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Folha de S.Paulo repete o Dr. Mentira para atacar “Mais Médicos”. E é pega em flagrante.

folhacoxinha2Fernando Brito, no Tijolaço

A tolice da matéria de ontem da Folha, que a gente apontou aqui, era só uma amostra do péssimo jornalismo que ela resolveu fazer contra o “Mais Médicos”.

Anuncia que as prefeituras vão demitir seus médicos para fazer economia, colocando no lugar um profissional do “Mais Médicos”.

Isso é, sem meias-palavras, mentira.

E a Folha saberia – se é que não sabe – que, ao demitir um médico das suas unidades básicas de saúde, uma prefeitura perde os recursos que o Ministério já paga para que ela lhe custeie o salário, encargos e demais despesas.

Mas a Folha não foi sequer ouvir o Ministério da Saúde antes de abrir manchete.

Pegou boatos recolhidos por três funcionários em Manaus, Fortaleza e Recife, com a ajuda dos CRMs locais – duvido e faço pouco que os repórteres tenham viajado centenas de quilômetros pela selva e pelo sertão-  juntou tudo em São Paulo, bateu no liquidificador e fez uma peça digna de qualquer jornaleco sensacionalista.

A prova da mentira deliberada está aqui, neste vídeo, gravado diante dos repórteres da Folha, no dia 14, onde o ministro Alexandre Padilha explica que as prefeituras que fizerem isso perderão dinheiro, em lugar de ganhar.

A mesma informação pode ser lida aqui, na página do MS.

A Folha não precisava, aliás, nem ter ouvido o Ministério. Bastava que fizesse o que eu fiz, buscar no Google.

Mas não fez e, dessa forma, igualou-se ao espertalhão de Goiânia que quis justificar a sua demissão como uma “invasão dos cubanos”.

Certamente, entre as quase quatro mil prefeituras do país inscritas no “Mais Médicos” haverá demissão de algum profissional. Porque não aparece para trabalhar, porque brigou com alguém, porque, simplesmente, resolveu que não quer mais aquilo. Como acontece com qualquer profissão.

Transformar isso num problema do programa é simples desonestidade e sensacionalismo barato.

Barato, não, caro, porque desqualifica uma iniciativa que é importantíssima para a saúde e a vida de milhões de brasileiros pobres.

Daqui a pouco, estará rodando na internet este “escândalos”, movidos pelas reproduções de “coxinhas” e “anonimous” factóides de classe média, que, além de não terem capacidade de compadecer-se com a situação do povo pobre, não têm capacidade para raciocinar e verificar informações, exatamente como fez a Folha.

Se nesse país houvesse coragem para enfrentar e justiça para proteger a verdade, amanhã a Folha estaria sendo obrigada a publicar um desmentido de primeira página, em letras garrafais como as que usa para mentir.

Mas – e olhe lá – gaguejará “esclarecimentos” amanhã e sua ombudswoman, uma pessoa reconhecidamente gentil, escreverá “ai, que coisa feia, pessoal…”.

Polêmica do dia: Silas Malafaia pede para fiéis não denunciarem pastores corruptos

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Tatiane Rosset, no Pop! Pop! Pop!

Um vídeo publicado na segunda (29) na web anda fazendo barulho nas redes sociais. No trecho gravado, o pastor Silas Malafaia pede aos fiéis que não entreguem os pastores corruptos e ladrões. De acordo com ele, “se o seu pastor é ladrão, saia de lá e vá para outra igreja”.

O discurso levanta polêmica devido a trechos enfáticos de Malafaia. Em certo momento, ele diz: “Já vi gente morrer por causa disso”, “Não tome atitude contra pastor, não entre nessa furada” e “ninguém deve se meter com os ungidos de Deus”. Não se sabe quando as imagens foram gravadas.

Assista ao depoimento completo abaixo:

O pastor anda provocando controvérsia na web também por um artigo que escreveu sobre o papa Francisco. Em texto no site Verdade Gospel, Silas afirma que o pontífice teria cedido ao “lobby gay” do Vaticano ao afirmar que os homossexuais não devem ser julgados ou marginalizados.

