Jovens que optaram pela virgindade viram tema de filme evangélico

Anna Virginia Balloussier, na Folha de S.Paulo

Lucas Lima, 24, já sabe o que fazer se uma linda garota se materializar na sua cama. Nua. “Vou vestir essa mulher e ajudá-la. Possivelmente, ela não está dentro de si.”

Não é uma decisão muito popular, diz. “Os amigos zoam mesmo: ih, o ‘virjão’!”

Quando Sandy anunciou a gravidez, a galera até brincou com Lucas, que tem os mesmos nome e sobrenome do marido da cantora: agora foi?

A resposta vem do gogó. “Leve o tempo que levar/ Mas não tenho pressa/ Meu tempo é perfeito/ Vou te esperar”, ele canta a plenos pulmões.

Lucas é um garoto determinado. A não fazer sexo. Ao menos até o casamento –ainda fora do horizonte do jovem, que nunca namorou.

Ele será um dos protagonistas de “Eu Escolhi Te Esperar”, projeto de filme e série on-line produzido pela evangélica Purpose Films.

Nesta espécie de “Friends” gospel, seis jovens lidam com “as complicações e dificuldades de falar sobre sexo e virgindade”, explica o diretor, Maurício Bettini, 32, debruçado sobre um laptop com o adesivo “keep calm and wait” (fique calmo e espere).

Lucas e a colega de elenco Larissa Felix, 18, são virgens e adeptos do movimento Eu Escolhi Esperar. Durante a Copa, o jogador David Luiz, 27, se destacou como porta-voz desta causa: ninguém deve transar antes do matrimônio, pois diz a Bíblia que se abster da “fornicação” é “a vontade de Deus”.

A proposta tem 2,5 milhões de simpatizantes nas redes sociais e 208 mil participantes ativos, segundo seu idealizador, o pastor Nelson Júnior, 38, do Espírito Santo.

Ele próprio diz ter se guardado até subir ao altar, com 21 anos. Não cedeu nem quando o pai tentou levá-lo a uma “casa de especialidades do sexo”, cinco anos antes.

“Era um domingo na igreja com minha mãe, outro no futebol com meu pai. Ele não era cristão e sempre duvidava da minha masculinidade.”

Larissa Felix, 18, que vai atuar no filme e série sobre virgindade antes do casamento (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
Larissa Felix, 18, que vai atuar no filme e série sobre virgindade antes do casamento (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

VOCÊ CONSEGUE

No Twitter, o perfil @EscolhiEsperar posta pílulas de incentivo: “O jeito mais simples de fazer a vontade de Deus é não fazendo a sua”. Até o presidente americano Abraham Lincoln (1809-1865) é citado para domar a manada hormonal: “Determine que algo pode e deve ser feito e achará o caminho para fazê-lo”.

Pastor Nelson estima que 75% dos que curtem a campanha tenham entre 17 e 27 anos -muitos já transaram, mas abraçaram a abstinência. Para ele, a proposta é refrescante. “Assim como dá vontade de comer um pote inteiro de sorvete e a gente não come porque não faz bem.”

Famílias desestruturadas e adolescentes grávidas estão entre os males que o canto de Lucas quer espantar na sede da Purpose Films, em São José dos Campos (SP). “Sexo não é algo banalizado, algo para me divertir. É coisa séria, para fazer com a pessoa que Deus separou pra mim, dentro de ambiente seguro.”

Com brincos da Minnie e aparelho odontológico no sorriso, Larissa é toda ouvidos à mensagem casta. “A gente pode ser chamado de louco. ‘Nossa, nada a ver!’ Mas é uma escolha. Quando você espera, as coisas fluem de uma maneira diferente.”

A vontade, claro, continua lá. Pastor Nelson dá dicas práticas. “Evitem ficar no escuro e sozinho em casa, sarrar, se esfregar. E faça exercícios físicos!” Se nada adiantar, Lucas tem um ás na manga: “Imagina uma tia morta, ensanguentada no chão. Pronto, não tem mais nada.”

Preliminares, ele diz, são uma ratoeira. “O problema não é nem a mão na bunda, é para onde ela vai depois.”

