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Papa pregará igreja ‘mais pobre’, diz cardeal brasileiro

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Fabiano Maisonnave, na Folha de S.Paulo

Defensor de mudanças estruturais na Igreja Católica e no cotidiano, o papa Francisco levará ao Brasil uma mensagem de simplicidade e de aproximação com os pobres, afirmou o cardeal brasileiro d. Cláudio Hummes.

Em entrevista à Rádio Vaticano gravada anteontem, ele afirmou que “o papa está dando, todos os dias, um testemunho muito grande daquilo que ele entende como rumos que devem ser dados à vida da igreja hoje no mundo e, claro, também no Brasil”.

“O que mais nos impressiona a todos é essa simplicidade que ele quer dar à vida da igreja. Uma igreja mais simples, mais pobre, uma certa austeridade, fugindo daquilo que é excessivo”, disse d. Cláudio, 78, bastante próximo do pontífice argentino.

“Aqui no Brasil, não quis nada especial, quer um quarto como o dos demais cardeais de sua comitiva. Não mais que isso. São sinais que nos mostram para onde ir, muito mais que um grande discurso.”

O cardeal franciscano, que está em São Paulo e irá ao Rio participar da Jornada Mundial da Juventude, afirmou que o papa “propõe mudanças de estruturas na igreja e na nossa vida de todos os dias”.

D. Cláudio acredita que essa mensagem de despojamento será bem recebida pelos jovens que participarão da Jornada Mundial da Juventude, na semana que vem.

“Os jovens vão aos poucos se cansando com o que está sendo proposto como sentido de vida, muito esvaziado, muito superficial, na direção de consumismo, de coisas imediatas”, afirmou. “O papa disse que a cultura atual oferecida aos jovens é um prato de comida deteriorado e, portanto, fará mal. E os jovens vão percebendo isso.”

No dia em que o papa Francisco foi escolhido, em 13 de março, d. Cláudio apareceu ao seu lado no balcão do Vaticano, quebrando o protocolo.
Dias depois, o próprio papa explicou: um comentário do brasileiro durante o conclave, “não se esqueça dos pobres”, o inspirou a escolher o nome Francisco.

Publicidade: viral brasileiro é o mais visto de todos os tempos

Publicado originalmente no Terra

O vídeo da campanha “Dove Beleza Real Sketches” foi o viral (vídeo que se propaga pela internet) mais visto de todos os tempos, com 114 milhões de visualizações no YouTube em 35 dias, de acordo com informações da agência brasileira Ogilvy, responsável pela propaganda.

A campanha, que apresenta duas imagens feitas por um desenhista profissional que faz retratos falados para a polícia americana, mostra que as mulheres em geral se caracterizam de uma forma mais feia do que são vistas por outras pessoas. O vídeo foi visto em 25 idiomas em 33 canais do YouTube.

Segundo informações da assessoria de imprensa da agência, a campanha foi totalmente concebida no Brasil para a Dove global e, por isso, o vídeo original foi feito em inglês. A propaganda foi gravada na cidade americana de São Francisco, com moradores locais.

O anúncio da Dove bateu o anteriormente mais visto – os bebês da Evian, com 111 milhões de visualizações. “No momento em que o vídeo foi enviado para a página do YouTube rapidamente começou a ganhar força em todo o mundo com homens, mulheres, a mídia e até mesmo de outras marcas que compartilham o filme”, disse Fernando Machado, vice-presidente da empresa em comunicado. “A campanha provocou uma reação emocional em milhões de pessoas e os inspirou a compartilhar a mensagem positiva com os outros”, completa.

Feliciano diz que só a morte o tira de comissão

Josias de Souza, no Blog do Josias

O deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) não exibe a mínima intenção de deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Em entrevista a Sabrina Sato, ele disse: “Uma renúncia minha agora é como se eu assinasse um atestado de confissão.”

Como não se considera nem racista nem homofóbico, Feliciano deseja “provar isso” mantendo-se na poltrona. “Fui eleito por um colegiado”, ele declarou. “É um acordo partidário. E acordo partidário não se quebra. Só se eu morrer.” A conversa foi gravada na semana passada e levada ao ar na noite deste domingo (24).

