Dilma organiza “contra-tuitaço” pedindo “menos ódio” ao pastor Silas Malafaia

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João Vitor Pascoal, no Diário de Pernambuco

A equipe da presidente Dilma Rousseff (PT), por meio de uma postagem no Facebook oficial da presidente, convocou seus seguidores para um “contra-tuitaço” direcionado ao pastor Silas Malafaia.

Na postagem, a hashtag #MenosÓdioMalafaia, tem o objetivo de “mostrar que o país não aceita o discurso do ódio, da homofobia e da ignorância”. A campanha começou a ser promovida ao meio-dia e já se encontra em primeiro lugar nos trending topics do Twitter no Brasil.

A ação organizada pela candidatura de Dilma é uma resposta ao pastor que, na mesma rede social, convoca os seus seguidores para que retuitem uma postagem feita em seu perfil onde afirma que o “ativismo gay” financiado pelo Governo Federal quer acabar com as celebrações do Dia dos Pais e Dia das Mães nas escolas.

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Governo reage a Marina com apoio a igrejas

Dilma Rousseff (PT) cumprimenta Marina Silva (PSB) ao final do debate no estúdio do SBT (foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
Dilma Rousseff (PT) cumprimenta Marina Silva (PSB) ao final do debate no estúdio do SBT (foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

Natuza Nery e Ranier Bragon, na Folha de S.Paulo

O governo Dilma Rousseff (PT) elabora um conjunto de ações para tentar conter o avanço de Marina Silva (PSB) com medidas que incluem o atendimento a uma das principais bandeiras evangélicas no Congresso: o apoio à Lei Geral das Religiões.

Segundo a Folha apurou, uma das iniciativas do Palácio do Planalto será desengavetar o projeto, proposto em 2009 e há mais de um ano parado em uma comissão do Senado, para conceder diversos benefícios a instituições religiosas, entre eles tributários.

Como primeiro ato do “pacote anti-Marina”, o Planalto determinará nesta semana o status de urgência à proposta, o que permitirá ao projeto pular etapas de tramitação e ganhar prioridade de votação.

O texto estende a igrejas evangélicas e outras denominações religiosas benefícios concedidos pelo governo brasileiro à Igreja Católica, a partir de um acordo feito com a Santa Sé em 2008.

Trata-se de tentativa de furar a adesão das igrejas pentecostais à campanha de Marina Silva, que é evangélica.

O projeto da Lei Geral das Religiões já foi aprovado pela Câmara e está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

Entre outros pontos, ele concede às associações das igrejas que tiverem reconhecida ação social os mesmos benefícios tributários concedidos às filantrópicas.

Também prevê que fiéis que ajudam no dia a dia das igrejas não terão vínculo empregatício para evitar ações trabalhistas e dá uma proteção especial contra a desapropriação e a penhora dos bens das igrejas.

Pelo projeto, a imunidade tributária é garantida “às pessoas jurídicas e eclesiásticas e religiosas, assim como ao patrimônio, renda e serviços relacionados com as suas finalidades essenciais”.

EMPRESÁRIOS

A ofensiva petista para neutralizar Marina também contará com uma força-tarefa para afirmar a empresários que o programa da rival travará o gasto público em infraestrutura e provocará desemprego.

O plano petista prevê ainda a facilitação de crédito ao setor privado. A Folha apurou que o ex-presidente Lula cobrou do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, medidas para facilitar o financiamento de empresas para tentar animar a economia.

Além de Lula, o PT quer escalar o ex-ministro Antonio Palocci e o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) para atrair o setor produtivo.

Em outra frente, devem ser anunciadas ações incluídas no programa de Marina. Uma das ideias é turbinar a escola em tempo integral, um dos eixos do plano da candidata do PSB para o setor de educação.

Neste mês, Dilma detalhará seu programa de governo e pretende inserir antídotos contra o avanço de Marina, com atenção para medidas que contemplem jovens e eleitores de grandes centros urbanos, faixas onde ela concentra muito vigor eleitoral.

A rápida ascensão de sua ex-ministra do Meio Ambiente deixou Lula preocupado com o fato de até hoje o governo não ter tomado uma medida mais clara para se reaproximar de empresários.

Com a força-tarefa, o objetivo é instar parte do setor produtivo contemplado por benefícios federais a defender o projeto de Dilma.

Um dos argumentos do comitê eleitoral é o de que a proposta de Marina de independência absoluta do Banco Central acarretará uma fuga de gastos públicos para estimular a economia e aumentará o risco de desemprego.

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Ideia de renúncia, para apoiar Marina, ronda Aécio Neves

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Raymundo Costa, no Valor Econômico

SÃO PAULO  –  A ideia da renúncia seguida do apoio a Marina Silva ronda o candidato Aécio Neves, segundo reportagem exclusiva publicada no Valor Pro, serviço de notícias em tempo real do Valor. Seria a maneira de despachar o PT já no primeiro turno das eleições, sem correr o risco de uma eventual virada no segundo turno, algo que até hoje não ocorreu nas eleições, desde 1989, quando foi restabelecida a eleição direta para presidente da República.

