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Dono tenta recuperar U$ 500 em fezes

Dono recolhe pedaços em fezes para recuperar US$ 500 devorados por cão. Wayne Klinkel colou as notas e enviou para Departamento do Tesouro. Na quinta, agência divulgou imagem de uma das cédulas ‘recuperadas’.

publicado no Planeta Bizarro

Para tentar recuperar o dinheiro devorado por seu cão, o americano Wayne Klinkel recolheu as fezes do animal e, depois de lavar os restos das notas, colou os pedaços e enviou o material para o setor de impressões do Departamento do Tesouro norte-americano.

Americano recolheu pedaços de cédulas em fezes para tentar reembolso (Foto: Eliza Wiley/The Independent Record/AP)

Americano recolheu pedaços de cédulas em fezes para tentar reembolso (Foto: Eliza Wiley/The Independent Record/AP)

Na quinta-feira (11), a agência “Associated Press” divulgou imagem de uma das cédulas “recuperadas” por Klinkel, que mora em Helena, no estado de Montana (EUA).

Segundo ele, seu cachorro, um golden retriever de 12 anos, comeu cinco cédulas de US$ 100 durante uma viagem da família. Wayne Klinkel contou que o cão Sundance abocanhou as notas enquanto ele e sua mulher estavam na estrada para visitar a filha.

Cão Sundance devorou cinco cédulas de US$ 100 (Foto: Eliza Wiley/The Independent Record/AP)

Cão Sundance devorou cinco cédulas de US$ 100 (Foto: Eliza Wiley/The Independent Record/AP)

O departamento emitiu uma nota afirmando que um “experiente examinador de notas mutiladas” irá determinar se pelo menos 51% das notas estão presentes e se são dignas de reembolso. O processo para a decisão pode demorar até 2 anos.

Wayne Klinkel recolheu pedaços das notas nas fezes de seu cão (Foto: Eliza Wiley/The Independent Record/AP)

Wayne Klinkel recolheu pedaços das notas nas fezes de seu cão (Foto: Eliza Wiley/The Independent Record/AP)

 

 

Cão ajuda a aliviar o estresse no trabalho

Vanessa Queiroz e a golden retriver Bumi no Estúdio Colletivo; até os clientes se derretem pelos animais
Vanessa Queiroz e a golden retriver Bumi no Estúdio Colletivo; até os clientes se derretem pelos animais

Carla Uerlings, no UOL

Uma lambida aqui, um carinho ali… Assim é a rotina do Colletivo, estúdio multidisciplinar que atua nos mais diversos segmentos do design. Bumi, Amy, Billie Jean e outros cães fazem a alegria de todos, que podem trazer para o trabalho seus bichos de estimação.  Vanessa Queiroz, uma das sócias, conta que um funcionário começou e depois outros compraram a ideia. “Sempre adorei cachorro, mas meus pais não queriam no apartamento. Quando fui morar sozinha, comprei a Bumi e comecei a trazê-la comigo para a agência. Isso já faz cinco anos.”

Alexandre Pessoa é outro adepto dos cachorros no trabalho. Ele traz todos os dias a Amy, sua vira-lata de dois anos.  “Meu avô encontrou a Amy abandonada em uma estrada, ainda filhote. Ela vem para o Colletivo desde bebê”, conta enquanto a cachorra corre agitada, brincando com a golden retriever Bumi.

Em outros países, como Canadá e Inglaterra, essa prática é mais comum. Nos Estados Unidos, há até uma campanha, a “Take Your Dog to Work Day”, propondo que empregadores permitam o acesso de animais ao local do trabalho.

Estudos apontam que a presença de animais de estimação no trabalho traz bem-estar e diminui o estresse do dia a dia. Pesquisadores da Universidade Virginia Commonwealth (EUA) colheram amostras de saliva de 450 funcionários de uma empresa de varejo durante uma semana. Cerca de 30 pessoas levaram seus cachorros para o trabalho pelo menos um dia. Nesse grupo, o nível de estresse caiu da manhã para a noite, diferente das pessoas que deixaram o bicho em casa. Quem não tinha qualquer animal apresentou maiores quantidades de cortisol, um dos hormônios associados ao estresse.

O psiquiatra Elko Perissinotti, vice-diretor do Hospital Dia, do Instituto de Psiquiatria (IPq-HCFMUSP) afirma que a interação do ser humano com animal é fundamental. Segundo ele, a troca de carinho com o cão libera no organismo os neurotransmissores endorfina, ocitocina e serotonina, que proporcionam sensação de bem-estar.  “Essas reações – psicológica e química – trazem uma mudança benéfica ao organismo que funcionam como antiestresse”, explica o psiquiatra.

