É possível ficar muito tempo dentro d’água até derreter?

publicado no Oráculo

Querido e sempre lido Oráculo: Quando ficamos muito tempo na água nossa pele começa a enrugar e tudo volta ao normal em alguns minutos após sair da água. Porém, o que acontece se ignorarmos isso e permanecermos na água, quanto tempo nossa pele aguenta submersa?
Obrigada!
Rita Braga, São Paulo, SP

 

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Querida e sempre respondida Rita, nossa pele ficaria tão murcha e fraca que nos tornaríamos extremamente vulneráveis à ação de agentes externos como fungos ou bactérias. Em vez de ficarmos hidratados debaixo da água, ocorre o contrário. Nossa pele fica escamada porque perde água para o meio, por conta da osmose. Esse processo físico-químico acontece porque nosso corpo tem uma maior concentração de elementos (a saber, sódio, potássio e cloro) do que a água do mar, por exemplo. Por isso, a pele desidrata e murcha.
A camada de gordura que envolve a cútis e serve como barreira é a primeira a ser afetada. “Quanto mais tempo ficarmos debaixo d’água, mais fina essa camada fica, porque a gordura se dissipa”, explica a dermatologista Jorgeth de Oliveira Carneiro da Motta, professora da Universidade de Brasília (UnB). Assim, a pele se torna mais ressecada e mais suscetível a feridas e inflamações. Quanto ao tempo de resistência que nossa pele aguenta, não há como precisar. “É uma questão de dias”, afirma a médica. Por via das dúvidas, não tente virar um peixe.

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Morar perto de aeroporto aumenta circunferência abdominal, diz estudo

Motivo seria o estresse provocado pelo barulho dos aviões.
Produção de hormônios do estresse aumenta quando ruído é elevado.

Avião passa por cima de casas antes de pousar no aeroporto de Heathrow, no oeste de Londres; estresse provocado pelo barulho pode estimular aumento da barriga (foto: Stefan Wermuth/Reuters)
Avião passa por cima de casas antes de pousar no aeroporto de Heathrow, no oeste de Londres; estresse provocado pelo barulho pode estimular aumento da barriga (foto: Stefan Wermuth/Reuters)

Publicado no Bem Estar

Morar perto de um aeroporto aumenta a circunferência da cintura devido ao estresse provocado pelo barulho, revelou um estudo realizado na Suécia e divulgado nesta terça-feira (6).

A pesquisa estabeleceu a relação entre a saúde de 5 mil moradores da região de Estocolmo, acompanhados entre oito e dez anos, e o nível sonoro em seus domicílios.

Seis cientistas do Instituto Karolinska, especializados em medicina ambiental, medicina molecular e endocrinologia, concluíram que à medida que aumenta o barulho dos aviões no dia-a-dia das pessoas, mais riscos elas corriam de ganhar barriga.

“Trata-se de um aumento correspondente a 1,5 centímetro por cada aumento de 5 decibéis no nível sonoro”, explicou a cientista que coordenou a pesquisa, Charlotta Eriksson, em um comunicado de sua universidade.

Este acúmulo de gordura se deveria ao aumento dos hormônios de estresse, principalmente o cortisol, produzido em maior quantidade quando o ruído ambiental é elevado.

“A obesidade abdominal é um fator de risco, tanto para as doenças cardiovasculares quanto para o diabetes, e como uma parte importante da população está exposta diariamente a níveis sonoros altos produzidos pelos meios de transporte, o ruído, portanto, poderia ter efeitos para a saúde mais sérios do que pensávamos”, acrescentou Eriksson.

O estudo, o primeiro a tentar estabelecer esta correlação, foi publicado na edição desta semana do periódico americano “Environmental Health Perspectives”.

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Gordura saturada não é a vilã para o coração, diz estudo

As gorduras saturadas da manteiga, do queijo e da carne vermelha não são tão prejudiciais para o coração como se pensava, segundo um estudo

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Publicado na Exame

Londres – As gorduras saturadas da manteiga, do queijo e da carne vermelha não são tão prejudiciais para o coração como se pensava até agora, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira na revista médica “British Medical Journal”.

A pesquisa foi coordenada por Aseem Malhotra, um dos cardiologistas mais prestigiados do Reino Unido e especialista do hospital universitário de Croydon, em Londres.

