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“Era como ouvir Justin Bieber”, diz Caetano Veloso sobre álbum de estreia dos Beatles


 

Publicado por UOL

“Revolucionários”, “simplórios”, “diferentes”, “apaixonantes”… Cinquenta anos após o lançamento de “Please, Please Me”, primeiro álbum dos Beatles, artistas consagrados da música brasileira ainda divergem quando tentam explicar ao UOL o que sentiram ao ouvir pela primeira vez as músicas do quarteto de Liverpool.


 


 


 

“Ninguém sabia que ia virar esse fenômeno, mas chamou logo a atenção, porque era uma música rápida, uma música fácil, e era diferente”, recorda o cantor romântico Odair José no primeiro vídeo da série “Especial Beatles – 50 Anos de Beatlemania”, que o UOL começa a publicar nesta sexta-feira (15).

Dividida em quatro edições, a série mostra ainda a banda cover ZoomBeatles interpretando o álbum “Please, Please Me” na íntegra, com instrumentos e equipamentos de época para reproduzir a sonoridade original de 1963.

“Cara, em 1963, quando os Beatles apareceram e eu ouvi as primeiras vezes, era como hoje a pessoa ouvir Justin Bieber. Não era mais do que isso”, lembra Caetano Veloso. “Achei bonitinhas as canções, um negócio meio simplório assim, porque, veja bem, eu gostava do [jazzista] Thelonious Monk!”

Além de Caetano, o primeiro episódio traz depoimentos de Ronnie Von, Cauby Peixoto, Ritchie, Renato Barros (do grupo Renato & Seus Blue Caps) e Lilian Knapp (da dupla Leno & Lilian), que resume a sensação que teve ao botar o primeiro disco da vitrola: “Fiquei apaixonada. Foi amor à primeira vista.”

A série em vídeo foi gravada em HD e presta uma homenagem ao célebre “Rooftop Concert”, clássico show dos Beatles gravado no telhado da gravadora Apple, em Londres. As datas de lançamento são:

15/03 – Parte 1: Impacto
18/03 – Parte 2: Influências
20/03 – Parte 3: Beatlemania
22/03 – Parte 4: Legado

“Especial Beatles – 50 Anos de Beatlemania” – Making Of

“Please, Please Me”
Lançado em 22 de março de 1963, “Please, Please Me” surgiu na sequência do sucesso do single homônimo, o primeiro dos Beatles a alcançar o primeiro lugar nas paradas britânicas. Era o início oficial da chamada beatlemania.

Gravado e mixado ao vivo nos estúdios Abbey Road em menos de 10 horas, “Please, Please Me” traz clássicos como “I Saw Her Standing There”, “Love Me Do”, “Do You Want To Know a Secret”, “Twist And Shout” e a faixa-título. Como todos os álbuns de estúdio da banda, chegou ao primeiro lugar das paradas logo após o lançamento.

Sob o comando do produtor George Martin, a gravação procurou reproduzir a sonoridade dos shows dos Beatles no lendário Cavern Club, em Liverpool. As faixas misturavam algumas das melhores composições de Lennon & McCartney e covers que ilustravam bem as influências que guiavam a banda na época.

dica do Rogério Moreira

Com 39% dos votos, Ellen Oléria é a vencedora do “The Voice Brasil”

16.dez.2012 - Ellen Oléria canta "Taj Mahal", de Jorge Ben Jor, na final do "The Voice Brasil"
Ellen Oléria canta “Taj Mahal”, de Jorge Ben Jor, na final do “The Voice Brasil”

Publicado originalmente no UOL

Ellen Oléria venceu a primeira edição do reality musical “The Voice Brasil” neste domingo (16). A cantora ganhou R$ 500 mil, um contrato com a gravadora Universal, um carro e irá se apresentar com Claudia Leitte no réveillon do Copacabana Palace.

Na final, os técnicos tiveram que escolher um dos candidatos que restaram em suas equipes. Após quatro candidatos serem eliminados, o público votou no vencedor.

Lulu Santos disse que seu coração era de Késia, mas que Maria Christina tinha crescido muito na competição.

“Entre a cabeça e o coração eu fico dividido. Sempre tomei minha decisão com o coração, mas hoje será com a cabeça e a Maria Christina já tem uma rede em volta dela”, revelando seu voto.

Do time de Daniel, Liah Soares foi escolhida para a final. “Vou fazer como o Lulu e saber separar as coisas. Vou votar com a certeza que esta etapa é para Liah”, disse o técnico.

Emocionada, Claudia Leitte escolheu Ju Moraes de sua equipe para continuar no programa: ”Estou muito orgulhosa, as duas arrasaram. A pessoa que eu escolho sabe o que ela quer, a outra ainda está descobrindo o seu caminho”, falou a cantora ao anunciar seu voto.

Da equipe de Carlinhos Brown, Ellen Oléria foi para a final. Não estou aqui para julgar sua voz porque isso já foi decidido por Deus. O Brasil se rendeu ao “pah”, mas eu vou ficar com a Ellen”, falou o músico a Ludmillah Anjos.

