Arquivo da tag: gospel

Prefiro um cafajeste a um babaca

Simone Caetano, em Diário de Lagarta.

Costumo dizer que entendo perfeitamente porque algumas mulheres preferem a companhia de um cafajeste a de um babaca. Existe uma diferença sutil mas que faz toda a diferença na hora que uma mulher escolhe dar chance para um homem se aproximar, dar passos adiante ao encontro. E não pense você que a mulher não sabe com quem ela está lidando, porque ela sabe sim.

No fundo, ela sempre soube que aquele rapaz bonito, simpático, atencioso, inteligente, galanteador e provocante era um cafajeste. Sabemos sim, sabe porque? Porque se ele fosse tudo isso dificilmente estaria sozinho, se está sozinho é porque escolheu estar, e homens perfeitos não existem… assim como mulheres perfeitas, quando a esmola é demais, o santo desconfia.

Acontece que está aí a marca do cafajeste : embora não se possa levar nada do que ele diz a sério, ele pelo menos pensa para dizer, pelo menos ele articula, usa o cérebro, é criativo e na maioria das vezes te faz sentir como se fosse a única, mesmo que seja só naquele momento. E se a mulher é carente, é caixão e vela branca. Mais uma para a lista extensa desta espécie que não entra em extinção nunca.

Se ela achar que  ele vai levá-la ao altar, coitada. Coitada. O máximo que pode acontecer é mais um encontro e olhe lá. A realidade é que o cafajeste é um excelente amante. E fisga a mulher pelo ponto fraco, o romantismo. Não estou fazendo discurso em prol de cafajestes, OK? Mas…se a mulher for mulher ela vai saber o que quer para si, e não vai ser Alice no País da Maravilhas. Agora se ela  ainda acreditar em princesas e príncipes vai continuar beijando sapos na esperança de que a ‘magia’ uma hora funcione.

Acorda Alice.

E o babaca? Bem, o babaca, é um babaca ! É o cara que embora seja aparentemente legal é um cafajeste sem inteligência , sem articulação, é o famoso mané, que só dá bola fora! É aquele cara que só fala dele, só se interessa por ele, é o cara que acha ruim quando se aproxima de uma mulher e ela não dá oportunidade dele avançar e ainda acha que está fazendo demais em dizer : oi gata.

É o cara que puxa o braço de uma mulher em um lugar público até torcer porque ela não quis beijá-lo a força. Babaca é aquele ex que te chama para conversar e fala para você que está pegando “fulana” porque a fila tem que andar.

Babaca é aquele que diz para você que você o atraiu de uma forma especial e repete o mesmo discurso para sua amiga gostosa. Babaca é o cara que faz você sentir que tem algo errado com você, quando na verdade ele é quem está fazendo tudo errado.

É aquele que quer falar mais alto que você na roda de amigos, que te desmente na frente da família, que te xinga no caixa da padaria porque você não escolheu o pão do jeito que ele queria. Babaca é o cara que faz questão de dizer para você que fulana que hoje é famosa, já foi namorada dele, e que a filha do pastor x também, e do pastor y também, e que a melhor amiga dele no fundo é louca por ele.

Ou seja : o babaca nada mais é do que aquele cara inseguro, imbecil e sem assunto que para se autoafirmar, usa as pessoas, os carros, os amigos famosos e ricos, os elogios que um dia ele recebeu, e se possível vai usar você também. E esse ser desprezível que na maioria das vezes também é um péssimo amante. Enfim. Acho que pode se aplicar para ambos os sexos, mas falo do que sei, vejo, ouço e vivo. Por fim, faço  apelos :

  1. Mulheres, fujamos de ambos. Até que o item 3 ouça meu apelo.
  2. Homens Não sejam babacas.
  3. Cafajestes : Sejam monogâmicos para nosso bem.
  4. Babacas : Se explodam.

Um dos compositores do hit ‘Lê lê lê’ é cantor gospel e diz sofrer ‘preconceito’

João Neto e Frederico na gravação do DVD 'Ao vivo em Palmas", em 2011 (Foto: Divulgação/Maurício Antônio)
João Neto & Frederico na gravação do DVD ‘Ao vivo em Palmas”, em 2011 (Foto: Divulgação/Maurício Antônio)

título original: ‘Devíamos R$ 1,5 milhão, plano B era fugir do Brasil’, diz cantor de ‘Lê lê lê’

Rodrigo Ortega, no G1

Em 2007, os irmãos goianos João Nunes Neto, então aos 27 anos, e Frederico Augusto Silva Nunes, de 25, investiram até o que não tinham para realizar o antigo sonho do pai, músico de classe média baixa em Goiânia: estabelecerem-se como cantores sertanejos. Eles gravaram o primeiro DVD da então pouco conhecida dupla João Neto & Frederico. O investimento na carreira já resultava em dívida astronômica.

Hoje, quando cantam, em “Lê lê lê”, “O meu cartão foi bloqueado / E o meu limite tá estourado”, sabem do que falam. “A gente estava devendo até ‘as carça’”, diz João Neto, ao estilo interiorano. “Chegamos a dever R$ 1,5 milhão. Tínhamos um plano B, que era fugir do Brasil, ir para os EUA, se a carreira não desse certo. Como é que a gente ia pagar essa dívida? Seríamos ‘os caloteiros de Goiás’.”Ele lembra uma queda acidental que levou a dívida às alturas. “Estávamos em estúdio com o cara que ia finalizar o DVD, o primeiro da vida dele. Enquanto editava, ele esbarrou em um HD com todo o áudio. O HD foi ao chão, quebrou. Perdemos tudo. Não tinha ‘backup’. Na hora, pensei: ‘isso não é pra mim’.”

