Bélgica investe em controle genético e produz vacas “marombadas”

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publicado no Globo Rural

O resultado do cruzamento entre raças por mais de 100 anos deu origem às “super vacas”. Especialistas em genética da Bélgica apresentaram os animais chamados “azuis belgas” como capazes de render o dobro de carne do que um bicho comum da espécie.

Com aspecto de “marombadas”, as vacas chegam a pesar uma tonelada.

As “super vacas” são resultado da reprodução seletiva, que repassa os genes desejados por meio de inseminação artificial.

Neste caso, as fêmeas possuem uma espécie de “defeito genético”, que faz com que os músculos cresçam além do normal.

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O milagre de Neymar

Neymar-chorando-em-video-size-598Tati Bernardi, na Folha de S.Paulo

Meu pai, que, cansado “das palhaçadas desse país”, tinha resolvido torcer pra Alemanha, me ligou na sexta à noite inconsolável “quebraram o menino”. Minha mãe, que acha que a Copa está comprada (legal que essa pessoa misteriosa que comprou a Copa adora uma prorrogação!), apareceu aqui em casa no domingo “cê viu a declaração dele que linda? Aqueles olhos verdes tão puros, cheios de lágrimas”. Os dois vão torcer hoje, como loucos, pra seleção brasileira.

Meu namorado, que desde o primeiro jogo falava “tô mais preocupado com as eleições”, me pediu agora “vamos ver o jogo tranquilos, tá? Não chama uma megagalera porque eu tô tenso”. No Facebook, pude ver intelectuais céticos e publicitários irônicos virando péssimos poetas. Teve o que fez uma tentativa de aliteração “Ney mar, nem areia, nem morto, nem machucado, nem brinca, nem acredito…”. Teve o que pluralizou “acordamos fraturados, mas nosso sonho não acabou! Hoje somos todos Neymar!” e teve o que caprichou na autoajuda sem medo de ser feliz “é nas adversidades que encontramos uma força gigante e vitoriosa e blá-blá-blá”.

Comentaristas, obcecados com datas (o que eu acho chatérrimo), pararam de relembrar a cor da meia do meio-campo no dia 15 às 17h de 1978 e correram pra fazer locução de videozinhos emocionais. É brega, mas é melhor que comparar a velocidade do perdigoto do Messi com a aceleração do escarro do Maradona em 94.

Neymar não foi o melhor da Copa, não foi o artilheiro e, também estou muito triste, não joga hoje. Mas vencer o pessimismo e o cinismo do brasileiro já fez dele um mito e o grande herói deste Mundial. A fratura de Neymar botou ereta a fé de muita gente. Ver um menino caído no chão fez levantar até os marmanjos embotados. Putz, olha eu também tentando falar bonito.

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Imagens curiosas (e estranhas) de pessoas no metrô

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publicado no Brasil Post

Seis horas da tarde, você acaba de sair do trabalho, enfrenta aquela multidão enorme e finalmente entra no metrô. Um olhar aleatório e… Imagens surpreendentes (ou assustadoras) podem surgir pelo ambiente.

Abaixo você encontra uma lista de cenas, pessoas e acontecimentos pouco “convencionais” dentro de um metrô. Também possui uma imagem do tipo? Aproveite para publicar ela nos comentários e contar como é o seu cotidiano dentro dos vagões de um trem.

  • Gênero? Metrô não tem isso não.
  • Cada um usa o que quiser!
  • Sério, sem preferências…
  • Roupa com anel de latinha? Super normal!
  • Calor? Pouca roupa resolve…
  • Quem nunca?
  • “Pode deixar que eu vou preparando o molho no metrô, amiga!”
  • Ahhhhhh, as cores <3
  • Depois de um dia de muitas batalhas, nada mais justo do que dormir sentado…
  • ¯\_(ツ)_/¯
  • “Como assim centauros não podem passar?”
  • Metrô = Arte
  • Metrô = ARTE (de verdade)
  • Esfriou? Roupa de tricô da cabeça aos pés
  • Shortinho ou tomate? Você quem sabe!
  • Caos no metrô? Ahh… Tá explicado o motivo!
  • Sério, essa foto…
  • Tucuruvi-Jabaquara? Demorou tanto que criou raízes…

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O ‘rolezinho’ não quer só comida

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Publicado por Carlos Bezerra Jr.

O ano de 2013 foi embora, mas o que trouxe de novo, as manifestações populares que escapam às velhas análises, parece que vai continuar. Ainda bem. Depois dos protestos de junho/julho, agora é a vez do “rolezinho”. A ida de jovens e adolescentes da periferia aos shoppings não tem uma pauta clara. Mas, cá entre nós, precisa?

Se perguntarem qual era a reivindicação dos atos públicos do ano passado, o que você responderia? Derrubar o aumento da tarifa do ônibus? Tá, mas esse foi só o gatilho. Na “revolta da cartolina”, cada um tinha sua exigência. Fim da impunidade, melhores hospitais, extinção dos partidos políticos… A filhinha de uma amiga cobrava até “sorvete pra todo mundo”. Como disse à época, a questão não era se as respostas certas seriam dadas, mas se as perguntas certas seriam feitas. E foram.