Com certeza, no Colletivo o clima é menos estressante por conta das cachorras. Elas têm completa liberdade, circulam por todas as salas do estúdio, que fica em uma casa de dois andares com um quintal bem agradável. “A galera dá muita risada com as brincadeiras que a Bumi e Amy fazem. Até os clientes gostam da ideia, quando vêm aqui para reuniões eles se derretem”, comenta Vanessa Queiroz, garantindo que as “colegas de trabalho” trazem aconchego ao ambiente.

PetDay

A SimGroup, que desenvolve ações motivacionais para empresas em São Paulo, também percebeu os benefícios de ter bichos uma vez por semana em seu “território”. O “PetDay”, que ocorre toda sexta-feira, começou este ano e causou euforia. A diretora-executiva, Sueli Brusco Aftimus, tomou conhecimento da pesquisa americana e resolveu aplicá-la na agência. “No início, o pessoal quase brigava para ver quem traria o pet. Começamos com sorteio e agora temos uma escala dos bichos”, relembra a assessora de imprensa Thais Volkweis. Segundo ela, a lista já teve até cobra e papagaio!

Muitas vezes, o animal é um estímulo para quebrar barreiras que surgem no dia a dia. O assistente comercial César Martiniano teve essa percepção quando trouxe sua cachorra. “Colegas que eram de outros setores, que eu não conhecia bem, vieram falar comigo, perguntar sobre a raça, o nome dela. Foi um dia gostoso e de total integração”, conta o tutor de Cindy, garantindo que para a cadela a paparicação também foi muito gratificante.

O psiquiatra Perissinotti explica que o cachorro funciona como um catalisador nas relações entre as pessoas seja no trabalho, durante a terapia assistida em um hospital ou apenas passeando na rua. “Atualmente, as pessoas não estão mais acostumadas a se aproximar umas das outras. O cão acaba sendo um agente, um facilitador, o objeto que canaliza a amizade”, conclui.

O grupo da SimGroup acredita que essa simples ação diminui a ansiedade e eleva a autoestima, além de tornar as pessoas mais afetivas. “Foi uma ideia fantástica. O ambiente fica mais leve e lúdico, pois o cão traz alegria e descontração”, ressalta a redatora Lígia Prada, que já teve cachorro e agora curte o dos outros durante uma criação e outra.

Nem sempre é possível

Tanto a SimGroup quanto o Estúdio Colletivo estão instalados em casas, o que dá a liberdade de se trazer os cães para trabalhar.  Outras empresas já não podem se dar a esse luxo. Muitas ficam em condomínios comerciais cujos estatutos não permitem animais em seus andares ou salas.

Esse é o caso do Google, considerada uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil e nos Estados Unidos, que não pode implantar aqui a mesma prática adotada em Mountain View, na Califórnia .  Lá, o prédio é próprio e a presença dos pets é liberada a qualquer hora. Em São Paulo, os funcionários trabalham em andares de um edifício e não têm a mesma chance dos colegas norte-americanos.

ONG RECOMENDA ALGUNS CUIDADOS AO LEVAR OS ANIMAIS AO TRABALHO

Leandro Moraes/UOL

Local deve ser adequado e confortável

A ARCA Brasil (Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal) acredita que levar o pet para o trabalho pode ser uma ótima ideia, em especial para animais que sofrem com a chamada “síndrome da ansiedade da separação”, nome dado quando o bicho de estimação começa a dar sinais de estresse ao ser deixado sozinho ou ser separado da pessoa com quem ele é mais apegado. Algo que acontece muito com quem trabalha fora o dia todo e deixa o pet sozinho em casa.

Mas os tutores devem estar atentos e tomar alguns cuidados ao levarem seus bichos de estimação para as empresas:

  • O local deve ter área compatível e confortável, onde o animal possa se deitar e observar o ambiente à sua volta;
  • É importante passear uma ou duas vezes durante o dia, em especial para os pets hiperativos;
  • Os animais devem estar em bom estado de saúde, com as vacinas em dia e ter boas maneiras.

Bruno Schuveizer, da área de Comunicação, acredita que essa prática aumenta os laços entre as pessoas e os bichos e também pode significar mais chances de adoção em todo país. A própria ARCA Brasil já teve uma experiência nesse sentido.

Durante anos, a ONG manteve em sua sede administrativa o mascote Tingo, cão retirado das ruas pelo presidente Marco Ciampi. Além de ganhar um lar, Tingo virou uma espécie de celebridade. “Nos 10 anos em que ficou aqui, ilustrou inúmeros cartazes, folders e cartões de Natal, além de matérias em jornais e revistas”, recorda-se Bruno Schuveizer.

O que o seu cachorro diz sobre a sua vida sexual?

