Arquivo da tag: Grã-Bretanha

Cadela que ajuda jovem com mal genético recebe prêmio no Reino Unido


 

Publicado por BBC [via UOL]

A inglesa Lucy Watts, de 20 anos, é portadora de uma doença genética rara, a síndrome de Ehlers-Danlos (que afeta articulações, músculos, ligamentos e vasos sanguíneos), e está em estado terminal.

Mas ela conta que sua cocker spaniel Molly lhe dá forças e esperança, além de ajudá-la com tarefas cotidianas.

“Ela é minha melhor amiga, minha companheira. A luz da minha vida”, diz Lucy. “Quando tenho um dia difícil – e acredite, isso acontece com frequência -, olho para Molly e penso que tenho que continuar vivendo.”

Sua história ganhou destaque na Grã-Bretanha após as duas serem premiadas em um show anual de cães, o Crufts, com o troféu “Amigos para toda a vida”.

Aposentadoria faz mal à saúde, diz estudo

A aposentadoria pode gerar prejuízos para a saúde física e mental, revelou uma nova pesquisa.

foto: Internet

foto: Internet

Publicado originalmente por BBC Brasil

O estudo, publicado pelo centro de estudos Institute of Economics Affairs (IEA) com sede em Londres, descobriu que a aposentadoria leva a um “drástico declínio da saúde” no médio e longo prazos.

Segundo a IEA, a pesquisa sugere que as pessoas devem trabalhar por mais tempo por razões de saúde e também financeiras.

O estudo, realizado em parceria com a entidade beneficente Age Endeavour Fellowship, comparou aposentados com pessoas que continuaram a trabalhar mesmo após terem alcançado a idade mínima para a aposentadoria e também levou em conta possíveis fatores

Philip Booth, diretor da IEA, disse que os governos deveriam desregular os mercados e permitir que as pessoas trabalhassem por mais tempo.

“Trabalhar mais não será apenas uma necessidade econômica, mas também ajudará as pessoas a viverem vidas mais saudáveis”, disse ele.

Edward Datnow, president da Age Endeavour Fellowship, acrescentou: “Não deveria haver uma idade ‘normal’ para a aposentadoria no futuro”.

Na Grã-Bretanha, o governo já planeja elevar a idade mínima para a aposentadoria.

“Mais empresários precisam pensar sobre como podem capitalizar em cima da população mais velha e aqueles que querem se aposentador devem refletir duas vezes sobre essa questão”.

O estudo, focado na relação entre atividade econômica, saúde e política pública de saúde na Grã-Bretanha, sugere que há uma pequena melhora na saúde imediatamente depois da aposentadoria, mas constata um declínio significativo no organismo desses indivíduos no longo prazo.

Segundo a pesquisa, a aposentadoria pode elevar em 40% as chances de desenvolver depressão, enquanto aumenta em 60% a possibilidade do aparecimento de um problema físico.

O efeito é o mesmo em homens e mulheres. Já as chances de ficar doente parecem aumentar com a duração da aposentadoria.

Cientistas descobrem por que os dedos enrugam na água

Para especialistas, fenômeno resulta de vantagem adquirida em evolução humana

Pessoas com dedos enrugados pela umidade manuseiam melhor objetos molhados

Pessoas com dedos enrugados pela umidade manuseiam melhor objetos molhados

publicado no Estadão

Uma pesquisa realizada por cientistas na Grã-Bretanha indica que o fato de os dedos ficarem enrugados depois de algum tempo na água pode ser uma vantagem adquirida pelo ser humano durante sua evolução por milhares de anos.

Os cientistas da Universidade de Newcastle, no norte da Inglaterra, decidiram investigar a razão de os dedos ficarem enrugados na água por meio de um experimento.

Eles pediram a voluntários para pegar bolas de gude imersas em um balde d’água com uma mão e passá-las por uma pequena abertura para a outra mão, para colocá-las em outro local.

Os voluntários com os dedos enrugados pela umidade completaram a tarefa mais rápido do que os voluntários com os dedos lisos.

O estudo sugere que as rugas têm a função específica de tornar mais fácil o manuseio de objetos embaixo d’água ou de superfícies molhadas em geral, o que pode ter sido uma vantagem para os primeiros humanos quando procuravam por alimentos na natureza.

Primatas

Por muito tempo, se acreditava que os dedos enrugados indicavam simplesmente o inchaço da pele devido ao contato prolongado com a água. Ou seja, tratava-se de uma reação automática, provavelmente sem nenhuma função.

As últimas pesquisas, entretanto, revelaram que as rugas são um sinal de vasoconstrição como resposta à água, o que, por sua vez, é uma reação controlada pelo sistema nervoso.

“Se os dedos enrugados fossem apenas o resultado do inchaço da pele ao entrar em contato com a água, eles poderiam ter uma função, mas não necessariamente”, disse o cientista Tom Smulders, do Centro de Comportamento e Evolução da Universidade de Newcastle.

