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Man, a animação

Publicado originalmente no Brasil Acadêmico

Animação mostra a relação do homem com o meio ambiente. A dança do consumo predatório ao som de In the Hall of the Mountain King, de Edvard Grieg.

Steve Cutts é um artista freelancer radicado em Londres especializado em animação.

Estudou Belas Artes na Farnham University e já fez trabalhos para clientes de peso como Coca-Cola, Toyota, Reebok, Sony PSP, The Guardian, Kelloggs e Philips, entre outros.

dica da Rudgy Figueiredo e do Israel Herison

Obesos vão perder benefícios por falta de exercícios, diz jornal

Foto: Getty Images

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Publicado por Terra

Os obesos representam cerca de 24% dos homens e 26% das mulheres na Inglaterra

Um projeto de lei quer fazer com que o governo monitore pessoas obesas para verificar se estão fazendo exercícios físicos recomendados pelos médicos, afirmou o jornal The Guardian nesta quinta-feira. De acordo com a publicação, caso se recusem a realizar os exercícios, as pessoas devem ter seus benefícios cortados.

Segundo o jornal, as propostas vem ao encontro do crescente número nos níveis de obesidade e cortes no orçamento, já que os gastos com saúdes têm crescido no país. Na Inglaterra, cerca de 24% dos homens e 26% das mulheres são obesos, enquanto 65% dos homens e 58% das mulheres têm sobrepeso.

Turcos apostam no implante de barba e bigode para transmitir masculinidade

 (Thinkstock

Vivian Reis, no Virgula

Agora não são apenas as mulheres que desejam evidenciar sua feminilidade com cirurgia para colocar silicone nos seios. O implante de barba e bigode está em alta na Turquia entre os homens que buscam evidenciar sua masculinidade.

Em entrevista para o jornal The Guardian, o cirurgião Ali Mezdegi afirmou que 75% dos seus clientes são árabes do Oriente Médio, provavelmente devido ao fato de que a barba e o bigode são vistos como sinônimo de maturidade e sabedoria na região.

Acredita-se que a falta de pêlos no rosto pode inclusive causar barreiras sociais. Muitos homens de negócios buscam a intervenção para transmitir credibilidade, e, segundo Mezdegi, seus pacientes querem se submeter à cirurgia antes de procurarem uma esposa. “Barba é um símbolo de status, sinal de força e virilidade”, explicou.

Além disso, a Turquia tem atraído muitos turistas por causa desta tendência. Irfan Atik trabalha em uma agência de turismo especializada em pacotes para transplantes capilares. De acordo com ele, ao menos 50 turistas vão para Istambul diariamente para o procedimento, que custa cerca de cinco mil euros, aproximadamente R$ 13.500.

No Reino Unido, “o que é o amor” é frase mais buscada no Google

Diversos especialitas comentam sobre a definição \"do que é o amor\", frase mais buscada no Google em 2012 Foto: Getty Images
Diversos especialitas comentam sobre a definição “do que é o amor”, frase mais buscada no Google em 2012

Publicado originalmente no Terra

“O que é o amor” foi a frase mais pesquisada no Google em 2012, de acordo com uma categoria criada pela empresa que reuniu as dez perguntas mais buscadas com o termo “o que é…” no Reino Unido. Na tentativa de se aprofundar na questão, o jornal britânico The Guardian reuniu escritores dos campos da ciência, psicoterapia, literatura, religião e filosofia para que cada um desse a sua própria definição.

Para o físico Jim Al-Khalili, o “amor é química”. “Biologicamente, o amor é uma condição neurológica poderosa como a fome ou a sede, só que mais poderosa”, explica. Ele acrescenta que o fato de o amor ser tratado como algo incondicional se deve ao fato de ser incontrolável. “Enquanto a luxúria é um desejo sexual passional temporário envolvendo a liberação de químicas como testosterona e estrogênio, no amor verdadeiro, o cérebro pode liberar todo um conjunto de produtos químicos: os feromônios, a dopamina, noradrenalina, serotonina, oxitocina e vasopressina”, pontuou.

Ele disse, ainda, que, partindo-se de uma perspectiava evolucionária, o amor pode ser visto como uma ferramenta de sobrevivência, “um mecanismo que envolve promover longas relações, defesa múta e apoio familar”.

Já a psicoterapeuta Philippa Perry acredida que “o amor tem muitos disfarces”, partindo do princípio que os nossos ancenstrais não rotulavam uma série de emoções como “amor”, em uma única palavra. “Philia é o que eles viam como uma intimidade profunda mas nao sexual entre amigos próximos e membros da família. Ludus descreve uma afeição mais lúdica. Pragma é amor maduro que se desenvolve depois de um longo período”, observa.

