Google muda algoritmo e grandes sites de torrent “desaparecem” das buscas

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Publicado no Gizmodo

Este mês, o Google anunciou que mudaria seu algoritmo de busca para rebaixar sites que distribuem conteúdo pirata. E isso surtiu efeito: o TorrentFreak relata que grandes sites de torrent sofreram uma forte queda em visibilidade e no tráfego.

O Google avisou há alguns dias que a busca passaria a penalizar sites envolvidos em pirataria, baseado no número de pedidos válidos que eles recebessem para remoção de link. A empresa diz: “esperamos afetar visivelmente o ranking de alguns dos sites mais famosos”.

Dito e feito: alguns sites de torrent dizem que, nos últimos dias, passaram por quedas significativas no tráfego. Segundo a equipe do Isohunt.to, “todo o tráfego vindo de buscas caiu pela metade”.

Após a mudança do algoritmo, como ficaram os resultados de busca? Bem, alguns sites de torrent “sumiram”, enquanto outros tomaram seu lugar. Do TorrentFreak:

Uma busca por “Breaking Bad torrent” antes destacava o Kickass.to, Torrentz.eu e Isohunt.com no topo, mas eles basicamente desapareceram. Curiosamente, em alguns casos, seu lugar foi tomado por outros sites de torrent menos populares.

No Google Brasil, aconteceu algo semelhante. Agora, a busca destaca outros sites que permitem baixar Breaking Bad, seja via sites de compartilhamento de arquivos, seja via links magnet (que substituem os tradicionais arquivos .torrent).

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O Google também testa exibir anúncios com fontes legítimas de conteúdo. Por exemplo, alguns usuários nos EUA se deparam com o seguinte ao pesquisarem por “assistir Walking Dead”:

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Todo dia, o Google recebe um número enorme de pedidos para retirar links envolvidos em violação de direitos autorais. Em 2013, o Google removeu 222 milhões de links relacionados à pirataria. Entre os domínios mais afetados, estão sites de compartilhamento de arquivos – como 4shared, Zippyshare e FilesTube – e grandes sites de torrent.

Por isso, eles estão sumindo aos poucos da busca. No entanto, outras fontes estão surgindo em seu lugar. E sites maiores dizem nem sentir a mudança: o Pirate Bay diz ao TorrentFreak que não depende de tráfego vindo do Google: quando as pessoas querem torrents, elas sabem para onde ir.

Afinal, mesmo os concorrentes do Google – como Bing e Yahoo – também escondem resultados de sites como IsoHunt e Pirate Bay. A exceção fica para o motor de busca DuckDuckGo, que destaca esses sites nos resultados.

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Paulistanos usam internet para aprender a fazer sexo e a cozinhar

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Rafael Balago, na Folha de S.Paulo

O que querem os paulistanos? Açúcar, carne, vinho e sexo. É o que aponta um levantamento feito pelo Google especialmente para a sãopaulo.

A maior empresa de buscas do mundo montou listas com os termos mais procurados na cidade ao longo deste ano em várias categorias.

Nas buscas iniciadas por “como fazer”, predomina a culinária. No topo da lista está “como fazer cupcake”. “O maior erro ao tentar fazer em casa é achar que vai acertar de primeira. Em dias quentes, o creme pode derreter rápido”, adverte Luana Davidsohn, dona da Confeitaria da Luana, na Vila Madalena. Confira aqui uma receita de cupcake.

O Google não divulga quantas vezes cada termo foi procurado.

Outras receitas que despertam curiosidade são costela, ganache (creme de chocolate), chantili e a versão caseira do Cinzano, um vermute (vinho combinado com ervas).

Prepará-lo exige paciência: o processo pode levar de uma semana a um mês. “A maior dificuldade é encontrar as ervas certas. Depois, é deixar a natureza trabalhar”, afirma Renan Tarantino, barman do restaurante BOS BBQ, no Itaim Bibi, região oeste.

Tarantino, que já produziu a bebida por conta própria, conta que houve aumento nos pedidos de coquetéis que levam vermute, como o negroni. “Faço no mínimo quatro por noite.”

Outra curiosidade frequente dos moradores da capital é “como fazer sexo”. Entretanto, a maior parte dos resultados não é muito didática em relação ao
beabá do ato. O que aparece são maneiras de sair do convencional, como transar no mato, na balada e tentar novas posições.

“É uma forma de descobrir como as outras pessoas fazem sexo. A maioria tem curiosidade, mas fica com vergonha de falar disso”, comenta Carmita Abdo, fundadora do Projeto de Estudos da Sexualidade da USP.

