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Montagem circulando na rede contém frase nunca dita por Sílvio Santos

silvio_santosDaniel Mori, no Jornal GGN

Uma montagem circulada pelo site ‘Notícia Gospel’ e compartilhada por mais de 27 mil pessoas no Facebook contém uma frase falsa de Sílvio Santos sobre o caso do tal afastamento da apresentadora do SBT, Rachel Sheherazade. A frase “A qualquer momento estou partindo, mas esse pecado de frouxidão não levarei comigo. Ela fica e vai continuar falando o que pensa. Afrouxar jamais” atribuída ao dono da emissora não foi dita a nenhum veículo de imprensa, nem sequer em nota oficial da empresa.

O fato é que de oficial não há nada sobre o tal afastamento da jornalista. Em nota o SBT disse que a apresentadora está de férias. “O período de férias foi definido agora para não coincidir com o início da cobertura da Copa do Mundo. Rachel tirou 15 dias no início do ano, onde viajou para o exterior, e agora, tirou mais 15, garantindo os 30 dias anuais que lhe são permitidos por lei

Na montagem, o afastamento é atribuído à presidente Dilma, referindo-se a um suposto corte de verbas publicitárias do Governo ao SBT. Já Rachel Sheherazade confirmou à Revista Caras que apenas tirou férias. Mais uma vez desfazendo boatos. “Estou de férias e volto à bancada do ‘SBT Brasil’ no dia 14 de abril”, disse a jornalista.

dica do Fabio Martelozzo Mendes

Thalles Roberto aproveitará Copa para divulgar disco nos EUA

Teresa Perosa, na Época

Thalles Roberto (foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo)

Thalles Roberto (foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo)

O prestígio do cantor Thalles Roberto ultrapassou as fronteiras do mundo gospel quando o atacante Neymar passou a postar suas canções em redes sociais, no fim de 2013. Pois Thalles Roberto fará sua primeira turnê americana justamente durante a Copa do Mundo. Cantará em Boston, Orlando, Atlanta e Houston. No repertório, canções em espanhol e inglês de um álbum a ser lançado pela Motown, selo que gravou Stevie Wonder e Marvin Gaye.

Com veto a cotoveladas e ring girls, evento une MMA e igreja

Reborn Strike Fight 6, que será realizado nesta sexta-feira em São Paulo, preserva quase todas as características de um evento de MMA convencional; apenas ring girls, por ser “apelação”, e cotoveladas, que tem finalidade de “rasgar”, são proibidas nas lutas organizadas pela Igreja Renascer

Momento de oração marca início dos treinamentos (foto: Ricardo Matsukawa / Terra)

Momento de oração marca início dos treinamentos (foto: Ricardo Matsukawa / Terra)

Rodrigo Trindade, no Terra

Religiões são associadas geralmente à tranquilidade espiritual e reflexão, enquanto o MMA ainda é visto por um número grande de pessoas como uma modalidade esportiva violenta. Unindo duas coisas que na teoria são opostas, o Reborn Strike Fight 6 colocará dentro de uma igreja um octógono e diversas lutas nesta sexta-feira.

Organizador do evento, Roberto Dantas Pedroso é professor de artes marciais há 14 anos e cuida dos treinos das dezenas de alunos que comparecem às segundas e quartas-feiras ao subsolo da igreja Renascer da Avenida Morais Costa, no bairro da Vila Industrial.

A academia possui instalações humildes e utiliza um espaço cedido gratuitamente pela instituição. Tudo no ambiente foi criado pelas mãos de Roberto e seus pupilos, que montaram o espaço a partir de materiais doados por estabelecimentos próximos.

Paredes e piso foram pintados pelos praticantes de MMA no local, pessoas de idade, gênero e tamanhos diferentes. No último treino realizado na academia antes do Reborn Strike Fight 6, o público presente variava desde crianças com menos de dez anos a meninas adolescentes e lutadores profissionais. Gratuitas, as atividades são abertas e aceitam inclusive alunos que não frequentam a igreja.

“Nós recebemos todos os tipos de pessoas, até ateu, que no fim sai falando Graças a Deus. Não tem que fazer parte da igreja Renascer necessariamente. Nosso projeto é mostrar que a vida pode ser melhor e, trazendo um pouco da palavra também. Levamos o treino sério, dedicado, tanto que estamos com lutadores profissionais. No começo era complicado, porque achavam que quem treinava na igreja não podia bater. Hoje vê que não só pode bater, mas que você pode praticar o esporte, independente se você tem um adversário na frente ou não. Nós temos essa visão de que todos podem vir, participar; Se quiser fazer parte, seja muito bem vindo”, explicou Roberto.