Ela também cita o termo “agape”, como um amor mais generalista, sem exclusividade; e “philautia”, como amor próprio, sem ter um peso egoísta. Ela ressalta que Aristóteles descobriu que antes de tomar conta dos outros, é preciso cuidar de si próprio. “O amor está acima de tudo. Mas é surreal imaginar que todos os tipos sejam vividos com uma só pessoa. É por isso que a família e a comunidade são importantes”.

O filósofo Julian Baggini define o amor como um “compromisso passional”, explicando que o amor pelos pais, parceiros, filhos, vizinhos e por Deus têm qualidades diferentes. “Cada um tem suas variáveis: cego, unilateral, trágico, recíproco, incondicional. Todo amor é um tipo de compromisso passional que nutrimos e desenvolvemos, ainda que cheguem em nossas vidas espontaneamente”, destacou, acrescentando que, sem comprometimento, o que resta é somente paixão.

A romancista Jojo Moyes acredita que o amor “move todas as grandes histórias”. Para ela, o amor depende de onde se está em relação a ele. “Seguro nele, pode ser mundano e necessário como o ar – você existe por ele, quase que sem notar. Privado dele, pode se tornar uma obesessão, uma dor física”. Ela acrescenta que o amor conduz não só as histórias romanticas, mas também as que envolvem laços entre pais e filhos, familía e até pelo próprio país. “Este é o ponto por trás da fascinação: o que separa você do amor, quais obstáculos que aparecem pelo caminho”, conclui.

A freira Catherine Wybourn acredita que “o amor é livre mas ainda nos une”. Segundo a religiosa, o amor é mais facilmente experienciado do que definido. Sob o ponto de vista cristão, o amor a Deus sob todas as coisas, e ao próximo como a si próprio podem ser teorias aplicadas na generosidade, gentileza e autossacrifício. “O amor é a única coisa que nunca poderá ferir ninguém, embora possa custar caro. O paradoxo do amor é que ele é extremamente livre, mas nos une com vínculos mais fortes do que a morte. “Ele não pode ser comprado ou vendido, não há nada que não possa enfrentar, o amor é a maior bênção da vida”, finalizou.

Foto: Getty Images

Documentário ‘Kony 2012′ rediscute fórmula de vídeos virais

Publicado originalmente na Folha.com

Qual a receita para criar um bom vídeo viral? Daqueles que se espalham rápido pela web, que todo mundo vê e comenta na mesa de bar?

Na história recente da internet, com o YouTube e sites de compartilhamento, o caminho parecia claro: vídeos engraçados, de preferência com bebês ou animais, ou clipes de fenômenos que começaram na internet, como Lady Gaga e Justin Bieber.

“Kony 2012″, um documentário com ares de produção hollywoodiana, 30 minutos de duração e nenhuma gota de humor ou absurdo -elementos tidos como necessários para o sucesso de um viral- quebrou a receita.

“Ele é a prova de que, apesar de existir um certo padrão nos virais, não há uma fórmula”, diz Kaluan Boarini, produtor de conteúdo da YouPix, empresa que organiza eventos de cultura digital.

O documentário, feito pela ONG americana Invisible Children, já é considerado o viral a se disseminar mais rapidamente pela internet.

Segundo dados da empresa de monitoramento Visible Measures, “Kony 2012″ atingiu 100 milhões de visualizações em apenas seis dias -ele foi publicado originalmente em 5 de março. O monitoramento contabiliza o vídeo original e também republicações e repercussões.

A proposta do vídeo é chamar a atenção da comunidade internacional para atrocidades de Joseph Kony, líder do LRA (Exército de Resistência do Senhor), em Uganda. Seu grupo sequestra e tortura crianças em protesto contra o governo do país.

Apesar do sucesso na web, o vídeo foi recebido com reprovação em Uganda.

Victor Ochieng, que organizou a exibição do vídeo na cidade de Lira e teve dois parentes sequestrados pelo LRA, disse ao “Guardian” ter sido “muito doloroso para as vítimas ver pôsteres, braceletes e bótons da pessoa que é a maior responsável pela destruição de suas vidas”.

No site de leilões e compras eBay, já é possível comprar mais de 7.000 produtos relacionados ao vídeo. Alguns se comprometem a doar 10% do valor do produto à causa.

“Por um lado, o vídeo chama a atenção à temática, mas ele não trata de toda a complexidade do assunto. Prefere ir para o lado mais tocante”, diz Adriana Amaral, professora de pós-graduação em ciência da comunicação da Unisinos e autora de uma tese sobre vídeos virais.

“O sucesso do Kony 2012 deve criar nova fórmula de ‘viral de mobilização’, usando basicamente os mesmos princípios do cinema e da publicidade e aplicando-os à internet”, diz Boarini.