Em seu artigo, Malhotra afirma que o consumo de produtos com pouca gordura “paradoxalmente” aumentou o risco de ter doenças cardiovasculares.

Segundo o especialista, as pessoas consomem todo tipo de produtos desnatados pensando que são melhores para a saúde e que ajudarão a perder peso, mas que, na realidade, muitos deles contêm grandes quantidades de açúcares acrescentados.

A explicação é que a indústria alimentícia substitui as gorduras eliminadas nos alimentos por açúcares e adoçantes, já que a comida livre de gordura não é tão saborosa, acrescentou Malhotra.

No entanto, acrescenta o especialista, é necessário diferenciar as chamadas “gorduras trans” (encontradas em fast food, produtos de confeitaria e margarina), que são prejudiciais, e as gorduras do leite, do queijo e da carne, que não são ruins para a saúde.

O especialista criticou a “obsessão” médica com os níveis de colesterol, que levou milhões de pessoas a tomarem muitos remédios com estatinas para reduzir a quantidade de gorduras prejudiciais no sangue.

Para isso, o cardiologista recomenda que as pessoas com risco de sofrer doenças cardiovasculares façam uma dieta mediterrânea rica em peixes oleosos, azeite de oliva, verduras e frutos secos.

“É hora de romper o mito do papel das gorduras saturadas nas doenças do coração” que esteve presente na indicação dietética e nas recomendações nutricionais durante quase quatro décadas, afirmou Malhotra.

A teoria foi respaldada por outros especialistas como David Haslam, Chefe do Fórum Nacional sobre a Obesidade, que afirmou que a evidência científica está demonstrando atualmente que os carboidratos refinados e o açúcar são na realidade os culpados pelo aumento da gordura no sangue.

Timothy Noakes, professor de ciências do esporte e da atividade física na Universidade da Cidade do Cabo, acrescentou que “o pior erro médico de nossa época foi considerar a alta concentração de colesterol no sangue como a causa exclusiva da doença cardíaca coronária”.

dica da Rina Noronha

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Máquina automática de batatas-fritas é uma das maiores invenções do momento

Aparelho lançado na Bélgica frita batatas na hora e libera porção por R$ 8.

(Fonte da imagem: Nicolas Maeterlinck/AFP)
(Fonte da imagem: Nicolas Maeterlinck/AFP)

Nilton Kleina, no TecMundo

Quem está em Bruxelas, na Bélgica, e vê a fome chegar, não precisa mais parar em uma lanchonete ou comprar alimento congelado para fazer em casa: a cidade agora possui máquinas de venda automática que, em vez de disponibilizar refrigerantes ou pacotes de salgadinho, fazem batatas-fritas na hora.

A criação da BreakTime Solutions funciona exatamente como as máquinas tradicionais: você coloca o dinheiro no aparelho, escolhe o molho desejado e aguarda o processo, que leva aproximadamente 90 segundos. O custo da porção de 135 gramas é de aproximadamente R$ 8 e três condimentos estão disponíveis: maionese, ketchup e “samurai”. Sal e um garfo ainda acompanham o pacote.

O segredo da máquina é utilizar sebo bovino (a gordura da carne) no processo de fritura das batatas congeladas, assim como óleo vegetal – deixando o alimento mais crocante e saboroso.

Filtros que cortam o cheiro de fritura e avisos via SMS sobre a necessidade de trocar o óleo a cada 65 horas contribuem para a higienização do processo. Há um ano, Índia e Romênia foram as “cobaias” para testar o sucesso do aparelho, que pode ficar ligado por vários dias sem problemas. Por enquanto, não há previsão para que a máquina seja lançada em outros países.

(Fonte da imagem: Nicolas Maeterlinck/AFP)
(Fonte da imagem: Nicolas Maeterlinck/AFP)

Fonte: The Guardian

dica do Jarbas Aragão

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Ser gorda, e daí?

foto: Virgula
foto: Virgula

Walcyr Carrasco, na Época

Acordei com uma avalanche de mensagens no Twitter. O motivo é a personagem Perséfone, uma enfermeira acima do peso, interpretada por Fabiana Kharla, na minha novela Amor à vida, da TV Globo. Aqui não costumo falar do meu trabalho em novelas. Desta vez, não resisti. A maioria dos tuiteiros pedia que eu mudasse o destino dela – embora, por estar no início da história, eu não tenha contado o que acontecerá. Uma mulher me escreveu uma longa carta dizendo que é gorda, sim, e sofre discriminação. É um assunto pouco discutido, mas real. Acredito que atualmente gordos são mais discriminados que os negros. Já vivi isso na pele, porque já fui praticamente obeso. Perdi vários quilos, continuo gordinho, mas nada como antes. Na época, era uma tortura entrar nas lojas. Perguntava:

– Posso experimentar aquela camisa ali?