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Marlon Teixeira: “Deus faz muito por mim, preciso agradecer”

Marlon Teixeira: contratos com a Avon, H&M e Carolina Herrera (foto: Lucas Lima)
Marlon Teixeira: contratos com a Avon, H&M e Carolina Herrera (foto: Lucas Lima)

título original: Marlon Teixeira no topo do mundo da moda

João Batista Jr., na Veja SP

Marlon Teixeira superou um câncer no mediastino, região central da caixa torácica, aos 3 anos de idade, e perdeu o pai um ano antes. Na adolescência, sonhou ser árbitro de futebol, influenciado pela família ligada ao universo da bola — seu avô paterno, Delfin Peixoto, venceu na chapa de Marco Polo Del Nero e assumirá a vice-presidência da CBF em 2015. “Mas virei modelo e comecei a trabalhar feito louco”, diz.

Aos 22 anos, ele é o top brasileiro mais bem cotado. Atualmente, figura em campanhas de grifes como Tommy Hilfiger, Avon, H&M e Carolina Herrera. “Passei por cada uma na vida, não tenho por que ser deslumbrado”, ponderou ele na semana passada em São Paulo, onde esteve a trabalho.

Quando vem de férias ao Brasil, gosta de surfar e frequentar a igreja evangélica Bola de Neve. “Deus faz muito por mim, preciso agradecer.”

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Cantora gospel americana revela que é gay e diz que Deus a ama do mesmo jeito

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Publicado em O Globo

Fãs evangélicos da cantora gospel Vicky Beeching, de 35 anos, podem levar ao susto ao ler os jornais nesta semana. Em entrevista ao periódico inglês “The Independent”, Beeching declarou que é gay, e que mesmo assim, Deus a ama do jeito que ela é.

A artista é um dos maiores ícones dentro da Igreja Anglicana. Formada em Teologia em Oxford, na Inglaterra, Beeching também se popularizou ao comentar aspectos religiosos do dia a dia, conquistando hordas de fieis. Escrevendo canções gospel desde os 11 anos, a cantora já fechou contrato com duas gravadoras internacionais e vendeu milhões de discos no chamado “Cinturão da Bíblia” dos Estados Unidos.

Na entrevista, Beeching diz que foi criada por pais evangélicos conservadores. Na escola, livros diziam que a homossexualidade era pecado, “coisa do demônio”. Mas isso não foi o suficiente para que ela não começasse a se sentir atraída por outras meninas, ainda aos 12 anos:

– Perceber que eu estava atraída por elas foi uma sensação horrível. Eu estava tão envergonhada! Era uma luta, porque eu não podia contar a ninguém – confessou.

Ao se dar conta de sua homossexualidade, Beeching entrou em depressão, acreditando que estava pecando e que não poderia ser “curada”. Aos 13, ela chegou a pedir a Deus que ou tirasse a vida dela, ou a atração por outras meninas. Com 16, durante uma colônia de férias cristã no interior da Inglaterra, a cantora chegou a se submeter a uma sessão de exorcismo, em vão.

– Lembro de muitas pessoas colocando as mãos nos meus ombros, orando muito alto e, em seguida, gritando coisas tipo: ‘Nós ordenamos que Satanás saia! Saia fora, corja de demônios! Nós falamos a vocês, demônios da homossexualidade: deixem a menina em paz!’.

Isso foi a gota d`água para Beeching, que se sentiu humilhada com a situação. Na entrevista, a cantora contou que o episódio serviu para que ela se tornasse mais introspectiva, buscando outras soluções por conta própria. Dedicou-se aos estudos, formando-se em Teologia em Oxford e seguindo logo depois para Nashville, no Tennessee, atraída pela carreira de compositora. Por lá, imersa no centro do conservadorismo evangélico americano, gravou discos e percorreu grandes igrejas do país para mostrar suas canções.

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Mas amores frustrados por amigas e outras mulheres a perseguiam como uma sombra. Nesse meio tempo, Beeching teria tentado até começar relacionamentos com homens, todos sem sucesso.

Em 2008, aos 29 anos, ela decidiu se mudar para a Califórnia, esperando que San Diego fornecesse um ambiente mais liberal. Mas este foi o ano em que a Proposição 8, lei estadual que proíbe o casamento homossexual, estava para ser votada. Em paralelo, Beeching cumpria sua série de shows agendados em igrejas do estado.