 

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10 motivos para sentir saudades do Orkut

Publicado no Estadão

Se você chegou até aqui, provavelmente já sabe que o Orkut vai finalmente pendurar as chuteiras e chegar ao seu fim. O Google anunciou em seu blog nesta segunda-feira, 30, que “é hora de dizer adeus ao Orkut” e marcou a data de encerramento para 30 de setembro.

É fato que a rede social inventada pelo turco Orkut Büyükkökten já não tem a mesma popularidade de antigamente, mas a memória de muita gente ficou guardada por lá. O Link selecionou 10 motivos para lembrar com carinho da primeira rede social do Google – e que até hoje ainda tem o Brasil como seu principal País.

Comunidades úteis

Parece até estranho, mas sem um feed de notícias, boa parte da interação que você podia ter no Orkut era dentro das comunidades. E algumas delas eram bastante sérias: durante muito tempo, comunidades de times de futebol eram os melhores lugares para saber de notícias, enquanto bandas divulgavam seus trabalhos e muita gente dividia links para compartilhar filmes, séries e músicas – é o caso da Discografias, que foi excluída (e recriada) da rede social diversas vezes por ações judiciais que diziam que ela incentivava a pirataria.

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Comunidades sem sentido nenhum

Além de lugares legais para trocar ideias e conhecer pessoas, as comunidades funcionavam como as fanpages do Facebook, servindo para mostrar para quem visitasse o seu perfil que você gostava de uma banda ou compactuava com uma ideia. E algumas delas eram pura piada ou galhofa – a comunidade mais popular no Brasil durante muito tempo foi a “Eu Odeio Acordar Cedo”. Mas o que dizer de clássicos como “Lenin, de três”, “Além do Ben e do Mao” (que homenageava Jorge Ben e Mao Tsé Tung), “Não fui eu, foi meu eu-lírico” ou “Sou mole, tô te dando um legal”, além da que ilustra esse texto, a “Luta de classes”.

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Os depoimentos

Atire a primeira pedra quem nunca mandou um depoimento fofo para um amigo ou lutou pelo “topo” de uma página cheia de “testmonials” (como eles eram chamados lá no comecinho do Orkut, quando o site ainda nem era traduzido). Declarações de amizade, de amor, piadas internas e até mesmo revelações sinceras eram o centro da parte mais sentimental da rede social.

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O Buddy Poke

Muito antes do Facebook se tornar popular aqui no Brasil e trazer à tona o “cutucar”, o Orkut tinha o BuddyPoke. Era um aplicativo com gráficos meio toscos, mas que recriava os usuários do site em versão 3D e os colocava para interagir com seus amigos. Você podia dar um abraço, oferecer uma rosa, contar uma piada ou até jogar uma partida de futebol, tudo virtualmente.

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Ser 90% legal, 80% sexy e 70% confiável

Outra tendência dos dias de hoje, mas que o Orkut já mostrava há muito tempo, era a possibilidade de ranquear seus amigos – alô, Lulu! Claro que, ao contrário do #UsaCrocs, o Orkut só deixava você fazer avaliações positivas, dizendo se seu amigo era legal, sexy ou confiável, além de te deixar ser fã dele.

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Os scraps

Em uma época que a internet não era tão instantânea assim, a conversa entre os amigos no Orkut rolava através dos scraps, os famosos recadinhos – que podiam ir de cantadas até gifs animados ou um pedido de amizade, uma vez que tinha muita gente que obedecia à regra de “soh add com scrap” (traduzindo para os dias de hoje: só adicionar com um scrap). Para não falar numa galera que tinha outra lei muito pessoal: “Leio, respondo e apago”, sempre avisada de jeitos muito originais. Não é?

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Os perfis pessoais organizados

A foto quase sempre pouco importava, mas ter um texto caprichado no seu perfil era imprescindível para ser uma pessoa legal no Orkut. “Quem se define se limita”, diziam as recalcadas, mas tinha gente que apostava em citações de poemas (quase sempre atribuídas a Clarice Lispector) ou em crônicas bem construídas para falar sobre si mesmo. Isso para não falar nas invasões, quando um amigo roubava a sua senha e deixava um recadinho mostrando para os outros quem você era de verdade – carinhosamente, é claro. Havia até briga entre amigos para ver quem conseguia invadir o perfil mais vezes. Se você não lembra disso, aqui tem vários exemplos de como eram as invasões.

