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Guru diz que indiana que sofreu estupro coletivo foi ‘culpada’

Fernando Moreira, no Page not Found

Um guru espiritual provocou revolta na Índia por um causa de um comentário bizarro: segundo Asaram Bapu, a estudante de 23 anos que sofreu estupro coletivo em um ônibus e depois morreu em um hospital foi tão culpada pelo crime quanto os seus agressores.

“Apenas cinco ou seis pessoas não são réus. A vítima é tão culpada quanto os seus estupradores. Ela deveria ter chamado os agressores de irmãos e ter implorado para que eles parassem. Isto teria salvado a sua dignidade e a sua vida. Uma mão pode aplaudir? Acho que não”, disse Bapu, de acordo com a imprensa indiana.

Mais: o guru afirmou que a estudante, identificada como Jyoti Singh Pandey, deveria ter sido mais gentil com os seus algozes se quisesse prevervar a sua vida!

Políticos e internautas reagiram com fúria após as declarações de Bapu.

“Comentários como esses deveriam ser condenados o quanto antes”, disse Sandeep Dikshit, parlamentar do partido governista.

“Querido Asaram Bapu, uma mão não pode aplaudir, mas um dedo pode facilmente mostrar o que penso de você”, escreveu no Twitter um internauta furioso.

A estudante violentada por mais de 20 minutos chegou a ser levada para um hospital em Cingapura, mas não resistiu. O caso provocou uma comoção na Índia.

Esvaziar a cabeça é fundamental para produzir mais

Aumentar a eficiência, sem perder a qualidade de vida: esse é o objetivo do programa criado por David Allen, o guru mundial da produtividade

   Divulgação

Marisa Adán Gil, no Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Você liga o computador e encontra quinhentos e-mails o aguardando. A secretária eletrônica pisca com dezenas de recados ainda por responder. Seu bloco de anotações tem uma lista enorme de tarefas que você provavelmente não terá tempo de cumprir. Quando começa a se debruçar sobre os itens, o telefone toca: é um fornecedor, querendo marcar uma reunião urgente. Como se organizar diante de tantas demandas? É possível ter um alto índice deprodutividade e, ao mesmo tempo, manter a qualidade de vida? As duas questões estão no centro do método GTD, ou Getting Things Done (em uma tradução livre, “Realizando tarefas”), criado pelo consultor norte-americano David Allen, de 65 anos. Considerado uma espécie de guru da produtividade, o autor do best-seller A Arte de Fazer Acontecerviaja pelos Estados Unidos levando o programa GTD a empresas como Sony e Microsoft e instituições como a Força Aérea Norte-Americana. Apesar de contar com técnicas e ferramentas sofisticadas, o método tem como base um pensamento simples: libere sua mente, e a produtividade virá.

Você criou um método para aumentar a produtividade que também promete melhorar a qualidade de vida de executivos e empresários. Como isso funciona?
Eu acredito que as duas coisas andam juntas. Quanto melhor for a sua qualidade de vida, mais produtivo você será, e vice-versa. Desde a época da faculdade, sempre me interessei por métodos e técnicas capazes de ampliar a minha capacidade de produzir, de realizar. Eu me envolvi com essa questão porque eu estava focado na experiência humana, queria saber que tipo de coisas eu poderia fazer sem mudar quem eu era. Meu objetivo não era ganhar mais dinheiro, e sim melhorar a qualidade da experiência, ser mais livre, mais flexível. Depois de passar por 30 empregos diferentes, percebi que eu mesmo teria que encontrar a resposta.

Vamos falar da sua vida antes de você criar o método. Você estudou história americana, mas largou a faculdade, certo?
Sim. Eu era fascinado pela história americana, mas depois descobri que queria ter mais experiências mais ligadas à vida real. Estava mais interessado em modelos culturais do que em datas, se é que você me entende.