Em vez da fuga, João Neto & Frederico seguiram outro caminho, que passou pelo ápice da dívida, mas também pelo início do sucesso, rumo ao saldo financeiro positivo. “Três dias depois de pensar em desistir, eu já estava com o violão na mão”, lembra João Neto. Eles regravaram o trabalho perdido na queda do computador.

“Acústico ao vivo”, de 2007, foi o segundo CD e primeiro DVD da carreira. “Só de você”, primeira música de trabalho, e outras como “Pega fogo cabaré”, foram sucessos. Eles estavam no mapa da nova música sertaneja do Brasil, tocando para grandes públicos desde então. Mas nada chegava ao nível da faixa que gravariam quatro anos depois.

‘Não tem apelação’
“É uma música com linguagem simples, fácil de ser tocada. E fala do que a galera vive. Que jovem nunca foi a uma festa sem grana, viu uma menina no camarote e quis falar com ela?”. Assim João Neto descreve “Lê lê lê”, com quase 25 milhões de visualizações no Youtube e citada pela revista “Billboard” como uma das trilhas da ascensão mundial do pop brasileiro, ou “b-pop”. Expressões como “fazer o lê lê lê”, de cunho sexual, foram alvo de comentário de Luan Santana ao G1. Segundo Luan, “dá para falar de amor sem apelar tanto”.

Respeitamos o Luan Santana, somos fãs dele. Mas a gente não faz música para artista, faz para o povo. Tenho certeza de que, se o ‘Lê lê lê’ chegasse na mão do Luan, ele iria gravar também”
João Neto, cantor

João Neto discorda: “Não tem apelação nenhuma. Respeitamos o Luan Santana, somos fãs dele. Mas a gente não faz música para artista, faz para o povo. Tenho certeza de que, se o ‘Lê lê lê’ chegasse na mão do Luan, ele iria gravar também, se imaginasse que seria sucesso”.

Os irmãos goianos tiveram certeza do êxito da faixa desde o início. A composição chegou a eles em uma quinta feira; o show de gravação do DVD “Ao vivo em Palmas” seria no sábado. Do trio que enviou a música, Raynner Sousa, Anderson Barony e Adrian, os dois últimos são cantores gospel. Adrian faz parte há mais de dez anos da dupla cristã Zé Marco e Adriano. O cantor paranaense Anderson Barony já emplacou um sucesso no mercado religioso com “Barrabás”. Na época em que compôs “Lê lê lê”, fazia uma breve incursão pela “música secular” em Goiânia.

João Neto e Frederico gravam DVD no Tocantins  (Foto: Divulgação/Maurício Antônio)A dupla goiana grava DVD em Tocantins (Foto: Divulgação/Maurício Antônio) Continue lendo

Rua de São Paulo ‘some’ para beneficiar Igreja Mundial

Evandro Spinelli, na Folha de S.Paulo

Uma rua vai “sumir” para permitir a construção de um templo da Igreja Mundial do Poder de Deus em Santo Amaro, zona sul de São Paulo.

A rua está prevista desde 1988 no plano viário da região, mas nunca foi construída. No lugar, a Igreja Mundial está fazendo um templo.

Ontem, a Câmara Municipal aprovou em primeiro turno um projeto do prefeito Gilberto Kassab (PSD) que muda o planejamento viário para que a rua deixe de existir.

Isso dá segurança jurídica à Igreja Mundial de que não corre mais o risco de ter parte de seu templo desapropriado no futuro para o prolongamento de 135 metros da rua Bruges até a rua Benedito Fernandes, a meio quarteirão da marginal Pinheiros.

O projeto, caso seja aprovado em segundo turno -a votação está prevista para a próxima semana-, abre brecha para que a Secretaria da Habitação emita o alvará de construção do templo.

A obra, que já tem ao menos dois anos, está sendo feita sem licença da prefeitura por omissão da fiscalização.

Apenas um vereador votou contra o projeto ontem: Aurélio Miguel (PR). Foram 31 votos favoráveis. A bancada do PT, que estava na sessão, decidiu não votar.

Nos corredores da Câmara, o tema era tratado como “o projeto do José Olímpio”.

Olímpio (PP) era vereador até o ano passado, quando renunciou para assumir uma cadeira de deputado federal.

Líder da Igreja Mundial, ele votou em José Police Neto (PSD) para presidente da Câmara em 2010. Em troca, negociou com Kassab a liberação da obra da igreja.

A prefeitura não adotou nenhuma medida de fiscalização para impedir que a obra avançasse, mas a igreja ainda cobrava a regularização do empreendimento.

Ontem, vereadores governistas -inclusive do PSDB- apostavam que, com a aprovação do projeto e a iminente regularização da obra, o apóstolo Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial, vai anunciar o apoio a José Serra (PSDB), candidato de Kassab à prefeitura.

RUA DESNECESSÁRIA

Na justificativa do projeto encaminhada à Câmara, Kassab argumenta que não há mais necessidade do prolongamento da rua Bruges.

“As intervenções promovidas no sistema viário ao longo desses anos já atendem, de maneira satisfatória, as necessidades de tráfego na região”, diz um trecho da justificativa do projeto.

A mudança na lei, acrescenta a prefeitura, não causará prejuízo aos vizinhos, que têm acesso ao local pela rua Benedito Fernandes, evitará o gasto com uma rua desnecessária e permitirá a regularização da situação dos lotes afetados pela lei.

A Folha procurou a Igreja Mundial no início da noite de ontem, após a votação do projeto, mas não conseguiu contato com nenhum dirigente.

imagem: Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress

dica do Leone Lacerda