Aécio tem prazos. Assim como o PT, o candidato do PSDB apostou na polarização e se deu mal. Contra a maioria das apostas no PSDB, Aécio ainda acredita numa resposta positiva do eleitorado, em meados de setembro, quando aposta que sua propaganda eleitoral começará a apresentar resultados. De qualquer forma, o programa de Aécio, cada vez mais, fala para Minas Gerais.

Mal na disputa presidencial, Aécio também enfrenta problemas em Minas, onde seu candidato ao governo do Estado, Pimenta da Veiga, está comendo poeira no rastro de Fernando Pimentel, o único petista a liderar a corrida para o governo do Estado, nos quatro maiores colégios eleitorais. O próprio Aécio não tem o desempenho esperado em Minas. Em algum momento da campanha, o candidato terá de se concentrar na campanha mineira, de modo a assegurar sua base de apoio mineira para as próximas eleições.

Também não é certo, a esta altura, que se Aécio desistir e apoiar Marina a fatura será liquidada no primeiro turno. Hoje a presidente está consolidada no segundo turno, graças sobretudo ao forte apelo que seu nome mantém nas regiões Norte e Nordeste. O problema de Dilma é que ela não amplia nem para o primeiro nem para o segundo turno, conforme demonstram as últimas pesquisas.

É improvável que Aécio aceite algum tipo de acordo com Marina já no primeiro turno, mas o simples f ato de a proposta circular nas áreas afins ao candidato, eleitores fiéis que agora pensam no voto útil em Marina, dá uma ideia do tamanho do apoio que se delineia em torno da candidata do PSB. Na hora em que o PT perder a eleição, a disponibilidade dos outros partidos para se aproximar será grande.

No segundo turno, a tendência do PSDB é apoiar Marina Silva e ajudá-la a governar, se ela for eleita, como apontam as pesquisas. Ao contrário do que aconteceu em 1992, quando era oposição e se recusou a compor com o governo Itamar Franco, o PT tem muitos interesses em jogo e deve  pensar com mais receptividade a ideia de dar apoio congressual a Marina. O problema é que Marina se tornou a primeira opção ao PT.  O mercado financeiro é parceiro de Marina porque não quer o PT no governo.

Nos cálculos dos políticos mais experientes, Marina não precisará compor com o PT. Ela pode fazer maioria tranquila com partidos médios e apoios nos maiores, mas, sobretudo, vai jogar luz sobre o Congresso. Marina terá uma agenda dura, para trazer as pessoas da rua, os manifestantes de junho. É evidente que haverá gente no Congresso tentando esconder com mão de gato, mas será muito mais difícil com uma relação transparente.

Dilma, no momento, tem maioria instável no Congresso. Pode-se afirmar que Marina deve ter uma minoria estável. Ela também vai contar com o apoio da mais tradicional sigla brasileira, o PG, o Partido do Governo, aquele que está com qualquer que seja o presidente no Palácio do Planalto. Mas a candidata do PSB também quer  inverter a lógica adotada pela presidente para a nomeação dos ministros.

Assim, não será o PSDB, por exemplo, que vai dizer “eu quero fulano”. Marina vai escolher, até porque poderá dizer que não tem interesse na reeleição. É uma negociação que não está sobre a mesa. E quando fala que não quer disputar um segundo mandato, Marina Silva desarma os partidos e seus eventuais candidatos em relação a ela. Pode montar um ministério de melhor qualidade. Eduardo Campos, o candidato cuja morte virou de ponta cabeça a  sucessão presidencial, era mais gestor e menos equipe. Marina, que o sucedeu, é menos gestora mas tem mais equipe

O PSDB deve declarar apoio a Marina Silva no segundo turno da eleição, se as pesquisas atuais forem confirmadas em 5 de outubro. A dúvida no entorno da candidata do PSB é sobre o apoio do PT. Afinal, Lula é candidato declarado em 2018. O fato de Marina não querer disputar um novo mandato ajuda um entendimento, se houver convencimento de que ela não cederá a pressões para permanecer, caso faça um bom governo.

A situação do PT hoje é muito diferente daquela vivida quando o partido teve de decidir se apoiava ou não Itamar Franco, após o impeachment de Fernando Collor. Não se trata simplesmente de uma questão de manter cargos, isso também existe, mas de projetos e políticas em andamento que são muito caras ao partido. Diz um integrante da coordenação da campanha de Dilma: “Na época do governo Itamar nós éramos oposição. Agora, com um monte de gente no governo, nós vamos ficar”.

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Após pesquisas, PT fala pela primeira vez em risco de derrota

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Valdo Cruz e Andréia Sadi, na Folha de S.Paulo

O resultado da pesquisa Ibope e de levantamentos informais, que mostraram queda nas intenções de voto de Dilma Rousseff (PT) e uma possível derrota no segundo turno para Marina Silva (PSB), acenderam o sinal amarelo na cúpula da campanha dilmista.