Você costuma dizer que, nessa época, iniciou uma busca por Deus, pela verdade e pelo universo. Como foi isso? E como esse processo de autoconhecimento está relacionado com o mundo dos negócios?
Eu ainda estou em busca de tudo isso. Bom, a busca está relacionada com Deus, mas também com o modo como você lida com as pessoas, com a maneira como enxerga a sua vida. Se o seu destino é estar aqui na Terra e viver novas experiências, seja na vida pessoal ou na profissional, então deve aproveitar para aprender mais sobre si mesmo. Acredito que, se agimos conscientemente no dia a dia, podemos aprender muito sobre quem somos. É maluco isso, mas muita gente faz as coisas sem saber por que está fazendo. Quanto mais atento você está ao que faz, quanto mais você direciona a sua energia, menor é o desperdício e maior é o seu crescimento. É bom para os negócios, mas também o ajuda a crescer como ser humano.

Seu programa, o GTD, segue alguns passos básicos. O primeiro deles seria “esvaziar a cabeça” e “colocar tudo em um lugar seguro”.
Para começar, é preciso identificar e capturar ideias, projetos e objetivos que são significativos para você, e fazer uma grande lista, a mais completa possível. Você tem que externalizar tudo isso e colocar em algum lugar onde os dados fiquem seguros: pode ser no papel, em uma pasta no computador, no iPad, não importa – desde que você saiba onde está e como acessar. O segundo estágio consiste em avaliar tudo que está na lista, sendo bem específico sobre cada item. O que aquilo significa para você? É algo que precisa de atenção imediata ou não? Que resultados espera alcançar? Qual o próximo passo para chegar lá? Isso vale tanto para um e-mail quanto para um projeto de vendas. Em seguida, vem o terceiro estágio, em que você organiza os resultados das suas decisões de uma maneira que torne fácil localizar todas as resoluções. Por fim, a quarta fase é a da revisão e da reflexão. É preciso dar um passo para trás e observar todos os seus projetos, colocando no papel o que já foi feito e o que ainda precisa ser feito. Depois de tudo isso, se você decidir tomar uma taça de vinho, vai fazer isso com tranquilidade, porque saberá exatamente o que está deixando de fazer, e isso não será um problema.

Eu faço listas o tempo todo, mas isso não parece resolver o problema.
Fazer as listas é apenas a primeira fase. Se você não seguir para os outros estágios, realmente não vai adiantar nada. Diga algo que está na sua lista de pendências, qualquer coisa…

Americano fatura cerca de 360 reais por hora para assistir a um casal fazendo sexo

Fernando Moreira, no Page Not Found

Título original: ‘Assisto a casais fazendo sexo e dou conselhos’

Durante algum tempo Eric Amaranth dividiu a cama com Betty Dodson, uma guru do sexo então com 69 anos (hoje com 84). Agora, ele decidiu lucrar com as lições aprendidas: virou um consultor de sexo.

Eric fatura cerca de 360 reais por hora para assistir a um casal fazendo sexo. Depois, o consultor de 35 anos dá dicas sobre como os parceiros podem melhorar a vida sexual.

O americano diz que a procura por sua consultoria de alcova aumentou bastante depois do grande sucesso de livros picantes como “Cinquenta tons de cinza”.

“Tenho recebido pedidos de consultoria de pessoas no Reino Unido. Estou baseado em Nova York, mas posso assistir aos casais via Skype. Posso dar conselhos da mesma forma”, disse Eric ao “Sun”.

O consultor diz ter 35 clientes regulares. Ele atende em domicílio ou em suíte de hotel.

O casal Jordan e Aniela McGuinness, ambos de 29 anos, disseram que, com a consultoria de Eric, a “chama voltou” após 14 anos de relacionamento. Aniela ficou impressionada com técnicas de sexo oral.

Eric está namorando uma ex-cliente.

“Estávamos fazendo uma sessão e rolou uma boa vibração. Fiquei muito atraído por ela”, comentou.

Padre vira guru do amor nas redes sociais

Publicado originalmente na Veja

Vídeo ‘Dez conselhos para arrumar alguém’, de Chrystian Shankar, vira febre na rede, com quase meio milhão de visualizações em 45 dias

O time de gurus que ensinam pessoas a alcançar a felicidade no grande amor vem recebendo um reforço religioso no Youtube. Trata-se do vídeo em que o pároco Chrystian Shankar, do Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Divinópolis (MG), ensina fiéis a “encontrar alguém”.