No início de 2014, a artista descobriu ter uma doença rara de pele, que deixava a epiderme com marcas de cicatriz, podendo levar até a morte. Durante uma sessão de quimioterapia, a cantora pensou consigo mesmo que deveria resolver sua situação pessoal. Ela já tinha 35 anos:

– Olhei para o meu braço com a agulha da quimioterapia, olhei para a minha vida, e pensei: ‘tenho que entrar em acordo com quem eu sou’ – afirmou Beeching na entrevista. – Trinta e cinco é metade de uma vida, e eu não posso perder a outra metade. Perdi tanta vida como uma sombra de uma pessoa.

Até então, Beeching nunca tinha mantido um relacionamento homossexual. O tratamento da doença a fez refletir e aceitar gradualmente sua homossexualidade. Na Páscoa, ela revelou aos seus pais a situação, que acabaram se desculpando por fazerem ela passar pelos constrangimentos. Beeching e eles concordaram em discordar sobre a teologia.

Ao final da entrevista, a cantora afirmou que espera agora que a Igreja Anglicana siga o exemplo acolha fieis homossexuais.

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Os profetas do gangsta gospel

Pastor Ton em sua igreja: “Eu danço em cima do sangue de Jesus” (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
Pastor Ton em sua igreja: “Eu danço em cima do sangue de Jesus” (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

Anna Virginia Balloussier, no Religiosamente

Em comum, eles cantam sobre a “vida loka” da periferia, com roupas “de mano”, em meio a carrões “da hora”. E fazem isso em nome de Deus.

Pastor Ton, Marcio Moreira e Paulo “Profeta” Deivid são expoentes do gangsta gospel.

Esse estilo musical une pregação evangélica a um gênero particular do rap, com batida agressiva e letras sem rodeios sobre drogas (“bagulho mesmo”), criminalidade (“a chapa esquenta”) e violência policial (“os gambé embaça”).

O gangsta –derivativo de gângster– conta a vida como ela é. E ela nem sempre era bonita de onde vieram pioneiros americanos do gangsta, como Snoop Doggy Dogg e Tupac Shakur (morto há 18 anos, com quatro tiros em Las Vegas).

“Sempre sonhei em fazer clipe que nem os gringo”, diz Pastor Ton, 36, autor de músicas como “Serial Killa” e “121” (número do homicídio no Código Penal).

Ele curte carrões “lowrider”, aqueles que andam quase arrastando no chão e quicam feito bola de basquete, bem comuns entre gangues de mexicanos nos Estados Unidos.

“Assim como os carros deles pulam na presença da [Nossa Senhora de] Guadalupe, quero que aqui pulem aos pés do meu Deus”, diz.

No vídeo de “É Us Crent’s”, que ele mesmo dirigiu, canta com cara de mau ao lado de um Chevrolet Impala 1962, cor azul.

Na vida real, Ton tem um Gol 1999 e duas lojinhas de salgado. O dízimo que recebe, segundo Ton, mal paga o aluguel de R$ 600 do galpão em Guaianases, zona leste de São Paulo.

É lá que funciona a Comunidade Profética Descendentes de Davi, que lidera ao lado da mulher, a ex-prostituta e hoje pastora Angela de Jesus. Com 35 cadeiras de plástico branco e um orelhão grafitado com o nome “JESUS” do lado de fora, a igreja funciona ao lado de uma boca de fumo.

Quando canta coisas como “no meio da Babilônia o demônio impera com um fuzil em punho” ou “a fumaça encobre o rosto de Lúcifer”, Pastor Ton tem um objetivo claro: “Converter a cultura gangsta aos pés do Senhor”.

“O gansgta diz o que tá rolando, mas não mostra saída. O gangsta gospel fala, ‘ó, tá rolando isso’, mas tem uma saída. Deus.”

Nos anos 1990, a chamada “linguagem das ruas” ganhou força nos Estados Unidos e uma “versão brasileira, Herbert Richers”, encabeçado pelos Racionais MC’s.

Quando Pastor Ton começou, na banda Criminal Base, não era pastor nem Ton: atendia por Everton Santos, um rapper que se amarrava no som de Mano Brown e andava pra lá e pra cá com um revólver calibre 32, escondido na mala dos vinis (“enferrujado, se atirasse só dava tétano”).