É verdade que, agora, talvez, o “rolezinho” ganhe pauta bem definida. Depois que o shopping JK Iguatemi obteve liminar para proibir o tal evento em suas dependências – tipo de “direito à segregação”, sabe? –, é natural que a atenção de universitários e movimentos sociais seja atraída e, com isso, surjam convocatórias como a divulgada recentemente em Porto Alegre (RS), com palavras de ordem do tipo “contra toda forma de opressão”.

Li, hoje, que a Prefeitura de São Paulo quer convencer os participantes desses encontros a ocupar praças, áreas livres etc. Qual o sentido disso? Mal comparando, imagine tentar persuadir o pessoal da “Occupy Wall Street” (Ocupe Wall Street), em Nova York (EUA), a ir protestar no Central Park? Nonsense…

Parece que estamos dizendo: “Mas eles precisam ir justo ao shopping?”. É claro: esses jovens querem ir a um espaço que normalmente lhes é proibido. Não pelo direito, mas porque quase nada ali lhes é acessível. Além disso, em tempos como os nossos, os limites entre cidadão e consumidor se misturaram.

A ideologia de mercado difunde a ideia de que os direitos podem ser alcançados pela compra. Compra que, por essa lógica, gera inclusão. Sendo os shoppings espaços de consumo por excelência, tornam-se, por analogia, lugares em que os conceitos de público e privado também estão bastante misturados. Ou seja, formalmente, esses centros comerciais são particulares, mas na sensação geral, são de todos. E, como na prática a teoria é outra, a galera do ‘rolezinho’ está reivindicando seu lugar ao sol.

A ideia nem é tão nova. Algo parecido aconteceu em 2000, quando 130 sem-teto se juntaram a estudantes e punks e foram ao Shopping Rio Sul, em Botafogo (RJ). O que eles fizeram? O que se faz num shopping. Ir às lojas, provar roupas, passear. Tudo terminou na praça de alimentação, onde comeram sanduíches de mortadela e marmitas trazidos de casa. Na época, a reportagem da Folha de S.Paulo a respeito apresentou a curiosa manchete “Favelados e punks ‘invadem’ shopping”.

A tal “invasão” de agora não é, ao menos até aqui, violenta. Violentas são as reações da polícia. Na verdade, o “rolezinho”, querendo ou não, tendo objetivos só de curtição ou não, denuncia a falta de espaço, a invisibilidade, a exclusão. A carência de áreas públicas de boa qualidade – não falo de um CEU aqui, outro ali, como acontece em São Paulo. Dessa “comida”, as periferias estão fartas. Ninguém vive só disso.

É como dizia a velha música dos Titãs: “A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte… A gente quer saída para qualquer parte… A gente quer a vida como a vida quer”.

Fazer do shopping um ponto de encontro é só uma forma de dizer tudo isso. “Você tem fome de quê”, questiona a música. E a verdade é que “rolezinho” ou “rolezaum” têm fome da mesma coisa. Mas desse prato, os ingredientes são múltiplos: acesso, liberdade, lazer, cultura. Direito à cidade, enfim. Não adianta reagir com mais repressão. Melhor mesmo seria tentar encontrar a receita certa. E começar a servir o quanto antes.

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Será que eu entendi?

luminaria-bloco-interrogacao_3Ed René Kivitz

De vez em quando, ao final de uma de suas parábolas, Jesus mandava essa: “quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Fico a imaginar o que ele queria dizer…

. “eu sei que um bocado de gente não entendeu nada, mas vai chegar a hora em que vai entender”

. “eu sei que os ouvidos de vocês são seletivos, incapazes de ouvir algo que contraria suas ideias fixas”

. “eu sei que que o que estou dizendo exige que vocês mudem de vida, e então é mais fácil que vocês finjam que não entenderam”

. “eu sei que vocês estão em estágios diferentes de iluminação espiritual”

. “eu sei que muitos de vocês venderam a alma ao diabo e não querem abrir mão de seus malditos privilégios e infernais benesses”

. “eu sei que o meu Pai não confia seus segredos para todo mundo”

. “eu sei que muitos de vocês são preconceituosos mesmo”

. “eu sei que muitos de vocês preferem ouvir os mestres que concordam com vocês”

. “eu sei que tem gente que vai morrer sem entender”

. “eu sei que muitos de vocês acreditam que já sabem tudo e que não há nada de novo a aprender”

. “eu sei que tem gente que não está sequer ouvindo, muito menos entendendo”

. “eu sei que tem gente que já entendeu, mas não tem coragem de assumir a bronca”

. “eu sei que tem gente que pensa que entendeu, mas não entendeu”

. “eu sei que tem gente que acha que entendeu, e que ninguém mais entendeu”

. “eu sei que um monte de gente vai entender, e essa gente vai virar o mundo de cabeça para baixo”

E continuo imaginando. Mas não tenho certeza se entendi.

Fonte: Facebook

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