Margarida Telles, no Mulher 7×7

Se você é a dona de um golden retriever, suas chances no amor são melhores do que as de quem tem um poodle. Pelo menos é o que diz uma pesquisa feita pela Kloff, empresa que tem um aplicativo de iPhones voltado para os amantes de cachorros. Na pesquisa, foram ouvidas mil pessoas, com e sem cachorros. Os resultados podem não ser exatamente científicos, mas mesmo assim divertem.

Segundo a Kloff, as melhores raças para mulheres que desejam atrair homens são golden retrievers, labradores, chihuahuas, poodles e beagles. Parece que os homens adoram os goldens e labradores, e por isso curtem as mulheres com esses cachorros. Já as com chihuahuas, segundo o levantamento, são mais do tipo “gostosas e burras”. (Será que isso é influência do filme Legalmente Loira?) As donas de poodles atraem os homens, mas são tidas como o tipo de namorada que dá trabalho.

Os homens não escaparam da enquete. As mulheres afirmaram que os donos de cães mais atraentes são os que têm pastores alemães, golden retrievers, labradores, huskies siberianos e buldogues franceses. Já os donos de buldogues ingleses, boxers e rottweilers são tidos como caras pouco inteligentes. E as garotas afirmaram que as chances de se casarem com o dono de um golden são dez vezes maiores do que as com o dono de um pit bull.

Como eu disse lá no começo, a coisa está longe de ser científica. Eu pessoalmente não concordo com nada do que foi dito. Como sou louca por cães, qualquer cara que tem um já ganha pontos comigo. (Meu namorado levou pontuação extra, porque tem cachorro mesmo sendo alérgico).

Antes de ir até uma loja de animais com o simples intuito de impressionar o sexo oposto, pense bem. Cães são companheiros pra vida toda, e exigem responsabilidade e cuidados. Quer mesmo um cachorro? Então vá visitar o centro de zoonoses da sua cidade. Aposto que lá você achará a sua cara-metade vira-lata, ou mesmo um companheiro de raça e órfão.

Meus dias com o Elvis

Marília César

Levou menos de 24 horas para eu me apaixonar.

Seu olhar amoroso, seu jeito alegre e manso. A liberdade de ir chegando e se deitando a meus pés. De fazer de meus chinelos um suave travesseiro. A soma de todos esses afetos, entregues gratuitamente, derreteu meu coração de imediato.

Se você estiver precisando derrubar as defesas de alguém, experimente deitar-se mansamente a seus pés. Sem pedir nada. Sem dizer palavra.

O cãozinho foi um pedido de minha filha mais velha. Ela chorou durante meses, dizendo que o queria. Era mais que querer, ela dizia. Ela precisava de um cachorrinho. Ela usou todos os argumentos. Todas as amigas tinham. Um cãozinho é um animal tão fofinho, ela disse. Ela queria muito ter um.

Resisti o quanto pude. Animais dão um trabalho danado. Dão despesa. Nos tornam cativos, não podemos viajar.

Ela continuou chorando e implorando.

Queria um filhote de golden retriever, que viu na revista e creu que era o cão de sua vida. Eu também adoro essa raça, respondi, já meio amolecida. É um dos mais bonitos. Faz vista. Dizem que gosta de criança.

Fomos sondar o preço nas pet shops. Seis parcelas de trezentos reais. Disse pra ela que não ia dar. Filhote a peso de ouro. Ela chorou de novo. Disse que eu nunca fazia nada que ela queria. Chantageou-me. Chorou mais um pouco.

Até o dia em que recebi aquele e-mail. A amiga de uma amiga estava doando filhotes. A foto estava no blog da moça. Abri correndo quando li que não eram filhotes quaisquer, mas sim da raça border collie, outra de minhas favoritas. Cachorro inteligente. Uns dizem que é o mais inteligente de todos.

Abri o email em casa pra ela checar a mercadoria. Ela olhou os pequeninos e os achou bonitinhos. Não pareceu muito entusiasmada. Expliquei que, além de ser de uma boa raça e bonitos, eram de presente. Custo zero. Ela se interessou.

Parei de falar no assunto para deixar que decidisse por si. Não sabia direito se era fogo de palha, se era só modismo de criança.

Ela me ligou no trabalho, no dia seguinte, perguntando se era hoje que o cachorrinho viria. Entendi que ela queria mesmo o bichinho.

Liguei para a dona.

Quinta-feira, sete da noite, meu fusquinha na marginal Pinheiros, cercado de caminhões furiosos por todos os lados. A mais velha e a mais nova no banco de trás, excitadas, na aventura de ir buscar o cãozinho.  160 quilômetros de congestionamento em horário de pico. O que a gente não faz por amor, eu pensava. Continue lendo