Em dez passos, explicados numa linguagem bastante direta, Shankar orienta os “encalhados” a buscar namorados na noite. Há, é claro, restrições: deve-se optar por lugares “construtivos” e evitar “atirar” para todos os lados, além de cuidar do figurino. As dicas são voltadas especialmente para as mulheres. “O jeito como você se veste está dizendo para os homens quem você é e o que você quer”, afirma o religioso, orientando as moças sobre como despertar o desejo de quem busca compromisso sério.

A passagem apoteótica do vídeo ocorre quando o padre diz que as pessoas devem evitar sair com “a turminha das encalhadas”. “Ali, meu filho, homem não chega”, alerta Shankar, arrancando palmas da plateia.

O vídeo foi colocado na internet dia 21 de janeiro e, em pouco mais de um mês, alcançou 500.000 visualizações. Entre os comentários, há até elogios de ateus. Outros vídeos do padre que figuram entre os hits dos sermões são Sete sinais de que o namoro não vai dar certo (300.000 views) e Quatro motivos para um namoro não dar certo (mais de 100.000 views).

Mas engana-se quem pensa que o padre é um candidato desavisado a celebridade da rede. Além de ter um programa de rádio e outro de televisão, Shankar é conectado: tem site pessoal e perfis no Facebook e Twitter.

Perfil: um homem simples

Rafael Bergamaschi, no iG

Onde você mora? “Eu não moro em lugar algum, estou sempre viajando”. É assim que Andrew Hyde, 27, responde quando alguém pergunta sobre seu lar. Viajando há um ano e meio, o webdesigner natural do Oregon, nos Estados Unidos, vendeu tudo o que possuía (carro, casa, roupas, televisão…) e botou o pé na estrada em busca de autoconhecimento. Hippie ou visionário?

“Eu estava muito confortável, precisava de um desafio, de algo novo”, diz sobre o momento em que decidiu mudar de vida, em agosto de 2010. “Eu tinha um apartamento cheio de coisas. Uma cama, um armário, um carro… Tudo que acumulei depois da faculdade”, descreve.

Durante o primeiro ano de viagem, Andrew carregou apenas 15 objetos: laptop, celular, algumas roupas e uma mochila. Segundo ele, a sensação ao se livrar de tudo é algo próximo da origem dos seres humanos: “foi fantástico. Eu me senti extremamente simples”. Ao longo do caminho, alguns itens foram adicionados – mas só alguns. “Agora estou com 39 coisas. Tudo tem que caber na mochila”.

Para bancar a extravagância, além do dinheiro conseguido com a venda dos pertences, Andrew trabalha como freelance (sem compromisso empregatício) para diversas empresas. O trabalho, é claro, pode ser realizado de qualquer lugar, bastam o laptop e uma conexão wi fi.

Até o momento, o norte-americano passou por 32 países espalhados por três continentes: Ásia, América e Europa. Ele conta que o país que ele mais gostou foi a Colômbia, pela vivacidade do povo, mas, claro que, passando por tantos lugares, nem todas as experiências foram positivas. “Nepal foi o mais difícil. Não digo que seja um país ruim, é apenas um lugar duro de visitar. Vi algumas coisas que não queria ter visto…”, diz, sem entrar em detalhes.

Como um profeta ou um guru, Andrew acumula seguidores por onde passa. “Muitos dizem que querem fazer o mesmo e me fazem um monte de perguntas para saber como agir”, garante.

Se conseguir “fiéis” não é um problema, a dificuldade está em encontrar um romance. “É difícil ter um relacionamento sério, pois você só estará naquele lugar por um período curto de tempo”.

A vida de viajante, aventureiro e arauto da simplicidade, pode dificultar a possibilidade de engatar um namoro, mas Andrew afirma que a experiência acumulada pelo caminho o ajudou no terreno das conquistas. “Você passa a se conhecer melhor e a gostar mais de quem você é. Acho que isso ajuda na hora de conhecer alguém”.

Um homem simples, Andrew não sonha com carros importados ou condomínios luxuosos. “Quero viajar por mais um tempo e depois me estabelecer em algum lugar no Colorado. Morar em uma cabana” diz, antes de finalizar: “acho que eventualmente vou acabar tendo um pouco mais de cem coisas, mas, por enquanto, aproveito a simplicidade”.

Foto: Arquivo pessoal