“Depois a Igreja Católica reclama que está perdendo gente para a igreja evangélica. Lhe falta condenar o pecado, segundo o que a Bíblia diz e como todos sabem, a Bíblia é o manual de fé e regra dos cristãos”, escreveu. “Por que o Papa não diz que a prática homossexual é pecado e Deus condena na sua palavra?”

dica da Rina Noronha

Funcionários são demitidos após fazer Harlem Shake em fórum do RS

Justiça também abriu investigação para apurar o envolvimento da escrivã. Nenhum dos envolvidos na coreografia quis se pronunciar.

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Publicado originalmente no Jornal da Globo

Na sala abarrotada de processos, a dança começa meio tímida. Não demora muito, e o estilo Harlem Shake, que fez fama da internet, toma conta dos funcionários da Vara Cível. Mascarados, eles fazem dos processos uma pista de dança.

Eles só não contavam com a repercussão do vídeo gravado, na última sexta-feira (12), dentro do fórum de Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre. Nesta terça-feira (16), o cartório ficou fechado para reuniões, e nenhum dos envolvidos na coreografia quis gravar entrevista.

A juíza diretora do fórum determinou a demissão imediata dos seis funcionários. Eles não eram concursados da Justiça.  Eram terceirizados. A Justiça também abriu uma investigação para apurar o envolvimento da escrivã responsável pelo cartório, que é funcionária de carreira.

Virou moda a mobilização de colegas de trabalho inspirados pelo Harlem Shake, de Harry Rodriguez, um DJ de Nova York – que usa o nome artístico Baauer.

Dentro do fórum, no meio do expediente, a brincadeira não agradou. A juíza, pelo menos, não achou graça alguma. “É uma situação vergonhosa para o Poder Judiciário e temos que agora tomar todas as providências de forma a amenizar uma pouco toda a repercussão negativa que teve“, disse Traudi Grabin, juíza diretora do Fórum.

“Era como ouvir Justin Bieber”, diz Caetano Veloso sobre álbum de estreia dos Beatles


 

Publicado por UOL

“Revolucionários”, “simplórios”, “diferentes”, “apaixonantes”… Cinquenta anos após o lançamento de “Please, Please Me”, primeiro álbum dos Beatles, artistas consagrados da música brasileira ainda divergem quando tentam explicar ao UOL o que sentiram ao ouvir pela primeira vez as músicas do quarteto de Liverpool.


 


 


 

“Ninguém sabia que ia virar esse fenômeno, mas chamou logo a atenção, porque era uma música rápida, uma música fácil, e era diferente”, recorda o cantor romântico Odair José no primeiro vídeo da série “Especial Beatles – 50 Anos de Beatlemania”, que o UOL começa a publicar nesta sexta-feira (15).

Dividida em quatro edições, a série mostra ainda a banda cover ZoomBeatles interpretando o álbum “Please, Please Me” na íntegra, com instrumentos e equipamentos de época para reproduzir a sonoridade original de 1963.

“Cara, em 1963, quando os Beatles apareceram e eu ouvi as primeiras vezes, era como hoje a pessoa ouvir Justin Bieber. Não era mais do que isso”, lembra Caetano Veloso. “Achei bonitinhas as canções, um negócio meio simplório assim, porque, veja bem, eu gostava do [jazzista] Thelonious Monk!”

Além de Caetano, o primeiro episódio traz depoimentos de Ronnie Von, Cauby Peixoto, Ritchie, Renato Barros (do grupo Renato & Seus Blue Caps) e Lilian Knapp (da dupla Leno & Lilian), que resume a sensação que teve ao botar o primeiro disco da vitrola: “Fiquei apaixonada. Foi amor à primeira vista.”

A série em vídeo foi gravada em HD e presta uma homenagem ao célebre “Rooftop Concert”, clássico show dos Beatles gravado no telhado da gravadora Apple, em Londres. As datas de lançamento são:

15/03 – Parte 1: Impacto
18/03 – Parte 2: Influências
20/03 – Parte 3: Beatlemania
22/03 – Parte 4: Legado

“Especial Beatles – 50 Anos de Beatlemania” – Making Of

“Please, Please Me”
Lançado em 22 de março de 1963, “Please, Please Me” surgiu na sequência do sucesso do single homônimo, o primeiro dos Beatles a alcançar o primeiro lugar nas paradas britânicas. Era o início oficial da chamada beatlemania.

Gravado e mixado ao vivo nos estúdios Abbey Road em menos de 10 horas, “Please, Please Me” traz clássicos como “I Saw Her Standing There”, “Love Me Do”, “Do You Want To Know a Secret”, “Twist And Shout” e a faixa-título. Como todos os álbuns de estúdio da banda, chegou ao primeiro lugar das paradas logo após o lançamento.