Decidido a deixar claro que não mudou de ideia, Feliciano convidou os seus seguidores no Twitter a assistir à entrevista. Fez mais: pendurou em seu site um texto no qual informa que “prepara viagem oficial à Bolívia”. Coisa para os “próximos dias”.

Feliciano irá interceder em favor dos 12 corintianos recolhidos a uma cadeia boliviana depois da morte de um adolescente na partida do Corinthians contra o San Jose, no dia 20 de fevereiro. Para preparar a viagem, informa o texto, o deputado esteve com o embaixador da Bolívia no Brasil, Jerjes Justiano Talavera.

Tomado pela movimentação, Feliciano vai remar na contramaré de compromissos assumidos por dirigentes do seu partido com Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara. Reuniram-se com Henrique o deputado André Moura (SE) e o pastor Everaldo Pereira –respectivamente líder e vice-presidente do PSC.

A dupla comprometeu-se com o presidente da Câmara a providenciar no final de semana a saída negociada de Feliciano. Desde que foi alçado ao comando da Comissão de Direitos Humanos, o deputado-pastor não consegue realizar sessões. Militantes de movimentos gays não permitem.

No dizer de Henrique Alves, chegou-se a uma situação que é “ruim pra todo mundo: para o Feliciano, para o PSC, para a comissão e para a própria Câmara.” Ele espera receber uma resposta dos dirigentes do partido de Feliciano até esta terça (26). Do contrário, levará a encrenca à reunião que costuma realizar semanalmente com todos os líderes partidários.

Há um entrave regimental para a destituição de Feliciano. O pastor foi eleito pela maioria da comissão. Não pode simplesmente ser arrancado da cadeira à revelia. Der resto, nunca é demasiado recordar que as grandes e médias legendas da Câmara –PT, PMDB, PSDB e PSB, por exemplo— foram cúmplices no descalabro.

Mais: PT e PMDB chegaram mesmo a ceder ao PSC assentos que detinham na comissão, permitindo que se formasse a maioria que ratificaria o nome de Feliciano. Pior: PT, PCdoB e o bloco PV-PPS tiveram a oportunidade de indicar um de seus deputados para cuidar dos Direitos Humanos. Preferiram escolher outras comissões.

Com isso, um colegiado que há 18 anos era comandado por legendas ditas de esquerda caiu nas mãos do Partido Social Cristão. O PSC ambicionava outra comissão, a de Fiscalização e Controle. De repente, ganhou de presente a possibilidade de levar à vitrine seu conservadorismo religioso em matéria de costumes. Cometeu, porém, um equívoco. Ao indicar Feliciano, esqueceu de maneirar.

Show de insensibilidade (2)

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Sérgio Pavarinix

Recorrendo à sigla criada por Stanislaw Ponte Preta, continua o Febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País) depois da tragédia no município gaúcho de Santa Maria.

Como ignorância escolhe seus amantes independentemente da religião (ao contrário do que muita gente preconceituosa pensa), ateus e evangélicos babacas beligerantes aproveitam o momento triste para se digladiar. Os que não creem provocam com ataques do tipo “onde estava o Deus de vocês ao permitir essa tragédia?”, questionamento debatido há zilhares de anos com + seriedade e profundidade. Sugiro pesquisar o termo “teodicéia” no pai Google pra começo de papo.

Do outro lado, cristãos ignoram tantas reflexões pertinentes sobre a dor (C.S. Lewis, por exemplo) e registram explicações rasas e equivocadas nas redes sociais. O que falar ao ler uma estupidez como “o diabo juntou tudo e fez a colheita”? Cada bola fora é imediatamente espalhada na tentativa de provar que todos os crentes são evanjegues parvos. Ao contrário do exame de sangue, nesse caso não é possível fechar diagnósticos com base em uma gota.