A vendedora me lançava um olhar de alto a baixo e respondia, com um sorrisinho de desprezo:

– Não temos seu número.

E corria atender outro cliente – vendedor sempre quer se ver livre de quem não vai comprar.
Se eu já era cliente e a “extra large” não fechava no umbigo, o vendedor dava uma desculpa esfarrapada:

– É que esse modelo veio com corte slim.

Muitas vezes, pensei em entrar numa loja de camping e comprar uma barraca para usar como túnica.

Ainda mexem comigo por ser gordinho e ter barriga. Os tuítes recebidos fizeram-me refletir sobre a discriminação intensa com os gordos. A gordura sempre é encarada como desleixo. Alguém pode ter um problema hormonal ou de qualquer outro tipo. É visto como preguiçoso. Gula existe. Tenho vocação para gordo, porque gosto de comer. Um amigo obeso é capaz de comer um queijo inteiro antes do jantar. Existe a compulsão pela comida, que merece tratamento. Muitos magros sofrem da mesmíssima gulodice. Só que a genética, para eles, deu sorte. Há quem devore um leitão inteiro e não ganhe 1 quilo. Para outros, como eu, basta respirar que o ar já engorda!
Ser gordo virou crime. Um brigadeiro já dá sentimento de culpa. Outra noite, em seu programa, Jô Soares disse que o gordo é tão discriminado quanto o anão.

– O anão não alcança. O gordo não cabe.

Exemplificou com as poltronas de avião. O gordo senta e já está encaixado. Nem precisa de cinto de segurança. Ou pior:

– É impossível se virar dentro de um banheiro de avião! Se entra de frente, todo mundo já sabe que vai fazer xixi.

A gorda é sempre aquela que se torna a melhor amiga das outras garotas. Enquanto as outras se divertem com o sexo oposto, ela se afoga na rejeição. Um trauma. A gorda passa a vida tentando resolver, enquanto aumenta de peso ainda mais, de tanto comer doce para passar a ansiedade.

Às vezes, gostaria de ter nascido nos tempos de Buda. É o único gordo reverenciado, apesar da barriga.

O mundo atual exalta os magros. A anorexia, em vez de distúrbio, está se tornando virtude. Eu, que convivo no meio de atrizes e modelos, vejo moças esqueléticas. Quando assisti ao filme A troca, com Angelina Jolie, me senti até mal com sua magreza. Insistem que é a mulher mais bela do mundo!

Sutilmente, nos empregos, gordos perdem as vagas para magros. Hoje em dia, quando se convocam candidatos, não se fala tanto no quesito “boa aparência”. Mas ele está lá, presente na cabeça de quem contratará. O gordo tem de ser dez vezes melhor para ter sua chance. E, mesmo assim, olha lá. Gordo é contratado em academia? Como vendedor em loja de grife?

Obesidade pode ser uma questão de saúde. Ou de reeducação alimentar. Mas não pode se tornar um problema de rejeição social. Acima de tudo, obrigar as pessoas a se tornar magérrimas em nome de um conceito de beleza, não é estranho?

E o pior: muitos gordos passam a acreditar que jamais serão amados. Quando encontram alguém, agem como se estivessem recebendo um favor. Os homens têm mais sorte. Mulheres gordas convivem demais com a rejeição. O lado mais cruel dessa rejeição é que ela se torna piada. Dois rapazes se encontram, um diz, espantado:

– Você saiu com a gordinha?
– Fiz uma caridade.

A exigência de magreza se tornou opressiva. Ser gordo virou um anátema. É mais um preconceito, entre os muitos de nossos tempos. E a personagem de Fabiana Kharla, que inspirou este texto? Ahhh… prometo surpresas, mas não conto o final da novela. Garanto: um dia as gordinhas me agradecerão.

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