Todos os presentes na academia participaram de primeira parte das atividades, que duraram cerca de uma hora. Durante elas, os alunos aqueceram e realizaram movimentos de lutas no ar, enquanto se viam no espelho colocado em uma das paredes do salão.

ufc6

Roberto ditava o ritmo das ações, mas não participava delas. Enquanto os mais inexperientes aprendiam os movimentos básicos do esporte, o professor e também pastor da Renascer praticava jiu jitsu com Erick “Japonês”, um dos dois atletas de mais destaque da academia e o primeiro a se firmar como profissional depois da inauguração da mesma há quase quatro anos.

“Eu treino na Reborn tem quatro anos, sou um dos pioneiros. Vim treinar através de um amigo. O primeiro dia que eu treinei aqui eu não saí mais e é a equipe que eu represento. Aqui que eu me batizei também”, disse o lutador, que continuou ao explicar que o que o atraiu para a equipe, se foi o esporte ou a igreja: “foi a academia. Eu vinha só por causa da luta mesmo, para se distrair”.

O contato próximo com a religião, no entanto, ensinou Erick a ter autoconfiança, qualidade que o ajudou dentro do octógono. “Aprendi que eu tenho que ter fé, sem ter fé você não vai a lugar nenhum. Por exemplo, o Zé ‘Reborn’ treina bem menos tempo que eu e ele tem garra, tem deus no coração. Eu não entendia isso, mas hoje eu compreendo que a fé é tudo. Ele tinha bem mais fé do que eu. Ele acreditava nele. Eu não, sentia medo. Ele vai para cima e está onde está hoje. Acabei me espelhando nele para chegar em algum lugar”, contou, citando o maior talento da academia.

Conhecido no meio profissional como Zé “Reborn”, José Alexandre Elias da Silva, chegou só para a metade séria do treino, que teve início minutos antes das 21h. Nela, os lutadores mais experientes subiram no tatame para aperfeiçoar a técnica, enquanto as dezenas curiosos e iniciantes voltavam para casa. Praticante de MMA há pouco mais de dois anos, ele foi apontado pelos colegas da Reborn como maior talento da casa.

“Eu nunca treinei nada. Aqui foi o primeiro treino que peguei mesmo. Nunca treinei capoeira, sempre tive vontade, mas nunca treinei. Aí com essa oportunidade que surgiu eu comecei a vir e estou há dois anos treinando”, afirmou “Reborn”, que participará da disputa de cinturão do evento marcado para esta sexta-feira, em Santo André. No evento, o lutador enfrentará Washington Rodrigues, para quem perdeu em janeiro de 2013.

Com o objetivo de retomar o caminho das vitórias na carreira – Zé “Reborn” perdeu seu último combate -, o atleta tem treinado com seriedade e antes do início de cada atividade na academia. Antes de todas elas, uma oração é puxada pelo pastor Roberto, fato faz com que os alunos fiquem quietos e concentrados no momento de reflexão.

“Todos os treinos nós temos uma oração no início, no finzinho do treino uma breve ministração da palavra, da verdade, e no fim outra oração. E sempre que alguém pede uma oração em alguma causa a gente sempre também faz”, esclareceu Roberto, que também comentou sobre as distinções do torneio desta sexta-feira para as principais competições da modalidade, como o Jungle Fight e o UFC.

Esta espécie de “UFC de Cristo” tem certas diferenças fundamentais em relação ao principal evento da modalidade, parte delas relacionada à doutrina da igreja e outra por princípios estabelecidos pelo próprio professor. Não há ring girls, consideradas por ele uma “apelação”, e cotoveladas são proibidas por terem como única finalidade “rasgar”.

“As pessoas falam que não combina luta dentro da igreja, mas eu acho que a perversidade, a apelação para trazer público é a pior coisa. Nós não temos ring girl”, justificou Roberto, que deu sequência a sua explicação: “se é para usar o cotovelo, não usa luva. Eu entendo assim, então já que é para preservar o atleta e o esporte é bem praticado é o esporte saudável, nós não usamos a cotovelada. Mas as demais coisas que são permitidas no UFC, nós também permitimos, porque faz parte da regra”.