As sandices perpetradas por cristãos na área de comentários de sites e blogs e nas redes sociais agora têm espaço cativo no Deus perdoa, mas…, tumblr criado recentemente para listar “pérolas gospel”. Como também acontece com as jóias, certamente há muitas pérolas falsas circulando por aí.

A falta de noção sensibilidade de alguns repórteres também foi lembrada numa charge de Latuff.

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Tragédias são solo fértil para disseminar “teorias conspiratórias” e a criatividade dos chamados illuminatis sempre fornece adubo nesses momentos. Um blog insinua que o acontecimento foi um “sacrifício” e lista supostas coincidências. Pra ficar em apenas 1 exemplo, o arrazoado de sandices afirma que a última música tocada antes do incêndio foi “Die young”.

Imaginar que a banda Gurizada Fandangueira fez 1 cover “gaúcho” da música gravada por Ke$ha (entre outros) é ridículo irresponsável demais.Basta uma espiada no YouTube para conhecer o repertório dos caras.

Se o sofrimento é o “megafone de Deus” como afirmou Lewis, é hora de o rebanho brasileiro se submeter a uma audiometria para discernir qual é o seu papel na vida da nação.

dicas do Felipe Costa, João Marcos, Sidnei Carvalho de Souza e Vinícius Sena

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Cartaz da Banda "Gurizada Fandangueira" que estava tocando na noite da tragédia em Santa Maria, e o cidadão que soltou o sinalizador é esse que aparece ao lado do cartaz, se você tiver um pouquinho de sensibilidade espiritual, olhe ao redor da caveira tocando, cheio de pessoas em meio ao fogo, isso já estava mais que avisado que alguma coisa iria acontecer. Meu Deus... (post no perfil de um pastor)

Cartaz da Banda “Gurizada Fandangueira” que estava tocando na noite da tragédia em Santa Maria, e o cidadão que soltou o sinalizador é esse que aparece ao lado do cartaz, se você tiver um pouquinho de sensibilidade espiritual, olhe ao redor da caveira tocando, cheio de pessoas em meio ao fogo, isso já estava mais que avisado que alguma coisa iria acontecer. Meu Deus… (post no perfil de um pastor)

Padre Fábio de Mello grava música de Ludmila Ferber em novo CD

Bruno Astuto, no site da Época

Padre Fábio de Mello está de CD novo. ‘Estou aqui’, nome de uma canção de Roberto e Erasmo Carlos gravada por ele no álbum, dá título ao seu 16º trabalho como cantor. São 13 músicas, todas de cunho religioso.  Bem diferente do seu trabalho anterior, no qual interpretou clássicos ‘profanos’ da música brasileira, como ‘Lamento sertanejo’ (Gilberto Gil e Dominguinhos) e ‘A vida do viajante’ (Luiz Gonzaga).

“Naquele trabalho, cantei músicas que fizeram parte da minha formação musical. Neste, canto canções que estão ligadas à minha conversão”, diz o padre. Com produção de Guto Graça Mello, Padre Fábio diz que este é seu melhor trabalho. “O Guto reconheceu que eu já tinha uma identidade musical e por isso não quis me modificar. Mas me deu importantes direções”, diz o padre.

O novo trabalho traz uma ousadia: uma canção composta pela pastora evangélica Ludmila Ferber chamada ‘Nunca pare de lutar’. “Posso desagradar tantos aos católicos, quanto aos evangélicos”, diz o religioso. “Incomoda-me o fato de algumas pessoas se sentirem melhores que as outras por conta de sua fé. Acredito em uma religião que aproxime e não que separe as pessoas”, completa. Fábio diz que Ludmila é sua amiga.

Além da obra musical e missionária, Fábio, de 41 anos, também ficou com fama de galã por causa dos cabelos sempre bem arrumados, roupas alinhadas e corpo em forma. “Aprendi, ainda pequeno, com a minha mãe, a ter cuidados comigo”. Por conta de sua vocação, ele diz que evita algumas situações. “Sou um padre. Não posso aparecer de camisetinha por aí. Depois que fiquei famoso, parei de ir à praia”.

Em 2010, ambos cantaram juntos essa música breguíssima no Domingão do Faustão.
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