“Até que Deus pediu para que eu trocasse minhas roupas”, diz.

MUDANÇA DE HÁBITO

Certa madrugada, após curtir todas num bailão, esperava um ônibus que nunca chegava. Para passar o tempo, refugiou-se numa Assembleia de Deus. Gostou do que viu e decidiu ficar.

“De repente, eu tava de cabelo curto, sem brinco, sem roupas largas, todo de social.”

Everton saiu “do mundão”. O mundão, contudo, não saiu dele. Se passava um carro tocando Racionais, “a lágrima escorria” de tanta saudade. Aos poucos, foi percebendo que sua “maneira de pregar o Evangelho era gangsta”. E que ele podia usar isso a seu favor.

Os jovens em particular o escutavam: taí um pastor que falava a língua deles. “Entro em lugares que a música dos caras de terno e gravata não vai entrar.”

Hoje Pastor Ton afinou o discurso e folgou as roupas. Usa uma blusa bege três vezes maior do que seu número, como tantos manos da periferia, “porque na cadeia não tem essa de tamanho de roupa”.

Nos pés: All-Star preto. Na cabeça: o boné dos Los Angeles Kings, um time de hóquei. Completam o visual óculos escuros (faz sol), relógio dourado (comprou no Brás) e luva de ciclista (acha estilo).

Quando o veem, alguns “crentes engravatados” até torcem o nariz. Mas, em geral, conta que evangélicos de todas as idades costumam entrar na onda.

Pastor Ton estica os braços até a altura do peito: “As mais tradicionais de coque dão um pulo deste tamanho”.

Paulo Deivid e Marcio Moreira, em Francisco Morato, na Grande SP (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
Paulo Deivid e Marcio Moreira, em Francisco Morato, na Grande SP (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

Marcio Moreira também acha que deu um salto na vida.

Na juventude, vendia drogas como crack e cocaína para a molecada. Uma tentativa de superar o irmão mais velho, Mauricio. “Quis crescer pior do que ele.”

Mauricio, traficante, morreu esfaqueado numa emboscada com 48 presos de uma facção rival, durante uma rebelião numa penitenciária de Sorocaba (SP). Era “Superman” do caçula. “Aquele ladrão que onde chegava era representado. Quando chegava, o pessoal já fazia churrasco para ele”, diz.

Depois da tragédia familiar, Marcio entrou de cabeça na “vida bandida”. Num dia de tempestade, quis entrar de cabeça no asfalto. Viu um carro passando e, de saco cheio de tudo, decidiu se jogar na frente dele. “Aí escutei Deus falar comigo. ‘Não se joga, Marcio, vai para a igreja’.”

Ele foi. No mesmo dia, perdeu na chuva o dinheiro do aluguel. Depois, uma moça ligou dizendo que achou a carteira.

Marcio viu um sinal. “Deus já tá começando, por mais que eu seja um pecador…”

Hoje, ele é pastor e faz gangsta gospel com a mulher e o filho, no grupo Terceiro Dia. “Jesus foi crucificado, ressuscitou no terceiro dia. Morre o velho homem, nasce a nova criatura.”

No clipe de “Amor em Extinção”, o trio discorre sobre como o amor está acabando no “mundão”. Cenas da família se intercalam à de palhaços assustadores –imagens tiradas de filmes de terror do “Cine Trash”, programa que o personagem Zé do Caixão apresentava na Band. “É o próprio demônio dando risada da humanidade”, Marcio explica a simbologia.

Outros símbolos ele carrega no corpo: tatuagens da época em que ainda não era convertido, como um escorpião, um dragão e um ícone da gangue que ele fazia parte, a Mais 1 Tranqueira (“a gente rivalizava com a Operação Maloca”).

Marcio carrega a cruz no pescoço: um crucifixo sobreposto à camisa social cinza, que combina com uma bermuda militar, meião branco quase até o joelho e All-Star preto.

Ele conversa com amigo Deivid, da Profetas da Z/O (de Zona Oeste, onde começou a carreira), sobre um festival cristão que ambos vão participar, o Louvorzão –também escalados, o Grupo de Pagode Resgate e a Pura Unção.