Sob o comando do produtor George Martin, a gravação procurou reproduzir a sonoridade dos shows dos Beatles no lendário Cavern Club, em Liverpool. As faixas misturavam algumas das melhores composições de Lennon & McCartney e covers que ilustravam bem as influências que guiavam a banda na época.

dica do Rogério Moreira

Blogueiro chinês ganha fama ao denunciar escândalos

Zhu Ruifeng no escritório de sua casa, em Pequim Foto: Sim Chi Yin / NYTNS

Zhu Ruifeng no escritório de sua casa, em Pequim Foto: Sim Chi Yin / NYTNS

Andrew Jacobs, no The New York Times [via Zero Hora]

Pequim Com os cinco celulares tocando sem parar, não é fácil hoje em dia obter a atenção integral de Zhu Ruifeng, cidadão autoproclamado jornalista cuja campanha freelance contra a corrupção lhe rendeu a fama de um astro pop e produziu arrepios nas autoridades chinesas.

— Psiu, estou falando com a BBC no telefone — ele afirmou numa tarde recente, silenciando a turma de assistentes e jornalistas que se reunia na livraria onde é cortejado quase todos os dias.

Ex-operário migrante cuja formação parou no ensino médio, Zhu se tornou uma sensação da noite para o dia na China após a publicação na internet do vídeo gravado em segredo de uma mulher de 18 anos mantendo relações sexuais com uma autoridade pouco atraente de 57 anos, de Chongqing, cidade a sudoeste do país. O homem perdeu o cargo. Zhu ganhou pelo menos um milhão de seguidores do então novo microblog.

A denúncia foi apenas o ato de abertura, conta Zhu. Ele promete divulgar outros seis vídeos de sexo que farão diversos outros homens sumir de circulação.

— Estou lutando uma guerra — ele disse com a característica voz quase gritada e em tom pretensioso. — Mesmo que eu apanhe até morrer, não revelo minhas fontes nem os vídeos.

Sem surpresas, Zhu, 43 anos, conquistou alguns inimigos dentro do governo. No final de janeiro, cinco homens apareceram em seu apartamento portando crachás da segurança estatal. Enquanto batiam na porta da frente trancada, Zhu discou para jornalistas estrangeiros, enviou torpedos para os advogados e enviou um SOS eletrônico à multidão. Os agentes só foram embora após ele haver prometido comparecer para prestar esclarecimentos na manhã seguinte.

No dia seguinte, ele emergiu da delegacia de polícia como um boxeador triunfante, contando aos partidários que o esperavam como passara a perna verbalmente nos investigadores durante as sete horas de interrogatório.

— Eu os desafiei a me botar na cadeia e ver quantos prêmios de direitos humanos e de jornalismo eu ganho — ele gritou de satisfação. — No fim das contas, ficaram brancos de medo.

Logicamente, é impossível confirmar a afirmativa de Zhu. Porém, seu comportamento arrogante e a indignação entusiasmada vieram a personificar a fúria popular contra a prevaricação oficial que floresceu em conjunto com o tórrido crescimento econômico chinês. Ele também se tornou uma espécie de prova dos nove do grau de comprometimento dos novos líderes do país em sua batalha contra a corrupção, e se vão tolerar um paladino populista feito Zhu.

Como ele não tem diploma de jornalista concedido pelo Estado, Zhu ocupa uma tênue zona cinza, explicando em parte seu pendor por cercar-se de repórteres e partidários; pessoas que, para ele, podem reduzir a probabilidade de seu desaparecimento no buraco negro do aparato de segurança estatal.

— Aqui em solo chinês, é quase impossível para jornalistas cidadãos como ele sobreviverem a longo prazo — afirmou Zhan Jiang, acadêmico de mídia da Universidade de Estudos Internacionais de Pequim.

Diante disso, as metas de Zhu harmonizam-se perfeitamente com as de Xi Jinping, o novo líder do Partido Comunista que deve se tornar presidente em março. Desde a posse, em novembro, Xi vem investindo regularmente contra a corrupção sistêmica, avisando que autoridades de todos os escalões – tanto os “tigres” quanto as “moscas”, em suas palavras – devem ser levados à justiça. Continue lendo