“Por outro lado, se o sistema nervoso está ativamente controlando essa reação em certas circunstâncias e não outras, é mais fácil concluir que há uma função por trás disso que é resultado da evolução. E a evolução não teria selecionado essa resposta se ela não nos conferisse algum tipo de vantagem.”

Segundo os cientistas, para nossos ancestrais, ter dedos que agarram melhor objetos úmidos certamente teria sido uma vantagem na busca por alimentos em lagos e rios.

Smulders disse que seria interessante, agora, verificar se outros animais, especialmente primatas, têm a mesma característica.

“Se está presente em muitos primatas, então minha opinião é que sua função original pode ter sido locomotora, ajudando a se deslocar em vegetação úmida ou árvores molhadas. Por outro lado, se é apenas em humanos, então podemos considerar que é algo muito mais específico, como procurar por comida dentro e à beira de rios.” BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Redes sociais estão acabando com a vida sexual das pessoas, diz pesquisa

Adultos vêm perdendo horas de sono e atividade sexual por passar muito tempo na Internet (Foto: Reprodução/Alamy)

Adultos vêm perdendo horas de sono e atividade sexual por passar muito tempo na Internet (Foto: Reprodução/Alamy)

Alessandro Iglesias, no TechTudo

Pesquisa realizada pelo site “Broadbandchoices” afirma que grande percentual dos adultos britânicos acessa redes sociais por meio de notebooks, smartphones e tablets quando vão para a cama, resultando em diminuição de horas de sono diárias e também de suas frequências sexuais.

Quando dormir?

Os dados colhidos neste estudo informam que, em média, dorme-se hoje uma hora e meia a menos do que há uma década. E os culpados? Majoritariamente, Twitter e Facebook, existindo ainda outros dispersores por toda a Internet. Enquanto em 2002 a população adulta da Grã-Bretanha costumava dormir por volta das 22h30, hoje 46% dela adormece à meia-noite.

Efeitos

Essa diminuição do volume de horas dormidas gera um débito de descanso assombroso quando reunido: sete horas e meia de perda de sono em uma semana, resultando em 360 horas em um ano; equivalente a 15 dias de sono em um ano trocados por atividades online. Esse novo hábito também afeta a vida sexual de muitos casais, que acabam não se relacionando porque um dos parceiros (ou ambos) está atarefado (ou entretido) em algum site, serviço ou rede social.

Claramente, hábitos antigos permanecem atrasando o sono de muitos por todo o planeta e há algumas décadas. Dentre eles, 15% dos entrevistados afirmaram gastar um bom tempo assistindo TV antes de dormir. No entanto, com a popularização do serviço de banda larga nos últimos dez anos, surgimento de dispositivos para acesso remoto, redes sociais e todo tipo de diversão online – como filmes, jogos, músicas e mais -, parece que este mau hábito já está cristalizado em certa parte da população.

Polícia britânica descobriu 21 plantações de maconha por dia no último ano

Publicado por BBC Brasil

A polícia da Grã-Bretanha informou que uma média de 21 plantações de maconha foram encontradas por dia em todo o país no último ano.

Polícia encontrou fazendas menores para o cultivo de maconha

A Associação de Delegados de Polícia (Acpo, na sigla em inglês) diz que número de plantações encontradas mais que dobrou nos últimos quatro anos. Entre abril de 2011 e março de 2012 foram descobertas 7.865 plantações, elevando para 1,1 milhão o número de plantas apreendidas nos últimos dois anos. No ano anterior, a polícia tinha descoberto 6.866 plantações.

Em um relatório, a Acpo diz que a polícia confiscou o equivalente a um total de 100 milhões de libras (mais de R$ 306 milhões) em maconha no ano passado.

Para Allan Gibson, da Polícia Metropolitana e analista de cultivo de maconha para a Acpo, “o cultivo comercial de maconha continua a representar um risco significativo para a Grã-Bretanha”.

“(Há) Um número crescente de grupos do crime organizado se voltando para esta área da criminalidade”, disse ele.

Mudança no cultivo

O relatório da Acpo aponta para uma mudança nos padrões de cultivo. Houve um aumento no cultivo em áreas menores, residenciais ou domésticas e uma redução do número da produção em grandes propriedades.

Segundo a polícia, os produtores ilegais estariam apostando em plantações menores como forma de reduzir riscos de detecção.

A maconha continua sendo a droga ilegal mais comum entre os britânicos e a mais apreendida pela polícia, segundo o relatório.

O relatório também destacou que, com a crise econômica na Grã-Bretanha e a redução nas quantidades fornecidas por traficantes, houve um aumento no número de ocorrências ligadas ao cultivo da droga para uso pessoal – ou seja, houve um aumento no número de usuários que plantam sua própria maconha.

As informações da polícia também sugerem que a compra de sementes está em crescimento.