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A sorte do dia

Às vezes, parecia que o Orkut era 2 em 1: junto com a rede social, você ganhava de graça um conselheiro anônimo na sua tela de entrada. Era a “sorte do dia”, que tinha palavras edificantes dignas de um biscoitinho da sorte chinês. Mas de vez em quando esse conselheiro anônimo tirava férias, e o resultado era sempre engraçado.

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Radar de bisbilhoteiros

Essa servia para quem queria se sentir popular ou tinha mania de perseguição: em cima da sorte do dia, na tela de entrada, todo dia o orkut avisava quantas pessoas tinham visto sua perfil recentemente, e dava até os nomes dos curiosos – há quem até tenha começado namoros graças a essa ferramenta, mas também servia para lembrar que cada um tinha que cuidar um pouco da sua vida.

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Todo mundo estava lá

Hoje o Facebook, o Twitter e o Instagram podem ter superado o Orkut na preferência dos internautas brasileiros, mas uma coisa é certa: se você navegou na web entre 2005 e 2011, você esteve lá – e também todos os seus amigos. Era um grande espaço de convivência, e, mais do que isso, a primeira interação social de muitos brasileiros na internet. E a primeira rede social a gente nunca esquece. Que tal ir lá para lembrar como era, hein?

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Após dez anos, Google encerra atividade do Orkut nesta terça-feira

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Publicado no UOL

O Google vai encerrar, definitivamente, o Orkut nesta terça-feira (30) após dez anos de atividade. O anúncio do fim da rede foi feito em 30 de junho e, na ocasião, a companhia disse que vai se concentrar em outras plataformas sociais.

Para quem quer recuperar as informações contidas na rede social, o Orkut disponibilizou uma ferramenta chamada Takeout. Com ela, é possível guardar álbuns de fotos, scraps (recados) e depoimentos.

Histórico
Fundado pelo turco Orkut Büyükkökten, que trabalhava no time de engenharia do Google, o projeto da rede social fazia parte de uma iniciativa da gigante das buscas, que disponibilizava 20% do horário do expediente para funcionários trabalharem em um projeto novo.

Orkut Buyukkokten visitou o Brasil em 2005, no auge do sucesso da rede
Orkut Buyukkokten visitou o Brasil em 2005, no auge do sucesso da rede

A rede social fez sucesso, basicamente, em dois países: Brasil e Índia. Isso fez com que o Google em 2008 transferisse a responsabilidade pela plataforma entre os engenheiros do Google nessas duas localidades.

No Brasil, o Orkut foi por bastante tempo a rede mais acessada no país. Com a popularidade, também vieram os problemas. Em função da disseminação de pornografia infantil no site, em 2 de julho de 2008, o Google assinou um TAC (termo de ajustamento de conduta) com o MPF (Ministério Público Federal), comprometendo-se em cooperar com a Justiça para localizar infratores.

A primeira experiência de rede social do brasileiro foi escancarada no Orkut. Não faltavam conteúdos esquisitos postados por usuários. Houve até sites especializados em reunir esse tipo de conteúdo, como o “Pérolas do Orkut”.

Outro aspecto da rede social é que ela foi também palco de uma das primeiras webcelebridades brasileiras: Katilce Miranda. Após ser beijada por Bono Vox, do U2, durante um show de 2006, a carioca recebeu em sua área de scraps (recados) mais de 1 milhão de mensagens. A iniciativa ficou conhecida como “Chat da Katilce”.

Declínio
Em 2011, ano que marcou o início da queda da rede, o Orkut afirmou que não temia a ameaça do Facebook — então com 600 milhões de usuários no mundo (hoje o número de usuários ultrapassa 1 bilhão). Em setembro daquele ano, o Ibope confirmou que a rede social de Mark Zuckerberg havia passado a rede do Google em número de usuários no Brasil.

Além da popularização do Facebook, outra mudança que contribuiu para a queda do Orkut foi a o lançamento do Google+ em julho de 2011. No ano seguinte, a plataforma passaria a conectar os perfis do Orkut à rede, unificando postagens.

Oficialmente, o Google cita que Google+, YouTube e Blogger acabaram “canibalizando” o Orkut, na medida que não valia mais a pena manter a rede social idealizada pelo engenheiro turco.

“Foram dez anos inesquecíveis. Pedimos desculpas para aqueles que ainda utilizam o Orkut regularmente. Esperamos que vocês encontrem outras comunidades online para alimentar novas conversas e construir ainda mais conexões, na próxima década e muito além”, escreveu Paulo Golgher, diretor de engenharia do Google, em post sobre o fim do Orkut.

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