Final

Ellen Oléria, Ju Moares, Liah Soares e Maria Christina foram as escolhidas pelos técnicos para se apresentar novamente na última parte do programa.

As cantoras se apresentaram novamente em uma segunda parte de programa.

Os técnicos também se apresentaram na final do programa. Daniel convidou Alma Thomas e Carol Marques para sua apresentação. Claudia Leitte chamou Ana Rafaella para cantar “Bem vindo amor”, música que escreveu em homenagem ao marido Márcio Pedreira, que estava assistindo a performance com o filho Davi em seu colo.

Carlinhos Brown convidou o músico Sergio Mendes e Mira Callado para cantar “Mas que nada”. Lulu Santos foi o único técnico a trazer representantes masculinos dos candidatos do reality, dividindo os vocais de “Sossego” com Marquinhos OSócio e Gabriel Levan.

Ellen foi a venceu o programa com 39% dos votos do público. Segundo Tiago Leifert, mais de 10 milhões de votos foram computados e o programa já garantiu uma nova edição para 2013.

no vídeo abaixo, Ellen Oléria e Emicida quebram tudo.

Nando Reis: ‘A internet não faz parte da minha vida’

 Nando Reis: ‘Tocar no Rio é sempre uma delícia’ Foto: Divulgação

Simone Avellar, em O Globo

Em seu primeiro trabalho 100% independente, depois de ficar sem gravadora por conta da crise da indústria fonográfica, Nando Reis aposta na internet para impulsionar as vendas do novo disco “Sei”, que será apresentado ao público neste sábado (15), com a banda Os Infernais, na Fundição Progresso, na Lapa. A estratégia escolhida está em total sintonia com os tempos atuais: o preço do álbum é definido de maneira colaborativa pelos fãs que, após ouvirem as músicas no site do cantor, podem dizer o quanto gostariam de pagar pela coletânea. O valor final é calculado a partir da média das opiniões do público a cada semana. Tudo a ver com alguém com uma vida agitada na rede. O perfil de Nando no Twitter tem 315 mil seguidores e a página do artista do Facebook tem mais de meio milhão de “curtidas”. Mas, em entrevista por telefone, o cantor revelou que, pessoalmente, não tem interesse pelas mídias sociais e que a internet não faz parte da vida dele.

Como você decidiu por essa estratégia de o público escolher o valor do seu disco no site?

Nando Reis: No momento em que não tinha mais uma gravadora e queria continuar vendendo os discos que faço, foi preciso tratar dessa questão dos preços, que era muito maltratada pela indústria fonográfica. Eu tinha noção de que na internet havia pessoas que gostam do meu trabalho. Então reuni um grupo para me ajudar a pensar se a internet era realmente o fim dos discos ou se podia ser um meio para vendê-los. Nessa discussão propus envolver o meu público que está na internet e nas redes sociais para perguntar a ele o quanto eles acham que vale o disco, porque é uma coisa nova para mim também, nunca vendi meu trabalho. E o preço pode ter critérios distintos. Uma coisa que me incomodou muito e que ajudou a enfraquecer o mercado foi a fixação de vender por um preço muito alto, ter lucros altíssimos. Não vou dizer que quero vender por preço de custo, porque preciso ganhar algum dinheiro também. Mas acho que é suficiente trabalhar com uma margem de lucro.

E como funciona a precificação?

As músicas estão disponíveis no site. Depois de ouvirem todas as faixas, o público pode dizer qual o valor acha justo pagar pelo disco. A cada semana é calculado a média das opiniões, que vira o preço do álbum naquele período. É curioso porque esse sistema acaba se confundindo um pouco com uma avaliação de qualidade. Mas pressupondo que meus discos têm sempre qualidade, a pergunta mais correta seria o quanto as pessoas estão dispostas a pagar por um trabalho de qualidade. Se fosse para fazer uma escala em que R$ 1 seria um disco ruim e R$ 10 um disco ótimo, não me submeteria a este tipo de avaliação. E o que me surpreendeu é que por enquanto as pessoas estão jogando o preço lá em cima.

Qual é a sua relação pessoal com a internet?

Muito restrita. Entro de vez em quando para fazer pesquisas e checar email basicamente. A internet não faz parte da minha vida.

E em relação ao seu site e seus perfis nas redes sociais. Você participa diretamente deles?

Tenho uma parte do escritório que cuida só disso de internet. É claro que em algumas coisas, como o projeto do novo site, eu me envolvo, dou ideias. Mas não mexo muito. Não tenho competência nem interesse para isso. Mas qualquer perfil oficial meu nas redes sociais está sob a coordenação da minha equipe. As únicas que utilizo diretamente às vezes é o Twitter e o Instagram.

Você curte memes, tem algum preferido?

Nem sei direito o que é isso. Às vezes meus filhos me contam algumas coisas que estão acontecendo na internet, mas realmente não é algo que me interesse.