Pela primeira vez, o governo fala em risco de derrota na eleição presidencial deste ano, o que até a entrada de Marina na disputa era visto como improvável.

Segundo um interlocutor da presidente Dilma, a campanha está alerta porque a expectativa inicial era que apenas Aécio Neves (PSDB) caísse, mas os levantamentos indicaram que a petista também perdeu votos.

Dilma oscilou no Ibope de 38% para 34%. Aécio, de 23% para 19%. Marina teve 29%.

Agora, petistas avaliam a melhor estratégia para desconstruir a imagem de Marina, visando principalmente a disputa de um segundo turno com a candidata do PSB. No Ibope, Marina vence a petista na reta final, com 45% contra 36%.

Integrantes da cúpula petista, ministros e secretários executivos foram convocados para uma reunião nesta terça-feira (26) à noite no comitê petista para discutir os rumos da campanha.

A queda das intenções de voto de Dilma e a subida de Marina levaram lulistas a defender, nos últimos dias, mais uma vez, a troca de candidatura no PT, hipótese rechaçada pelo ex-presidente Lula.

Defensores do movimento “volta, Lula” dizem que a opção pelo ex-presidente teria sido mais “segura”, diante do novo cenário eleitoral. Admitem, porém, que a esta altura dificilmente o petista toparia o desafio.

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) minimizou o crescimento de Marina.

“Qualquer pesquisa nesse momento tem que ser tomada como uma coisa muito provisória. Não é por causa desses números, mas eu já tenho dito há alguns dias que lá pelos dias 7 a 10 de setembro nós teremos uma fotografia mais aproximada do embate eleitoral. Porque nós estamos sob a influência, o lançamento da novidade e da exposição enorme que a Marina teve”, disse.

EUFORIA

A campanha de Marina esperava um cenário semelhante ao que foi apontado pelo Ibope. Pessebistas dizem que a ordem agora é não deixar a euforia tomar conta do entorno da candidata. “O clima de já ganhou’ nunca é favorável, mas estamos animados, é claro”, avalia um aliado.

Assessores de Aécio afirmaram que a pesquisa não surpreendeu a campanha, que já aguardava um crescimento de Marina.

Para os aliados do tucano, esta era “a semana” da ex-senadora. Alguns chegaram a manifestar alívio pelo fato de Aécio ter se mantido no patamar de 20% das intenções de voto. Algumas pesquisas internas apontavam um índice menor para o candidato.

 

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Holandês que salvou menino do nazismo devolve prêmio após perder família em Gaza

 

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Publicado no Estadão

Um advogado holandês de 91 anos premiado em Israel por ter salvado um menino judeu durante a Segunda Guerra Mundial devolveu seu prêmio depois de ter perdido seis parentes em um bombardeio israelense à Faixa de Gaza, no mês passado, segundo o jornal israelense Haaretz.

Henk Zanoli e sua mãe, Johana Zanoli-Smit, receberam o prêmio em 2011 por ter escondido Elhanan Pinto, uma criança de 11 anos, dos nazistas durante a guerra. À época, o pai de Hank já tinha sido enviado ao campo de concentração de Dachau por se opor à ocupação da Holanda pela Alemanha de Hitler.

A sobrinha neta de Zanoli, a diplomata holandesa Angelique Eijpe, é casada com o economista palestino Isma’il Ziadah, nascido no campo de refugiados de al-Bureij, em Gaza. No dia 20 de julho, um bombardeio israelense atingiu a casa da mãe de Ziadah. Ela, três irmãos de Ziadah, uma cunhada e um primo morreram no ataque.

Ao saber da morte da família palestina de sua sobrinha, Zanoli decidiu devolver a medalha e o certificado do prêmio Virtuoso entre as Nações ao governo de Israel. Em carta ao embaixador israelense na Holanda, Haim Davon, Zanoli descreveu os motivos de sua decisão.

” Dado o nosso histórico é particularmente chocante e trágico que, quatro gerações depois, nossa família sofra com o assassinato de nossos parentes em Gaza. Um assassinato conduzido pelo Estado de Israel. Os bisnetos de minha mãe perderam sua avó palestina, três tios, uma tia e um primo pelas mãos do Exército de Israel”, escreveu o holandês.

“Para mim, continuar com essa honra concedida pelo Estado de Israel, nessas circunstâncias, seria um insulto à memória da minha corajosa mãe, que arriscou a vida dela e dos filhos contra a opressão e pela preservação da vida humana. É também um insulto à minha família que, quatro gerações depois, perdeu nada menos que seis membros em Gaza pelas mãos do Estado de Israel”, acrescentou.

O advogado ainda afirmou que a invasão israelense à Faixa de Gaza resultou em graves acusações de crimes contra a humanidade e disse que não estaria surpreso se isso levasse a condenações, caso fossem julgadas por um tribunal isento.
Questionado pelo Haaretz sobre o ataque, o Exército israelense diz que despende grandes esforços para evitar mortes de civis em Gaza e investiga todas as denúncias de incidentes irregulares. Um relatório deve ser publicado ao fim das investigações.

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