A sexta edição do Reborn Strike Fight será realizada nesta sexta-feira às 20h na Rua Luiz Pinto Flaquer, número 46, no centro de Santo André. A entrada custa R$ 30, dinheiro que será utilizado para pagar a bolsa dos atletas. A competição é considerada no cartel de lutas no MMA de todos os participantes e contará com apenas Zé Reborn dentre lutadores da academia paulista.

 Oração marca o início oficial dos treinos conduzidos pelo pastor Roberto (foto: Ricardo Matsukawa / Terra)


Oração marca o início oficial dos treinos conduzidos pelo pastor Roberto
(foto: Ricardo Matsukawa / Terra)

Stefhany do Cross Fox volta com disco gospel infantil e mira em “Faustão”

A cantora piauiense Stefhany, que ficou conhecida em 2009 pelo hit "Eu Sou Stefhany (Cross Fox)

A cantora piauiense Stefhany, que ficou conhecida em 2009 pelo hit “Eu Sou Stefhany (Cross Fox)

Carlos Minuano, no UOL

Símbolo recente da cultura trash, Stefhany andava sumida. Depois do hit instantâneo “Eu Sou Stefhany (Cross Fox)” –uma versão forró do sucesso pop “A Thousand Miles”, de Vanessa Carlton–, a piauiense resolveu voltar repaginada. Desfez a dupla que manteve por um ano com a irmã Ari Loba e, sozinha, prepara um EP de canções gospel infantil, que será lançado em abril.

“Precisava ficar quietinha e refletir. Foi uma época de mudanças. Hoje estou mais madura e feliz com o rumo que as coisas estão tomando. Sou ‘absoluta’ e sempre serei”, diz ela, referindo-se ao refrão da antiga música, em que diz: “Eu sou linda / Absoluta / Eu sou Stefhany”. Depois de sentar no sofá de Hebe Camargo, ela tem um novo desejo. “Meu sonho é tocar no Faustão”.

Em 2009, aos 16 anos, Stefhany começou a se destacar na internet com um vídeo produzido pela mãe em que ela aparece cantando e dirigindo um Cross Fox preto (antes mesmo de tirar habilitação), e dançando feito Beyoncé de “Single Ladies”. Foi um fenômeno nas redes sociais. A música faz parte do disco “Madrugada”, que ela lançou naquele mesmo ano.

Com um estilo que mistura brega, baladinhas românticas, figurinos e coreografias provocantes (que até hoje são escolhidas pela mãe), Stefhany ficou conhecida como a ‘Rebecca Black brasileira’. Para quem não se lembra, a jovem norte-americana ganhou audiência com “Friday”, considerado o pior videoclipe do mundo.

Dando de ombros aos comentários, a jovem –que em seu material de divulgação se autointitula ‘rainha da internet’–, ela arrebatou multidões em shows pelo Brasil, circulou por programas de TV, cantou com Preta Gil e fez uma participação na novela “Cheias de Charme” (2012), da TV Globo.

Com a irmã, ela gravou o CD “Somos Absolutas” no final de 2011. “Fizemos um contrato de um ano. Agora cada uma vai seguir carreira solo. Consegui ensinar quase tudo de música e televisão, acho que agora ela está mais preparada”, disse ela.

Aposta no gospel
De família evangélica, Absoluta diz que cresceu escutando música gospel. Por isso resolveu investir no estilo, mas garante que a mudança de rumo não é definitiva. “Não deixei de cantar forró. Vou continuar causando na balada, adoro ser absoluta. Tenho muitos fãs gays que adoram meu trabalho”.

O figurino é que deve mudar. “Não posso ficar tão sensual”. Stefhany disse que pretende resgatar o público infantil. “Grande parte dos meus fãs são crianças. Quando comecei eu também era muito nova, e depois de um tempo quis mostrar meu lado mulher, poderosa e sexy”. Por respeito aos menores que curtem sua música, ela disse que já negou até convite para posar nua. E mantém a recusa. “Não posaria”.

A jovem piauiense, que já gravou mais de 60 clipes, pretende lançar uma nova produção com tema gospel intitulada “Stefhany Absoluta Filha do Rei”. Mas o último clipe, publicado em outubro do ano passado, nem chegou a ser divulgado para a imprensa. “Nessa época aconteceram tantas coisas na minha vida pessoal que nem consegui divulgar”, desconversa.

Sem apresentações agendadas na TV, Stefhany segue como jurada fixa do quadro “Fenômenos do You Tube” no programa da Eliana, no SBT. Mas afirma que a agenda de shows esteve lotada no Carnaval do Nordeste. “Sempre tenho público por lá, nunca estou parada”.