Quais são as expectativas para a primeira apresentação no Rio?

Sempre as melhores. Tocar no Rio é sempre uma delícia. E esse será o primeiro show que faço para apresentar o novo disco na cidade. Mas além disso terei uma mudança no repertório, por conta de três grandes participações. Dadi Carvalho, Pepeu Gomes e Jorginho Gomes subirão comigo no palco e vamos tocar algumas músicas dos Novos Baianos. É o único show em que vai acontecer isso. De resto, vou mesclar músicas novas e canções já conhecidas.

Globo quer aplacar “ira santa” ao se aproximar de evangélicos

A personagem Soninha Catatau/Dolores, de Paula Burlamaqui, em "Avenida Brasil"
A personagem Soninha Catatau/Dolores, de Paula Burlamaqui, em “Avenida Brasil”

Tony Goes, no F5

Imagine a maior emissora de TV do Brasil promovendo um festival de cânticos budistas. Ou um concurso entre “muezzins” islâmicos, chamando os fiéis à prece. Ou até mesmo um especial com os padres cantores, que usam a música pop para exaltar a fé católica.

Ela seria imediatamente acusada de fazer proselitismo em favor de uma única vertente religiosa, em detrimento de todas as outras. Quem acusaria? Muito provavelmente, aqueles setores evangélicos que veem inimigos por toda parte.

Mas é justamente para aplacar a ira santa desses setores que a Globo transmitirá em dezembro mais uma edição do festival “Promessas”, de música gospel. Além disso, como informou Keila Jimenez, a cúpula da emissora tem se reunido com lideranças evangélicas, para estreitar os laços com uma comunidade que não para de crescer no Brasil.

Não é novidade que muitos pastores atacam a Globo de seus púlpitos. Dizem que ela prega a dissolução dos costumes, ao mesmo tempo em que funciona como uma ponta-de-lança disfarçada da Igreja Católica. A recente ameaça de boicote à novela “Salve Jorge” reuniu todos esses ingredientes.

Claro que por trás disto também estão interesses comerciais. A Igreja Universal do Reino de Deus, controladora da Record, não perde uma oportunidade para pintar a Globo como uma das sucursais do inferno na Terra. Ao mesmo tempo, tenta levar para seu braço televisivo vários dos autores, atores e diretores responsáveis pelos programas pecaminosos da rival.

A Globo acusou o golpe, e resolveu contra-atacar. Já há alguns anos tenta se aproximar dos evangélicos. Recheou o elenco de sua gravadora Som Livre com astros do “gospel” (o que também faz sentido comercial, já que estão entre os poucos que ainda costumam vender muito bem).

Também maneirou ao retratar os fiéis das igrejas neopentecostais em suas obras de ficção. Vão longe os tempos da minissérie “Decadência”, de Dias Gomes, exibida em 1995, que mostrava o fundador de uma igreja claramente baseada na IURD como um tremendo charlatão.

Hoje, se aparece um personagem evangélico numa das novelas da casa, ele é até tratado com respeito – como a Dolores (Paula Burlamaqui) de “Avenida Brasil”, que escapou da caricatura fácil até se reconverter à vida mundana como Soninha Catatau. Ainda assim, para evitar polêmicas, a denominação à que ela se filiava tinha o nome fictício (e algo absurdo) de Igreja Esotérica do Sol Asteca.

Agora há contatos oficiais entre a Globo e a Confederação dos Conselhos de Pastores Evangélicos de Pastores do Brasil. Na pauta, segundo Keila Jimenez, está a “aproximação da emissora com o pensamento evangélico”.

O que isto quer dizer? Que vai diminuir o número de personagens homossexuais nas novelas? Que as periguetes vão trocar os shorts minúsculos por mangas compridas e saias até o chão? Ou é só diplomacia?

Vai ser interessante acompanhar a evolução dos acontecimentos, pois mesmo entre os evangélicos não há um pensamento unificado. São muitas as correntes.

Também quero ver a reação do resto da sociedade, que já mostra sinais de desconforto com a intromissão do conservadorismo religioso na vida comum – haja visto o resultado da eleições em São Paulo. Vem uma briga boa por aí.

foto: Reprodução/TV Globo

Malafaia: “De tanta fogueira santa, acho que queimaram os neurônios do Edir Macedo”

Lauro Jardim, no Radar Online

Silas Malafaia vai atacar Edir Macedo em seu programa de TV. Esta semana, o líder da Universal envolveu-se em uma polêmica ao afirmar que 99% dos cantores gospel são “endemoniados”. A declaração de Macedo coincide com um momento em que a sua gravadora, a Line Records, está perdendo nomes de peso (Leia mais em Bye, bye Macedo).

Ataca Malafaia:- A gravadora dele não está com nada. Está dando prejuízo a anos. Vamos fazer um desafio. Você que tem uma rádio FM não vai colocar mais música nenhuma. Senão você é um hipócrita. Eu estou desconfiado que, de tanta fogueira santa, acho que queimaram os neurônios dele.