a construir mais de 30 igrejas locais no Haiti e também fomos para o Japão após o terremoto”, destaca.

O pastor Martinho Lutero de Oliveira, 39 anos, e a esposa, Kátia, 44, que é médica, vão viajar na próxima segunda-feira para começar a arrumar o espaço, que deverá ser inaugurado em março. O casal vai mudar-se para Santa Maria e deve receber caravanas de jovens capixabas.

“Nosso desejo é apresentar o Evangelho na linguagem dos jovens, promover cultos e eventos alegres, além de cursos voltados para a família”, adianta o pastor Lutero.

O incêndio na Boate Kiss ocorreu na madrugada de 27 de janeiro, durante uma festa de universitários. Um músico da banda que se apresentava no local acendeu um tipo de fogo de artifício, que deu origem a chamas. Estas alastraram-se pela espuma do teto. Cerca de 50 pessoas continuam internadas em função dos ferimentos e da intoxicação causada pela fumaça.

dica do Nietzsche Ribeiro Robson