Estamos na casa/estúdio/futura igreja de Marcio, em Francisco Morato (Grande SP): um cômodo com teto de telha onde coexistem fogão, geladeira, mesa de som, cama de casal e armário amarronzado tipo Casas Bahia (na porta, adesivos de galinhas e dos dizeres “Glória a Deus”, em amarelo berrante).

Deivid passa sempre lá para discutirem o “movimento”.

“No passado eram os profetas da Bíblia. Hoje nós, servos de Deus, somos constituídos perante a Bíblia como profetas”, diz o rapper de Carapicuíba (Grande SP), de jeans e blusa branca extralargos e lenço lilás no pescoço.

Deivid alisa o cavanhaque e discursa: que estilo não é documento. “As pessoas mais tortas e mais erradas, que mais roubam no país, não andam dessa forma, andam muito bem vestidas”.

No Facebook, ele “dá like” na série de TV “Breaking Bad”, “Chaves” e “The Big Bang Theory”. Como literatura, curte uma única opção: a Bíblia. As escrituras, para ele, deixam claro: “Quem não vem pelo amor, vem pela dor”.

Foi um adolescente “loucão, que chapava de bebida”, acostumado a crescer numa vizinhança onde os tiros às vezes eram tantos que pareciam milho em panela de pressão.

Convertido, caiu a ficha. “Nosso foco é resgatar os mano da rua como a gente foi resgatado”. Uma batalha e tanto pela frente, ele crê. “Deivid contra Golias.”

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Pedidos de casamento aumentam depois de golaço, mas David Luiz “escolheu esperar”

Apesar do voto religioso, zagueiro não para de receber cantadas e propostas indecentes de fãs

David Luiz faz parte da campanha “Eu escolhi esperar” | (foto: Lars Baron - FIFA/FIFA via Getty Images)
David Luiz faz parte da campanha “Eu escolhi esperar” | (foto: Lars Baron – FIFA/FIFA via Getty Images)

Breiller Pires, na Placar

Declarações de amor pipocam à velocidade de seu chute certeiro diante da Colômbia. O gol de falta entupiu as redes sociais de David Luiz com as mais variadas e inusitadas propostas de casamento. Seja via Twitter, Facebook ou Instagram, o zagueiro tem recebido pelo menos três centenas de pedidos apaixonados por dia.

Há inclusive súplicas mais picantes. Duas horas depois da classificação para a semifinal, uma fã revelou uma fantasia íntima com sua cabeleira em foto publicada no Instagram: “Ahhh David… O que eu não faria com esses cachos debaixo de um lençol”. Cantada prontamente rebatida por outra admiradora: “Sai daquiiii!!!! O David é meeeeuu!!”

Na semana passada, a jornalista e estudante de Direito Luísa Pontes foi além e criou a página “David Luiz, eu sou a mulher da sua vida, quero me apresentar”, que já conta com mais de 200 adeptas no Facebook. O objetivo é conhecer pessoalmente o camisa 4 brasileiro.

Ela ainda explica por que o zagueiro “é pra casar”. “Fé, humildade, doçura, família boa, não tem medo do ridículo e adora criança. Ele é o menino dos olhos do nosso Brasil”, diz Luísa.

No entanto, se depender da crença e do comprometimento espiritual de David Luiz, as admiradoras podem ir tirando os olhos maliciosos dos cachos mais célebres da seleção. Evangélico, ele namora a portuguesa Sara Madeira e, inspirado em Kaká, faz parte da campanha “Eu escolhi esperar”, que prega, entre outros mandamentos, que o sexo deva ser praticado somente após a união matrimonial.

“Pelo que tem feito nessa Copa, David Luiz se tornou o príncipe encantado de milhares de torcedoras”, afirma Nelson Junior, pastor e idealizador do movimento. “É importante ressaltar que o ‘Eu escolhi esperar’ não é uma campanha de virgindade, mas sim de preservação sexual. A adesão do David foi muito discreta, porque ele é assim em sua vida pessoal. Não significa que ele seja virgem ou não. Significa que ele optou por se preservar até o casamento.”

Cientes da escolha do defensor, algumas admiradoras já encabeçam outra campanha: “David, eu escolhi esperar por você”.

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